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Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte III

14 março, 2014 às 14:51  |  por Candice Bittencourt

Tenho a impressão que Paris é o tipo de cidade que você pode morar por anos e anos e nunca vai se entediar por falta do que fazer. Paris é um verdadeiro caldeirão cultural, respirando o tempo todo história, arte e cultura. Das três semanas que fiquei por lá seguem alguns passeios que me marcaram:

Cemitério Père- Lachaise

Para sair um pouco dos passeios convencionais, que tal uma tarde em um dos cemitérios mais célebres do mundo? Para alguns pode parecer um tanto estranho ficar caminhando por entre mortos em um ambiente fúnebre, mas acredite, a sensação de caminhar pelas ruelas do Père Lachaise é emocionante e única. Se você se deixar levar pelo clima bucólico e envolvente dos encantos da arquitetura neo-gótica, sua tarde pode se tornar inesquecível. Por lá, descansam nomes consagrados da história e da arte francesa e internacional. É um verdadeiro museu a céu aberto.

Se eu consegui te convencer, tenho um conselho: tenha um mapa em mãos se quiser ver as sepulturas dos famosos. Não é nem um pouco difícil se perder nas vias de paralelepípedos.

Entre as lápides mais visitadas está a de Edith Piaf que encantou gerações com sua voz singular. Na sua lápide coberta de flores é possível ler ” La Vie en Rose”.

Chopin, um dos maiores pianistas da história da humanidade também está enterrado no Père Lachaise.

Seguindo na área musical outra lápide famosa e sempre cheia de fãs é do Jim Morrison, o vocalista do The Doors.

túmulo da Edith Piaf

No dia da minha visita, o túmulo do Jim Morrison é onde tinham mais fãs. Tinha até um cercadinho que separava o túmulo dos visitantes, mas os fãs de Morrison não queriam saber, eles pulavam a cerca, acendiam uma vela, ligavam um som baixinho com a voz de Jim ao fundo e ficavam ao lado da lápide só curtindo o momento.

lápide do Jim Morrison

Voltando a infância, quem não lembra da fábula da lebre e da tartaruga? Pois lá você também pode visitar o túmulo de La Fontaine e bem ao lado da sua lápide está enterrado outro grande dramaturgo e considerado um dos gênios do teatro francês: Molière.

Alguns filósofos, escritores, pintores, escultores, historiadores que deixaram sua história para a posteridade e que estão enterrados no Père-Lachaise: Oscar Wilde, Honorè de Balzac, Cyrano de Bergerac, Delacroix e até o pai do espiritismo, Allan Kardec.

As torres da Catedral de Notre Dame

A catedral de Notre Dame com certeza é dos passeios mais conhecidos para se fazer em Paris. Localizada bem no coração da antiga cidade e não muito longe das margens do rio Sena, essa obra arquitetônica construída no ano de 1163 é uma das mais antigas igrejas no estilo gótico na cidade. Com suas dimensões imponentes e cheia de detalhes em cada milímetro, a visita à catedral é de encher os olhos de tanta arte e história.

fachada principal da Notre Dame

Confesso que toda essa beleza poderosa da catedral misturada com o circo que virou a praça Parvis, que fica em frente a fachada principal, deixa o clima meio “calçadão” com uma aglomeração de turistas vendo artistas de rua que fazem de tudoum pouco: colocam música da pior qualidade, cantam, pulam, dançam e passam o chapéu. Haja paciência.

interior da catedral

Para conhecer a Catedral você tem duas opções: a primeira e a mais procurada é o passeio pelo interior que é de graça, só que às vezes precisa encarar uma fila que pode ser desanimadora.

alto da torre

A outra opção é subir pela lateral esquerda da catedral por uma escadinha apertada em forma de caracol de quase 400 degraus. Pensei em fazer a visita próximo do pôr do sol e para mim foi uma das vistas mais lindas de Paris. Ficar perto dos gárgulas (o que sempre me atraiu na Catedral ) é uma experiência única. O ingresso para subir custa 8.50 euros e é sempre bom olhar as datas e horários. Nesse link AQUI você pode encontrar informações.

Paris

bem próximo dos gárgulas, com a torre Eiffel ao fundo

A livraria Shakespeare & Company 

Já que você estará do lado da catedral de Notre Dame, que tal atravessar para a margem esquerda do rio Sena e dar uma passada para conhecer uma das livrarias mais charmosas de Paris?

A Shakespeare & Company foi aberta em 1913 por uma americana chamada Sylvia Beach e na época era ponto de encontro de todos os escritores de língua inglesa em Paris.

Ernest Hemingway era um visitante regular na livraria, inclusive no seu livro “A Moveable Feast” ele retrata bem os anos 20 na cidade luz. Nessa mesma época, Beach acolhia, alimentava e dava apoio aos escritores que muitas vezes não tinham onde dormir, mas a única exigência era que eles lessem um livro por dia. A livraria é pequena, mas muito charmosa e sempre tem alguém recitando embaixo de uma linda árvore que fica do lado da Shakespeare & Company. Vale a pena uma visita.

O rio Sena e suas pontes

Essa nem eu imaginava meus caros, mas andei pesquisando e descobri que Paris tem 37 pontes sobre o rio Sena. Esteja certo, cruzar o rio Sena do “rive droite” (como os franceses chamam a margem direita) para o “rive gauche” (a margem esquerda) através de suas pontes lindíssimas é um momento para se viver muitas vezes na cidade. Não importa o horário e nem o tipo de locomoção, absolutamente tudo perto do Sena é de tirar o fôlego de tanta beleza.

As pontes mais famosas e que ficam no coração da antiga Paris são a Ponte Nova ( Pont Neuf ) que apesar do nome, é a mais antiga de todas. Construída de pedra e madeira a ponte foi inaugurado em 1606 por Henrique IV. A segunda ponte mais antiga da cidade e que faz ligação da Ilha de Saint Louis e o famoso Hotel Del Ville é a Pont Marie.

Outras pontes famosas e que valem uma vista são: Pont Alexander III, Pont des Arts, Pont Royal e Pont de La Tornelle.

Pont Alexandre III

 

Pont des Arts – onde os enamorados escrevem seus nomes no cadeado como jura de eterno amor.Diz a lenda que só dá certo se a chave for jogada no rio Sena.

Museu D’Orsay

Situado à margem esquerda do rio Sena, o museu D’ Orsay foi instalado em uma antiga e importante estação ferroviária desativada chamada Gare D’Orsay. Inaugurado em 1986, a coleção do museu retrata principalmente o período de 1848 até 1914, ou seja, um lar de profusão de artistas realistas/naturalistas, pré-impressionistas, impressionistas, expressionistas e art-nouveau como Van Gogh, Manet, Monet, Delacroix, Toulouse-Lautrec, Renoir, entre tantos outros.

No terceiro andar do museu tem um café e uma grande varanda com vista para o rio Sena. Desfrutar de uma tarde sem pressa no museu D’Orsay é um bom alimento para a alma.

 

No próximo post: venha conhecer um pouco da Grécia! Atenas e as ilhas de Santorini e Milos.

 

Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte I

5 dezembro, 2013 às 07:49  |  por Candice Bittencourt

E lá estava eu em casa preparando o itinerário da nossa viagem de 40 dias de verão pela Europa e já tínhamos um consenso: conhecer novos lugares. A Grécia foi a primeira escolhida e logo em seguida veio a decisão de explorar um pouco o leste europeu começando pela Hungria e depois Eslováquia.

A primeira peça do quebra-cabeça estava difícil de encaixar no orçamento: passagens em pleno verão é para chocar qualquer viajante: nada por menos de 1800 dólares para pisar em qualquer ponto da Europa.  Um belo dia de tanto pesquisar eis que surge por 1.000 dólares um vôo direto San Francisco para o Charles de Gaulle com a low fare francesa XL . Hora de agir. Só para constar: essa companhia só faz vôos dos Estados Unidos para França. Se procurar você encontra vôos a partir de 800 dólares.

Faça o cálculo comigo: duas passagens onde você já estava conformada em gastar 3.600 dólares, de repente fica por 2.000! Pensei: com esses 1.600 que sobra, alugamos um apartamento pelo Airbnb lá nas colinas de Beleville e ficamos duas semanas curtindo o verão em Paris. Fechado.

Eu já sabia que escrever sobre Paris seria chover no molhado. Até um amigo blogeiro me alertou: “escrever sobre Paris deve ser difícil, imagina, falar sobre mais o quê da cidade luz”.  E sabe que por um tempo fiquei mesmo pensando: mas já não tem informação suficiente sobre onde passear, o que ver, onde ficar, o que comer em Paris?

Pois bem, então já que todos sabem que Paris é magnífica, uma das cidades mais lindas do mundo, que caminhar próximo às margens do rio Sena é um deleite para os olhos, que conhecer a catedral de Notre Dame é fantástico, que o museu do Louvre é imponente, que ver a cidade toda iluminada lá do alto da torre Eiffel é inesquecível, que a avenida Champs Èlysées é o paraíso das compras e que ainda tem o Arco do Triunfo como cenário para suas fotos, o que queremos afinal com esse texto?

Descobrir com calma a Paris do parisiense! Onde eles tomam seu vinho rosê no final de tarde? Que praça eles sentam no horário do almoço para degustar uma baguete? Como o parisiense se locomove? Qual é a livraria que eles frequentam? Onde ficam as feiras livres?

Bem, para desbravarmos uma cidade (não ficando apenas na área turística) precisamos estudar e no mínimo conhecer o seu tamanho e como ela está distribuída no mapa.

Entendendo o mapa de Paris 

 

Observe os números em cada pedaço colorido do mapa e brinque de “ligue os pontos” começando do 1 até o 20. Que desenho saiu desse traçado? Não faz lembrar um rocambole ou uma cobra enrolada? Pois é assim que é feita a divisão administrativa de Paris, pelos seus 20 arrondissements (distritos) que compõem a cidade e onde vivem aproximadamente dois milhões e duzentos mil sortudos.

O ponto central da cidade, ou seja a arrondissement 1 começa no Louvre (bem perto do rio Sena) e é distribuído em uma espiral que se desenvolve no sentido dos ponteiros do relógio. Assim os números mais baixos correspondem aos “distritos” mais centrais e quanto mais alto o número, mais longe ele vai ficando do centro. E os preços em Paris também seguem essa lógica: ou seja, quanto mais próximo do centro histórico da cidade, mais caro você vai pagar por um quarto de hotel.

Qual é a melhor época para conhecer Paris

Semanas antes de viajar para a Europa conheci um parisiense aqui em San Francisco e comentei que estava indo passar o verão na terra dele. Ele me disse: você está indo na melhor época. Por quê? perguntei. E ele: é o período onde os parisienses saem da cidade para fugir do verão. Ironia é pouco monsieur…”fugir do verão” pensei com os meus botões, mal sabia o que vinha pela frente.

Se a idéia é passar o verão em Paris é bom saber que você pode dar de cara com o tal canicule que é um fenômeno climático que vem do norte da África e que castiga algumas regiões da Europa. Imagine uma onda de calor excessivo durante o dia (e a noite) combinada com um bloqueio da circulação de ar. Eu senti um pouco dessa sensação por três dias eu digo que é desumana.

Quando o canicule dá o ar da graça em Paris, os jornais ficam em polvorosa, oferecendo dicas de como se proteger e alertando sobre o perigo de pegar uma forte insolação e desidratação, principalmente nos idosos e nas crianças.

Por isso eu não aconselho o verão em Paris. E o inverno também deve ser aterrorizante. Acredito que os meses no final da primavera (maio e junho) e no começo do outono (setembro e outubro) sejam os mais interessantes.

Tem uma piada que diz que o melhor mês para visitar a cidade é em setembro porque você ainda pega o parisiense feliz por ter acabado de voltar das férias. Uh la la!

Onde ficar em Paris

Isso vai depender de quanto você está afim de gastar com uma diária de hotel. Quanto mais próximo do centro histórico, do rio Sena e do Louvre, mais caro será. É nessa região onde os turistas ficam amontoados. Ou seja, era tudo o que eu não queria: pagar caro em um hotel para ficar entre os turistas.

Então comecei minha pesquisa pedindo ajuda para alguns amigos que já moraram (outros que ainda moram) na cidade: “qual é o bairro bacana, charmosinho, onde se concentram os parisienses”?

E aí vieram algumas respostas:

- qualquer cantinho no 11 arrondissement. 

- outro lugar bom de ficar é no 20º arrondissement no bairro de Ménilmontant, perto do canal St Martin.  

Marais – outro bairro bacana. É bem central, contruções medievais, conhecido por ser o bairro judeu e também o bairro gay. Ou seja, as lojinhas mais lindas, os bares descolados e o melhor sandwiche de falafel do mundo. O Marais é para quem gosta de borburinho e fica perto do museu George Pompidou.

Alto de Belleville – La Banane – fica no 20º arrondissement. Um pouco mais afastado mas bem servido de transporte ( esse é um problema que você não terá em Paris: transporte). Fica perto do cemitério Père- Lachaise e de uma concentração enorme de bares e restaurantes ( rue Oberkampf e rue Menilmontant). Tem uma bar chamado Le Bellevilloise que é bem legal. 

Montmartre - é super turístico, mas maravilhoso. Na ‘La butte (colina) Montmartre você encontra as casas onde moraram Picasso, Toulouse-Lautrec, Van Gogh e por aí vai. Tem jeito de cidade do interior, bares e restaurantes deliciosos. E onde fica a linda basílica de Sacré-Coeur. E lá em baixo fica o Pigalle, onde o rock rola!

Quartier Latin – um dos bairros mais charmosos e que fica na5º arrondissement, perto do Panthéon e do Jardim de Luxemburgo. Caminhar pela Rue Moufftard no final de tarde é uma delícia.

Como nossa idéia era acordar, ir na padoca, passar na feira, visitar lojas locais, escolhemos um bairro bem residencial na 20º arrondissement junto às colinas de Belleville. Pagamos por 16 noites, 1015 dólares, ou seja, 63 dólares por noite. Precinho bacana não?

Se quiser conhecer o apartamento é só clicar AQUI.

Nossa estadia foi ótima, o apartamento super confortável, o bairro cheio de parisienses na volta, restaurantes, livrarias, feiras livres às tercas, mercado do lado. Recomendo se você pensa em passar um tempo em Paris e não tem como gastar muito em hotel. Se quiser ver outros apartamentos é só entrar no site do Airbnb.

Se você não pode ficar tanto tempo na cidade e prefere ficar em hotel em uma boa localização eu indico o site da Trivago. Eles conseguem bater o preço de qualquer grande site de busca de hotéis. Vale muito a pena dar uma olhada no preço que eles oferecem antes de fechar diretamente com o hotel. Uma sugestão de ouro!

No próximo capítulo:

Como se locomover em Paris, passeios imperdíveis, o melhor sorvete da cidade (dica do amigo Odilon) e os segredinhos da amiga Lu, uma brasileira que vive e estuda em Paris e que me levou para comer a melhor french soup do planeta. Porque eu vou onde os locais me levam!

Mais links sobre Paris:

Impressões sobre um verão em Paris

 

 

 

 

19 novembro, 2013 às 20:42  |  por Candice Bittencourt

Resolvi escrever esse texto para ajudar os brasileiros (sul americanos) que amam esquiar na neve mas que já estão cansados de sempre ir para as mesmas estações de esqui, na Agentina ou no Chile. Esse texto também pode ser útil para aqueles que são fissurados pelo esporte e que não se contentam em esquiar só uma vez por ano.

Heavenly – foto divulgação

Foi pensando em você é que resolvi preparar um guia de Tahoe, um dos melhores picos de estações de esqui nos Estados Unidos localizado no norte da Califórnia, porque eu sei bem o que é ser apaixonado pelo esporte.

Nesse guia com cinco matérias, você vai encontrar um pouco da história do lugar, a partir de que época é bom planejar sua trip pra Tahoe, como chegaronde ficaropções de restaurantesas melhores estações que existem em volta do lago, alternativas de hospedagem bem bacanas e as melhores lojas de aluguéis de equipamento de neve.

Como vocês devem saber, enquanto o verão no Brasil bomba (hemisfério sul) com temperaturas acima dos 30 graus entre dezembro e fevereiro, nos Estados Unidos (hemisfério norte) quase tudo fica branquinho com temperaturas abaixo de zero e neve caindo por várias semanas durante o mesmo período. O que tem para fazer além de ficar dentro de casa tomando vinho, vendo a lareira queimar uns pedacinhos de madeira ou mesmo se deliciar na jacuzzi pelando de quente para relaxar e se esquentar? Que tal esquiar!?

Se você precisa de ajuda para planejamento de viagem com sua família não deixe de conhecer o www.avidaeumaviagem.org

 Segue os links:

 

Utah, Arizona e Nevada – o paraíso mora ao lado, na terra dos índios navajos – PARTE I

17 setembro, 2013 às 21:03  |  por Candice Bittencourt

É tão interessante pois o texto mais acessado no blog (hoje em dia) é o de Las Vegas. Eu entendo que Vegas seduz pelo seu colorido vibrante, com hotéis magníficos por preços razoavéis e seus caça-níqueis e outlets tentadores mirando o seu bolso. O mundo inteiro quer ver as águas dançantes do Bellagio. Nada contra, mas eu quero te levar além desse paraíso artificial.

É uma grata surpresa quando arrumamos a mala sem muitas expectativas para uma viagem e de repente pelo caminho começam a surgir lugares lindos, mágicos, nunca imaginados e a viagem vai se transformando em uma das mais lindas da sua vida.  E esse foi o sentimento nessa road trip de seis dias divididos em 1800 quilômetros mergulhando na maior reserva indígena dos Estados Unidos, passando pelos estados de Nevada, Arizona e Utah. E parece até ironia porque toda essa maravilha da natureza tem seu ponto de partida e chegada na transloucada e plastificada Vegas.

É meus amigos, o paraíso está bem ao lado mas é ofuscado pelos neons da grande Strip. Sorte a nossa. E eu posso te garantir: essa viagem ao coração da terra dos índios navajos é muito, mas muito mais bonita, emocionante e benéfica para o coração e para alma do que qualquer jogatina de casino.

Se você realmente gosta de pegar estrada, ver e sentir de perto a natureza, passar por desertos, parques nacionais, se perder por cidades fantasmas, ouvir o silêncio e admirar o pôr do sol, você precisa conhecer essa imensidão de terra, que em grande parte pertence a tribos indígenas.

Aluguel de carro

Não é difícil programar essa viagem. A primeira coisa a se fazer é alugar um carro em Vegas. Eu aconselho programar essa viagem entre cinco a sete dias. Quando você aluga um carro por uma semana a diária fica mais barata. É uma regra bem comum nas locadoras. Segue alguns sites que tem boas cotações:

Expedia

Fox

Thrifty

Budget

Dollar

Normalmente os preços variam entre 190 a 250 dólares (de uma locadora para outra) para uma semana de carro econômico. Minha sugestão é reservar sempre o mais barato e na hora negociar um upgrade. Por exemplo, um mustang (quase) zero bala saí por 420 dólares a semana, o que significa 60 dólares por dia. Se você gosta de pegar estrada, invista em um conversível porque é a combinação perfeita para esse tipo de viagem. Não esqueça do GPS (ou mesmo um mapa nas mãos) e prepare um setlist das suas músicas preferidas. Tudo isso faz a diferença.

Separe entre 200 a 250 dólares para a gasolina. Só para se ter uma idéia o trecho completo (1.800 km) da viagem (sem parar para dormir) dá aproximadamente umas 20 horas de estrada, ou seja, dividindo entre cinco a sete dias teremos uma média de três a quatro horas por dia no volante. Claro que alguns dias você deve dirigir menos e outros precisará compensar e isso é o que veremos mais a frente.

Só relembrando que o grande barato dessa trip é o caminho a ser percorrido, os “achados” que quero dividir aqui e que até então não sabia de suas existências.

O Itinerário 

http://roadtrippers.com/trips/51b64b977f3d77641800658a

 

Primeiro dia – 402 quilômetros ( Vegas até Flagstaff )

Como saímos meio tarde de Vegas (perto das 5pm) seguimos pela US 93 sentido Flagstaff até cruzarmos a Interstate 40 (antiga rota 66) passando pelo incrível Lake Mead onde aproveitamos a luz do final do dia. Nesse primeiro dia rodamos perto de 400 quilômetros até chegar em Flagstaff onde decidimos descansar para o dia seguinte. Dormimos no Travelodge na legendária rota 66.

preparando os equipos para as filmagens…


Segundo dia –  294 quilômetros ( Flagstaff até Page )

Acordamos cedo em Flagstaff e seguimos pela US 89. No caminho, fizemos uma parada para conhecer o Sunset Crater Volcano National Monument e o Wupatki National Monument. Você precisa pagar 10 dólares para explorar essa região lindíssima que inclui além do vulcão, o monumento de Wupatki e o Walnut Canyon.

Nessa área, cerca de 900 anos atrás um vulcão entrou em erupção e hoje percorrendo suas trilhas dá para tocar e sentir as lavas petrificadas que mudaram para sempre a paisagem do local. É incrível ouvir o som da fragilidade que as lavas emitem enquanto você caminha sobre elas.

No mesmo parque, outra atração é o Wupatki Monument, as ruínas do maior povoado dos nativos americanos e que foi exterminado depois da erupção do vulcão no século XI. Ali você pode ver o que restou da estrutura e saber um pouco mais da história dos índios navajos.

Seguindo pela estrada 89, cruzamos e prosseguimos pela antiga US 160 sentido Tuba City. Cada vez mais imergidos na terra dos índios navajos e bem perto da fronteira do Arizona e de Utah, surge no caminho uma placa apontando para “Dinosaur Track“. Aqui é um dos lugares no mundo onde geólogos e caçadores de dinossauros de plantão comprovam a existência da espécie. Não fomos atrás das pegadas, até porque já estava tarde, mas reza a lenda que elas existem.

Como estavámos próximos do fim do dia paramos para ver o pôr do sol. Nada mais restava ali do que um silêncio absoluto, uma imensidão de natureza com o céu alaranjado e o sol se escondendo por de trás de uma montanha bem vermelha. Depois que o sol desapareceu no horizonte, o céu rosa e lilás deu o ar da graça. Para mim, foi um dos lugares mais lindos de toda a viagem. Na segunda noite da viagem dormimos em Page, no Arizona no hotel Travelodge com a diária por U$ 62.

Terceiro dia –  202 quilômetros ( Page até Monument Valley)

Um dos dias mais esperados da viagem por estarmos indo de encontro com dois gigantes da natureza e que nos inspirou nessa trip: o Antelope Canyon e o Monument Valley. Acordamos cedo na simpática cidade de Page, tomamos um café da manhã daqueles típicos americanos, no estilo bagel, ovo e bacon e seguimos por uns 25 km até o primeiro parque que nos fez acreditar que essa viagem não seria em vão: o Antelope Canyon.

centro de Page
arredores do Antelope
arredores do Antelope

Na minha imaginação, chegaríamos de carro bem próximo ao local (como qualquer outro parque nacional), pagaríamos um valor simbólico e aí sim estaríamos liberados para ver a natureza atuando nas suas mais diferentes formas e cores. Ledo engano. Acontece que a visita ao Antelope Canyon é totalmente comercializada pelos índios navajos e isso querendo ou não, tira um pouco a magia do lugar porque você é obrigado a fazer a visita com um guia, com horário marcado e muitos turistas pela volta.

O tour começa em um estacionamento ao ar livre onde você deixa seu carro. Lá mesmo você compra seu ingresso para visitar o Antelope que na verdade são dois e você precisa escolher qual quer ir: o Upper (superior) ou Lower (inferior). O mais famoso e que faz fama ao lugar é o Upper. E foi esse o escolhido da vez.

Com o ingresso nas mãos, saímos em excursão (oito em cada grupo) em um 4×4 safado de desconfortável por uns 10 minutos até chegarmos na entrada dessa formação rochosa bem estreita, onde a brincadeira é entrar por esses paredões coloridíssimos e observar luzes espetaculares entrando por suas frestas. E tudo é realmente incrível e único.

O passeio dura uma hora e meia e o grande desafio é driblar o ser humano (que não pára de matracar) para poder apreciar o local, ou mesmo fotografar. Nem sempre é fácil ser turista…

Não quero desanimar ninguém e pode ter certeza: vale muito a pena conhecer essa maravilha, porém eu faria diferente na segunda vez. Eu escolheria fazer o tour dos fotógrafos que começa às 11 da manhã com duração de duas horas. A promessa dos índios é que dá para se movimentar melhor, o número de pessoas circulando é bem menor, além da luz que é a ideal para apreciar a magia do canyon. O preço é bem mais salgado: pula de 40 para 80 dólares. Escolhemos o tour da uma da tarde e estava abarrotado de gente. Espero que você tenha mais sorte que nós.

Do Antelope, em Page, seguimos mais 188 km (começando pela AZ 98 e depois seguindo pela US 160 e depois US 163) até cruzar a fronteira do Arizona para Utah e dar de cara com a imponência do Monument Valley.

Conto no próximo post. Até lá.

Para se ter idéia dos lugares por onde passamos, você pode conferir nessas imagens que captamos durante a viagem:
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1000 miles from daniel azulai bittencourt on Vimeo.

O Bottle Rock Napa Valley veio para ficar

23 maio, 2013 às 18:52  |  por Candice Bittencourt

A primeira edição do Bottle Rock Napa Valley já nasceu com o desejo de ser um dos maiores festivais de música da América da Norte, porém não deve ter sido fácil convencer a populacão dos 76 mil habitantes da charmosa e pacata Napa Valley que um festival do porte do Bottle Rock pudesse trazer benefícios para uma das mais consagradas regiões de vinículas do mundo.

Sem nenhuma experiência anterior na produção de festivais de música, além da incerteza de como os moradores de Napa Valley iriam aceitar a novidade para a cidade, os idealizadores e fundadores do Bottle Rock, Bob Voigt e Gabe Meyers foram verdadeiros guerreiros. “É um enorme compromisso ter que provar em cinco dias a competência de um  trabalho de equipe durante meses a fio para agradar os locais e o público de mais de 120 mil pessoas que vieram para o festival”, conta Voigt.

Mas o Bottle Rock nasceu em boas mãos, superou as dificuldades de um primeiro ano de festival e a maior prova do sucesso é a confirmação da sua segunda edição para 2014. Quer notícia melhor?

 Dave Grohl e seu primeiro filme como diretor, o Sound City

Napa Valley virou a cidade do rock já na segunda-feira, dia 6 de maio no teatro Uptown onde Dave Grohl, ex baterista do Nirvana e líder do Foo Fighters veio mostrar o filme que conta a história do estúdio de som, o Sound City, onde foram produzidos e gravados discos antológicos que marcaram  gerações como o Nervermind, do Nirvana, Rumours, do Fleetwood Mac, fora vários outros álbuns de nomes consagrados como o Red Hot Chili Peppers, Slayer, Rage Against the Machine, Greatful Dead, Elton John, Carlos Santana, Tom Petty, entre tantos outros. Na verdade, a história do filme gira em torno da mesa de som “Neve” que para os músicos era como se fosse uma “nave espacial da Enterprise” melhorada. Tudo que passava naquela mesa fazia sucesso , te levava para o impossível”, conta Neil Young.


 

Depois do filme, o simpático Dave conversou com a platéia e falou sobre como surgiu a idéia de fazer o filme. ” Se você quer mesmo fazer algo, junte todas suas forças, uns bons amigos, um bocado de tempo e se dedique, que você verá o resultado”. Para seu primeiro trabalho como diretor em um filme, Dave foi impecável e ainda prometeu com uma platéia como testemunha que iria tocar no próximo ano se a primeira edição do Bottle Rock desse certo. Pelo jeito o Dave Grohl e sua trupe devem tomar uns bons drinques em Napa ano que vem.

O festival

Pelas ruas tranquilas de Napa, caminhando por entre jardins de flores até chegar no portão de entrada do festival, dava para sentir o olhar curioso dos moradores. Eles abriam um sorriso bonito e elogiavam o vestido: “Obrigada por vocês virem até a nossa cidade, estamos adorando essa festa, conta a animada Meg, acompanhada de seu marido Bob que vivem há 42 anos na cidade.

Perguntei o que ela achava sobre essa “invasão” na sua cidade e ela toda sorridente respondia: “a gente adora fazer novos amigos e ver todo esse movimento. Obrigada por terem vindo”.  Se não fosse pelo show do Bad Religion prestes a começar eu até acompanhava ela em uma taça de vinho na jardim de sua casa.

“Vim trazer meu filho pela primeira vez em um festival de rock, já que está acontecendo praticamente no quintal da minha casa”, disse Greg Duke um morador de longa data da região.

Com um espaço de 30 mil metros quadrados de grama e terra batida no centro da pacata Napa, o Bottle Rock ganhou vida e foi acomodando em média 25 mil pessoas que diariamente se entretiam entre os três palcos principais ( Willpower, o maior; City, o médio e o Miner, o mais intimista), barracas fantásticas de comida, um palco destinado para stand up comedy e muitas tendas oferecendo o que Napa tem de melhor: vinho.

O impressionante lineup trazendo mais de 60 bandas, entre elas as consagradas The Black Keys, Alabama Shakes, Jane’s Addiction, The Black Crowes, Kings of Leon e The Flaming Lips foi o grande chamariz para o festival. “Não sei se o vento está batendo para o lado errado, mas até agora não senti nenhum cheiro de verde no ar. Só para avisar que nós adoramos fazer o show quando o público e nós estamos chapados”, acrescentou Wayne Coyne, o líder do Flaming Lips, que chegou com um tecido lindo fosforescente meio peixe, meio humano que refletia com as últimas réstias do sol batendo na sua indumentária. O show começou meio intimista, mas depois de meia hora o delírio dos lábios flamejantes veio à tona.

O criador do Lollapalooza e líder do Jane’s Addiction, Perry Farrel  era a própria empolgação em pessoa. “Eu adoro tomar uvas e essa aqui é muito boa”, bebericava na boca da garrafa mesmo entre um acorde e outro. Com uma alegria sem fim, durante uma música e outra ele dissertava sobre suas idéias de como podemos fazer um mundo melhor mas de um jeito nada convencional. Sua liberdade de pensamento impressiona. Ele só fala de amor e viaja muito longe quando canta.

Acompanhado de sua mulher, que não estava sentada assistindo ao show e sim dançando entre uma música e outra e trazendo uma feminilidade ultra sexy para os olhos da platéia, o show parecia um convite para fazer amor com eles. Dave Navajo continua detonando sua guitarra e fez o show do Jane’s Addiction ser um dos melhores do festival.

A dupla infalível do The Black Keys como sempre levando a multidão ao delírio. A competência de Dan Auerbach e Patrick Carney ultrapassa os limites dos acordes e batidas. Eles são puro feeling e para mim é isso que faz o Black Keys ser uma das bandas mais respeitadas no cenário musical atual.

A comida

Entre um banda e outra a aventura era se deliciar entre as dezenas de barracas de comida bem distribuídas pelo parque de exposição no centro de Napa. Já imaginou você se deliciar com um sushi califórnia no capricho ou uma pizza marguerita feita no forno à lenha em um pleno festival de rock ao invés da sempre batata frita gordurosa? A opção de comida era tanta que até  barraquinha vegan você encontrava no festival. E vamos combinar, quem anda por festivais afora sabe a raridade que é encontrar comida saudável e de qualidade mas em Napa Valley onde turistas do mundo inteiro vem passar um fim de semana só para provar da fama dos restaurantes gourmets pela área não foi de se estranhar a qualidade das deliciosas comidas servidas no festival. Outro ponto positivo para o Bottle Rock.

Deus Baco agradece o Bottle Rock

Para os enólogos de plantão, o Bottle Rock foi um mundo à parte. Parecia que todas as vinículas da região estavam alí reunidas proporcionando uma fartura de degustação de vinhos. Sabe que às vezes eu ficava meio confusa se o povo estava lá para tomar vinho ou assistir aos shows.

Independente do seu interesse pelo festival, a melhor notícia é que esse lindo pedaço de terra fértil no norte da Califórnia, renomada pela qualidade de seus vinhos e seus restaurantes maravilhosos está abraçando mais uma consagração, a de ser anfitriã de um dos maiores festivais de música do mundo.

E se você gosta de comer bem, degustar vinho e ouvir música de qualidade, garanta o quanto antes sua presença porque o Bottle Rock já tem data marcada para 2014.

Prepare-se para 2014

Se você tem interesse de participar do Bottle Rock Napa Valley, entre em contato no candicedeluxe@gmail.com que posso te ajudar na parte da logística.

 

 

 

 

 

Minha primeira vez no maior festival Rockabilly do mundo

16 abril, 2013 às 04:55  |  por Candice Bittencourt

E lá estava eu voando de San Francisco para Las Vegas para o meu primeiro Viva Las Vegas Rockabilly Weekend. Preciso confessar que uma certa excitação quase infantil rolava dentro de mim, afinal novidade é uma das palavras que sustenta o meu jeito de viver. Já tinha lido alguns artigos e bisbilhotado em fotos e vídeos de anos anteriores, mas sentir o clima do festival se formando bem na sua cara é algo inédito mesmo.

Já no táxi, a pergunta: “O que está acontecendo no Orleans Hotel? Parece que estão fazendo um filme. É algum remake dos anos 50?”. E quase no mesmo instante em que eu explicava o evento, do nosso lado (parecia até combinado) três garotas numa hot rod pink conversível acenava para nós, tipo querendo dizer: sigam-me os bons.

A evocação do Viva Las Vegas Rockabilly Weekend é trazer o passado para o presente. É a sua chance de voltar para os anos 50  em uma festa com 100% de teor americano.

Tudo acontece no The Orleans Hotel. Seus quase dois mil quartos acomodam uma boa parte das quase vinte mil pessoas que passam pelos quatro dias do Viva.

Como se inteirar no festival?

Não me venha com nada que é moderno que aqui não cola. Se você acha que vai abafar com o seu novo carro híbrido mostrando sua consciência em sustentabilidade  saiba que nos quatro dias do Viva ninguém vai virar o pescoço pra olhar para o seu novo Prius. Aqui os hot dots beberrões é que arrasam. 

Conselho pra os meninos: layrite nos cabelos ou sinto muito, você não vai estar na crista da onda.

Meninas, vocês que não sejam loucas de usar training confortável e nike air. Podem tirar do armário: vestidos, flores grandes para o cabelo, cerejas nas estampas, saias rodadas, corsets, saltos, sandálias plataformas, colares e é bom que tenha algum colorido nesses acessórios. 

Na frasqueira de maquiagem não pode faltar delineador preto, rímel, curvex (cílio postiço? melhor ainda) e muito batom vermelho. E já se acostume a acordar pelo menos uma hora antes do planejado para ficar na frente do espelho porque a arte do cabelo é um capítulo à parte nesse evento! Acha que é fácil se transformar em uma versão feminina dos anos 50?  Ah, dá trabalho ser mulher nesse festival!

Não tem tatoo? nenhumazinha? vixi… 

Não sabe como se enturmar? vista um twinset, abra uma Pabst (que já é meio caminho andado) e vá caminhando pelo Orleans que a diversão é garantida. Se tiver com sorte, ainda pode dar de cara com a estrela burlesca Tempest Storm pelos corredores.

Lembre-se: com a pulseirinha seu acesso é irrestrito. Não se acanhe e entre mesmo nos teatros para ver as competições de burlesque e as jams com vários monstros do rockabilly guitar como Deke Dickerson, Joel Paterson e ganhe de presente uma surpresa: Marky Ramone na batera.

E o que tem mais pra ver no Viva Las Vegas? 

 

As bandas

O criador do Viva Las Vegas Rockabilly Weekend, o inglês Tom Ingram (que cruzei umas duas vezes pelos corredores do Orleans) me contou que a música é a grande responsável pelo sucesso do festival. “Foi onde tudo começou há 16 anos. E o sucesso é tanto que muitas bandas esperam o Viva para lançar seus discos porque é a reunião exata do público que eles querem atingir”, conta Ingram.

Esse ano foram 65 bandas divididas nos quatro dias de festival e Ingram faz questão de cuidar pessoalmente do lineup todo santo ano.

Para mim, o melhor jeito de entender o espírito do Viva é assistindo as bandas e nesse quesito o Brasil foi super bem representado com a banda curitibana Annie & The Malagueta Boys que tocou duas vezes no Bienville Ballroom levando a gringarada ao delírio.

 

Shows de burlesque

Com lugares limitados, o segredo é reservar o quanto antes sua cadeira do grande teatro Orleans para apreciar as três apresentações de Burlesque. A primeira noite acontece o show com as mais consagradas e profissionais da atualidade. Na segunda noite é o Bingo Burlesque, (a brincadeira é “ela tira, você ganha”) e no último dia, a mais esperada: a competição internacional sempre com uma celebridade bacana no júri, como exemplo desse ano: Marky Ramone e Tempest Storm, a rainha do burlesque e parceira de muitos anos de Betty Page.

 

Car show

Sábado é o grande dia e começa com a maior exposição de hot rods do mundo com mais de mil carros espalhados pelo grande estacionamento do The Orleans. No mesmo espaço, estandes de venda com tudo que você pode imaginar relacionado com o tema Vintage Rockabilly – Rod Hots – Pin Ups – Arte 50  além de um grande palco montado para os três headliners: Dick Dale, The Rockats e Little Richard.

E que memorável assistir ao vivo o som e a fúria de Dick Dale com sua Fender envenenada arrasando em Misirlou e Hava Nagila. Ver essa lenda viva aos 75 anos de volta aos palcos depois de toda a sua luta contra um câncer retal que quase o arruinou é de encher os olhos. ”Vocês são minha razão por eu estar aqui. Obrigada”, falou emocionado o guerreiro. O ápice do festival na minha opinião.

 

Competição de swing dance

Você não está entendendo…é uma seriedade infinita essa competição. Os casais treinam o ano todo para esse momento. Durante o festival, aulas de aprimoramento de swing dance lotam o Mardi Gras, o maior salão do Orleans. E a grande final rola no domingo onde o público escolhe o melhor casal do ano. No video abaixo um pouco da demonstração dos casais dançantes.

Isso te lembra algum filme? Hill Valley, DeLorean, 1955. Onde estará Dr. Brown?

 

 Pool Tiki Party

A pool party do Viva é imperdível. Uma nostalgia no ar das mais fortes. O “clima” mais próximo que me lembro ter visto foi nas fotos da minha mãe de férias no Rio de Janeiro nos anos 60. A indumentária na piscina é de tirar o fôlego, rola um romantismo no ar e a música faz a gente levitar de tão boa.

 

Eu já no segundo drink boot ( o famoso drinque servido numa bota vermelha por todo o casino)  só observando os casais lindos dançando na beira da piscina, sentindo aquele ventinho gostoso do deserto batendo no cabelo, me vem o pensamento: ”Ah, eu nasci na década errada. Vou aproveitar cada minuto dessa frugalidade porque o DeLorean deve partir em breve.

E o próximo Viva, só ano que vem. Ainda bem.

SERVIÇO

Passagem Brasil / Vegas – U$ 1.300 ( aproximadamente )

Diária de 4 noites no The Orleans – U$ 390 ( para até 4 pessoas no quarto)

Ticket para os 4 dias de festival – U$ 115 (fica sold out  meses antes da data do festival)

Se você tem vontade de viver esse aventura, saiba que existe um grupo do Brasil que viaja há anos para o Viva junto. E pode saber, é mais barato que ir pro Nordeste. E ainda dá para aproveitar para renovar eletrônicos, roupas e instrumentos musicais.

Entre em contato se tiver interesse!   HEY HO

Agradecimento especial  - Daniel Bittencourt, responsável pelas fotos e vídeos desta matéria.

Cingapura – A Ásia para iniciantes

14 março, 2013 às 16:58  |  por Candice Bittencourt

Se você nunca esteve na Ásia e não tem idéia por onde começar, Cingapura pode ser uma bela porta de entrada para ir aos poucos se acostumando com tudo de novo que vem pela frente no lado oriental do mundo. Para ser bem sincera, Cingapura já não é assim tão oriental…

 

Localizada no sudeste asiático esse pequeno país insular com apenas 710 km quadrados (só para ter uma medida de comparação, Curitiba tem 435 km quadrados e o Rio de Janeiro 1.180 km quadrados) Cingapura já foi parte da Malásia e depois de muitas batalhas com japoneses e britânicos na época da segunda guerra tornou-se independente em 1965 é hoje é o país mais rico da Ásia e o terceiro mais rico do mundo segundo pesquisa de 2012 da revista Forbes.

E toda essa riqueza investida no país você vê nas ruas, nos seus edifícios imponentes, na sua arquitetura ultra moderna e faz Cingapura colecionadora de vários títulos de grandeza como por exemplo: a maior roda gigante do mundo, a maior piscina infinita do mundo, o melhor aeroporto do mundo, entre outros que vou contar aqui.

Cingapura é um país formado 70% por chineses, 13% por malaios (onde a maioria esmagadora é muçulmana), 10 % de indianos e o restante por Eurasians (europeus casados com asiáticos).

Por aí já dá pra imaginar a torre de babel cultural, religiosa e étnica que borbulha na cidade.

Pelas ruas você encontra desde templos budistas (a religião mais praticada no país) até mesquitas pelo bairro árabe.

A culinária é riquíssima e os bairros como o Little India e Chinatown valem uma visita pela autenticidade. Se você está planejando sua trip para Cingapura eu tenho dicas e quero contar umas curiosidades e impressões bem frescas de uma semana de experiência (fevereiro/2012) pelo país.

Vamos aos clássicos:

 

Cingapura - Quando ir e quanto tempo ficar

 

Cingapura – como chegar no melhor aeroporto do mundo

 

Cingapura – onde ficar, como se locomover e suas leis bizarras

 

Cingapura - pela banalização do superlativo

 

 

Fotos – Daniel Bittencourt

 

A força do Rockabilly curitibano atravessando fronteiras

11 março, 2013 às 05:53  |  por Candice Bittencourt

Você pode até convencer alguém que Curitiba tem potencial para fazer festa de carnaval daqueles trabalhados na lantejoula e no boá e que brincar na avenida ou nos blocos animados do Largo da Ordem seja um direito do cidadão. Sem preconceitos, se a ordem é brincar que seja feita a sua fantasia.

Agora experimente dar uma “googada” usando as palavras “Carnaval Curitiba” e veja o resultado. Perceba que a óbvia turma sobe e desce dos dedos indicadores animados não está sozinha. Vá mais além. Tente explicar para um gringo que carnaval é esse que acontece em Curitiba.

Ele provavelmente vai te perguntar: “Parece que tem algo errado porque essa turma usa quase os mesmos instrumentos para fazer um rock n’ roll. E as meninas gostam de vestidos rodados e os meninos usam cabelo pompadour. Parece que eu já vi essa imagem antes”. – Sim, seu gringo, essa imagem e esse som vem lá na época que seu avô dançava “Rock Around the Clock”.

E Curitiba gosta disso, tem raízes fortes no Rockabilly e um notável reconhecimento internacional que avança muito além do perímetro curitibano atingindo terras longínquas. E o bom exemplo dessa notoriedade mundial é que vira e mexe a cidade está encabeçando os lineups de grandes festivais de Rockabilly pelo mundo.

E esse ano a apimentada banda curitibana Annie & The Malagueta Boys estará representando o Brasil e dividindo o palco com nada menos que o “Tutti Frutti” Little Richard, o rei do surf music, Dick Dale, e os novaiorquinos do Cleftones, no maior festival de Rockabilly do mundo, no Viva Las Vegas Rockabilly Weekend que acontece de 28 a 31 de março em Las Vegas.

E sei que vocês vão concordar: já estava bom demais só de ver essas lendas vivas em ação, afinal, Little Richard está com 80 anos e Dick Tale com 75 anos, mas o festival quer mesmo é provocar uma overdose de prazer para os mais de 20 mil amantes do gênero que por ali se divertem.

O festival que acontece no grande hotel casino The Orleans (que fica fora do eixo turístico onde 99% dos turistas se instalam) está na sua 16 edicão, é audacioso e faz você ter a sensação que um teletransporte te levou para os anos 50.

Com quatro dias de festival, as atrações são das mais variadas: shows de burlesque, reunião de carros antigos com os Hot Rods mais irados do mundo pra causar inveja a qualquer museu do automóvel, estandes de tatuagens, competição da pin up mais original da festa, dezenas de bandas tocando o dia todo pelas piscinas e palcos espalhados pelo evento e muito mais que vou descobrir por lá e contar depois aqui no blog.

E conta na boca pequena que eu vou poder praticar meu curitibanês por lá já que uma turma 35 amigos esperam ansiosos e preparadíssimos para festival desde o ano passado. A raiz é forte mesmo.

Sobre Annie & The Malaguetas Boys

Formada em 2009, o quinteto Malaguetas é apimentado pela poderosa vocal pin up Annie Lee, junto com os violões e guitarras de Rick Pacheco e o sax tenor de Victor Rodder. A cozinha fica por conta do baixo acústico de Jonny Mormelo e as baquetas de Jeffo Moreira. O clima é total pré-rockabilly dos anos 40 misturada com uma brasilidade à flor da pele. Abaixo no vídeo, a divertida “Up &Down” que brinca com aquele clichêzão da imagem do Brasil aos olhos dos “gringos”.

 

A importância do Psychobilly na cena curitibana

Não tem como falar do movimento Rockabilly em Curitiba sem citar o força do movimento Psychobilly  na cidade quando a banda dos anos 90  Os Catalépticos criou em 2000 a primeira edicão do Psycho Carnival.

O festival começou pequeno com o objetivo de reunir bandas que misturavam o rockabilly com o punk rock, sempre brincando com referências do que é tabu na sociedade (horror, sangue, ficção científica, sexo).

Hoje, Psycho Carnival está na sua 14 edição e é o maior festival de Psychobilly  do Brasil, reconhecido no exterior e que sempre tem nos headlines bandas lendárias como The Caravans e o Demented Are Go. Além das dezenas de bandas, um bazar e uma “zombie walk”  já fazem parte da confraternização que dura seis dias e está cada vez mais popular na cidade.

Na verdade, o Psycho Carnival acabou virando um grande intercâmbio musical e que faz Curitiba ser reconhecida como o maior reduto Rockabilly e do Psychobilly no Brasil.

Para você que não sabia e nunca imaginou que tivesse um movimento desse na capital, fica a dica para o carnaval de 2014.

 

 

 

 

 

 

Planejando sua viagem para esquiar na Califórnia

25 fevereiro, 2013 às 07:44  |  por Candice Bittencourt

Se você ama esquiar na neve mas que já está cansado de sempre ir para as mesmas estações de esqui, na Agentina ou no Chile ou se você é tão  fissurado pelo esporte que não se contenta em esquiar só uma vez por ano, esse texto vai te fazer sonhar com novas possibilidades!

Pensando nos apaixonados pelo esporte que resolvi preparar um guia de Tahoe, um dos melhores picos de estações de esqui nos Estados Unidos localizado no norte da Califórnia.

Nesse guia com cinco matérias, você vai encontrar um pouco da história do lugar, a partir de que época é bom planejar sua trip pra Tahoe, como chegaronde ficaropções de restaurantesas melhores estações que existem em volta do lago, alternativas de hospedagem bem bacanas e as melhores lojas de aluguéis de equipamento de neve.

Como vocês devem saber, enquanto o verão no Brasil bomba (hemisfério sul) com temperaturas acima dos 30 graus, nos Estados Unidos (hemisfério norte)  entre dezembro e fevereiro quase tudo fica branquinho com temperaturas abaixo de zero e neve caindo por várias semanas durante o mesmo período.

O que tem para fazer além de ficar dentro de casa tomando vinho, vendo a lareira queimar uns pedacinhos de madeira ou mesmo se deliciar na jacuzzi quente para relaxar e se esquentar?

Que tal esquiar!?

Lençóis Maranhenses – aventura por uma imensidão de paz

3 dezembro, 2012 às 03:57  |  por Candice Bittencourt

Sabe aquele lugar que você tem um sonho em conhecer e até já usou a tal imagem do paraíso como tela de descanso do computador?

A beleza natural dos Lençóis Maranhenses há tempos rondava meu pensamento…só de imaginar aquela imensidão de terra (tamanho de São Paulo em área territorial) cheia de dunas branquinhas entremeadas por infinitas lagoas azuis naturais me fazia sonhar um dia estar a dois passos do paraíso.

Como moro fora há cinco anos e estava de passeio pelo Brasil e programando uma viagem fora do eixo Curitiba – Rio de janeiro, combinamos eu e minha tia de conhecer um lugar inédito para ambas.

Eis que recebo sua ligação com a grata surpresa: passagem Rio – São Luis por R$ 169 cada perna pela Gol em plena estação seca (julho a dezembro – quando as chuvas cessam) e a mais recomendável para conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Hora de tirar a mala do armário e começar umas das partes que mais gosto na viagem: pesquisar sobre o local a ser visitado! E aí vai desde a cultura local, culinária, os diversos povoados, artesanato da região, os passeios e por aí vai…e nessa busca eis que me deparo com uma surpresa: o Maranhão é quase uma incógnita “interneticamente” falando: bem precário o acesso às informações sobre o turismo local e os sites dos hotéis ainda na época da manivela, no esquema “manda um email” para ver se tem vaga. As fotos parecem que nunca foram atualizadas e aí é melhor dançar conforme a música e entrar  no clima do “deixa rolar” (o que não é nada mal).

Escolhemos o seguinte itinerário:

  • São Luis – 1 noite
  • Santo Amaro – 2 noites
  • Barreirinhas/Atins – 2 noites
  • São Luis – 1 noite

Decolamos do Santos Dumond no dia 28 de junho pela manhã com apenas uma noite de reserva no hotel Portas da Amazônia que fica no meio do centro histórico de São Luis. O vôo fez uma escala em Brasilia e no início da tarde já estavámos aterrizando no aeroporto que está passando por obras de infraestrutura e o que se vê é uma grande bagunça.

De lá seguimos em uma corrida de 25 minutos de táxi (35 reais) até o hotel Portas da Amazônia para fazer o check in.

Primeira dica de ouro: (e espero que dure bastante): se abrace no Henrique, o concierge do hotel. Além do sorriso fácil no rosto, ele pode e muito te ajudar nas dicas valiosas sobre o Maranhão.

Sobre o hotel o que posso dizer é que é bem bonito, estilão rústico, com aquelas portas e janelas enormes e quase tudo de bom gosto. Com uma localização fantástica (bem no meio do centro histórico) o hotel surgiu da restauração de uma casa colonial de 1839. Eu super recomendo para começar sua aventura pelos Lencóis.

O café da manhã é bem servido, com vários tipos de suco de fruta da região, além de pão, queijo caseiro, café, geléias e etc. A cama é confortável e o banheiro funciona bem, apesar de feio, que também não é nada grave. O preço da diária foi R$ 200.

Como tínhamos apenas uma noite em São Luis, resolvemos pegar um taxista para fazer um city tour pela capital com uma parada no famoso restaurante Chapeú de Palha (pasmen,não tem site) que fica na orla da praia, na Ponta do Farol.

A comida é maravilhosa: carne de sol, baião de dois, macaxeira, manteiga de garrafa. Uma comida saborosa porém pesada.

Durante o percurso, conversando com o taxista, muito simpático por sinal, como quase todo o povo maranhense, descobrimos que mais de 90% das praias de São Luis são impróprias para banho porque o sistema de esgoto lá aplicado não dá conta do problema.

Claro que o assunto “política” veio à tona e conversando com o povo nas esquinas, nos bares e restaurantes você vai descobrindo os podres do mais grosseiro coronelismo da política brasileira.Eu não quero me estender a falar da barbaridade que é ver, ouvir e ler sobre a política que se faz no Maranhão, mas é triste meus amigos, triste mesmo de ver o grande percentual do povo maranhense na extrema pobreza, uma realidade que incomoda até o turista mais alienado.

O povo sem ter o direito nem a um banho de mar, que vem da natureza, imagine o resto…mas seguimos porque esse não é o objetivo do post.

Depois do farto jantar regado à suco de maracujá, cervejinha e sabores que só a comida nordestina tem, voltamos para o hotel caminhando boa parte do trajeto pela orla de São Luis.

Como chegamos um dia antes da comemoração de São João, festejada no dia 29 de junho em grande estilo pelo povo maranhense, a cidade estava num fervo só.

E esse fervor todo vinha de um aguardente artesanal feito de mandioca, bem forte e cor violeta chamado Tiquira, com teor álcoolico quase nos 50% girando na veia do cidadão.

Eu preciso abrir um parênteses aqui: como moro há pelo menos 5 anos em uma cidade que se você estiver muito bêbado na rua a polícia te leva pra dormir no xilindró, foi um tanto chocante ver a quantidade de pessoas caindo de bêbadas nas ruas. Uma tristeza na minha modesta opinião e viva São João que perdoa todos os pecados.

Como estávamos hospedadas no meio do centro histórico, adivinha o que tínhamos de presente?

Em frente ao nosso hotel um palco instalado cheio de atrações musicais e grupos folclóricos fez a festa do povo até às 3 da manhã. Claro que fomos dar uma banda na rua (nunca vi uma festa junina tão original) além de ver e ouvir o som do Maranhão. Esqueça o reggae. Eu não escutei nem uma nota parecida por lá.

O instrumento principal das festas juninas no Maranhão é a matraca que são dois paus que eles ficam batendo e fazendo ritmo. Vai misturando isso com a Tiquira e depois me conta o que você achou…

 

Dia seguinte – rumo a Santo Amaro, o lado mais aventureiro dos Lençóis Maranhenses

Depois de um café da manhã delicioso, seguimos em uma van que contratamos no dia anterior com indicação do Henrique para nos levar até Santo Amaro (28 reais por pessoa) que é a parte menos turística dos Lençóis Maranhenses. No caminho, fomos buscando outros turistas e conhecendo ainda mais São Luis e posso te dizer que é uma cidade que está abandonada e mal cuidada. Praticamente quase todo o centro histórico precisa ser restaurado e são poucos os casarões que já estão recebendo um carinho…

O Manuel, responsável pela empresa que fez esse trajeto também faz transfer para o aeroporto e seu telefone é o (98) 8114 – 1801 ou 8825-0425. Depois da van lotada seguimos por uma boa estrada de asfalto quase 200 km até chegar em Sangue, uma micro cidade que na verdade é conhecida porque é a partir dalí que saem o comboio de pick ups tração 4×4 por uma estrada de areia de 38 quilômetros até chegar em Santo Amaro.

rodoviária de Sangue, de onde saem as pick ups 4×4

Esse trecho leva em média 2 horas de viagem, mas a sensação é que nunca mais vai chegar…principalmente porque viajamos de noite e não deu pra curtir o visual que só descobrimos na volta que até que é bonito!

 

E quem disse que é fácil chegar ao paraíso?

Uma dica: não se esqueça quando for contratar a van pra te levar de São Luis até Sangue, pedir também o trajeto de Sangue até Santo Amaro. Normalmente eles já oferecem o segundo trajeto da viagem mas não custa nada ficar atento. Nem sempre as toyotas estão disponíveis em Sangue para te levar até Santo Amaro. Precisa combinar o horário certinho…

Se você fizer as contas é quase metade de um dia para chegar até Santo Amaro: a primeira parte do percusso de São Luis até Sangue – 200 km ( 3 horas de viagem) e depois a segunda parte do percurso de Sangue até Santo Amaro – 40 km ( 2 horas de viagem).

Nós chegamos à noite em Santo Amaro e nos hospedamos no Ciamat Camp que na verdade é uma grande área verde com árvores frutíferas de frente para um lindo rio, com poucos chalés espalhados dando privacidade total para os hóspedes.

Pra quem gosta de rede para ler um livro, tem várias amarradinhas nas árvores de Santo Amaro.

Os chalés são todos de madeira e muito charmosos.

A localização do Ciamat é incrível porque fica na parte silenciosa de Santo Amaro, ou seja do outro lado do rio longe da bagunça da turma trabalhada na tiquira. Se você procura por descanso e quer contato com a natureza para ouvir o cantar dos pássaros, aqui é o lugar.

Nem pense duas vezes. Além do quê a Fulvia, dona desse pedaço de terra é super atenciosa e faz você se sentir como se estivesse na sua casa. Uma grata experiência. O contato do Ciamat (98) 9604-5824.

Na manhã seguinte, acordamos, tomamos um belo café da manhã e uma pick up ( indicação da Fulvia) com dois nativos veio nos buscar para o passeio até uma parte dos Lençóis que vou contar no próximo post!

Até mais!