Comida in natura para pets

17 novembro, 2017 às 16:13  |  por Fabiana Ferreira

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Minha surpresa depois de oito anos foi saber que na ração da minha poodle havia produto transgênico. Nas marcas mais conceituadas é comum o uso de alimentos geneticamente modificados. As rações, em geral, são indicadas pelos veterinários como alimentação completa para a nutrição de filhotes a idosos, contribuindo inclusive para o aumento da longevidade de cães e gatos.

Na contramão dessa tendência alguns tutores têm apostado em uma alimentação natural no lugar da industrializada. A comida natural ganha adeptos como é o caso da família da mestiça Princesa (foto).

O médico veterinário Eduardo Jabour Antonini apostou neste mercado e conta um pouco sobre o produto da empresa Piatto Pet que tem o objetivo de proporcionar mais saúde, qualidade de vida e longevidade para os animais.

- Quais os benefícios em oferecer alimentação natural aos animais? Pelagem mais bonita, facilidade na manutenção do peso ideal, mais qualidade de vida para os animais, mais disposição, fezes menores, mais sequinhas e com menos odor. Uma alimentação equilibrada com hábitos saudáveis criam condições para manter o corpo saudável.

- Quais são as contraindicações desse tipo de alimentação?

Não existem contraindicações quando ela é preparada com critérios e recomendações corretas utilizando nutrientes adequados para cada tipo de animal e/ou prevenção e tratamentos de cada doença.

- Qual os principais prejuízos das rações industrializadas? 

Em geral, têm proteínas de baixa qualidade, excesso de carboidratos, utilização de transgênicos, conservantes químicos, sabores e cores artificiais e óleos de baixa qualidade. Várias doenças são causadas por esse tipo de alimentação, processos inflamatórios crônicos, entre elas: obesidade, alergias, problemas de pele, má formação anatômica, doenças ortopédicas e urológicas, doenças do aparelho digestivo, infecções crônicas dos olhos e ouvidos e doenças degenerativas.

- O custo benefício entre a ração industrializada e natural, vale a pena?

Apesar do custo da alimentação natural ser mais caro, o animal tem uma vida muito mais saudável porque diretamente terá um gasto muito menor com assistência medica veterinária.

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Sobre a Piatto Pet:

- Há quanto tempo existe a empresa? Quais bairros/cidades são atendidos?

Trabalhamos com o fornecimento de Alimentação Natural Pet faz um ano e meio, porém faz seis meses que expandimos nossas operações para toda a grande Curitiba.

- Como está a aceitação do público em Curitiba? Quantos clientes a empresa já possui? Qual o perfil do público?

A Piatto Pet hoje conta com clientes espalhados por toda cidade. A Aceitação costuma ser bem maior nas famílias de cães de menor porte, pois na Alimentação Natural, a quantidade de alimento oferecido é bem maior do que a de ração. Como os alimentos são frescos e não desidratados, somente de água costumam ter até 70% a mais no que nas industrializadas, então para cães de porte acima de 20kg, além do valor exigir um pouco mais do orçamento ainda temos a questão de espaço para a armazenagem. Como não trabalhamos com conservantes, o alimento deve ser mantido refrigerado.

Entre os bichanos que já são clientes da Piatto Pet a aceitação é de 100%, trabalhamos com 14 receitas diferentes então nossos peludos repetem a mesma receita apenas uma vez no mês. Até hoje ainda não tivemos nenhum caso de rejeição, até os mais exigentes aprovam.

 - Como é a preparação e entrega da comida?

Após o pedido da alimentação solicitamos normalmente um prazo de dois dias úteis para o preparo. Como trabalhamos com alimentos frescos, fazemos nossas compras diariamente e sob demanda, da mesma forma funciona o preparo dos alimentos, são feitos no dia anterior a entrega ou mesmo no mesmo dia, dependendo dos horários previamente agendado com os nosso clientes para o delivery.

No preparo, evitamos formas de cocção rápida, como a panela de pressão por exemplo, alguns vegetais fazemos apenas no vapor, tudo sempre com a preocupação de manter a maior quantidade de nutrientes possível.

Na hora de embalar os alimentos, cada refeição é feita uma a uma, sobre a balança para termos certeza que cada um dos nossos clientes esta recebendo as porcentagens corretas que precisam de proteínas, carboidratos, vegetais e vísceras para ficarem sempre saudáveis.

A entrega hoje é feita apenas no sistema de delivery, o cliente tem a opção de uma entrega, já com as 60 refeições do mês (duas por dia), quinzenal ou ainda semanal. Aqui sempre orientamos a verificar o espaço para armazenagem, já que como citado anteriormente, tem que ficar refrigerado. Trabalhamos com embalagens empilháveis para ajudar a poupar espaço.

Hallowen Pet com concurso de fantasias

26 outubro, 2017 às 00:01  |  por Fabiana Ferreira

O Shopping Curitiba, primeiro a se tornar petfriendly na cidade, promove no sábado (28), a partir das 15h, o Halloween Pet com concurso de fantasias. O evento é beneficente, a entrada é gratuita e aberta ao público. Serão premiados os primeiros colocados nas categorias Fantasia, Originalidade e Simpatia. Três jurados vão dar notas de 0 a 10 para cada participante do desfile, em cada quesito.

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As inscrições são limitadas para até 30 cães e podem ser feitas no dia do evento, a partir das 15h, mediante a doação de um quilo de ração, de qualquer tipo. A dica da organização do evento é chegar com antecedência para fazer a doação, preencher a ficha de inscrição e começar a diversão. Assim que completado o número de 30 cachorros, as inscrições se encerram automaticamente, e apenas os inscritos participarão do desfile. Mas todos são bem-vindos e convidados a assistirem o concurso e a participar da festa.

As doações vão para as ONGs Ajude Focinhos e Salva Bicho, que protegem e defendem animais carentes e maltratados.

Os apoiadores HiperZoo, DocG, Cãolinarista, Jingles, Los Cachorreros e Mooshe Pet Grife vão premiar os ganhadores com brinquedos, roupas, acessórios e petiscos.

Algumas regras e informações são importantes: a participação é aberta a todos os cães de pequeno, médio e grande porte desde que não estejam classificados como Cães de Guarda: Pitbull, Pastor Alemão, American Stafforshire Terrier, Dobermann, Rottweiller, Bull Terrier e raças mestiças ou variações destas raças; será obrigatório o uso de fantasias, de coleiras e guias no dia do desfile.

O evento acontece no Piso L2, no vão central do Shopping Curitiba. O regulamento completo está disponível no www.shoppingcuritiba.com.br.

Jurados

Paula Gambetta – Micro empreendedora do segmento de hospedagem de cães, proprietária da Coralina Mundo Pet, colaboradora da página Petfriendly Curitiba. Atuante na causa animal desde 2012, organiza feiras de adoção e já encaminhou mais de 100 cães para novos lares. Tutora do Jack, Coralina e Tequila.

Dra. Elisabeth Stapenhorst – Médica veterinária formada pela UFRGS, especializada em Clínica Médica de Pequenos Animais e proprietária da Cozinha Vet. Trabalha com atendimento clínico nutricional para cães. Tutora da Belle.

Napoleon Toddy e sua tutora Jessyyca Mahylla – o bulldog francês Napoleon faz o maior sucesso nas redes sociais, e é considerado um pet influencer. Com um ano e sete meses, ele é pura simpatia e conquista os petlovers por onde passa.

Serviço:

Halloween Pet e concurso de fantasias.

Quando: dia 28 de outubro, inscrições a partir das 15h.

Inscrições: doação de 1 kg de ração de qualquer tipo. A partir das 14h do dia 28 de outubro (sábado).

Quanto: gratuito e aberto ao público.

Local: Vão central do Shopping Curitiba (piso L2);

ONGs beneficiadas: Ajude Focinhos e Salva Bicho.

Apoio/parceiro: HiperZoo, DocG, Cãolinarista, Jingles, Los Cachorreros e Mooshe Pet Grife.

Shopping Curitiba

Rua Brigadeiro Franco, 2.300. Curitiba (PR)

(41) 3026-1000 | www.shoppingcuritiba.com.br

@ShoppingCtba | www.facebook.com/ShoppingCuritiba

Cão que pega ônibus está pra adoção

25 outubro, 2017 às 20:49  |  por Fabiana Ferreira

 

 

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O vira-lata que ganhou notoriedade por andar de ônibus em Curitiba está para adoção. O cachorro Leleco, que vivia no Terminal do Portão ao lado da Princesa, aguarda em um hotel por um adotante. “A decisão foi difícil, mas necessária para preservar a vida dele”, conta a protetora independente, Fernanda Dias. De uns tempos pra cá, o Leleco ampliou seu percurso pela cidade, antes do Terminal do Portão para o Capão Raso, passou a circular pelo Terminal do Fazendinha, CIC, Cabral…

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Leleco chegou ao Terminal do Portão em novembro de 2016, onde já vivia a cachorra Princesa. A vira-lata morava ali com o Totó e durante muito tempo após a morte de seu par, se recusou a deixar outro cachorro se aproximar. Mudou de ideia quando conheceu o Leleco, que também recebeu a proteção e os cuidados de Fernanda, principalmente após ser atacado por outros cães e precisar ser internado numa clínica veterinária. Ganhou placa de identificação com o contato da protetora. De lá pra cá, começou a percorrer os terminais de ônibus, o que levou a muitos telefonemas para Fernanda.

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O cachorro começou a implicar com motos e ciclistas e a sair disparado em direção a eles. Numa dessas corridas, machucou a pata. Recentemente, teve que ser internado de novo após comer algo estragado. Pensando no bem-estar e segurança do animal, Fernanda procura um lar para o “meliante”, apelido bem-humorado que Leleco ganhou após se meter em várias roubadas. Princesa, segue com residência fixa no Terminal do Portão, onde já vive há seis anos. Mais velha, a cachorrinha já está muito adaptada ao local e diferente do amigo, prefere não se aventurar em outros terminais.

Os interessados podem conhecer o Leleco no sábado (11/11), em um evento de adoção no Hospital Levet, no Água Verde. Fernanda conta que o cachorro, de cerca de três anos, é dócil. E que as experiências em lares temporários, durante a recuperação após os internamentos, mostraram que ele se adaptou bem à rotina de uma casa. Apesar do espírito livre, Leleco terá condições de se adaptar a um lar.  Mais informações: (41) 99899-4018 com Fernanda.

Atendimento mais em conta sem perder a qualidade

24 outubro, 2017 às 22:05  |  por Fabiana Ferreira

Bebel na consulta

O Blog Papo Pet vai aproveitar as andanças da poodle Bebel (@bebelcaidoceu) para contar a experiência que teve com  alguns serviços ofertados para cães em Curitiba. Das consultas veterinárias, aos pets e bares que permitem a entrada de cães.

Vamos lá. Nesse post  um pouco sobre o atendimento em Ortopedia da Clínica Veterinária Escola da PUC, localizada no Rebouças, em Curitiba. Por ser ligada a uma instituição de ensino, os serviços prestados (consultas, exames e cirurgias) são mais baratos. A consulta, atualmente, custa R$ 70,00. Comparado com o de clínicas renomadas da cidade, que o valor gira em torno de R$ 200,00, é uma grande economia.

Dias desses, Bebel começou a mancar eventualmente e ter dificuldades para descer do sofá. Nada que modificasse a sua rotina. Continuou a comer, passear e brincar. Mas uma consulta com um médico veterinário especialista era necessária. Por não se tratar de algo grave nem urgente, foi possível esperar a data disponível para a consulta na Clínica da PUC.

O atendimento começa por uma triagem realizada por estudantes do curso de Medicina Veterinária. Em seguida, o professor, no caso um especialista em Ortopedia, fez um exame minucioso que diagnosticou uma tendinite de ombro. Para confirmar, uma radiografia foi feita sem a necessidade de sedação. Nem sempre é possível fazer dessa forma, sem anestesia. O exame custou R$ 80,00.

Um grupo de alunos acompanha tudo. Você participa dessa aula prática e pode compreender de forma mais detalhada o caso. Além de fazer perguntas. Em geral, elas são muitas!

Consulta e exame feito. Receita de antiinflamatório e retorno em uma semana. O atendimento foi realizado com pontualidade e a equipe foi atenciosa.

É necessário agendar pelo telefone (41) 3207-3273. Rua Rockefeller, 1311. Tem estacionamento. Atendimento em outras especialidades para cães e gatos: dermatologia, cardiologia, endocrinologia e outros. De segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Ponto forte: custo baixo em relação ao mercado x médicos veterinários (professores) experientes e qualificados 

Ponto fraco: poucos horários disponíveis para as consultas nas especialidades.

Qual raça de cães escolher para as crianças?

17 março, 2017 às 00:01  |  por Fabiana Ferreira

Qual raça de cães escolher para as crianças?

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Existiria uma raça de cães mais indicada para ser companhia dos pequenos? Acredito que não. Sempre convivi na infância com todas as raças, do vira-lata ao pastor-alemão. O ambiente e as pessoas têm grande influência no comportamento do animal. O importante na hora de escolher é refletir muito sobre uma convivência que provavelmente vai ultrapassar os dez anos de vida. Lembre-se. Adotar sempre é a melhor opção.

A Maria Eduarda brinca com o schnauzer Tinho desde os quatro anos. Essa raça, em geral, não costuma ser a mais lembrada quando o assunto é a melhor companhia para as crianças. Os dois são os melhores amigos da casa. Ela brinca de “mãe e filho”. E se ultrapassa o limite nas brincadeiras, o Tinho dá aquela mordidinha de leve. Com ele, a Maria Eduarda aprendeu a cuidar e ter responsabilidade. A ração e a água ficam por conta dela.

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A coluna perguntou ao especialista em comportamento animal e professor de Medicina Veterinária da PUCPR, Paulo Parreira, se existe mesmo uma raça de cães específica para conviver com as crianças. Confira:

Papo Pet: boxer, labrador e golden seriam os mais indicados? São raças que, por seu perfil amigável e extremamente brincalhão, geralmente se dão muito bem com crianças. Mas não é uma regra. Caso um desses cães seja maltratado ou submetido a condições inadequadas de manutenção e criação, podem se tornar agressivos e perigosos.

Papo Pet: qual a dica para os pais que decidem dar um animal de estimação para os filhos? Critério e muita pesquisa. Não comprar ou adotar animais por impulso. Não dar um cachorro para a criança somente por que é um desejo dela, a não ser que esta seja a vontade de toda a família. Todos devem participar da criação, educação e cuidados do animal. Conversar com profissionais da área, visitar os criadores (quando possível), buscar informações na literatura e/ou internet.

Papo Pet: existe uma raça de cachorro mais indicada para a convivência com as crianças? A princípio não. Acredito que depende muito mais do perfil da família e da educação do animal, do que da sua raça. Obviamente que raças de cães de pastoreio e de caça, por sua criação, perfil amigável e alta capacidade de aprendizagem, acabam sendo as mais procuradas. Mas qualquer raça ou porte, desde que escolhida com critério (espaço disponível, tempo para dedicar atenção, etc) e educada/adestrada de maneira correta e positiva, pode se dar muito bem com crianças.

 

 

O que fazer quando seu pet comer algo errado?

17 fevereiro, 2017 às 00:01  |  por Fabiana Ferreira

 

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Inspirada na minha Bebel, uma poodle comedora insaciável de sacolas plásticas, resolvi escrever sobre o tema. A primeira vez que percebi que ela comeu algo atípico, levei logo ao pronto socorro. Foi examinada, passou por ultrassonografia e não foi possível identificar o que era comida e o que era o objeto estranho. O veterinário pediu para aguardar em jejum e repetir o exame no dia seguinte. A conclusão foi que o saco estava seguindo o destino correto, não tinha enroscado em nenhum órgão e o mais provável é que sairia de forma natural.

Depois de algum tempo, a pequena resolveu comer de novo a tal da sacola. Que gosto! Na segunda e na terceira vez que ela aprontou uma dessas, aprendi a ter calma e observar. Por sorte, descobri que ela virava a lata do lixo reciclável. Nunca se animou em mexer no orgânico. Contando mais uma vez com a sorte, tudo foi eliminado sem necessidade de cirurgia.

Para explicar a gravidade de casos deste tipo, o Papo Pet entrevistou a médica veterinária e professora da PUCPR, Ana Paula Sarraff Lopes.

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- Como proceder no caso de ingestão de objetos? O ideal é levar o paciente ao veterinário. Ele  passará por um exame físico e complementares (como radiografia e ultrassonografia) para tentar detectar o corpo estranho, bem como para acompanhar sua evolução.

- Quais os riscos para cães e gatos? Dependendo do tipo do corpo estranho (material, formato, tamanho…), ele pode sair naturalmente pelas fezes ou vômito ou pode obstruir (“parar”) algum órgão (como esôfago, estômago ou intestino), ou ainda perfurar algum desses órgãos por onde ele passar, caso ele seja o pontiagudo ou irregular (como palitos, agulhas ou ossos por exemplo).

- Caso não seja possível levar ao veterinário imediatamente como avaliar que o animal está bem? O indicado é observar o animal no dia a dia e não se deve provocar vômito, pois o corpo estranho pode lesar a mucosa do estômago e/ou esôfago ou perfurar esses órgãos. Deve-se acompanhar se o corpo estranho vai sair nas fezes ou no vômito. Se ele obstruir o esôfago o paciente vai salivar muito e não conseguirá deglutir e se obstruir o estômago e/ou intestino pode vomitar, ficar apático e prostrado e parar de se alimentar.

- Existe diferença nesses casos entre cães e gatos? Os cães são mais predispostos a corpos estranhos do que os gatos e são mais frequentes nos filhotes, pelo fato de eles serem brincalhões e morderem diferentes objetos para diversão. Nos gatos detecta-se com maior frequência os corpos estranhos “lineares” (fios, lãs, barbantes…), pois eles têm hábito de brincar com esses tipos de objetos. Muitas vezes esses corpos estranhos lineares ficam presos na base da língua do paciente e vão pregueando o intestino. Quando isso ocorre observa-se uma imagem característica na radiografia do abdômen, de pregueamento dos segmentos intestinais envolvidos, sugerindo que o corpo estranho seja linear.

- Se não for expelido de forma natural, como é a cirurgia? O objeto pode sair naturalmente nas fezes, causar obstrução esofágica, estomacal ou intestinal ou causar perfuração em algum desses órgãos levando à peritonite (inflamação da cavidade abdominal). Se o corpo estranho estiver localizado no esôfago ou estômago pode-se optar pela endoscopia, o tratamento menos invasivo. Se não for possível ou não houver disponibilidade em se realizar a endoscopia, pode-se fazer a cirurgia tradicional, na qual se acessa o órgão comprometido removendo-se o corpo estranho.

 

 

Medicina Veterinária da PUCPR é o máximo

14 fevereiro, 2017 às 17:59  |  por Fabiana Ferreira

Uma comissão de avaliadores do Ministério da Educação e Cultura (MEC) fez uma visita no início de fevereiro à PUCPR para avaliar e fazer o reconhecimento do curso de Medicina Veterinária, em Curitiba. A infraestrutura, o corpo docente e o projeto pedagógico,  passaram por uma criteriosa avaliação. A Universidade recebeu a informação na sexta-feira (10) que após o estudo, o curso obteve a nota máxima, conceito 5.

O curso, que integra a Escola de Ciências da Vida da Universidade, inaugurou no ano passado umas das melhores estruturas de atendimento clínico para animais de estimação na capital paranaense. Fator muito importante na avaliação conceito máximo do MEC. Leia mais sobre a Clínica Escola

Será que os pets sentem amor e saudades?

20 janeiro, 2017 às 09:01  |  por Fabiana Ferreira

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Será que os pets sentem amor e saudades?

Tem gente que acha que cães e gatos não se envolvem emocionalmente com os seres humanos. Não sentem amor nem saudades. Eles apenas esperam algo que supra as suas necessidades. Ganhar um petisco, passear, brincar e por aí vai. Mas pra quem tem um bichinho essa história não é bem assim. A coluna ouviu o zootecnista Paulo Parreira, professor da PUCPR, e especialista em comportamento de animais de estimação para esclarecer esse assunto. Afinal de contas, os pets sentem saudades?

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Acredita que cães e gatos desenvolvam uma relação emocional pelo tutor ou por alguém mais próximo?  Sim, acredito profundamente que os animais desenvolvem laços emocionais com seus tutores. O luto, por exemplo, é um comportamento amplamente verificado e observado em várias espécies animais. A “saudade”, por assim dizer, será também sentida pelos animais. Não com a mesma profundidade, intensidade e discernimento dos humanos, mas em muitos casos com os mesmos efeitos (insônia, apatia, falta de apetite, etc.)

A ausência repentina de uma pessoa próxima a um cachorro pode causar sofrimento? Esta mudança está ligada a presença física daquela pessoa ou às atividades que ambos faziam juntos? Quanto mais próxima for a pessoa que se ausentou, maiores as chances do animal sofrer com a ausência. A mudança está diretamente ligada à presença e também à rotina e laços desenvolvidos entre os dois.

Essa situação em relação aos gatos é diferente? Eles realmente têm uma relação maior com o ambiente? Não. Isto é uma “lenda urbana” muito difundida. Os gatos se relacionam muito bem com os humanos e sentem sua falta, tanto quanto os cães.

Os cães se acostumam com uma rotina diária? No caso de animais que estejam acostumados a sempre ter companhia ou passear muitas vezes ao dia podem sofrer com uma mudança? Sim. Os cães se acostumam facilmente com a rotina (por mais maluca que seja) ou com a falta dela. Caso estejam acostumados com passeios e brincadeiras, a falta destes estímulos positivos pode causar problemas comportamentais.

De que forma esta ausência é demonstrada no comportamento do animal? São diversas maneiras. As mais comuns: vocalização e agitação excessivas; destruição de objetos; urina e fezes em locais errados; desânimo e prostração (o animal não tem vontade de brincar e se mostra apático); falta ou excesso de apetite (os extremos podem ser sinais de que algo está errado).

É possível acostumar um cachorro a passar o dia sozinho, sem sofrer com a ausência de companhia? Sim, o animal pode e deve ser acostumado desde cedo, a passar longos períodos sozinho. Obviamente que o cão, como animal gregário, se adapta melhor à locais onde não fique muito tempo sozinho, mas é possível sim acostumá-lo à esta situação se a rotina da casa for esta. No caso de famílias que buscam outros cães para fazerem companhia para o animal atual, o importante é avaliar com a ajuda de um profissional qual a melhor raça e se realmente a situação permite a introdução de um novo cão ou animal. Caso a rotina da família ou indivíduo seja de muitas horas fora de casa, provavelmente um cão não se adaptará à esta situação. Esta questão deverá ser analisada com a ajuda profissional.

Mudar um hábito de um cachorro idoso, acima dos sete, é uma tarefa mais difícil do que em cães mais jovens? Assim como nós humanos, quanto mais envelhecemos, mais dificilmente abandonaremos velhos hábitos. Com certeza mudanças bruscas e repentinas de rotina, afetarão os animais idosos, principalmente se estes tiverem algum problema de saúde crônico.

 

De Santa Felicidade para a Mooca, a história do Snoppy

16 dezembro, 2016 às 10:47  |  por Fabiana Ferreira

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O cocker da foto apareceu na casa da Marta no bairro de Santa Felicidade no dia da vitória do Palmeiras no Campeonato Brasileiro de Futebol. A barulhada foi grande no bairro que concentra muitos italianos, em Curitiba. Por sorte, o cachorro foi encontrado por uma família apaixonada por bichos.

Após ter sido recolhido, entalado em uma grade do portão, ele ganhou um abrigo temporário e check-up veterinário. Um probleminha no olho. Logo tratado. E daí teve início a procura pelos tutores via redes sociais. Alguns dias se passaram e nada da família responsável aparecer. Em seguida, diante de toda a fofura e semelhança com um cachorro que teve da mesma raça, a prima da Marta resolveu adotá-lo. Pronto. Ele já estava com a passagem garantida para outro bairro italiano, na Mooca, em São Paulo.

Foi então que depois de uns dias da definição sobre o adotante, numa postagem em um site de cães desaparecidos, que a família do cocker apareceu. E para surpresa e indignação de todos que conviveram com o cachorro, a antiga família optou por não pegá-lo de volta. Aos dez anos de vida, com boa saúde, não houve mais interesse pelo animal. Sorte a dele.

Soube-se que o Snoopy, como era chamado, não vivia mais com a primeira tutora, pois a mesma teve que se mudar para um condomínio, que segundo ela não permitia animais. Foi assim que o bichinho foi parar em Santa Felicidade. Sem ter a atenção e o amor necessário que deve ser dado a um animal de estimação.

Por sorte, o Palmeiras ganhou. O Snoopy se assustou com a barulhada e agora tem a chance de passar o resto da vida com quem realmente vai amá-lo e cuidá-lo. A expectativa de vida dos cães têm aumentado. Para alguns, isso se tornou um problema. Outro dia me perguntaram se eu estaria preparada para conviver pelos próximos 10 anos com a minha cachorra. É claro que sim! Não estou preparada para viver com ela menos que isto. Ter um animal de estimação requer além de muito amor, tempo e paciência para os cuidados, principalmente, na velhice.

 

Curitiba ganha Clínica Escola com atendimento para animais silvestres

18 novembro, 2016 às 10:49  |  por Fabiana Ferreira

 

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Os tutores de animais silvestres agora terão mais um lugar para levar seus pets em Curitiba. A Clínica Veterinária Escola da PUCPR, localizada na Rua Rockfeller, 1311, Rebouças, conta com o atendimento especializado também para esses bichinhos. Entre os animais de estimação que poderão ser atendidos, estão aves em geral, repteis e pequenos mamíferos como coelhos, porquinhos-da-índia e ferrets.

A nova estrutura para o atendimento de animais de estimação (cães e gatos), inaugurada oficialmente neste mês, conta com cerca de 2 mil m² e atenderá 15 especialidades. Com uma capacidade de atendimento de cerca de 40 animais por dia, a Clínica dará continuidade ao atendimento veterinário antes realizado pela Universidade em São José dos Pinhais. Entre as especialidades estão:  Ortopedia, Neurologia, Dermatologia, Oncologia, Odontologia, Cardiologia e Nefrologia, além de Cirurgia Ortopédica e Oncológica.

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Estrutura - A Clínica tem duas salas cirúrgicas, duas salas pré-operatórias e duas pós-operatórias, central de esterilização e sala de Odontologia. Conta com quatro consultórios, um consultório de emergência, Setor de Imagem (raio X, ultrassom e sala de laudos), Quimioterapia, sala de coleta, nutrição, isolamento e laboratório multiuso, internamento para cães e gatos, depósitos de medicamentos e ala cirúrgica. Além disso, a Clínica tem três laboratórios: de patologia clínica, microbiologia e anatomopatologia.

Recesso: devido ao período de férias acadêmico, o local fechará de 2/12/2016 a 27/1/2017. O serviço volta às atividades no dia 30/01. A partir do dia 24/01, as consultas já poderão ser agendadas. A marcação de consultas, exceto atendimentos de emergência/urgência, deverão ser feitas exclusivamente pelo telefone: (41) 3207-3273, somente às terças-feiras, das 14h às 18h.   Preços sob consulta.

Mais informações: por email clinicaveterinariaescola@pucpr.br