Sentimento aflorado em Chapecó.

29 novembro, 2017 às 09:58  |  por Capitão Hidalgo

Como não há outro caminho, então, é ir para a cidade de Chapecó, comentar um jogo difícil de preconizar qualquer resultado. Na verdade não há nenhuma surpresa ver o Coritiba chegar aos estertores da temporada lutando contra tudo e a todos. Parece que é uma missão infindável, afinal, todos os anos esse clube vive correndo atrás de uma cadeira de permanência à 1ª divisão brasileira. Claro, um dia isso terá que acabar. Se já não bastasse a incerteza que conseguirá uma vitória, domingo, lá na Arena Condá, ficaremos todos atentos aos outros resultados envolvendo o Sport, Vitória e Avaí. Que dureza.

Essa partida decisiva às pretensões do Coritiba, para não cair, e a Chapecoense com chances de disputar uma vaga à Libertadores de América, terá ainda, a parte, um apelo de sentimento dos catarinenses pela passagem do 1º ano do acontecido na tragédia que vitimou 71 personagens, entre dirigentes, comissão técnica, jogadores e imprensa. Portanto, emoções não faltarão. Com o trabalho que exerço, comentando pela Rádio CBN AM 670, não poderia estar ausente dessa que considero uma missão histórica, sim, a classificação do Coxa e sentir de perto a lembrança de um povo que continua de luto  pelo infausto acontecido.

O veterano zagueiro, Rodrigo, que jogou por diversas equipes no futebol brasileiro, acabou de jogar sua carreira para as cucuias. Useiro e vezeiro em entrar nas confusões, de uns tempos a essa parte, começou a fugir da realidade do bom comportamento de um jogador em campo. Por sua atitude, inconveniente, acabou sendo expulso corretamente pelo árbitro no jogo em que a Ponte Preta lutava contra o rebaixamento frente ao time do Vitória. Além de prejudicar a equipe campineira que ganhava o jogo por 2 x 0 ,  acabou prejudicando sua equipe que veio a  perder por 3 x 2 .

Com o 3º gol do time baiano aí o espetáculo foi dantesco com torcedores marginais derrubando o gradil que separa ao campo, ao adentrarem ao gramado criando prejuízos inimagináveis. A partida não foi reiniciada, afinal, o tempo já estava quase se esgotando. Por essa e outras coisas, o zagueiro foi desligado do elenco, deixando um mácula em sua carreira.

Fosse em outros tempos uma notícia como a saída do ex-técnico e coordenador de futebol, Paulo Autuori, poderia vir a ser uma bomba. Acontece que o ex-profissional atleticano que teve todas as condições dadas pelo comando clubístico, em minha maneira de interpretar, acabou sendo uma decepção em todos os sentidos. Fiquei por algumas vezes querendo entender suas manifestações contrárias, sobretudo, antipáticas. Deveria essa cidadão explicar quando da saída o ex-técnico, Eduardo Batista, em que, também, pediu para se afastar, mas que em poucos dias aceitou voltar ao clube com uma contratação já definida, e por ele mesmo, de um pseudo técnico, Fabiano Soares. A sua demissão então virou um traque.

Lembre-se que: O melhor da vida é sua história.

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