15º

PSDB aconselha Derosso a renunciar à presidência

“Queremos que a paz volte na Câmara Municipal de Curitiba”, afirmou o vereador tucano Emerson Prado

07/03/12 às 00:00 - Atualizado às 12:21   |  Amanda Kasecker

O líder do PSDB na Câmara Municipal, vereador Emerso Prado, disse ontem (06) que aconselhou João Cláudio Derosso (PSDB) a renunciar da presidência da Casa, cargo do qual ele está licenciado desde o ano passado. A decisão, segundo Prado, foi tomada em reunião da bancada no início da tarde de ontem, da qual Derosso teria participado.

“Chegou o momento em que a situação está insustentável. Queremos que a paz volte a esta Casa”, disse o líder dos tucanos que não quis comentar sobre a reação de Derosso sobre o “conselho”.

Prado ainda disse que a decisão final cabe a Derosso. Para o vereador, o presidente licenciado está sendo “condenado politicamente”, o que torna sua permanência complicada. “Já fizemos uma CPI e ele está sendo investigado pelos órgãos competentes. Em nenhum momento ele foi condenado, apenas politicamente”, falou Prado.

O vereador João Cláudio Derosso não compareceu à sessão plenária de ontem e não foi encontrado para comentar o assunto. O vereador Emerson Prado havia se posicionado favorável ao afastamento do colega em um levantamento feito pela imprensa na última semana. Na sessão de segunda-feira (05), após ser questionado novamente sobre o assunto, não quis se manifestar.

O líder do PMDB na Câmara, vereador Algaci Tulio, acredita que se Derosso renunciar, esta será uma vitória da oposição. “Caso ele siga o conselho de sua bancada, será uma vitória, pois a oposição vem batendo nessa tecla há muito tempo no Conselho de Ética, na CPI, em pedidos no plenário”, afirma Tulio.

Mesmo com a orientação da bancada do PSDB, os vereadores da oposição garantem que continuarão buscando assinaturas para apresentar um novo requerimento pedindo o afastamento definitivo de Derosso da presidência.

Na segunda-feira, o requerimento pedindo o afastamento de Derosso protocolado no dia 22 de fevereiro pela bancada de oposição foi arquivado pelo presidente interino, Sabino Pícolo. Ele alegou que o pedido não se encaixava no Regimento Interno da Câmara e tampouco a Lei Orgânica do Município.

Após o arquivamento, os vereadores acharam um artigo no Regimento para embasar um novo requerimento. Trata-se do artigo 31, que exige a assinatura de 2/3 dos vereadores – o que contabiliza 26 - para que um requerimento que trate de destituição de integrantes da Mesa Executiva seja analisado pela Casa.

“Estamos redigindo esse novo pedido e hoje o protocolamos para depois sair em busca das assinaturas”, disse o vereador do PT, Pedro Paulo. Quando a oposição conseguir as 26 assinaturas, o requerimento é enviado para a Mesa Executiva, que analisa o requerimento para colocá-lo em votação ou não. Caso venha a ser votado e aprovado, será instalada uma comissão processante na Casa, formada por vereadores escolhidos pela Mesa que irão investigar e debater o assunto por 90 dias, com amplo direito de defesa. Após os 90 dias, a comissão processante emite uma decisão que também é votada no plenário.
“É um longo caminho a percorrer, mas vamos seguir firmes”, disse Paulo.

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