Ciclo da compulsão

09/02/15 às 00:00 - Atualizado às 22:27 Por Luciana Kotaka | lucianakotaka@uol.com.br

Pequenas mudanças de comportamento geram respostas assertivas. Quem nunca teve uma crise de compulsão e acabou se empanturrando de comida sentindo-se mal? Comer em excesso nos causa mal- estar e culpa, dois sentimentos ruins que nos leva a sentir a sensação de derrota.

Sempre acho importante deixar claro que um grande número de pessoas tem compulsão por não se alimentarem de forma adequada, isso é, comem pouco pela manhã ou não comem, no almoço também controlam a quantidade e quando chega à noite exageram na quantidade, porque desprezam um bom café da manhã e os lanches intermediários.

Quando aprendemos a comer corretamente esses episódios diminuem significativamente o que é um avanço incrível, mas quando mesmo com toda organização com as refeições não é o suficiente para controlar a fome e/ou o desejo de comer, precisamos ficar mais atentos.

Também chamada de Binge Eating Disorder, segundo o DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Americana de Psiquiatria), se caracteriza por uma verdadeira farra alimentar onde não existe um controle do que se ingere, em que na sequência existe a presença de sentimentos de culpa e autorreprovação muito acentuadas.É uma síndrome caracterizada por episódios recorrentes de compulsão alimentar sem que ocorra nenhum comportamento de compensação para evitar o ganho de peso. Para caracterizar a compulsão, esses episódios deverão ocorrer pelo menos duas vezes na semana por seis meses.

Desta forma é de extrema importância que se busque tratamento com um psiquiatra especialista em obesidade e transtornos alimentares, para que desta forma possa ser medicado, diminuindo significativamente os episódios de perda de controle. O profissional nutricionista também deve ser consultado, pois somente ele é capaz de prescrever uma dieta equilibrada de acordo com a sua altura, peso e nível de atividade física praticada. Não esqueçam de que dietas da moda geram mais compulsão e transtornos alimentares, como anorexia e bulimia.

A terapia não deve ser descartada, pois através desse processo irá mudar comportamentos emocionais que influenciam na perda de controle, além de instrumentalizá-los para lidarem com os fatores que interferem diretamente no comportamento alimentar.

Luciana Kotaka, psicóloga, colunista, blogueira e escritora, adoro explorar os assuntos que regem o comportamento e os sentimentos. A vastidão sobre o assunto me cativa e motiva nessa busca por uma compreensão do ser humano. Como Freud disse: “Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos..."sem querer"” Sigmund Freud.

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