Copo cheio

01/02/18 às 00:00
(foto: Divulgação)

Único representante paranaense na pré-campanha para a Presidência da República, o senador Alvaro Dias (Podemos) teve motivos para comemorar a pesquisa Datafolha divulgada ontem. No melhor cenário, em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fica fora da disputa, em razão da condenação pela Justiça em segunda instância e da lei da Ficha Limpa, Alvaro chega a 6% das intenções de voto, atrás de Jair Bolsonaro (PSC), com 19%; Ciro Gomes (PDT) com 12% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 11%.

Potencial
Outro motivo que Alvaro tem para comemorar é seu baixo índice de rejeição. Quando questionados pelo Datafolha em quem não votariam de jeito nenhum, só 13% indicam o nome do senador do Paraná. Bolsonaro é rejeitado por 29%, Alckmin por 26% e Ciro Gomes por 21% dos entrevistados.

Diárias
Os 13 vereadores que exerceram mandato em 2014 na Câmara de Quedas do Iguaçu (região Oeste) vão ter que devolver R$ 59.112,00 ao cofre do município, corrigidos. A decisão é do Tribunal de Contas do Estado (TCE/PR) em razão do pagamentoindevido de diárias de viagens aos parlamentares naquela ano. 

Viagens

Segundo a investigação do TCE, houve exagero na concessão de diárias aos vereadores. Em 2014, a Câmara pagou um total de 383 diárias de viagem aos 13 parlamentares – 370 delas com destino a Curitiba. O valor da diária para viagens no Paraná naquele ano era de R$ 403,75 e o gasto atingiu aproximadamente R$ 155 mil. Além da quantidade elevada, o tribunal afirma que não ficou comprovado o interesse público em todas as viagens e retorno efetivo do gasto em benefício da população do município.

Multa
O TCE também multou o presidente do Instituto de Águas do Paraná, Iram de Rezende, em R$ 5.857,20. O Instituto de Águas é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. O motivo foi irregularidades na contratação da elaboração do plano da bacia hidrográfica litorânea do Paraná. Segundo o tribunal, o edital da concorrência exigiu irregularmente qualificação acadêmica mínima de mestrado ou doutorado para execução dos serviços.

Auxílio-moradia
Levantamento do site “Contas Abertas” aponta que o auxílio-moradia pago a juízes e promotores já custou ao País, desde setembro de 2014, quando o pagamento do benefício foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal, um total de R$ 5,4 bilhões. O assunto voltou à tona nos últimos dias, depois que foi revelado que o juiz Marcelo Bretas, que cuida do julgamento dos casos da operação Lava Jato no Rio de Janeiro, pediu e garantiu na Justiça o direito a receber o benefício de R$ 4.377 mensais, apesar de sua esposa, também juíza, já receber o pagamento, e ambos morarem em imóvel próprio. Resolução do Conselho Nacional de Justiça proíbe o pagamento do auxílio a magistrados que residam com quem perceba “vantagem da mesma natureza”.

Polêmica
Bretas se defendeu, no seu perfil do Twitter. “Pois é, tenho esse ‘estranho’ hábito. Sempre que penso ter direito a algo eu vou à Justiça e peço. Talvez devesse ficar chorando num canto, ou pegar escondido ou à força. Mas, como tenho medo de merecer algum castigo, peço na Justiça o meu direito”, escreveu. Após a repercussão da postagem, o juiz informou aos seus “seguidores” na rede social que daria um tempo nas publicações. “Informo que não usarei esta conta de Twitter pelos próximos meses.Teremos um ano de muito trabalho ...Até”, afirmou o magistrado.

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