Quem consegue parar de fumar?

16 maio, 2017 às 15:19  |  por Luciana Kotaka

A hipnose pode ser um excelente caminho para quem deseja largar o vício de fumar

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Só quem já experimentou colocar um cigarro na boca e não conseguir viver sem ele, sabe a dor e a dificuldade de largar de fumar. Para quem nunca fumou ou até já tentou e não criou dependência é muito fácil achar que esse processo é simples, mas garanto que é bem mais complicado do que aparenta ser.

O cigarro é uma droga que causa dependência física e emocional, o que torna esse vício tão difícil de resolver, além de ser liberado e de fácil acesso, o que se torna um problema sério para aqueles que buscam o alívio imediato da ansiedade e até mesmo do estresse.

Alguns relatam que o cigarro é um companheiro nas horas de solidão, outros sentem que a criatividade aumenta e até ajuda a inspirar na hora de escrever um texto. Pois é, a verdade é que a droga cumpre uma função diferente de acordo com quem a consome, o que dificulta uma ação em larga escala no combate do fumo.

Entretanto há diversas terapias que visam ajudar uma pessoa a parar de fumar, entre elas a psicoterapia de apoio emocional e a medicamentosa. Mas podemos recorre à hipnose, que utiliza técnicas que são eficazes para que se pare de fumar.

Como todas as opções no mercado, que servem para ajudar uma pessoa a parar de fumar, a hipnose também pode funcionar melhor para uma pessoa e para outra não, o que difere na verdade é o real desejo de parar de utilizar o cigarro como uma bengala.

Hoje logo pela manhã conversava com uma paciente sobre isso, o quanto muitas vezes queremos, mas no fundo não decidimos tomar essa decisão, pois apesar do cigarro ter cheiro ruim, fazer mal à saúde, incomodar as pessoas que convivem conosco, ele traz alguns benefícios emocionais que são difíceis de largar mão.

Por isso a psicoterapia tem a função de complementar a hipnose, para que se tenha sustentação na hora da decisão, para que o indivíduo possa substituir o vício do cigarro por outras opções mais saudáveis, não transferindo a compulsão de fumar por outra como o àlcool, compras, etc.

A hipnose se utiliza de técnicas que há décadas vêm sendo utilizadas com objetivos que visam a curar ou mesmo amenizar conflitos, traumas, fobias, vícios, luto, dores emocionais, como a depressão, obesidade, compulsão alimentar, entre tantos outros benefícios.

Desta forma, vem agregar no trabalho psicoterapêutico na solução de problemas diversos, principalmente nos que o próprio paciente tem a possibilidade de se responsabilizar pela sua cura e bem-estar.

 

Apenas 1 Minuto

2 maio, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

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Participe conosco no domingo, dia 07 de maio, no gramado do MON.

Neste dia vamos juntos fazer um minuto de silêncio e ver que com Apenas1Minuto em silêncio por dia TUDO PODE MUDAR!

Vem com a gente descobrir o poder da prática do silêncio!

(Silêncio – o Wi Fi do coração)

http://apenas1minuto.org/

#apenas1minuto

Entenda um pouco mais lendo o texto abaixo:

Porque que o silêncio é a base do autoconhecimento

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Descubra como a prática diária pode transformar sua vida.

Mais do que falar sobre o silêncio, eu tenho constantemente tentado lhe mostrar na prática o poder do silêncio, lhe convidado a fazer a experiência de parar algumas vezes no seu dia, sem celular, computador ou distrações, e se recolher no silêncio, nem que seja por um instante. Às vezes, somente alguns segundos em silêncio podem transformar o seu dia, alquimizando completamente o seu estado mental e fazendo com que você retorne ao centro. Com somente um instante de silêncio é possível iluminar a escuridão, mas para que isso aconteça é importante que você se afine com essa prática, cultivando o silêncio em seu dia a dia.

A prática constante é muito poderosa e é somente se entregando a ela que você poderá conhecer o poder que o silêncio pode ter em sua vida. De resto, será apenas eu usando palavras para te contar a minha experiência, sem que você viva a sua.

É verdade que em um primeiro momento o silêncio não lhe parecerá natural e será preciso exercitá-lo como uma austeridade inteligente. Possivelmente, quando você se dispuser a se aquietar e silenciar, perceberá um grande barulho interno, uma grande agitação, uma ansiedade e um turbilhão de sentimentos e pensamentos


“Às vezes, somente alguns segundos em silêncio podem transformar o seu dia, alquimizando completamente o seu estado mental e fazendo com que você retorne ao centro.”


Na medida em que usar sua vontade consciente e fizer algum esforço para se colocar quieto, você começará a se desassociar dessa mente barulhenta e aos poucos, conseguirá romper com o pensador compulsivo. No mínimo, irá ampliar o poder da sua auto-observação (principal requisito para a expansão da consciência) para poder ver o tumulto que te habita e a origem de suas raízes, podendo assim, se aprofundar no processo de cura e transformação.

Ao meu ver, o cultivo do silêncio é a base que permite que você identifique aquilo que está atrapalhando o seu desenvolvimento e precisa ser transformado dentro de você, ou ainda, o agente que te possibilita se aprofundar ainda mais na sua luz. Ele é seu aliado no desenvolvimento do foco e da concentração tão necessárias tanto na cura dos processos de autotransformação, quanto na percepção do seu eu real.

Conforme você se disciplinar na prática do silêncio, será possível atravessar essas resistências e entrar em comunhão com o Ser, onde o silêncio então flui naturalmente. Isso porque, ele é a eloquência do Divino e tudo o que existe nasce a partir dele: a verdade, a beleza e o amor. O Ser repousa no silêncio e meu propósito é proporcionar que você viva a experiência de comunhão com o Ser – e quando isso ocorre, naturalmente você silencia.

Mas para chegar nessa experiência é preciso praticar e se abrir para a experiência do silenciar, que pode ser muito reveladora e trazer chaves de compreensão para questões muito profundas da sua alma. O silêncio pode ainda, tomar a forma de uma palavra, de uma música, uma poesia, um gesto, uma pintura… Lembre-se que ele é a expressão real do seu Ser, é como a ponte para o eterno.


“experimente colocar em prática esse exercício tão simples de parar algumas vezes no seu dia, se desligar do mundo lá fora e colocar o foco no fluxo da sua respiração.”


Aos poucos, conforme você for se afinando com os códigos divinos do silêncio, vai perceber na prática que ele é preenchido de bem aventurança, é preenchido pelo Espírito Santo. As respostas para suas perguntas e a compreensão para o jogo da vida surgirão espontaneamente, mesmo que você não tenha feito as perguntas, acordando valores em você como a calma, a aceitação e a paciência.

O silêncio iluminado é um florescimento da presença, mas o cultivo consciente do silêncio é uma forma de evocar a presença. Portanto, mais uma vez eu lhe convido: experimente colocar em prática esse exercício tão simples de parar algumas vezes no seu dia, se desligar do mundo lá fora e colocar o foco no fluxo da sua respiração. A cada expiração permita se esvaziar de toda expectativa e de toda preocupação, relaxando e estando total no momento presente, onde você simplesmente testemunha de forma silenciosa o fluxo da respiração, evitando julgamento, crítica, comparação e diálogo interno.

Eu os convido a se recolherem em silêncio por um instante. Mesmo que seja um único instante, esteja inteiro nele. Permita-se descansar no seu silêncio.

Link da matéria – https://www.sriprembaba.org/blog/porque-que-o-silencio-e-base-autoconhecimento/

Para conhecer mais sobre os ensinamentos de Sri Prem Baba – https://www.sriprembaba.org/

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Você promove a saúde ou a doença?

20 abril, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

É preciso avaliar até que ponto está ajudando um cliente ser saudável ou o está empurrando para a doença

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O que me chama a atenção já há algum tempo é como identificar quem está ultrapassando o limite entre o saudável e a doença. Eu na clínica estou sempre com a escuta atenta, visto que o público que atendo está sempre entre o limite do real e do imaginário, o ideal e o possível. Muitos de vocês que estão lendo esse texto podem achar que esse limite está claro, mas devo chamar a sua atenção para olhar com um pouco mais de crítica, pois a doença já pode sim estar aí, instalada.

Tudo que parte para o extremismo traz consequências, desde escolha religiosa, partido político, exercício físico, alimentação saudável e o corpo perfeito. O nosso maior desafio é achar o meio termo, nosso equilíbrio interno, algo que garanto não ser o projeto mais fácil para se colocar em prática.

Um exemplo que vejo acontecendo diariamente é não poder mais comer um doce, o pão então nem pensar, mas pode usar tinta no cabelo, mil produtos na pele, pintar as unhas e tudo isso significa usar produtos químicos, que aliás, fazem um mal danado à saúde. Mas você não quer ficar sem as suas luzes nos cabelos e nem ter as unhas mal feitas, até as sobrancelhas entraram na lista dos desejos femininos. O olhar está tão restrito que não se enxerga o entorno.

Ser saudável vai além de somente se alimentar com qualidade, mas ter qualidade em todas as escolhas, ter equilíbrio e prazer. Eu faço o que quero para ser feliz, se quero pintar o cabelo, as unhas ou comer uma torta maravilhosa de banoffi. Claro que para isso não preciso comer carnes cheias de gorduras ou me afundar em carboidratos, mas posso e devo sim comer com equilíbrio, sem culpa o que me traz satisfação.

A grande questão para mim é que não acho normal uma pessoa se afundar em compulsões, apresentar ataques bulímicos, até porque não pode comer algo que goste, como um pão ou um doce. Cadê a saúde aqui? Porque o pano de fundo de todo comportamento excessivamente correto é sim o corpo magro, resultando em mais doenças, em mais sintomas, muito mais difíceis e prejudiciais do que comer um brigadeiro.

As crises compulsivas, vômitos autoinduzidos, anorexia, ortorexia, são reflexos de quê? Falta de equilíbrio, não só alimentar, como emocional. Nós profissionais da saúde precisamos estar aptos a trabalhar com o equilíbrio, com o possível de cada um, não violando os direitos deles de ter acesso sem culpa a algo que lhe é prazeroso.

Então a questão é para você responder com sinceridade a você mesmo: será que está contribuindo com a saúde ou empurrando para a doença?

Alimentar-se bem exige consciência plena

4 abril, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Nada mais prazeroso do que sentir os sabores dos alimentos que se consome

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Espere aí, como assim preciso estar consciente na hora de realizar minhas refeições? É isso mesmo, comer é um hábito, o primeiro que aprendemos, e esse processo se torna automático e nem prestamos a atenção na forma com que nos alimentamos e nem em outros aspectos envolvidos na hora das refeições.

Quem é que no almoço em família, em um domingo gostoso, ambiente aconchegante fica pensando se está ou não sentindo tudo o que seria importante na hora de se servir ou mesmo de comer?

Posso afirmar que são poucas as pessoas que cuidam para que esses momentos sejam aproveitados ao máximo. Não estou aqui dizendo que aproveitar é comer tudo que é possível, e sim que devemos estar atentos ao momento, sentindo-se presente.

Ainda tem muitas pessoas que nunca ouviram falar sobre Mindfulness, mas saiba que essa técnica oferece recursos simples que podem auxiliar na diminuição da ansiedade e da compulsão alimentar, além de ajudar com que se alimente com mais consciência.

Mindfulness é a prática da atenção plena, isso é, estar presente, perceber nesse segundo o que você está sentindo, pensando, sem utilizar-se da crítica.

Uma pesquisa do Centro Médico Universitário em Groningen, Países Baixos, mostrou que as melhoras na positividade e no bem-estar têm uma relação direta com o ato de estar mais consciente das atividades diárias, de observar e prestar atenção às expectativas comuns e de agir de forma menos automática. Podemos observar o quanto as mudanças favorecidas pela técnica são benéficas quando o objetivo é diminuir os gatilhos disparadores do comer excessivo.

Quando praticamos a atenção plena ficamos mais conscientes do aqui e agora, prestando mais atenção nas atividades que normalmente são automáticas, como comer. Desta forma quando ficamos mais focados no que estamos fazendo, diminui o estresse, ficamos mais calmos e com a ansiedade em baixa conseguimos comer devagar, saboreando cada garfada, sentindo o sabor, a textura, necessitando de menos para nos sentirmos satisfeitos.

Apesar de ser simples e fácil de praticar, precisamos ter disciplina para praticar, pois a regularidade garantirá que se alcance um estado de tranquilidade mental, que será benéfico não somente em relação à alimentação e compulsão, como em outros aspectos de nossa vida diária.

Abaixo algumas dicas que irão te auxiliar nesse processo de aprendizagem da atenção plena:

 - Pratique o exercício de parar alguns minutos diariamente para respirar, preste a atenção no ar entrando e vá sentindo cada parte de seu corpo, sem pressa;

- Ao se sentar para realizar uma refeição, preste a atenção nas cores dos alimentos, nos cheiros, coloque uma pequena quantidade no garfo, mastigue devagar, identificando o gosto do alimento, a crocância e o sabor;

- Permita-se sentar e ficar atento somente aos sons a sua volta, sem julgar, somente ouça;

- Ao caminhar sinta todo o seu corpo, sinta a brisa, a temperatura, observe as cores e formas ao seu redor, lembrando-se de estar presente, sem julgar.

Essas quatro dicas acima são somente exemplos simples de como poderá se beneficiar com essa técnica maravilhosa, reduzindo o estresse, a ansiedade, a depressão, além de comer muito menos por estar mais consciente das necessidades de seu corpo.

Luciana Kotaka

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Cuidado ao sonhar alto para não perder o que é importante em sua vida

15 março, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Prestar a atenção entre o sonho real e o imaginário possibilita manter uma vida mais estável emocional e financeiramente

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Uma das molas propulsoras da vida são os sonhos, sem eles seria difícil seguir em diante mantendo o otimismo, pois sonhar nos possibilita sair do sentimento de dor, do cansaço que as dificuldades nos colocam, a realidade da vida.

Sem falar que quando sonhamos traçamos objetivos, temos um rumo a seguir, e isso nos mantém a gente motivado e ao realizar o que queríamos, o prazer nos invade de tal forma que todo o resto é esquecido.

Porém, nem todos sonham. Existem pessoas que por diversos motivos foram tão lesadas por suas vivências, desde que nasceram, que perderam a capacidade de sonhar, até como forma de se protegerem internamente da dor, preferem seguir a vida vivendo um dia de cada vez, e só.

Outros sonham muito e se entregam sem uma avaliação cuidadosa entre o que é a realidade e o que é possível. Vão tão longe e com isso se esquecem da existência do processo de construção onde possibilita que tudo que almejamos se torne realidade. Talvez possamos chamar de Sonhadores Compulsivos, onde esquecem que no aqui e agora é preciso também se sustentar, sendo estudando, cuidando, preparando e/ou semeando.

Os sonhos podem sim oferecer esperança, mas pode levar ao fracasso financeiro, profissional, do casamento e até dos vínculos familiares, pois para o ser humano ter estabilidade é essencial que possa ter equilíbrio na vida.

Mas nada de deixar os sonhos de lado, como eu escrevi acima eles são as molas propulsoras para seguirmos em frente, mas algumas dicas são importantes:

- Seu sonho é realmente a expressão do que deseja para sua vida?

- Qual o tempo que precisa para realizá-lo?

- Do que precisa para que ele aconteça?

- O seu sonho afeta de forma positiva ou negativamente os que estão ao seu redor?

- Há algum risco financeiro? Se sim, já organizou uma reserva?

Após avaliar cada uma dessas reflexões é possível ter um mapa geral sobre a situação, objetivos que pretende colocar em prática, evitando, ou melhor, minimizando os riscos e se prevenindo diante de possíveis intempéries.

Boa sorte!

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Chega de vomitar a comida que você paga

8 março, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka


Exageros alimentares sempre revelam conflitos emocionais

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Parece brincadeira, mas não é. Milhares de pessoas de ambos os sexos dão de cara com a privada quase todos os dias, sempre na tentativa de colocar para fora os excessos alimentares dos quais consumiu durante uma única refeição.

A bulimia é um transtorno alimentar que cresce a cada dia, já ouvi até comentários do tipo: “Quero pegar essa doença”, como se colocar para fora toda a comida ingerida fosse a solução perfeita para o comportamento de compulsão alimentar.

Ora, esse comportamento é mais um paliativo, iguais às dietas que só fazem efeito momentaneamente, pois na sequência todo o processo recomeça. Mas quem olha de fora pode pensar que é fácil querer mudar esse quadro, mas aí que se engana, a bulimia se torna mecânica, o comer em excesso não tem fim e a culpa, a dor, aumenta a cada dia mais.

Algumas características da bulimia nervosa são bem claras, o sujeito come em excesso e depois busca uma forma de expurgar todo o conteúdo ingerido, senão pelo vômito, pode ser pelos exercícios físicos em excesso, uso de laxantes, diuréticos e enemas. Após cada episódio a pessoa sente-se com total falta de controle, com sentimentos de culpa e vergonha.

Poderia ser diferente? Sabemos que após horas sem se alimentar, ou mesmo dietas onde há muita restrição alimentar, são os principais desencadeadores desses quadros, porém o culto ao corpo magro é tão apelativo que levam à aderência dessa prática como uma solução rápida.

Mesmo com a consciência de quanto é incoerente o ato de passar em uma panificadora, gastar horrores adquirindo doces, salgados, massas e sorvetes, programar o ataque alimentar e se empanturrar de comida, essas pessoas se tornam dependentes desse comportamento, necessitando de todo um trabalho profissional para conseguir se curar da bulimia e consequentemente da compulsão alimentar.

Então, esqueça essa ideia de pegar a bulimia, ela não é uma solução, e sim um buraco sem fundo do qual sair exigirá muito mais persistência e dedicação do que emagrecer de forma saudável, acredite.

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Não basta só mandar bem no trabalho, tem que mandar bem em casa

21 fevereiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

A construção deve ser diária e sempre focando na felicidade de ambos os parceiros

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Quantas vezes você presenciou um casal que parecia ser feito um para o outro e  separou? Isso raramente acontecia há algumas décadas, mas hoje parece que o não brigar não é motivo para levar adiante um relacionamento em que não se compartilham os mesmos objetivos.

Iniciamos um relacionamento buscando a realização de vários sonhos, alguns bem fáceis de  realizar, outros exigem um pouco de boa vontade e também em agradar o companheiro. Afinal, partimos da premissa que viver a dois é ajustar a balança para que ambos se sintam valorizados, amados e impulsionados pelo outro.

Passamos anos admirando características que são reforçadas pelos os que estão ao redor, chegamos a fortalecer essas crenças e deixamos de enxergar detalhes que são sutis, mas que quando vivemos o dia a dia de casal, aí fica gritante.

Aí perplexos se perguntam? Nossa, o que aconteceu? Será que ele a traiu? Será que ela não era uma boa mulher? Por que precisa ter uma resposta muito esclarecedora. Por que ninguém entende porque o casamento terminou. Até porque faz parte desse olhar endeusado que insistimos em manter em relação a algumas pessoas.

E aí minha gente, meu consultório é especialista em porquês para um casamento finalizado e vocês iriam se surpreender. Até as paredes já entenderam que nem sempre o que se aparenta é, mas apesar de ser uma fala batida, olhe só quantas pessoas ainda acreditam em tudo o que se posta nas mídias sociais, é só chegar o Dia dos Namorados que vemos centenas de fotos de pessoas que quase se matam em um retrato feliz.

Mas em casa podemos não ser tão gentis como somos com outras pessoas, nem tão atenciosos, muito menos estamos dispostos a viver um pouco que seja do sonho do parceiro. Com o tempo a balança pende só para um lado e quando nos damos conta disso, o amor acabou.

Parecia tudo tão claro, mas aos poucos vamos abrindo mão de pequenos desejos, sublimamos a pessoa que somos e é claro que uma hora tudo submerge e entendemos que para continuarmos vivos, precisamos respirar com os nossos pulmões, e não com os do parceiro.

É meus queridos, de nada adianta mandar bem com aqueles que só vivem ao seu lado socialmente, no trabalho, é preciso mandar bem em casa. É preciso ter muito mais para se oferecer dentro de uma relação, é preciso ter  assertividade emocional. Ouvir e buscar se ajustar ao que para o outro faz sentido, não desprezar a dor, e as investidas que possa levar às mudanças. Se não quiser acreditar nos sonhos, que pelo menos dê espaço e sirva de sustentação para que se possa ir em frente.

Mas quando não se quer mudar e na sutileza vai levando o parceiro somente a viver o que para si mesmo faz sentido, aí sim se decreta a morte do casamento, pois em algum momento o outro se dará conta que viveu uma mentira, onde as promessas foram vazias e o bem-estar só estava a serviço de um só na relação.

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A seletividade alimentar em adultos pode vir da infância

27 janeiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenas intervenções são essenciais para a introdução de uma alimentação adequada

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A história pode parecer familiar para muitas pessoas, sobre uma criança que não come quase nada que lhes oferecem, somente alguns alimentos e em geral nada saudáveis. A preferência normalmente é por carboidratos. Pode ser mais um caso de manha mesmo, em que só quer comer o que se gosta muito, mas atenção, esse pode ser um caso muito mais complexo e dependendo das atitudes tomadas pelos pais pode se resolver tranquilamente ou se agravar.

Talvez seja somente um caso em que o foco da família não é se incomodar muito com a qualidade da alimentação, que cedem com facilidade a qualquer contrariedade da criança ou mesmo se entregam à sedução da alimentação rápida e pronta. Nesses casos a mudança depende muito da postura dos pais em querer e estar dispostos a fornecer uma alimentação mais saudável, empenhando-se inclusive na preparação das mesmas.

Contudo, é importante avaliar de forma sistêmica o que vem ocorrendo, pois é fácil confundir o querer da criança em comer somente o que se gosta, com a seletividade alimentar. Esta última opção tem relação a certos tipos de alimentos e com a textura. Por algum motivo a criança pode desenvolver muito sentir medo de engasgar, vomitar e de engolir, recusando assim alguns tipos de alimentos. Em alguns casos pode ter havido uma experiência ou evento precipitante, como uma paciente que atendi que presenciou a tia engasgar na hora da refeição e parou de comer vários alimentos das quais gostava. Porém, existem relatos de casos em que a criança somente ouviu uma história a respeito de alguém que se engasgou ou morreu sufocada e foi o gatilho para surgir a rejeição a alguns tipos de alimentos.

Também se tem relatos de pais sobre filhos que comiam normalmente e em algum momento começaram a recusar determinados alimentos, tem relação ao refluxo, visto o mal-estar e dor que podem provocar nesses casos. A tendência é que evitem comer o que pode gerar mais incômodo.

Outro ponto importante é que já se identificou que algumas crianças apresentam papilas gustativas fungiformes, aversões alimentares sensoriais que favorecem uma maior sensibilidade ao gosto e à textura dos alimentos. Isso quer dizer que nem sempre é um comportamento de birra não querer comer, e sim fatores genéticos que devem ter a devida atenção e tratamento adequado.

Como não se tem muito conhecimento sobre o assunto, essas crianças crescem e chegam à vida adulta com uma série de restrições alimentares, sendo que em algum momento começa a gerar transtornos a nível social e de saúde.

Porém, a reinserção de alimentos pode ser realizada com sucesso, inserindo aos poucos novos alimentos ao cardápio do paciente. A hipnose tem sido um excelente caminho para que consiga ter motivação e desejo nesse processo, pois conseguimos com que a pessoa sinta desejo em mudar, em se expor a novas experiências alimentares, vencendo medos às vezes inconscientes.

O importante é identificar logo que possível o que está ocorrendo para que se tomem medidas adequadas que evitem o agravamento do quadro apresentado. Nem sempre a birra é real, mas o medo, a dor e os fatores orgânicos sim e precisam de ajuda especializada.

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Faça seu ano render

4 janeiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Metas curtas podem te proporcionar realização pessoal e profissional mais rápido

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Toda virada de ano é igual, muda-se o local, a beleza dos fogos, as pessoas ao redor, mas o foco está em mudar o que não está te fazendo feliz.

Pode ser mudança de trabalho, perda de peso, dar um basta em um relacionamento complicado, estudar uma língua, entrar em uma academia e muitas outras coisas. A questão é que o ano passa e quando se dá conta não realizou nem uma das mudanças que seriam importantes para você.

O tempo passa, vamos envelhecendo, descuidando de situações que deveriam ser prioridades em nossa vida e te pergunto por quê?

Apesar de vermos pessoas próximas realizar mudanças fantásticas, parece que falta algo que nos impulsione para podermos nos sentir realizados. Não vou entrar em detalhes aqui até porque cada pessoa se constitui a partir de uma história, sendo impossível abranger nesse texto o que pode ser o gatilho sabotador em sua vida.

Porém, penso que posso levá-lo a refletir sobre o assunto e quem sabe você possa sair desse engessamento que te prende e saia experimentando o sabor das mudanças?

- O que significa não realizar seus desejos?

- Não realizá-los te obriga a permanecer em um lugar, qual seria?

- Deixar passar o tempo e não fazer algo que seria bom para você deve ser um sintoma de algo, pense.

- Há quanto tempo se sente preso e sem iniciativa?

- O que estava acontecendo em sua vida antes de começar a se sentir paralisado?

- Qual o ganho secundário que permanecer nesse lugar te propicia?

- O que você gostaria de fazer em sua vida que não está fazendo?

Pense em cada questão, deixe as resistências e racionalizações de lado e escute seu coração, para assim entender o que está te impedindo de ser feliz, de se sentir realizado e/ou livre.

Quando nos permitimos pensar a respeito com carinho e sem ficar arrumando justificativas, conseguimos entender as motivações que fazem nos paralisar, impedindo de buscar a satisfação pessoal e sentir-se competente.

Faça o seu ano render, metas curtas, possíveis de realizar, um objetivo de cada vez.

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