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Paraná registra mais casos que a média nacional para 2012

Estudo aponta que serão 16 novos casos no Paraná, para cada cem mil habitantes, sendo que a média no Brasil é de 14 diagnósticos da doença

20/04/12 às 11:23   |  Redação Bem Paraná

Um estudo realizado pelo Instituto Nacional do câncer (INCA) estima que em 2012 serão 16 novos casos de câncer de boca no Paraná para cada 100 mil habitantes. O índice é ainda mais alarmente na população masculina, pois a doença atinge cerca de 12,3 homens, sendo que a neoplasia ocorre em cada 3,7 mulheres. Segundo a cirurgiã-dentista Gisele Bortoli Rauli, a explicação para esse índice entre os homens está no excesso de consumo de álcool e o uso frequente do cigarro.  

Ainda conforme os dados, o câncer de boca é a terceira doença mais frequente nos homens. Além disso, cerca de 10% de todos os tumores que ocorrem no país tem origem e se desenvolvem no sistema bucal. “Os cânceres que se originam no revestimento da boca correspondem a 96% dos tumores malignos da cavidade bucal. Outros estudos mostram o aumento de infecções causadas pelo vírus do papiloma humano (HPV), transmitido via sexo oral”, esclarece Gisele.

Para a dentista os pacientes precisam receber mais informações sobre a doença, pois em muitas situações os casos se tornam mais grave pela desinformação e pela falta de prevenção. “Se compararmos com outros tipos de cânceres, o de boca pode ser tão agressivo quanto o de mama, por exemplo, que é muito mais divulgado. Por isso é necessário que a população tenha conhecimento dos sintomas da doença, para fazer o tratamento logo no início”, alerta. 

Segundo a dentista os principais sintomas da doença são o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas. “Muitas vezes o paciente percebe que existe uma pequena ferida, mancha ou caroço na boca ou lábios que não some, mas que também não incomoda e por isso não dá a devida atenção. Porém, qualquer alteração percebida deve ser verificada por um especialista”, aconselha.

Outros fatores que podem influenciar no surgimento da doença são a exposição em excesso aos raios solares e a má higiene bucal. “O recendável é sempre usar protetor solar labial e chapéu, principalmente no período em que o sol está mais intenso. Também é necessário adotar hábitos saudáveis e cuidar da higienização bucal,”, lembra a especialista. 

De acordo com Gisele a prevenção continua sendo a melhor opção, principalmente em pessoas que já possuem fatores de risco como fumantes e alcoólatras. “O ideal é fazer consultas periódicas ao dentista, sobretudo pacientes com mais de 40 anos de idade. Também nos casos de uso de prótese é necessária uma atenção redobrada, pois pode acontecer da prótese ficar mal ajustada e causar algum tipo de lesão”, explica.

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