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Clooser

Uber do garçom chega a Curitiba. Veja como funciona

(Foto: Divulgação)

O Closeer, app que tem unido a demanda de bares e restaurantes por profissionais autônomos a trabalhadores que atuam ou querem ingressar nesse mercado está em plena expansão. O objetivo da startup, lançada em dezembro do ano passado, é alcançar o maior número de capitais até o final do ano diante da procura cada vez mais crescentes. Além de São Paulo, empresa acaba de fincar o pé em Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte. “Viemos para transformar a forma como o mercado de food service contrata profissionais temporários e dar respaldo trabalhista e jurídico para estabelecimentos e profissionais”, afirma Walter Vieira, CEO da Closeer.


Além de ter um turn over elevado, o setor de food service sofre com oscilações quanto a movimento de clientes, provocadas por fatores sazonais ou até mesmo climáticos, o que inviabiliza a manutenção de uma força de trabalho estável.Mas, apesar de muitos estabelecimentos comerciais precisarem de trabalhadores freelancers, havia a dificuldade de encontrar pessoas que desejassem cobrir folgas, férias ou apenas auxiliar em um dia de pico. “A gente recebe muitos currículos, mas quando precisa de um profissional com urgência, muitos já estão no mercado, ou seu contato está desatualizado, o que dificulta o recrutamento imediato. Com o uso do app, isso mudou”, diz o sócio proprietário do restaurante Olea, Fábio Costa.


O que a Closeer (www.closeer.com.br) faz é oferecer uma plataforma de profissionais para contratação imediata, além de dar, para as duas partes, segurança jurídica, segurança trabalhista, históricos e avaliações, tanto dos trabalhos realizados quanto dos estabelecimentos, o que antes não existia. O algoritmo do app encontra quem possui a qualificação demandada e, de acordo com sua localização, disponibilidade e avaliação, o recomenda. Se este aceitar a oferta, ambos são colocados em contato, via chat.
Do lado do trabalhador, o app se tornou uma forma de ordenar a agenda e conseguir colocação sem sair do sofá. “Descobri o Clooser através de amigos. Ficou mais fácil conseguir trabalho. Antes ficava na expectativa de ser chamado. Agora, entro no app escolho onde e quando quero trabalhar pelo salário que quero. A tecnologia abriu esta oportunidade”, explica o garçom Gileno Santana, que vive de “bicos” em restaurantes e bares. “Até tive oportunidades de ter emprego fixo, mas viver de freela me permite fazer meu horário e conciliar o trabalho com os estudos”, conta o publicitário de formação que hoje faz pós-graduação na área.


Com 12 milhões de desempregados no país, o trabalho intermitente tem se tornado é uma forma de mitigar a crise. Com a reforma trabalhista, a insegurança jurídica que dificultava aos empregadores contratar mão de obra ocasional foi afastada. “A reforma trabalhista prevê expressamente, na CLT, o contrato de trabalho intermitente, não contínuo, que pode ser interrompido de tempos em tempos. O que eram os chamados “bicos”, são agora regidos pela CLT, de modo que a empresa pode convocar o trabalhador e dispensar o serviço quando não for mais necessário e posteriormente convoca-lo novamente”, esclarece o advogado Rodrigo Santino, do escritório Juveniz Jr. Rolim Ferraz.

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