Chuchu de Colombo abastece Santa Catarina e Rio Grande do Sul

28/04/15 às 16:59 Ascom/PMC
Município colheu 20 mil toneladas de chuchu no ano passado (foto: João Senechal/ PMC)

O município de Colombo está entre os maiores produtores de chuchu do Paraná. Segundo os dados do Departamento de Economia Rural (DERAL), em 2014 a produção do fruto movimentou mais de 20 mil toneladas em uma área de 460 hectares.

“O município é polo de produção de chuchu e o mercado interestadual depende de nossa produção. Com o nosso cultivo conseguimos abastecer os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, destaca o Secretário de Agricultura e Abastecimento, Márcio Toniolo.

Entre os fatores que favorecem a grande quantidade na produção desta hortaliça, está o incentivo ao investimento, pois o retorno financeiro ocorre em curto prazo, além do clima favorável da região. A planta é sensível a geadas podendo matar a planta, já submetido às altas temperaturas pode ocorrer alteração na brotação e queda das flores e frutos.

De acordo as informações das Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa/PR – DITEC) assim como o chuchu, a maioria das espécies do grupo das Hortaliças Frutos tende a ofertar mais quantidades na estação do outono, como forma de evitar o risco de geadas precoces e da próxima estação do inverno, quando se encerram os cultivos convencionais na Região Metropolitana de Curitiba, principalmente em Colombo, Bocaiúva do Sul e Morretes.

“O nosso clima é favorável para o cultivo do chuchu, pois temos uma temperatura média entre 15º a 28º graus. E quando inicia a estação mais fria do ano os produtores colombenses se deslocam para Morretes, devido ao clima”, explica Márcio Toniolo.

A cultura do chuchu que começa no mês de dezembro e chega até ao mês de junho, garante uma grande parte da economia agrícola local e também a criação de empregos na região. Outro benefício desta produção está no aproveitamento de terras, onde outras culturas não podem ser plantadas.

“Locais de morros e encostas, onde os maquinários não podem chegar, o produtor investe em estruturas para a formação do chuchuzal, aproveitando melhor o espaço”, conta o secretário e acrescenta. “São realizadas estruturas ramificadas com rede de malha ou arame, sendo que o plantio pode ser feito a cada dois ou três anos”.

Embora o chuchu tenha pouco sabor, a hortaliça é rica em sais minerais e vitaminas A, B e C, possui alto teor de fibras, diurético e pouco calórico. “Também se trata de uma cultura com baixa aplicação de defensivos agrícolas, como por exemplo, os agrotóxicos”, destaca o secretário.

 

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