22º

Escolas defendem ensino de idiomas desde os dois anos

30/04/12 às 00:00 - Atualizado às 22:06
Escolas apostam em ensino a partir dos 2 anos de idade (foto: Franklin de Freitas)

Qual é a melhor idade para começar a aprender uma nova língua? Antes dos 4 anos? Dos 2 anos? As escolas de idiomas oferecem o ensino de inglês a partir dos 2 anos de idade, mas há quem questione a validade da iniciativa e, principalmente, se vale a pena matricular tão cedo uma criança na escola ou se é melhor começar apenas na adolescência. Além da economia, uma vez que a mensalidade de um curso de inglês não sai por menos de R$ 280, o aprendizado realmente o ocorre ou é apenas uma enganação?
Para a professora Mariza Riva de Almeida, coordenadora da área de inglês do Curso de Letras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da área de inglês do Centro de Línguas e Intertculturalidade da UFPR, cada situação de aprendizagem é única. “Não resta dúvida de que as crianças possuem uma prontidão para aprender línguas estrangeiras desde muito cedo. Entretanto, é preciso analisar o contexto em que esta aprendizagem irá ocorrer. Neste sentido, não há receita única — cada situação levará ao estabelecimento da idade em que se quer começar a exposição à língua estrangeira, o tempo de que se dispõe, os resultados esperados”, diz.


A coordenadora pedagógica da Escola Teddy Bear, Isabel Correia, defende o ensino a partir dos 2 anos. Ela conta que quanto mais cedo, melhor será a qualidade do idioma falado, uma vez que a plasticidade do cérebro é enorme. “Ela tem maior percepção da pronuncia das vogais curtas e longas, dos sons como o th e, por isso, mais facilidade na aprendizagem sem sotaque”, conta. As crianças aprendem o idioma nas tarefas realizadas no dia a dia, como por exemplo, na montagem de um quebra-cabeça e em atividades curtas, de no máximo 15 minutos.


Outra escola que oferece o ensino de inglês para crianças, mas a partir dos 4 anos, é o grupo  Fisk, detentor da Escola PBF, conhecida pelo ensino de idiomas às crianças. “A primeira série que desenvolveu foi a “Pink and Blue”, para crianças, e, com a incorporação à Fisk em 1983, deu continuidade ao desenvolvimento da série “Freedom”, para alunos pré-adolescentes e adolescentes. “Como não trabalhamos com uma metodologia pura, sempre aproveitamos o que existe de funcional em cada uma, para que possamos desenvolver nosso próprio método e assim falar a mesma língua de nossos alunos, tornando o idioma significativo e relevante para eles”, explica Elvio Peralta, diretor superintendente da Fundação Fisk.
Para a professora Mariza, os pais devem antes de escolher a escola, ficarem atentos aos interesses da criança. “Não adianta querer fazer a criança aprender algo pelo qual ela não tem interesse. Não podemos esquecer que faz parte do ser criança o brincar e ela é um individuo com interesses pessoais que devem ser respeitados”, finaliza.

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1 Comentário
  • Carlos Monteiro 02/05/12 às 07:29
    Concordo plenamente!
    Estamos num mundo globalizado e no qual somos "invadidos" diariamente com questões em inglês (até numa simples utilização de uma máquina). As crianças aprendem de facto a serem bilingues. A prova disso vejo-a nas crianças que frequentam as escolas Pingu's English. Desafio-vos a conhecer este método inovador e unico em http://pingusenglish.pt . Diga-me depois o que achou para o email info@pingusenglish.pt