Febre amarela: Vacina é recomendada para quem vai viajar a regiões de risco

24 janeiro, 2017 às 13:33  |  por Mario Akira

O noticiário sobre a febre amarela em várias regiões do país é um alerta para quem vai viajar para alguma das áreas de risco no Brasil ou no exterior. Neste caso, a recomendação é de que o viajante procure uma unidade básica de saúde e tome a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência. Maiores de 60 anos, gestantes, mulheres que estejam amamentando, crianças menores de seis meses e imunodeprimidos devem procurar orientação nas unidades de Saúde antes de tomar a vacina.

A região de Curitiba não está na área de risco de febre amarela, mas é preciso lembrar que o período é de férias (e logo também chegará o Carnaval), época quando muitos viajam. De acordo com orientação da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA), são áreas de risco para febre amarela no Brasil e, portanto, é recomendado a vacinação: todo Estado do Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, incluindo suas capitais. Além disso, há as áreas de matas e rios da Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Na América do Sul, Colômbia e Peru são áreas de risco. A orientação vale o ano todo e não apenas para o período de verão.

 

 

O Ministério da Saúde já confirmou mais de 200 casos suspeitos notificados e 23 mortes em investigação no Estado de Minas Gerais. O Estado de São Paulo também já confirmou mortes pela doença. As ocorrências foram registradas na área rural (transmissão por mosquitos silvestres), mas há o risco da doença também ser reintroduzida no meio urbano. Desde 1942, nenhum caso urbano é registrado no país.

Doses – A orientação da SESA é que, “para garantir a imunidade, são necessárias pelo menos duas doses ao longo da vida, sendo que o reforço é aplicado 10 anos após a primeira dose”. A febre amarela é uma doença infecciosa grave, que, se não tratada rapidamente, pode levar à morte em cerca de uma semana.

Segundo a SESA, a transmissão do vírus ocorre quando o mosquito pica uma pessoa ou macaco infectados, normalmente em regiões de floresta e cerrado, e depois pica uma pessoa saudável. Uma pessoa infectada, ao retornar para a cidade, possibilita a transmissão para outras pessoas pelo Aedes Aegypti (o mesmo mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya) o que pode resultar em surto de febre amarela nas cidades. Por isso, é importante que quem retorna de viagem de um desses locais de risco fique atento a sintomas da doença e, em caso de suspeita, procure atendimento médico o quanto antes.

São alguns sinais e sintomas da doença: calafrios, febre alta, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos (durante, em média, três dias). Pode ocorrer também icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, hemorragias e cansaço intenso.

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