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Você está com as finanças no vermelho?

Seu nome está negativado? Não consegue pagar a fatura total do cartão de crédito ou utiliza o limite do cheque especial constantemente? Fez um novo empréstimo para renegociar um anterior? Vive pedindo dinheiro emprestado para parentes e amigos? Está pensando em procurar um agiota? As dívidas saíram do controle?
Se alguma dessas indagações reflete a sua vida, não se envergonhe. Há milhões de brasileiros e até empresas que se encontram nesta situação. E uma das principais causas está relacionada à falta de educação financeira – pessoal ou do gestor da empresa.

Espero que as orientações a seguir sejam úteis para te ajudar a restabelecer o equilíbrio financeiro da sua vida pessoal e empresarial:

1) Reúna a família e exponha a situação para que todos possam contribuir e caminhar juntos para resolver a questão. Não omita o problema, principalmente do cônjuge; a família unida neste momento é muito importante.

2) Assuma o controle da sua vida financeira e faça um verdadeiro levantamento de todas as despesas. Anote durante 30 dias todos os gastos, desde os pequenos até os maiores e separe por tipo de despesa. Não deixe escapar nada, tudo deve ser considerado.

3) Passado o período de anotações, totalize cada despesa e analise uma a uma para encontrar onde estão os excessos e desperdícios. Coloque metas de valor nos gastos e comece a guardar a economia conseguida com estes ajustes.

4) Anote todas as dívidas em andamento, tanto as que estão em dia, como aquelas em atraso. Relacione: credor, valor da dívida, número de parcelas total, parcelas em atraso, taxa de juros e o valor presente para quitação à vista.

5) Liste todas as dívidas por ordem de prioridade: primeiro as essenciais (água, energia elétrica e educação) e em seguida as que tenham bens em garantia, as dívidas com maior taxa de juros, e então as demais.

6) Calcule quanto do seu orçamento é possível poupar para pagar as dívidas e comece a procurar os credores para fazer a negociação, conforme a prioridade estabelecida no item anterior.

7) Se o credor não aceitar negociar nas condições que cabem no seu bolso, não faça acordo agora. Comece a guardar um valor mensalmente para negociar a dívida no futuro e à vista.

8) Tenha paciência e perseverança para sair desta situação. Assim, ficará imune para aceitar negociações prejudiciais à sua saúde financeira, que parecem eternizar o tempo para o pagamento das dívidas. Não se torne escravo das dívidas!

9) A portabilidade das dívidas para um único credor pode ser uma boa opção, contanto que a taxa de juros seja menor e a parcela mensal caiba no orçamento. Mas é essencial pesquisar bastante entre as instituições e negociar.

10) Estabeleça propósitos para a sua vida. Sonhos e objetivos que realmente sejam importantes para você e sua família. Assim ficará mais atento aos seus gastos e terá o hábito de consumir de forma consciente. Um desses objetivos pode ser se livrar das dívidas, mas estabeleça outro sonho agradável, acredite, passo a passo, você conseguirá quitar todas as dívidas e realizar cada vez mais propósitos na vida.
Se mesmo seguindo essas orientações você não evoluir positivamente, procure o auxílio de um Educador ou Coach Financeiro. Mas não desista nunca. Você e sua família merecem uma vida sustentável financeiramente, e que seja próspera.


Edward Cláudio Júnior é cofundador do BEM Financeiro

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