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Política em Debate

Vitória folgada

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, teve 648.996 votos em Curitiba, ou 62,13% dos votos válidos, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato do PDT, Ciro Gomes, ficou com a segunda maior votação na Capital paranaense, com 124.336 votos ou 11,9%. Fernando Haddad (PT) ficou em terceiro, com 96.916 votos ou 9,28%, seguido de João Amoedo (Novo), 64.219 votos ou 6,15%. 

Naufrágio
O senador Alvaro Dias (Podemos), que já governou o Estado e esperava ter uma votação expressiva na cidade, recebeu apenas 42.634 votos  ou 4,08%. O tucano Geraldo Alckmin (PSDB) também naufragou em Curitiba, registrando meros 29.554 votos, ou 2,83%.

Doleiro
O doleiro Raul Henrique Srour, condenado na Operação Lava Jato a cinco anos e cinco meses de prisão em regime semiaberto, foi preso ontem em Jandaia do Sul (Norte-Central). Logo após ter confirmada sua condenação em segundo grau, o doleiro alterou seu domicílio para a Jandaia do Sul, local em que não existe estabelecimento destinado ao cumprimento do regime semiaberto e onde o doleiro nunca teve nenhum vínculo profissional ou pessoal. Para justificar a mudança, o doleiro apresentou à justiça um falso contrato de trabalho, celebrado com uma gráfica da cidade de Borrazópolis, que o teria contratado como “vendedor autônomo”.

Falsidade
Investigações do Ministério Público que contaram com interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Militar, demonstraram que o doleiro jamais exerceu a função de vendedor e tampouco pretendia fazê-lo. A falsidade foi praticada com o fim de atrair a competência de seu processo de execução para a comarca e assegurar assim que ele não cumprisse pena em unidade prisional no estado de São Paulo, onde existem estabelecimentos destinados ao regime semiaberto. O doleiro, dois advogados e os proprietários da gráfica foram denunciados pela prática dos crimes de associação criminosa e falsidade ideológica.

Denúncia
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina apresentou denúncia contra 28 pessoas com base nas apurações da Operação Password. A operação investigou organização criminosa estabelecida entre 2015 e 2017 no Departamento de Cadastro Imobiliário da Prefeitura de Londrina que realizava cancelamentos de débitos de IPTU e modificações nas características de imóveis urbanos, com o fim de diminuir ou suprimir tributos. O prejuízo aos cofres municipais é superior a um milhão de reais. Entre os 28 denunciados, estão três servidores e uma estagiária da Prefeitura de Londrina, intermediadores do esquema e proprietários de imóveis beneficiados pelos cancelamentos.

Fraude
O Ministério Público deflagrou ontem a Operação Judas, que investiga crimes relacionados a fraudes à licitação que teriam ocorrido nos anos de 2016 e 2017. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da Câmara Municipal de Arapoti, na residência do diretor-geral da Câmara, na sede de uma empresa e em uma residência.

Licitação
Segundo o MP, o presidente, o diretor-geral, a controladora interna e outros servidores da Câmara, além de dois empresários, são suspeitos de integrarem uma organização criminosa que se instalou na Câmara para fraudar licitações para serviços de manutenção elétrica e hidráulica.
De acordo com a investigação, foram realizados procedimentos de fracionamento de licitação e superfaturamento de serviços e materiais. Com os fracionamentos, os investigados realizavam contratações diretas sem a devida licitação. 

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