Não chore pelo ensino público, vestibulando

31/01/10 às 21:01 Wanda Camargo
No mundo ideal todas as instituições de ensino superior seriam públicas e gratuitas. No mundo real isso infelizmente não é possível. Os recursos do Estado são limitados e devem atender, além da educação, às demandas de saúde, segurança, transportes, investimentos vários, e também ao resgate de uma dívida social secular. Universalizar o ensino gratuito implicaria em desatender alguns desses outros setores, ou em aumentar muito uma carga tributária que já é das maiores do mundo.
Se somarmos os aprovados por ano em todas as universidades públicas do Paraná, teremos aproximadamente 15 mil estudantes, menos de 15% dos mais de 100 mil jovens que concluem o terceiro grau no estado anualmente.
Concluiremos disso que 90 mil jovens têm frustradas suas expectativas de fazer um curso superior todos os anos apenas em nosso estado? Não é o que ocorre, em grande parte pela existência de uma rede de estabelecimentos privados de ensino superior.
O ensino superior privado tem hoje papel importante no desenvolvimento econômico das regiões em que se instala, pois gera emprego em vários níveis, intensifica a procura por qualificação dos professores, desenvolve o comércio e a estrutura de lazer local, promove abertura de livrarias e outros locais dedicados à cultura.
Entretanto, enfrenta até hoje resistência de parte da sociedade, por várias razões, algumas delas de fundo político-ideológico, outras devidas a realidades já ultrapassadas, e algumas ligadas a aspectos práticos.
A qualidade da educação superior privada vem crescendo exponencialmente nos últimos anos. Há poucos segmentos da Economia tão fiscalizados, avaliados e cobrados quanto este, através de mecanismos eficazes, algumas vezes draconianos, do Ministério da Educação. Para credenciamento de uma nova instituição e abertura e reconhecimento de novos cursos, avaliam-se as condições acadêmicas, de pessoal, de infraestrutura e de sustentabilidade financeira. E a cada três anos a instituição e os cursos são reavaliados. As inadequações são apontadas e corrigidas, e, no limite, há descredenciamentos e fechamento de cursos.
Um fator mencionado sempre como impeditivo para cursar uma instituição particular é a mensalidade. De fato, dependendo do curso escolhido, da infraestrutura necessária, as mensalidades podem ser altas. Existem, no entanto, mecanismos de financiamento e de bolsas que permitem ao estudante realizar seu curso, através dos programas do governo federal, de bancos estatais e agora até de bancos privados que iniciam seus programas de crédito educativo. Algumas instituições de ensino também ofertam programas próprios de financiamento, sem carência e sem juros, e muitas vezes o estudante beneficiado conta inclusive com acompanhamento pedagógico, que contribui para com o sucesso acadêmico e a preservação do investimento realizado.
Com qualidade e possibilidade financeira, cresce a inclusão qualificada do jovem no mercado de trabalho, melhorando o país como um todo.
Não é fundamental o fato da instituição de ensino superior ser pública ou privada, mas sim sua capacidade de formar este profissional e cidadão de excelência.

Wanda Camargo - Presidente da Comissão do Processo Seletivo das Faculdades Integradas do Brasil – UniBrasil.


 


 
 
3 Comentários

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antonio marcos ribeiro
ola amigos eu queria saber se no ano de 1973 ou 1976 teve alguma emchente que deixou algumas pessoas desabrigadas na cidades de pitanga eu estou fazendo uma pesquisa e esta informações iria me ajudar muito agradeço desde ja atenciosamente antonio marcos
Joseli Kaminski
Educação é coisa para o Estado promover, não para faculdades privadas. Acho que o Brasil tem muito que investir em Educação, e de forma gratuita, com professores bem preparados e o mais importante bem remunerados. A cada ano formam-se alunos que mal sabem escrever. Não há divulgação para a leitura. Também acho que a verba destinada a Educação é pouco significativa. O dinheiro de impostos, acredito que vai tudo para custear eleições.!
Mauri
Discordo de Wanda quando diz que os recursos do Estado são limitados e que, caso fosse aumentado o investimento no Ensino Pública, ficariam descobertos os demais setores. Discordo, pois os impostos pagos pela população são mais do que o suficientes. O que ocorre é que grandes somas arrecadadas pelos governos são desviadas, nem o pouco reservado para a Educação é adequadamente aplicada. Concluo, poderíamos sim ter ensino público gratuito para toda a população, sim, se os ditos "representantes" fossem representantes do povo, não de interesses de alguns ou de si próprios.
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