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Vírus ebola cruza a fronteira do Congo e chega à Uganda

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ebola cruzou a fronteira da República Democrática do Congo e chegou à vizinha Uganda, no que são os três primeiros casos confirmados da doença no país neste último surto do vírus que abalou a África.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou nesta quarta (12) que uma criança congolesa de cinco anos morreu em função do vírus.

O garoto havia chegado do Congo, onde a segunda maior epidemia da doença na história começou em agosto de 2018, acompanhado de sua família, e estava em tratamento. 

Após a morte, mais dois casos da doença foram confirmados pela OMS: a avó da criança, 50, e seu irmão de três anos. Eles estão em tratamento.

O garoto de cinco anos entrou em Uganda dia 10, através do posto fronteiriço de Bwera, acompanhado de seu pai ugandense e de sua mãe congolesa. Eles retornavam da República Democrática do Congo, para onde haviam ido para cuidar do avô materno do menino, que viria a falecer. 

No retorno à Uganda, a família estava acompanhada de outros quatro membros, todos congoleses. Os quatro estão isolados para observação no Hospital Bwera. 

O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo já registrou 2.062 casos de ebola desde que a epidemia começou. Destes, 1.390 morreram.

Preparando-se para possíveis casos, Uganda já vacinou cerca de 4.700 trabalhadores de saúde, intensificou o monitoramento da doença, montou unidades especiais de tratamento e está treinando agentes para reconhecer os sintomas da doença.

Uganda tem sofrido surtos regulares de ebola ao longo dos anos. O pior evento foi em 2000, quando 425 pessoas foram infectadas. Mais da metade morreu.

O Congo já passou por dez surtos de ebola desde que o vírus foi descoberto no país, em 1976. Uma das doenças mais temidas do mundo, o ebola é uma febre hemorrágica causada por vírus que, em casos extremos, causa sangramento fatal em órgãos internos, boca, olhos ou ouvidos. A taxa de mortalidade média é de cerca de 50%, variando de 25% a 90%, segundo a OMS.

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