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Os Irmãos Karamazov de Dostoievski

10 agosto, 2016 às 17:47  |  por Erol Anar

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De acordo com alguns críticos deste livro de Dostoiévski, o romance é o melhor de todos os tempos. Makedoniy Kiselev é um diretor de cinema russo que fará a versão cinematográfica do livro de Dostoievski, “O Irmão Karamazov”.

Lubovi Skotoprigonyevska, o filme abre uma nova perspectiva sobre o grande autor e sua obra-prima chave Irmãos Karamazov.

“Lubovi Skotoprigonyevska” é um filme independente sem fins lucrativos de longa-metragem baseado em Os Irmãos Karamazov, último e mais magnífico romance de F. Dostoevsky. A ação é centrada em torno do desenrolar das histórias dos irmãos  Karamazov com suas mulheres, suas paixões e reflexões acerca de Deus. A linha de investigação do detetive de um assassinato é executada em segundo plano. No primeiro plano, há uma história de amor de um adolescente em uma cadeira de rodas e Aleksey Karamazov, o irmão mais novo, também por “paixões de seus irmãos por mulheres, que consideram que Aleksey seja um anjo e a única pessoa capaz de ajudar o desenrolar de seus relacionamentos complicados. O filme explora o ser humano no ponto mais alto das tensões e contradições psíquicas. Em uma situação de escolha e para superar suas paixões, vão perdoar uns aos outros?

Por que é importante?

Dostoievski nos ajuda a entender a nós mesmos. Em algum momento da vida, todos nós vamos encontrar uma pessoa que vai tornar-se importantes para nós e a situação pode não ser sempre tão simples. O que se deve fazer, e como é possível sobreviver a uma traição? Como pode alguém, sem se auto destruir, superar o adversário? Como se pode superar a dor, manter-se vivo e perdoar? Mantendo contato com as personagens de Dostoiévski, podemos mudar nossas almas e do mundo que nos rodeia.“

https://www.indiegogo.com/projects/lubovi-skotoprigonyevska-dostoyevsky#/

Paulo Coelho é um bom escritor?

16 julho, 2012 às 07:31  |  por Erol Anar

Muitos artistas e escritores sofreram com os críticos considerados autoridades em suas áreas, pois eles definem os realmente considerados artistas ou escritores de valor. Durante a era da Renascença havia um pintor muito conhecido e respeitado chamado Ticiano Vecellio, em Veneza, na Itália. Um dia na oficina de Ticiano entrou um jovem pintor chamado Tinteretto, para mais tarde o famoso Ticiano dizer para Tinteretto: “Você não pode ser pintor de tela e artista. Vá pintar nas paredes das casas.” Ele demitiu Tinteretto da sua oficina de arte. Porém, um tempo depois, Tinteretto se tornou o pintor e artista mais famoso de Veneza.
O escritor Honoré de Balzac desejava ser membro de Academia de Letras, na França, porém foi rejeitado. Quais os nomes dos escritores que o rejeitaram? Não sabemos, mas o mundo todo conhece Balzac, reconhecidamente um grande escritor.
Eu não sou fá de Paulo Coelho. Temos inúmeros exemplos como esse, por exemplo, Paulo Coelho foi rejeitado 32 vezes pelas editoras. Depois fez sucesso mundialmente, então a Academia Brasileira de Letras o aceitou como membro. O que mudou? Ele não mudou, nem seus escritos, mudou a sua fama, ele ficou famoso mundialmente. Também Paulo Coelho nunca foi convidado para a Festa Literária Internacional de Paraty, continua rejeitado pela crítica brasileira,  está no Guinness Book como o autor mais traduzido no mundo. Vendeu, até hoje, um total de 100 milhões de livros. Podemos concordar que ser autor dos livros mais vendidos não é medida para ser um escritor bom, mas quem pode avaliar um escritor?
Então, nem outros escritores, críticos e nem organizações podem ser autoridade para avaliar um escritor. São os leitores possuidores do direito de gostar ou não de um escritor e só o tempo é quem poderá avaliá-lo, assim como foi com Balzac.

A orelha de Van Gogh

22 junho, 2012 às 08:02  |  por Erol Anar

Um dos pintores mais conhecidos da história teve uma vida trágica. Suas obras são coloridas: azuis, amarelos dentre outras cores. Porém, uma história de vida muito difícil.
Anos antes quando passeava pelo museu Van Gogh em Amsterdã, Holanda, vi a grande diferença entre a reprodução e obras originais dele, nas originais há um toque de cores maravilhosas e batidas com escovas muito especializadas.
Ele foi muito pobre, o seu irmão Theo mandava dinheiro para sua subsistência. Van Gogh era incompatível, sozinho, melancólico e sem sossego. Era uma pessoa entre a loucura e a genialidade.
Sofria com o alcoolismo, a esquizofrenia e a epilepsia, sua alma era atormentada. Na verdade e morava entre a vida e a morte. A vida dele é um poema trágico.
Além desses fatos, foi rejeitado pelas mulheres com quem queria ter um relacionamento afetivo, por causa disso tinha um coração machucado profundamente. Nunca achava um afeto nas mulheres, nem na sua mãe. O relacionamento entre ele e a mãe sempre foi distante e frio.
Um dia cortou sua própria orelha e a enviou para uma mulher que ganhava sua vida ficando com os homens. Depois de cortá-la pintou um autorretrato desta ação. Essa cena é uma das famosas obras de Van Gogh, por que adicionou uma tragédia inesquecível na sua vida. Talvez quisesse dar essa mensagem para a sociedade: “Escutem-me !Entendam-me!”

Nenhuma de suas obras foi vendida enquanto estava vivo, apenas uma delas foi entregue ao proprietário da casa na qual residia para pagar-lhe o aluguel.
Certo dia, cometeu suicídio e atirou no seu abdômen, morreu em 1890 quando tinha 37 anos.
Van Gogh é o Dostoiévski da arte da pintura e a sua melhor obra é aquela representando o ato de cortar sua orelha.

Um punhado de arte: Museu Oscar Niemeyer

5 junho, 2012 às 07:28  |  por Erol Anar

Dois dias atrás visitei todas as exposições do museu Oscar Niemeyer em Curitiba. Havia exposições muito interessantes. Exposição de fotos, caricaturas, pinturas, esculturas, objetos de arquitetura, etc.

A arquitetura de Lelé: fábrica e invenção
Um dos mais renomados arquitetos brasileiros, João Filgueiras Lima, o Lelé, é tema da exposição “A arquitetura de Lelé: fábrica e invenção”, que tem curadoria de Max Risselada e Giancarlo Latorraca, e museografia de Consuelo Cornelsen.
Ate 15 de Julho de 2012

Poty, de todos nós
Gostei de todas as exposições do museu. Mas especialmente a exposição do grande caricaturista e desenhista Poty. Por que também eu fiz caricatura anos antes. O título da exposição é: “Poty, de todos nós.” Esse exposição fica na sala do olho do museu. O curador Miranda acrescenta: “esta exposição é um pouco da vasta produção de Poty desde os desenhos da infância.“
Pode ser visitado até 5 de agosto de 2012 .

1911-2011 Arte Brasileira e depois
A exposição 1911-2011 “Arte Brasileira e depois” contém as obras da coleção Itaú. Essa exposição ocupa três salas do museu. As obras mostram modos de abstração, na linha da ideia,arte antiarte, pintura pós-pintura.
Aberta para visitação ate dia 29 de Julho de 2012.

Outras Mídias Outros Modos
“Outras Mídias Outros Modos” , obras foram apresentadas num espaço escuro com luzes. Vídeos, holografia, vídeo instalação, instalação digital. É muito interessante também. Quando você entra nessa área vai se sentir muito diferente, como se estivesse em outro planeta. Sem tempo e sem espaço.
Ate 29 de Julho de 2012

Um olhar livre
Há uma exposição pertencente a um dos maiores fotógrafos lituanos, Antanas Sutkus, “Um olhar livre”. Tem 120 obras da autoria dele. Todas as fotos são em branco e preto. Sutkus fotografa desde a década de 1950 e mantém um acervo de mais de 1 milhão de negativos. Ele é um artista talentoso. Para quem se interessa em conhecer a cultura lituana essa é uma boa oportunidade. Ate 01 de Julho de 2012

Arquitetura, design e reedição
Outra exposição “Arquitetura, design e reedição” do Polonês Jorge Zalszupin, tem mesas, poltronas, sofás e cadeiras reinventadas por ele. Ate 24 de Junho de 2012

Mulheres no Acervo MON
Essa exposição de temática feminina tem obras de Iberê Camargo, Torres Garcia, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, Leticia Marquez e Paranaense Heleno Wong.
Aberto ate data indefinida.

Fim da arte?

1 junho, 2012 às 07:29  |  por Erol Anar

Tony Feher, Pintura Paisagem Novo Americano, 2005, dimensões variáveis . Uma das três instalações site-specific temporários na Fundação Chinati.

Na verdade a arte não sobreviverá eternamente. Tem artes que já desapareceram na historia humana. Recentemente algumas artes estão desparecendo a cada dia. Por exemplo,a arte teatral. Antigamente as pessoas iam frequentemente ver peças teatrais mas atualmente, quando você foi para o teatro a última vez?
No mundo inteiro salas de teatro estão fechando as portas ou não acham clientes suficientes. Esta arte tem mais de 2500 anos, passa atualmente por um tempo muito difícil. O cinema que é uma arte muito nova também esta em crise.
A arte da pintura também esta em crise. O que ainda falta ser retratado numa tela? A arte em tela foi realizada por pinturas em três dimensões e muitas outras ideias criativas. A arte em pintura se tornou apenas uma parte da decoração nos últimos anos.
Desenvolvimentos tecnológicos, por exemplo, como a internet, são a grande razão desses casos. A internet tem um efeito negativo sobre a arte. Por exemplo, uma pessoa pode assistir filme, escutar musica, ler livro e fazer muito mais coisas no computador.
A humanidade viveu sem arte milhares de anos da sua história.

Pensamentos sobre a arte

25 maio, 2012 às 07:14  |  por Erol Anar
A obra “Fonte” de Marcel Duchamp foi eleita por 500 artistas entrevistados pelo jornal inglês Daily Telegraph como a melhor obra de todos os tempos. A Fonte é um urinal de porcelana branco.

Não deve  haver uma  autoridade e nem regras absolutas na arte. Se colocarmos uma medida para defini-la, um artista a derrubará. Quero dizer autoridade no sentido de conservadorismo. A medida utilizada por uma Autoridade são regras do passado e da atualidade. No entanto, arte é uma ação para imaginar e mudar o futuro. A arte, renova-se a cada segundo. É uma atividade que se alimenta de explosões e metamorfoses dentro dela mesma.
A arte não é algo independente e isolado da sociedade, de uma era e do mundo.
Se aqueles considerados autoridade e os críticos tivessem sempre razão, não teríamos conhecido o grande artista Van Gogh. Porque naquele tempo os críticos de arte definiram que as obras de Van Gogh eram um montão de lama. O amigo dele, Paul Gauguin, afirmou: “sim, talvez seja um montão de lama, mas um gênio cria isso..”
Há uma única autoridade capaz de decidir o que é arte e o que não é: o Tempo.