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Cotidiano

Taxistas desligam taxímetro em Congonhas para elevar lucro

CAMILA MARQUES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para lucrar com a paralisação, taxistas que trabalham em Congonhas decidiram desligar o taxímetro na noite deste domingo e oferecer um preço fixo a passageiros que encontram na porta do aeroporto.

A prática de cobrar valor fixo pela corrida é considerada ilícita e pode acarretar na retenção do táxi.

Alguns taxistas adotaram essa prática e desligaram os aplicativos de táxi (como Easy e 99), que regulam os preços e são tabelados pelo taxímetro.

Ao oferecer a corrida de táxi para alguém no local, eles simulam dentro do próprio app da concorrência o valor para o endereço desejado. E então oferecem por um preço pouco menor. "As corridas têm saído quase o dobro do normal", diz Fernando Jorge, 37.

Para o taxista, a ideia tem ajudado a aumentar a renda desde sexta.

A crise nos combustíveis elevou a tarifa dinâmica do aplicativo Uber (o preço sobe quando a demanda aumenta muito), então ficou mais fácil para os taxistas achar clientes no aeroporto.

A reportagem tentou pegar um táxi por dois apps diferentes. Foram seis tentativas, todas canceladas depois que o prazo de procura por um carro ficava longa demais.

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