20º

PMDB formalizará proposta de aliança com Ducci na 2ª

Peemedebistas pretendem apresentar ao prefeito os principais temas da plataforma do partido para o plano de governo

18/05/12 às 15:34 - Atualizado às 11:29   |  Redação Bem Paraná

As principais lideranças do PMDB de Curitiba vão apresentar formalmente ao prefeito e candidato à reeleição Luciano Ducci (PSB), na próxima segunda-feira (21), uma proposta de  aliança para as eleições de outubro. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (17), durante encontro que reuniu deputados e líderes partidários, promovido pelo deputado estadual Renhold Stephanes Jr.

Na reunião, marcada para às 19h30, no hotel Tulip Inn, no Batel, os peemedebistas pretendem apresentar ao prefeito os principais temas da plataforma do partido para o plano de governo e debater a participação na campanha eleitoral. O grupo, integrado pelo secretário estadual do Trabalho e Emprego, Luis Cláudio Romanelli; os deputados estaduais Kleiton Kielse e Stephanes Junior, o ex-vereador Doático Santos, membros do diretório municipal do PMDB e várias lideranças peemedebistas, considera inviável a candidatura do ex-prefeito Rafael Greca de Macedo, que não representa a maioria partidária.

O secretário do Trabalho, Luis Cláudio Romanelli, um dos principais críticos do processo de escolha do candidato do PMDB, afirmou que Greca não representa o PMDB e lembrou o apoio de Ducci à eleição de Requião em 2006, no primeiro turno. “ Não temos divergências com Ducci e é preciso recordar que ele esteve ao nosso lado e desempenhou papel fundamental na eleição de Requião governador. Pela prática e pela história nos representa muito mais do que Greca”, disse.

Segundo o dirigente municipal e um dos principais articuladores da aliança com  Ducci,  Doático Santos, o PMDB será o fiel da balança dessa eleição. Ele ressaltou que o partido fez um grande esforço para garantir que o senador Requião tivesse o comando partidário, mas não aceita a imposição do nome do ex-prefeito Rafael Greca como candidato. “Construimos um partido amplo, de massas, democrático. Requião, sim. Greca, não”.

 Para Doático, essa eleição será um dos maiores confrontos da história política de Curitiba e o PMDB não pode deixar de ter uma participação efetiva, com chances reais de participar da administração da cidade.

 “A pré-campanha de Greca é desastrosa e desagregadora. Nos sentimos pouco à vontade. Greca mandou para casa o PMDB, não tem argumentos para a disputa. O PMDB é grande, tem importância fundamental nesse contexto eleitoral e está sendo respeitado pelo prefeito”.

 Stephanes Jr, cotado para ser o candidato a vice de Ducci, numa eventual coligação do prefeito com o PMDB, defende uma aliança baseada em propostas “O PMDB tem gente, tem história e precisa voltar a ocupar o espaço político de Curitiba. Rafael postula, tem direito e eu respeito, mas não tem chance real de vitória”. 

Ele considera que se o ex-prefeito participar da disputa com os nomes que já estão colocados, chega em quinto lugar. “ A candidatura de Greca não é viável eleitoralmente. O PMDB está sendo respeitado pelo governo do Estado, que não nos quer apenas como aliado informal, e pelo prefeito Luciano Ducci, que entende a importância do partido e nos valoriza”, analisou.

Para o deputado Kielse, a aliança é a garantia da volta do PMDB ao poder na Capital. “Estamos há mais de 25 anos sem administrar Curitiba e temos o mínimo de vereadores. Gostaria que o partido tivesse criado um candidato viável para disputara eleição. A aliança representa uma oportunidade para o partido, com toda sua força. O Greca  não tem a nossa cara, de andar pelo barro. Continua o Rafael de 20 anos atrás”, destacou.

Outras lideranças municipais do partido como o ex-vereador Ivan Ribas e Professor Altino se manifestaram a favor da aliança. “ Não podemos ser coadjuvantes. Só seremos respeitados se a militância tiver voz”, disse Altino.

O grupo pretende promover um grande encontro no dia 2 de junho que  marcará o início da ação política do partido para as eleições municipais.

 

Publicidade
2 Comentários
  • PMDB indignado 18/05/12 às 22:11
    Isto torna extremamente as palavras de Jobim, publicadas nesta mídia: “Porque não temos opinião, Michel, nos tornamos homologadores. Nos cobram lealdade de posições das quais não participamos”, disse. E continuou: “A sobrevivência do PMDB está dependendo de termos cara e voz. É o momento de termos cara e voz. Quem não tem cara e voz curva-se e quem se curva leva um pontapé”, concluiu Jobim no discurso. Jobim afirmou que o partido não tem programas nem posições sobre nada.
  • PMDB indignado 18/05/12 às 22:04
    Quando o Richa colocou o pessoal do PMDB do governo é porque já existia uma moeda de troca, inclusive nos bastidores apoiada pelo Requião e turma, logo, no mundo político não dá para imaginar que se faz de inocentes...