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Inadimplência do consumidor tem terceira queda mensal seguida
Entretanto, a inadimplência é maior do que em fevereiro de 2011Pelo terceiro mês consecutivo, em fevereiro deste ano, diminuiu o número de pessoas que atrasaram o pagamento de suas contas. Mas os atrasos continuam em nível mais elevado do que há um ano, segundo o levantamento feito pela Serasa Experian. Em fevereiro, o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor foi 0,9% menor do que em janeiro, mas teve alta de 18,3% na comparação com igual mês de 2011 e um aumento de 17,4% no primeiro bimestre ante o mesmo período do ano passado.
Os analistas econômicos da Serasa lembram, no entanto, que o ritmo de inadimplência tinha sido maior em fevereiro de 2011, com taxa de 25,4% em relação ao mesmo mês de 2010. “Os juros altos, os gastos típicos de início de ano [Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e despesas escolares] e as incertezas sobre a crise global fizeram com que o consumidor tivesse cautela e controlasse seus gastos”, destaca a Serasa por meio de nota.
Os economistas lembram que fevereiro teve menor número de dias úteis. As dívidas bancárias tiveram redução de 1,5% na comparação com janeiro e representaram a maior fatia na contribuição para a queda da inadimplência, embora as taxas das demais modalidades de compromissos financeiros tenham superado esse percentual.
No caso dos cheques sem fundo, a taxa ficou 4,7% abaixo da verificada em janeiro e os títulos protestados apresentaram queda de 18%. Já as dívidas não bancárias (cartões de crédito e com financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) aumentaram 1,6%.
Na comparação anual, os valores médios das dívidas cresceram em todos os tipos de compromissos e a maior expansão (44,2%) ocorreu nas dívidas bancárias, cujo montante, porém, é o menor entre as quatros modalidades pesquisadas, com R$ 474,57 ante R$ 329,08, em fevereiro de 2011. No caso dos cheques sem fundo, o valor médio passou de R$ 1.265 para R$ 1.414,18, alta de 11,9%; no dos títulos protestados, de R$ 1.219,54 para R$ 1.301,97, elevação de 5,8%; e no das dívidas com os bancos, de R$ 1.289,14 para R$ 1.294,91, aumento de 0,4%.
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