18º

Em 1º debate, Ducci exibe obras contra ataques da oposição

Prefeito destaca investimentos em resposta à críticas de candidatos adversários

03/08/12 às 01:36 - Atualizado às 09:33   |  Ivan Santos
Debate na Band, ontem: “ordem unida” contra prefeito (foto: Franklin de Freitas)

O primeiro debate da campanha para a prefeitura de Curitiba, ontem, na TV Bandeirantes, foi marcado pelas críticas dos candidatos de oposição às últimas administrações, em uma espécie de “ordem unida” contra o atual prefeito e candidato à reeleição, Luciano Ducci (PSB). O prefeito procurou se defender demonstrando conhecimento sobre a cidade e destacando as obras e investimentos em andamento, e as parcerias com o governo Beto Richa (PSDB) e o governo federal.

Com a inclusão de última hora de Carlos Moraes (PRTB), que obteve decisão da Justiça para participar do confronto, ele e os cinco concorrentes oposicionistas se revezaram nos ataques aos problemas em áreas como transporte, trânsito, moradia, segurança e educação. Ducci respondia exibindo números para mostrar os avanços obtidos por sua gestão, e defendendo a necessidade de continuidade dessas conquistas.

A princípio estava prevista a participação de cinco candidatos no debate: além de Ducci, Gustavo Fruet (PDT), Ratinho Júnior (PSC), Rafael Greca (PMDB) e Bruno Meirinho (PSol). A escolha se baseava na norma segundo a qual a emissora só é obrigada a convidar os candidatos de partidos com representação no Congresso. Moraes, que teve o registro da candidatura rejeitado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PR) por dupla filiação, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e alegou que como seu recurso não teria sido julgado, ele teria direito a participar, já que seu partido tem representação no Congresso.

A inclusão acabou congestionando ainda mais o debate. O excesso de debatedores foi agravado pelo formato adotado para os dois primeiros blocos, nos quais cada candidato fazia pergunta a outro a partir de um tema fixo, tornando as falas repetitivas e o programa cansativo.

Mobilidade - O assunto escolhido no primeiro bloco foi mobilidade urbana. Primeiro a falar, Ratinho Júnior afirmou que o modelo de transporte coletivo de Curitiba funcionou durante 30 anos, mas que depois de ser referência mundial, “se tornou um grande problema”. E disse que os recursos para o início do projeto de construção do metrô teriam sido garantidos através de emenda apresentada por ele ao Plano Plurianual do governo federal em 2007. “É necessário repensar. Mobilidade não é só ônibus, metro, trânsito. Curitiba tem as piores calçadas do Brasil”, disse, prometendo promover a reforma das calçadas, além de ampliar as ciclovias.

Carlos Moraes comentou que “a população é tratada como gado” e defendeu o escalonamento dos horários de trabalho e escolar para evitar que “todos saiam na mesma hora”, congestionando o trânsito. Bruno Meirinho relembrou seu slogan da campanha de 2008 – “por uma cidade sem catracas”, defendendo a “desprivatização” do transporte e a abertura das planilhas que compõem as tarifas de ônibus.

Radares - Greca apontou que Curitiba “se ressente” de engenharia de tráfego, porque a administração “deixou de tratar o trânsito como um serviço público para transformar em um negócio privado”. E lembrou o caso da morte de dois jovens em acidente envolvendo o ex-deputado Ribas Carli Filho para defender a substituição dos radares por lombadas eletrônicas. “Desde que aquele radar não disse quem matou o menino Yared é desastre toda a semana. Até o secretário do Trânsito teve a carteira cassada”, alfinetou o peemedebista.

Greca criticou ainda o projeto de metrô, defendendo mais uma vez a implantação de um metrô elevado. “Dá para fazer até 75 quilômetros com o mesmo dinheiro”, alegou.

Foi então a vez de Fruet apontar a perda de autoridade do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), prometendo resgatá-la, e apontando um suposto atraso no lançamento do edital de licitação do metrô. “Curitiba é a única capital do sul e sudeste que perde usuários no sistema (do transporte coletivo)”, afirmou.

Em sua primeira fala, Ducci destacou que Curitiba foi a capital que mais reduziu a pobreza nos últimos anos, e rebateu as críticas ao metrô. “Não existe nenhuma obra atrasada em Curitiba. O metrô, por exemplo, Curitiba é a primeira cidade que já fez audiência pública. Estamos negociando com o Tesouro Nacional a liberação e o convênio”, disse.

Fruet reagiu afirmando que todos têm orgulho de Curitiba, mas que é preciso reconhecer que a cidade cresceu e precisar dar um novo salto. “Faz tempo que não há um grande projeto de intervenção na cidade. O metrô vai beneficiar uma pequena parte da população, 15%”, disse.

“Me parece que todo mundo que está aqui tem uma posição duvidosa sobre o metrô. Eu tenho uma posição muito firme. Quero ser o prefeito que vai iniciar as obras do metrô, com o projeto que está aprovado pelo governo federal”, respondeu o prefeito.

 


FRASES

 “Desde que aquele radar não disse quem matou o menino Yared é desastre toda a semana. Até o secretário do Trânsito teve a carteira cassada”.

 Rafael Greca (PMDB)

 

“Mobilidade não é só ônibus, metro, trânsito. Curitiba tem as piores calçadas do Brasil”.

 Ratinho Júnior (PSC)

 

“Curitiba é a única capital do sul e sudeste que perde usuários no sistema (do transporte coletivo)”

 Gustavo Fruet (PDT)

 

“Não existe nenhuma obra atrasada em Curitiba. Quero ser o prefeito que vai iniciar as obras do metrô”

 Luciano Ducci

 

 

Publicidade
1 Comentário
  • Jorge Aranha 03/08/12 às 09:45
    Luciano Ducci é um candidato muito ruim. Fala mal, sem carisma. Totalmente inexpressivo. Curitiba seguirá congelada? Mergulhada em gélidas políticas sociais, culturais e econômicas? Ratinho Jr. e Fruet são muito superiores. Até o Meirinho se expressa com mais inteligência e vivacidade.