Publicidade
Brasileirão

Técnico do Paraná Clube fala sobre pressão e risco de demissão

Técnico do Paraná Clube fala sobre pressão e risco de demissão
Rogério Micale (Foto: Geraldo Bubniak)

O técnico do Paraná Clube, Rogério Micale, falou sobre a pressão para a demissão dele, em entrevista coletiva, nessa quinta-feira (dia 9). Na segunda-feira, o presidente do clube, Leonardo de Oliveira, deu entrevistas confirmando a permanência do treinador e declarando apoio ao trabalho do profissional. 

“É gratificante, porque no futebol brasileiro você é muito avaliado por resultado e não por performance”, disse Micale, nessa quinta-feira. “A gente acaba se acostumando com isso. Nós (treinadores) acabamos nos acostumando”, afirmou. “O presidente, o Rodrigo Pastana (diretor de futebol) e o Marcos (gerente de futebol) estão no dia a a dia, acompanham toda a construção da equipe, o trabalho para contrapor o adversário. Eles veem o que está sendo feito”, comentou.

Para Micale, o time tem demonstrado desempenho dentro de campo. “A gente tem finalizado, tem construído, tem tido mais chances que a maioria dos adversários. Por detalhes não estamos conseguindo fazer os gols. Isso é performance. Quando vem uma posição como essa do presidente, mostra que têm pessoas pensando no futebol”, analisou.

O treinador afirmou, porém, que está ciente que o apoio da diretoria tem prazo limitado. “Só que isso tem prazo de validade. Não tem jeito. A gente sabe como são as coisas, a pressão em cima dele... é ano de eleição. Ele está reestruturando o clube”, disse. “A estrutura é muito melhor, mas muito melhor que ano passado. O clube decidiu investir para fortalecer o clube”, comentou.

A experiência como treinador da seleção brasileira olímpica também foi citada por Micale. “Enfrentei 200 milhões recentemente: o Brasil e alguns outros países, porque a seleção tem que vencer todas. Estou no lugar certo para sofrer essa pressão. Sei ganhar, minha carreira é vitoriosa.
Falaram que não fui bem no Atlético-MG, mas fui finalista da Primeira Liga. Só não fiz a final porque me demitiram. Na seleção brasileira fui finalista em cinco pontos. Ganhei títulos na base. Hoje estou vivendo contrário. Tenho que saber lidar com isso”, declarou.

DESTAQUES DOS EDITORES