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Saúde em Foco

Tuberculose ainda é uma realidade no Brasil

Tuberculose ainda é uma realidade no Brasil

Uma doença que muitos pensam estar erradicada no país, mas que continua matando aproximadamente quatro mil pessoas todos os anos: esta é a tuberculose. Cada paciente com a doença, sem tratamento, pode infectar em média de dez a quinze pessoas por ano. Vale lembrar que os países com maiores índices de pobreza e má distribuição de renda, condições sanitárias precárias e desnutrição são multiplicadores da doença. E, infelizmente, o Brasil ainda faz parte desta lista.

A doença exige ainda mais atenção visto que alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma ou possuem sintomas comuns às doenças do cotidiano, acabam retardando o diagnóstico. A tuberculose pode ser confundida com uma gripe, por exemplo, e levar entre três e quatro meses para evoluir. Ou seja, quem está infectado pode não desconfiar que seja portador da doença e transmitir para outras pessoas.

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões, mas também pode acometer órgãos como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Pessoas com AIDS, alcoólatras, dependentes de drogas, desnutridos, diabéticos, fumantes, idosos doentes ou com insuficiência renal crônica são mais propensos a contrair a tuberculose.

Estima-se que cerca de um terço da população mundial esteja infectada pelo bacilo causador da doença. Em torno de 9,6 milhões de pessoas adoecem e 1,5 milhões morrem a cada ano. O Brasil está entre os 22 países em número de casos de tuberculose e que, juntos, concentram cerca de 80% da doença no mundo. No último ano, foram cerca de 60 mil casos novos da doença no país.

A transmissão da tuberculose é direta (de pessoa a pessoa), onde a aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. Fatores como má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou imunidade reduzida, também favorecem a infecção pela doença.

O tratamento da tuberculose à base de antibióticos é 100% eficaz e exige o acompanhamento de médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde. A cura da doença leva seis meses e o tratamento deve ser seguido à risca durante todo o período.

Irinei Melek, pneumologista do Hospital Angelina Caron.

* Dados: Ministério da Saúde

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