Veterinária aponta principais acidentes domésticos com pets

27/02/13 às 14:46 - Atualizado às 14:46 Redação Bem Paraná com assessoria
(foto: Divulgação)

Assim como as crianças, os pets são curiosos, cheios de energia e acabam sendo vítimas de acidentes domésticos. "Os ambientes da casa, do apartamento e o carro não são tão inofensivos. Sem contar que muitos animais ficam sozinhos, entediados, podem descobrir brincadeiras às vezes mortais", alerta a médica veterinária Valéria Pires Correa, diretora técnica do Grupo Pet Center Marginal.
 
Fios de aparelhos eletrônicos ou de extensões não só atraem gatos como cães. Além de choques com descargas elétricas mortais por mordidas ou esbarrões, há registros de casos de enforcamento, principalmente dos felinos, que adoram enrolar-se e puxar esse fios.  É necessário verificar periodicamente a existência de fios desencapados e curtos-circuitos nesses equipamentos. O ideal é agrupar os fios em serpentinas e fazer com que essa fiação fique longe do alcance dos animais.
 
Apesar de o corpo dos gatos serem resistentes a quedas por razões físicas e biológicas, afinal a área de sua superfície corpórea é maior em relação ao peso, reduzindo a força com que chegam ao chão, muitos não resistem. "As telas de proteção nas janelas para quem mora em andares altos é primordial para os felinos. O mesmo vale para os cães, que também gostam de passar o tempo olhando pela janela. Um pássaro pode chamar a atenção e provocar um pulo desastroso", adverte a veterinária do Grupo Pet Center Marginal.
 
A cozinha e a área de serviço também são ambientes hostis. Não é incomum para os veterinários constatarem casos de pets com queimaduras pelo contato com panelas com líquidos quentes e fogões acesos. O acesso às latas de lixo, que podem conter objetos cortantes e tóxicos, é outra preocupação. As facas e demais objetos pontudos devem ser guardados nos armários para evitar cortes indesejáveis. Já na área de serviço onde ficam os produtos de limpeza, filhotes de cães e gatos costumam ser curiosos e poderão se intoxicar.
 
Atenção em relação aos objetos que caem no chão. Como muitos têm o cheiro do dono (como meias, peças de lingerie, elásticos de cabelo, fivelas), eles viram alvo de brincadeira. Entre os itens mais perigosos: estão brincos, anéis, chaves, canetas/lápis, moedas, agulhas, sacos plásticos e bolas de pingue-pongue. "Em muitos casos, esse problema pode ser fatal. Eles causam bloqueios no sistema digestório, levando a obstruções e até perfurações internas. Os procedimentos de remoção podem ser complexos e as cirurgias são um risco."
 
Objetos de decoração, que quebram facilmente, devem ser levados em conta. Os gatos, principalmente, adoram caminhar por prateleiras e móveis altos, onde essas peças costumam ficar expostas. Não é só pelo prejuízo do dono, mas dependendo do material, como o vidro, pode causar cortes na pele do bichano.
 
O chão mais fresco do piso do banheiro é um dos lugares prediletos de gatos e alguns cães para contornar o calor. Além das medicações, que podem ser fatais, giletes e tesouras devem ser guardadas em gavetas, pois podem ser manipuladas ou até engolidas pelos animais.
 
Aqueles que moram em casa não estão livres de acidentes. Portões com dispositivo elétrico ou lanças pontudas merecem atenção dos donos. Sem contar as escapadas, quando as portas são deixadas abertas. Cães não só se perdem assim de seus donos como podem enfrentar brigas com outros pets. E mais: nem todos os animais são hábeis nadadores, as piscinas sem proteção podem levar a afogamento, principalmente em cães de pequeno porte.
 
 
Novos integrantes de quatro patas no lar requerem cuidados extras, pois desavenças são esperadas. Além das mordidas e mutilações, arranhões podem até cegar os bichanos. "Os donos devem acompanhar esses primeiros dias de convívio de perto para observar o comportamento dos animais. Os filhotes, cheios de energia, podem ser um tormento para os mais velhos. Juntar animais castrados com não castrados também costuma gerar atritos", aponta a especialista.
 
Pequenos incidentes em passeios nas ruas são alguns dos casos mais frequentes nos hospitais veterinários. Cães sem guia são vítimas de atropelamentos e ataques de outros pets. Também é preciso ficar atento ao que eles possam cheirar ou comer. O perigo não envolve apenas objetos estranhos e venenos, mas as plantas tóxicas.
 
Alguns cães e gatos realmente gostam de carros. Mas é importante que eles sejam supervisionados e estejam devidamente seguros. Há cintos de segurança especiais para os cães para evitar que eles pulem com o veículo em movimento. Os gatos devem permanecer nas bolsas ou caixas de transporte durante o trajeto, é mais seguro para eles e para os donos.

2 Comentários

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camila
eu quero
Marisol Ruivo
Existem cintos de segurança para cães? onde posso adquiri 1? Dão para cães de pequeno porte? (a minha gata usa trela de caniche, talvez dê para adaptar)
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