Refeições de negócios – negociar de boca cheia?

17/07/17 às 00:00 Adriane Werner | contato@adrianewerner.com.br

Cafés da manhã, almoços ou jantares de negócios são cada vez mais comuns na vida agitada que ao parte dos profissionais leva hoje em dia. Há ocasiões em que só podemos interagir com o cliente ou parceiro de negócios, com um pouco de tempo e uma certa descontração, durante as refeições. Mas, convenhamos, é sempre importante refletir sobre como misturar negócios e comida sem trapalhadas ou gafes que podem até estragar a negociação.

Quando me perguntam sobre a conveniência ou não de encontros de negócios regados a refeições completas, lembro muito de meu pai ralhando comigo e meus irmãos quando nos reuníamos em volta de uma grande mesa para almoçar ou jantar: “A mesa da refeição não é lugar pra brincadeiras ou bagunça. É lugar de confraternização e união.”

O mesmo raciocínio podemos trazer para o mundo dos negócios. O momento da refeição, em situações ideais, deveria ser de introspecção e de intimidade com os mais próximos. Embora saibamos que, hoje em dia, isso é praticamente impossível, deveríamos tentar resgatar pelo menos a possibilidade de se ‘desligar’ dos assuntos sérios dos negócios na hora de comer.

Se isso também não é possível, temos que fazer de tudo para que o encontro de negócios seja o menos sisudo e o mais agradável que conseguirmos. Para isso, alguns detalhes devem ser pensados:

1) a escolha do restaurante: evitar comidas muito condimentadas ou “diferentes”, outras que possam causar repulsa no convidado. Procurar lugares discretos e com pouco barulho, para se poder conversar.
2) a discrição: evitar bebidas alcoólicas. Chamar o garçom de forma discreta e profissional (sem intimidades forçadas, brincadeiras inadequadas etc). O anfitrião deve pagar a conta, mas deve pedi-la de forma bastante discreta e, de preferência, fazer o pagamento longe da mesa e do convidado.
3) a hora certa: tratar de negócios o tempo todo é inconveniente, mas falar futilidades ou querer entrar na intimidade do convidado também pode soar muito mal. O ideal, portanto, é introduzir a conversa com assuntos amenos, levá-la com simpatia durante toda a refeição e deixar para tratar efetivamente de negócios somente na hora do cafezinho.
Assuntos como dinheiro e saúde ainda são tabus à mesa e, por isso, falar de negócios exige sutileza e sabedoria.

 

 

Adriane Werner. Jornalista, especialista em Planejamento e Qualidade em Comunicação e Mestre em Administração. Ministra treinamentos em comunicação com temas ligados a Oratória, Media Training (Relacionamento com a Imprensa) e Etiqueta Corporativa.

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