A etiqueta que nos incomoda é a mesma que nos agrega

29 junho, 2017 às 10:03  |  por Dani Amorim

etiqueta

 

Imagem pessoal é assunto abrangente. Num primeiro instante, pode parecer algo simples e superficial, mas a complexidade logo vem à tona quando compreendemos a quantidade de elementos capazes de influenciar o que transmitimos às outras pessoas (e a nós mesmos também!).

Aparência, linguagem corporal, expressões faciais, comportamento e postura, paralinguagem, uso do espaço e do tempo, odores. Ufa! Essa é uma lista breve dos elementos que compõem a nossa imagem pessoal e cada um deles pode ser explorado em sua profundidade, mas neste momento vamos nos ater à aparência.

Pergunte aos seus amigos: quando você conhece ou encontra alguém, em que observa? Fato: a maioria vai dar respostas relacionadas à aparência. Ou seja, difícil negar que os cuidados com a nossa imagem são capazes de nos impulsionar ou enfraquecer na vida pessoal ou profissional.

A nossa aparência é formada por códigos visuais que nos ajudam a contar aos outros, sem precisar falar, um pouco sobre quem somos e o que gostamos. Um desses códigos são os tecidos das roupas que usamos. Sabe aquela pessoa que sempre parece estar elegante, mesmo com roupas simples? Tenha certeza de que ela tem um olhar especial para o tecido, costura e acabamento das roupas.

Vamos a alguns pontos práticos e bem rápidos.

Existem dois tipos principais de tecidos: tecidos de fibras naturais (algodão, linho, lã, seda…) e tecidos de fibras químicas (viscose, modal, poliéster, poliamida, acrílico…).

Roupas de fibras naturais são mais caras, pois envolvem um processo de produção que depende diretamente de recursos vindos da natureza. No geral, amassam mais e são mais difíceis de passar. Por outro lado, apresentam toque normalmente mais suave, mantêm o corpo com temperatura mais agradável e imprimem um aspecto mais sofisticado ao visual. Se bem cuidadas, duram por longo tempo, mas exigem atenção especial tanto no processo de lavagem quanto de secagem, o que significa que para a correria dos dias atuais são pouco práticas.

Roupas de fibras químicas, em geral, amassam menos (ou não amassam) e secam mais rápido. São mais secas no toque e normalmente têm preço mais acessível. Também são mais resistentes às máquinas de lavar. Para quem não gosta do efeito amassado ao longo do dia, as fibras químicas são boa opção. Já para quem tem problemas com suor excessivo, as fibras químicas sintéticas, especialmente poliéster, retêm o calor do corpo e costumam provocar mau cheiro.

Olhar as etiquetas das roupas – aquelas que nos incomodam e ficamos ansiosos por cortar! – é uma atitude pouco comum, mas muito válida. Dependendo das lojas onde você costuma comprar, irá notar que a maioria das peças é feita de fibra química. Esse é o caminho da indústria: aliar preço e praticidade na entrega. É comum também encontrar peças que misturam as fibras sintéticas e naturais na composição. Particularmente, não sou adepta aos tecidos 100% naturais, então sempre observo muito o acabamento das roupas que escolho em tecidos químicos e o quão suaves e bons de transpiração eles parecem. Fico feliz quando descubro que a peça que gostei tem o mix de tecidos. Ah, e no inverno, faz ainda mais sentido olhar as etiquetas, já que as blusas de fibra natural são mais quentinhas e preservam mais tempo sem bolinhas.

E tem mais! Malha versus tecidos planos.

Fique de olho no seu guarda-roupa: se tiver muitas peças de malha, é interessante começar a dar lugar para outros tipos de tecidos. O motivo? A escolha por tecidos planos causa aquele sentimento (real) de que você está pronta para qualquer ocasião, pois proporcionam uma aparência mais arrumada. Mas se você preza pelo conforto que a malha oferece, também não tem problema nenhum! Na onda do conforto que cada vez mais domina o closet feminino, existem grifes especializadas em confeccionar roupas de malha com corte alfaiataria. Paga-se mais caro, porém, o caimento e o design são impecáveis e é uma forma de manter o estilo em dia com o conforto desejado.

Enfim, quando o tema é “aparência”, a imagem pessoal é formada por detalhes pequenos e, ao mesmo tempo, super relevantes nas escolhas que fazemos ao nos vestir. Portanto, esteja atento à qualidade do tecido das próximas peças que adquirir. Afinal, é mais um código visual que conecta você com o mundo!

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