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Exterior

Suposta amante de Trump é detida por strip

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - A atriz pornô Stephanie Clifford, conhecida como Stormy Daniels e que diz ter tido um caso com o presidente Donald Trump, foi presa na madrugada desta quinta (12) em Ohio sob a acusação de se deixar tocar por clientes durante um show de striptease.

A lei que a dançarina infringiu, de 2007, estabelece que os clientes de negócios de natureza sexual não podem tocar em funcionários enquanto esses estiverem nus ou seminus -só se forem parentes do empregado.

O trabalhador que aparece regularmente nu ou seminu também é proibido de tocar deliberadamente um cliente ou empregado que não seja membro de sua família.

Daniels teria feito as duas coisas, segundo os agentes que a prenderam: deixou-se tocar e encostou nos clientes.

Para a polícia, a dançarina "forçou os rostos dos clientes contra seus seios". Ela também os teria atingido com seus peitos "mal cobertos". Além disso, teria acariciado seios de mulheres na plateia, entre elas uma agente disfarçada. As acusações foram retiradas ainda na quinta-feira, e ela foi liberada mediante fiança de US$ 6.000 (R$ 23 mil).

A etiqueta de clubes de strip desencoraja clientes de tocar em funcionários. Mas alguns estados e localidades decidiram formalizar essa cartilha.

Ohio é um deles. Illinois, também. Lá, um código fixa que é contravenção ficar seminu num negócio de natureza sexual, a menos que se trate de um funcionário.

Também determina que o empregado fique a 3 metros de distância dos clientes no palco ou a 60 centímetros, se estiver no chão.

Em Phoenix (Arizona), as regras também são rígidas. Os funcionários não podem ter contato físico com os órgãos genitais de nenhum cliente. Dançarinas são proibidas de encostar os seios neles. Além disso, não é permitido pôr dinheiro nos trajes da dançarina, pela possibilidade de que haja contato físico acidental.

Em geral, as leis estabelecem que os clientes não podem ter contato físico com as dançarinas, diz Christa Daring, fundadora do braço em Baltimore do projeto Sex Workers Outreach, que advoga pelos direitos das pessoas envolvidas no ramo do sexo.

Mas isso, em alguns locais, depende da quantidade de roupa que a dançarina está usando, se ela está no palco ou fora da área reservada.

Mesmo com as restrições, prisões como a de Daniels são raridade, afirma Daring. "Enquanto violência e intimidação pela polícia são lugares-comuns para a maioria das profissionais do sexo, uma dançarina ser detida por ser tocada por um cliente parece completamente sem precedentes para mim", diz.

Antes de a atriz ser liberada, o advogado dela, Michael Avenatti, qualificou a prisão de armação. "É absurdo que recursos policiais estejam sendo usados para conduzir uma operação-cilada relacionada a clientes tocando uma dançarina de forma não sexual em um clube."

Daniels ficou conhecida após afirmar ter feito sexo com o presidente Donald Trump em 2006, quando ele já era casado com Melania. Ele nega.

Ela diz ter recebido US$ 130 mil (cerca de R$ 500 mil) do advogado do republicano, Michael Cohen, semanas antes da eleição de 2016, para que não revelasse o caso, o que ele confirmou.

A atriz está processando Trump e Cohen por difamação e pedindo que um acordo de confidencialidade que assinou seja invalidado. Enquanto isso, faz turnê por clubes pelos EUA.

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