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Show de rock

TJ anula júri popular que condenou empresário à prisão no Caso Jockey

Por três votos a zero, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná anulou o júri popular realizado entre 30 e 31 de maio de 2017 e, com isso, o empresário Athayde de Oliveira Neto vai a julgamento outra vez. Ele tinha sido condenado por homicidio doloso com dolo eventual, ou seja, quando assume o risco de matar, por motivo torpe. Ele foi  o reponsável pelo show de rock, realizado no Jockey Club, em Curitiba, em 2003, que terminou com a morte de três adolescentes e pelo menos outras 40 pessoas feridas, acaba de ganhar um novo capítulo.

O Ministério Público do Paraná sustenta que Oliveira Neto vendeu mais ingressos do que a capacidade de público do espaço com a intenção de obter o maior lucro possível com o evento. Além disso, para o MP, o empresário não teria tomado as precauções necessárias para evitar uma tragédia como a que ocorreu.

Pelo entendimento dos desembargadores, a medida anterior foi “manifestamente contrária à prova dos autos”. De modo que o réu, que era o responsável pela organização do evento, pode ficar livre de todas as acusações pelas quais já havia sido condenado a 14 anos, quatro meses e 24 dias de prisão em regime fechado.

A decisão dos magistrados foi tomada nessa quinta-feira (18). Para Cláudio Dalledone, advogado do empresário, o resultado do recurso demonstra que o episódio, embora trágico, não passou de uma fatalidade.

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