Bali – a primeira impressão não é a que fica

10 abril, 2013 às 01:39  |  por Candice Bittencourt

A sonhada Bali quase vira um pesadelo

Eu tinha um sonho mesmo de conhecer Bali. Sabe aqueles lugares que há pelo menos 15 anos você escuta histórias de amigos e do primo surfista contando: “lá é super barato, tem lugares incríveis, praias maravilhosas e as pessoas são super legais?!”.  Pois é, na minha cabeça Bali já era pra lá de especial e a expectativa existia sim.

E eis que vejo mais um sonho se tornando realidade. No dia 18 de janeiro embarcavámos no vôo de três horas pela Jetstar de Cingapura para Denpasar. O ticket comprado de última hora custou U$ 140 por pessoa e que nos trouxe uma baita surpresa na hora de embarcar.

Essa “surpresa” também pegou um casal de chilenos que conhecemos nas Filipinas (ou seja, deve ser bem comum acontecer)  por isso, releve essa dica que vou te contar agora para manter a paz e a ordem na sua viagem.

Eu sei, dia de aeroporto é chato mesmo, mas faz parte do pacote. Minha dica: vá com calma, chegue cedo, separe uma meia hora para tomar um cafézinho porque as vezes essa “meia hora” a mais que você dedicou para não se estressar pode salvar parte da sua viagem. E vou te contar o porquê.

Na hora do check in, perceba a cena:

- A atendente: Posso ver a passagem de saída da Indonésia?

- Eu: Oi? Como assim? Eu não tenho ainda porque não sabemos quando tempo ficaremos na ilha.

- E ela: desculpe mas sem o ticket de saída da Indonésia vocês não poderão embarcar. É uma regra do país. 

- Pensei: Uh la la, que frio na barriga! E agora José Daniel?

Olhei no celular e tínhamos exatos 30 minutos do “finado cafezinho” pra resolver essa parada. Cada um abriu seu laptop e começamos a busca frenética por um ticket para Filipinas (nosso próximo destino depois de Bali). E nessas horas que filosofo na metafísica e vejo tudo na sincronicidade:

Sorte número 1: estávamos no melhor aeroporto do mundo, com wifi rápido e de graça. Vai imaginando essa cena em um aeroporto digamos, mais simples…

Sorte número 2: desde o início decidimos fazer essa viagem só com uma mala “carry on”, ou seja, não despachamos nada. Mais um ponto ganho contra o tempo.

E você deve estar pensando: E dá pra fazer 40 dias na Ásia com uma mala de 12 quilos? Dá e sobra espaço até para presentinhos para a filha. Essa foi uma sábia decisão que também quero contar aqui.

 

 

Bem, voltando à busca insana: conseguimos a passagem pela Tiger Airways por U$ 150 (cada uma) e levamos a prova com o laptop aberto para a atendente da Jetstar. Ela sorriu, nos encaminhou até o portão de embarque e foi o tempo perfeito para passar pela imigração e sentar na poltrona do avião. Ufa, abre uma cerveja para os companheiros!

Muito importante!

Para entrar na Indonésia você vai precisar além da passagem de saída (que eles não pediram para ver!) um visto que pode ser tirado no guichê no aeroporto. O carimbo no passaporte (que deve ter no mínimo 6 meses de validade) vale 10 dólares para quem fica até sete dias e 25 dólares para permanências de até um mês no país. Para sair de Bali também tem uma taxa de 15 dólares, por isso já separe um dinheirinho para não sair atrás de caixa eletrônico bem na hora de embarcar.

Minhas primeiras 24 horas em Bali – relaxa e entra no clima

Chegamos quase às dez da noite em Denpasar sem nem saber onde iríamos dormir. Na saída do aeroporto um casal alemão nos convidou para dividir um táxi até Sanur, a praia famosa por sua areia dourada. Aceitamos o convite e seguimos com eles até o hostel onde eles tinham reserva (não me lembro o nome mas já estava lotado) e de lá encontramos um hotelzinho para descansar por U$ 25 doletas. Simples com ar condicionado.

No dia seguinte, a curiosidade nos levou até a praia de Sanur, que para nossa surpresa foi totalmente desanimador. Que prainha sem graça e sem charme. Descobrimos depois que Sanur é a praia dos “baby boomers”. Nada contra, mas decidimos vazar. Pegamos um táxi até Jimbaran por vinte dólares (descobrimos depois que o valor do trajeto foi caro) que é um ótimo ponto de partida para conhecer o sul da ilha.

No meio do caminho (que levou quase uma hora) começa a cair a ficha…

- mas que trânsito é esse? tudo parado, cheio de obras pelas estradas e muito, mas muito caótico. Por vários caminhos, parecia que eu estava na avenida Brasil, no Rio de Janeiro ou sei lá no trânsito com obras em Balneário Camboriú em plenas férias de janeiro!

- Opa, o quê aquele bebê está fazendo enfiado no meio de dois adultos naquela scooter? Olha, e ainda tem uma galinha amarrada dentro de um saco do lado do motociclista…

- Olha aquele carregando três televisões na moto…

E pensei com as minhas havaianas…tem alguma coisa errada nessa minha tão sonhada Bali…

A primeira impressão é um tanto quanto diferente e bastante inquietante, mas o desafio aqui é mostrar que ainda é possível ser feliz em Bali de hoje em dia mas você vai precisar se esforçar porque a ilha está tomada de turistas. Poucos lugares de paz ainda restam naquela ilha tão mágica.

Ouvi várias pessoas comentando que depois do filme “Eat, Pray and Love” com a Julia Roberts e o Javier Bardem no elenco, o negócio degringolou…de gringo mesmo!

Mas não perca a esperança. Ainda tem um jeito especial de conhecer Bali de um jeito único, puro e romântico. Que tal começar entendendo sua cultura e tradições?

Sobre as praias? tivemos a sorte de fazer passeios com amigos locais (que moram há sete anos na ilha) que nos levaram em praias belíssimas praticamente sem turistas. Sim, ainda é possível!

Vamos aos clássicos:


Bali – entendendo a cultura balinesa e suas tradições

 

Bali – quando ir, quanto tempo ficar e como se locomover   (EM CONSTRUÇÃO)

 

Bali – como descobrir Bali fora do eixo turístico  (EM CONSTRUÇÃO)

 

Bali – onde ficar e os passeios imperdíveis  (EM CONSTRUÇÃO)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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