Goldman faz tréplica a Doria, e aliados de ambos reagem

07/10/17 às 19:31 Folhapress
IGOR GIELOW E THAIS BILENKY SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e o vice-presidente do PSDB Alberto Goldman protagonizaram neste sábado (7) uma discussão pública, motivando a reação de aliados de parte a parte. Nos bastidores, tucanos avaliam que Doria, ao responder a Goldman, prepara o terreno para justificar a eventual saída do PSDB para disputar a Presidência em 2018 contra o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB). Auxiliares de Doria criticaram Goldman. "Statler & Waldorf eram dois velhos rabugentos do Muppets, que geralmente apareciam logo no começo do espetáculo, resmungando de tudo e de todos, sentados na sacada do teatro. Esses dois se parecem com qual figura pública do PSDB?", cutucou Fabio Lepique, secretário-adjunto de Prefeituras Regionais. "Só se pode lamentar as afirmações de Alberto Goldman. Mostra desconhecimento sobre uma cidade que ele já não frequenta e mostra desinformação sobre uma gestão inovadora do PSDB.", disse Jorge Damião, secretário municipal de Esportes. O prefeito de Manaus, Arthur Virgilio Neto, saiu em defesa do ex-governador paulista. "Goldman merece o respeito de todos. Até daquele que não gostam dele. Aceite ou conteste as críticas que ele lhe faz, prefeito João Doria. Mas sem apelar para a baixaria e o desrespeito." O ex-vereador Andrea Matarazzo (PSD), que saiu do PSDB em disputa com Doria, também reagiu. "Diante dos ataques pessoais que o ex-governador recebeu na manhã deste sábado, manifesto minha total solidariedade e respeito. O discurso de ódio e ataques pessoais não trazem resposta à críticas políticas fundamentadas." Goldman publicou novo vídeo na tarde de sábado em que acusou Doria de atacá-lo em "tom bastante raivoso, prepotente, arrogante, preconceituoso. Me acusa de 'velho'. De fato, faço nesta semana 80 anos, o que é uma uma idade respeitável". "Sou velho, mas não sou velhaco", rebateu. A reação de Doria repercutiu mal entre expoentes do tucanato, que passaram o sábado conversando entre si para avaliar o episódio. Um dirigente do partido disse que o prefeito tinha razões para responder a Goldman, mas que teria sido agressivo demais. Para ele, isso sugere que Doria está se sentido pressionado em sua busca para viabilizar-se como presidenciável tucano em 2018, numa disputa com seu padrinho político, o governador Alckmin. Esse tucano lembra que Goldman tem história partidária, mas não muita densidade no debate interno, o que deveria contar na hora de calibrar a resposta. Em vídeo, Doria chamou Goldman de "improdutivo, fracassado". Disse que o dirigente tucano só teve derrotas políticas na vida "e agora vive de pijamas em sua casa", enquanto ele, Doria, vive "ao lado do povo, que me elegeu prefeito de São Paulo, que me acolhe". Na véspera, o ex-governador havia postado vídeo com críticas contundentes ao prefeito de São Paulo. "Ele é político sim, um dos piores políticos que já tivemos", afirmou Goldman. "O prefeito ainda não nasceu", disse o ex-governador. "A única coisa que nasceu foi o candidato à Presidência". A desavença entre os dois vem desde as prévias para a disputa municipal em 2016 e chegou neste final de semana a seu ápice.
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Tobias Souza
O prefeito Dória estava em gestação e quase nascia com saúde mas foi acometido de uma moléstia grave, que sempre acomente nos fracos e iguais a todos os outros e está no caminho da morte prematura. Não passa de um coitado embriagado pelos holofotes.
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