Arquivos da categoria: Entrevistas

Treinamento Funcional

As vantagens de conciliar treinamento funcional e corrida

4 janeiro, 2018 às 08:46  |  por Vinicius Boreki

Os treinos são totalmente direcionados, visando não prejudicar o cumprimento da planilha de corrida

Treinamento funcional não se trata de qualquer método, exercício ou uso de equipamentos. Baseado em evidências, o foco é construir um tipo de treinamento que ofereça resultados mais completos ao atleta. “É preciso observar os indivíduos, seus movimentos e seus objetivos. Não se deve pensar na tendência da moda”, explica Eduardo Sosnowski, que realiza treinamento funcional no Studio 1.6.

Não só os corredores, mas muitas pessoas têm adotado a prática em função dos benefícios – aumento da capacidade cardiorrespiratórios, da força muscular, da disposição, entre outros – e da variação dos treinos, que nunca são iguais. Neste ano, realizamos o treinamento funcional entre março e dezembro. Os resultados – tanto em aumento de velocidade na corrida como em resistência – foram perceptíveis e sentidos em nosso dia a dia.

Veja outros esclarecimentos prestados por Sosnowski sobre o treinamento funcional na entrevista abaixo:

- Por que o treinamento funcional se tornou uma febre entre corredores, na sua opinião?

Por ser uma atividade que não demanda equipamentos iguais ao da musculação convencional, o treinamento funcional pode ser realizado em parques, praças, praia, e, por isso, ficou mais fácil o acesso para os corredores. E, é claro, a grande vantagem do treinamento funcional para corredores: o treino é 100% direcionado, de forma individualizada, sem prejudicar os treinos de corrida.

- Qual o tipo de benefício deste treinamento? Como Personal Trainer, quais são as vantagens visualizadas por você na comparação com outros exercícios, como a academia?

No funcional, temos um resultado mais rápido de que em outras atividades, pois trabalham-se exercícios de forma integrada e não isolada, como na musculação, por exemplo. Diferente da academia cuja maioria dos casos o aluno fica 2, 3 meses com o mesmo treino, aqui no Studio cada treino é único, ou seja, toda aula um treino diferente.

- Há alguma desvantagem nesta prática? Se não, que tipo de cuidados devem ser tomados pelos corredores?

O principal cuidado a ser tomado é com o equilíbrio de força e flexibilidade. Nos treinos, é preciso trabalhar as cadeias musculares anteriores e posteriores, equilibrando as forças para evitar lesões. Cuidar também em manter musculaturas do core (perna, glúteos, abdômen e dorsais) fortes o suficiente para aguentar o impacto de uma maratona ou meia maratona, por exemplo. E dar a devida atenção a flexibilidade para evitar dores.

- Você podia falar sobre dois equipamentos que são novidades no Studio 1.6: o fitpulley e o Stroops? Como eles funcionam? Quais seus diferenciais?

Fitpulley – É uma estação de musculação extremamente compacta que oferece carga por meio de resistência elástica, polias deslizantes permitem posicionamento linear de vetores de saída e ajustes de carga entre 2 e 35kg, mensuráveis. No Fitpulley, podemos fazer uma sessão completa de treino com um equipamento.

Stroops – Conjunto de elásticos com cargas variadas de acordo com o número utilizado para cada exercício. Com os stroops, é possível fazer treino de agilidade, força, potência, corrigir técnica de corrida e trabalhar a reabilitação, caso necessário.

- Como conciliar funcional e corrida, já que a funcional geralmente é muito desgastante? Qual seria o número de práticas de funcional e de corridas por semana?

No caso dos corredores, é preciso adequar o treino funcional a periodização dos treinos de corrida, pois o objetivo principal é o desempenho nas provas. Portanto, a quantidade de aulas por semana irá variar de acordo com o cronograma de corridas de cada aluno.

- Alguma dica específica para dar aos corredores?

Procure sempre um profissional capacitado. Infelizmente, muitos profissionais utilizam a expressão de treinamento funcional sem conhecer a metodologia, ocasionando prejuízos ao aluno.

Quer conhecer mais sobre algum assunto ligado ao mundo da corrida? Deixe o seu comentário.

Leo-Dambiscki-

A importância de variar os treinos

14 dezembro, 2017 às 14:13  |  por Vinicius Boreki

Corpo não deve se acostumar ao mesmo treino, ensina o fitness and life coach Leonardo Dambiscki; o ideal é buscar outras atividades físicas para conciliar com a corrida

Cada vez mais, os treinamentos de corrida são mais variados dentro da própria modalidade. Na planilha estabelecida para o atleta amador estão os treinos intervalados, os longos, os de ritmo, os regenerativos, entre outras diversas possibilidades.

No entanto, além da corrida, outras modalidades e práticas podem ser inseridas na rotina de um corredor, visando transformar o tipo de estímulo recebido e também dar uma espécie de “folga” para o corpo e para a mente. “A dica que eu dou é: você estabelecer sua modalidade fixa, mas achar mais duas que você pratique de vez em quando, até mesmo como forma de “alívio” da mente”, explica o fitness and life coach Leonardo Dambiscki, que orienta diversos corredores na CF Trainer Treinamento Funcional.

Confira, abaixo, uma conversa sobre a variabilidade de treinos e seus benefícios para os corredores, inclusive em relação à performance.

Bomdedicadecorrida – Que tipo de práticas de exercícios devem ser conciliadas com a corrida?

Leonardo Dambiscki – A corrida é um esporte universal e, portanto, qualquer esporte pode ser conciliado a ela. O que deve ser levado em consideração são os perigos desses esportes. Vamos pegar o exemplo mais conhecido de todos: o futebol. Um baita  exercício cardiorrespiratório, aliado da corrida, mas os riscos de uma lesão são altos, o que pode tirar por alguns meses das pistas. Esportes ou atividades que tenham como papel principal auxiliar e até potencializar a corrida são ideais, dentre elas o treinamento funcional, uma das melhores opções.

BDC – É benéfico para o corpo oferecer essa variação de exercícios?

LD – Para o nosso corpo, a variação de atividade é sempre benéfica, pois nunca deixamos o organismo se “acostumar” com aquele estímulo. Porém, mais uma vez volto a bater na mesma tecla: a variação é importante, mas sempre dentro de uma periodização para a corrida.

BDC – Insistir em um tipo só de exercício pode causar lesões ou estagnação?

LD – Insistir em apenas um exercício não é responsável por causar lesão. O maior problema disso é o fator psicológico. Hoje em dia, as pessoas se cansam fácil de qualquer atividade, e isso pode fazer com que pare de praticar. A dica que eu dou é você estabelecer uma modalidade fixa, mas achar mais duas que você pratique de vez em quando, até mesmo como forma de “alívio” da mente.

BDC – Em relação ao fortalecimento, o corredor deve investir em uma academia ou outros tipos de práticas também podem ser consideradas?

LD – Em relação a fortalecimento, os caminhos são vários, e todos eles funcionam: pilates, funcional, musculação… O mais importante em todo o processo é ter ao seu lado um profissional competente, que leve até você o melhor e mais eficaz caminho para atingir o seu objetivo.

BDC – O treinamento funcional e práticas de alta intensidade (HIIT) viraram febre. Quais são as vantagens deste tipo de prática?

LD – O funcional e o HIIT estão em alta, pois têm provado que não precisamos mais ficar horas treinando em uma academia para obter resultados. Estudos comprovam que 25 minutos de atividade física de alta intensidade diariamente são suficientes para ganhos consideráveis em todas as valências físicas existentes em nosso corpo.

BDC – Existe um número mínimo de vezes que um corredor deve praticar a corrida em uma semana? Como dividir esse treino (tiros, longos e etc)?

LD – Isso varia muito. São muitos fatores que devem ser levados em conta para montar uma estratégia de treino: quantas vezes a pessoas vai treinar; quanto tempo; histórico de lesão; alimentação e etc. O ideal mesmo é uma boa anamnese do responsável para  montar o melhor treino possível para aquela pessoa.

Quer saber mais sobre algum aspecto da corrida? Deixe um comentário ou envie um e-mail para que possamos tirar suas dúvidas!

Post2

Fuja da dieta da moda!

30 novembro, 2017 às 17:24  |  por Vinicius Boreki

Frango com batata doce todo dia no cardápio ou low carb? Essas dietas são adequadas para você? Veja algumas dicas

Ter uma nutrição adequada é fundamental para um corredor de rua, por inúmeros motivos:

- Aumento da disposição

- Melhorar a performance

- Redução de radicais livres

- Melhor recuperação do pós-treino

- Diminuição da propensão a lesões

Saber o que comer e quando comer é uma forma de proteger o organismo. “Essa nutrição é necessária para evitar lesões, desmaios, tonturas, cãibras, desgastes musculares e ósseos e a perda de massa magra”, explica a nutricionista clínica, escolar e personal diet Angela Federau.

É curioso que alguns alimentos se tornam mocinhos ou vilões de repente. Quem não se lembra de todas as associações entre ovos e colesterol? A refeição da moda é o frango com batata doce, que se tornou uma febre nas academias. “Para um bom desempenho na atividade física, a alimentação deve ser saudável o dia inteiro. É importante que haja variação dos alimentos, pois cada um tem seu potencial nutricional, e, se ficamos reféns da batata doce, estaremos bem nutridos em poucos nutrientes, ocasionando a carência de muitos outros”, esclarece Angela.

As dietas “low carb” – com baixo ou nenhum uso de carboidratos – levam atletas a usar a massa magra (os músculos) para fornecer energia para o treino, o que é chamado de catabolismo em razão de não encontrar o glicogênio oferecido pelo carboidrato à disposição no organismo.

A nutricionista ensina que mesmo os alimentos considerados saudáveis (como a batata doce e o frango) devem ser consumidos com moderação: “A diferença entre o benefício e o prejuízo à saúde está sempre na quantidade ingerida”.

Individualidade do organismo

Cada atleta – seja amador ou profissional – tem objetivos diferentes e, por isso, a nutrição deve ser personalizada, com suporte de um profissional. “É preciso respeitar a individualidade de cada organismo, adequando a alimentação correta para cada situação”, sugere. Além disso, a nutrição deve variar conforme a intensidade do treino, o tempo, a necessidade de recuperação. Outro fator que não deve ser esquecido é a hidratação, especialmente nos intervalos entre as refeições e durante os treinos.

Veja algumas dicas de grupos de alimentos e suas aplicações:

Frutas: devem estar nos lanches, assim como as gorduras “boas” (castanhas, nozes, amêndoas, abacate e grãos como linhaça, chia e quinoa)

Carboidrato: é o fornecedor de energia e deve ser oferecido nas principais refeições. Opte sempre pelos integrais. Antes dos treinos, procure alimentos de fácil digestão, frutas com aveia, torrada integral com cottage, entre outras opções.

Proteínas: representadas por carnes, leites e derivados, ovos, feijões, lentilha, ervilha, grão de bico e soja, devem estar presentes no almoço, jantar e no pós-treino, auxiliando na reconstrução dos tecidos.

Ficou com alguma dúvida? Quer saber mais sobre algum assunto específico? Entre em contato com o blog pelo e-mail ou pelo Instagram @bomdedicadecorrida!