Curitiba abriga 223 favelas onde moram 162.679 pessoas

Apesar da moradia precária, a maioria na Capital tem água encanada e energia elétrica, mostra pesquisa do IBGE

06/11/13 às 22:47 - Atualizado às 11:20 Ana Ehlert
Invasão na área do Icaraí, em Curitiba: pesquisa mostra como vivem os favelados (foto: Valquir Aureliano)
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O Paraná abriga 308 áreas de moradias caracterizadas como favelas ou áreas de invasão, distribuídas principalmente por 13 municípios do Estado. A maioria, 72,40% destes aglomerados urbanos fica em Curitiba. São 223 comunidades onde residem 162.679 pessoas divididos em 46.806 moradias. Ao todo, 217.223 paranaenses residem em 61.807 casas erguidas em áreas sem serviços básicos, segundo a Pesquisa Censo 2010 – Informações Territoriais: Aglomerados Subnormais, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com os dados do Censo, a média de moradores por residência nas favelas de Curitiba é de 3,5 pessoas. Essa é a mesma média nacional e também a do Estado. A maioria dos moradores das favelas, tanto brasileiras, quanto paranaense e curitibanas, é de mulheres.  Em Curitiba, são 82.368 mulheres para 80.311 homens. No Paraná a relação é de 109.701 mulheres para 107.522 homens e no Brasil, são 5.853.404 mulheres para 5.572.240 homens.  Os números refletem o censo demográfico que aponta um maior número de brasileiras no País. A faixa etária predominante nas favelas é de 20 a 29 e de 30 a 39 anos.


Em função da geografia do Estado, a maioria das favelas curitibanas e paranaenses está instalada sobre superfície plana, ao contrário das erguidas na região Sudoeste onde grande parte destas moradias é construída na encosta de morros. Em Curitiba e no Paraná as casas ou barracos estão próximos a rios, sob linhas de transmissão de energia, à margem de faixas de ferrovias, sobre aterros sanitários ou à margem de faixas de rodovia.
Luz e água — Em relação às condições de moradia, os serviços de saneamento básico, como abastecimento de água, coleta de esgoto, energia elétrica e coleta de lixo, as favelas de Curitiba e do Paraná apresentam índices superiores a média nacional. Em Curitiba, 97% dos 46.782 domicílios têm água encanada, 78,11% têm coleta de esgoto ou pluvial, 99,6% têm coleta de lixo e em 99,8% das residências há energia elétrica.
No Paraná dos 61.776 domicílios construídos em aglomerados subnormais, 99,6% têm energia elétrica, 99% têm coleta de lixo, 69,20% têm esgoto sanitário e 97% têm água encanada. No Brasil os números são inferiores. A água encanada chega a 89,27% das moradias instaladas em favelas, a coleta de esgoto sanitário a apenas 56,33%, a coleta de lixo a 95,38% e a energia a 99,7%.

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