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Atendimento mais em conta sem perder a qualidade

24 outubro, 2017 às 22:05  |  por Fabiana Ferreira

Bebel na consulta

O Blog Papo Pet vai aproveitar as andanças da poodle Bebel (@bebelcaidoceu) para contar a experiência que teve com  alguns serviços ofertados para cães em Curitiba. Das consultas veterinárias, aos pets e bares que permitem a entrada de cães.

Vamos lá. Nesse post  um pouco sobre o atendimento em Ortopedia da Clínica Veterinária Escola da PUC, localizada no Rebouças, em Curitiba. Por ser ligada a uma instituição de ensino, os serviços prestados (consultas, exames e cirurgias) são mais baratos. A consulta, atualmente, custa R$ 70,00. Comparado com o de clínicas renomadas da cidade, que o valor gira em torno de R$ 200,00, é uma grande economia.

Dias desses, Bebel começou a mancar eventualmente e ter dificuldades para descer do sofá. Nada que modificasse a sua rotina. Continuou a comer, passear e brincar. Mas uma consulta com um médico veterinário especialista era necessária. Por não se tratar de algo grave nem urgente, foi possível esperar a data disponível para a consulta na Clínica da PUC.

O atendimento começa por uma triagem realizada por estudantes do curso de Medicina Veterinária. Em seguida, o professor, no caso um especialista em Ortopedia, fez um exame minucioso que diagnosticou uma tendinite de ombro. Para confirmar, uma radiografia foi feita sem a necessidade de sedação. Nem sempre é possível fazer dessa forma, sem anestesia. O exame custou R$ 80,00.

Um grupo de alunos acompanha tudo. Você participa dessa aula prática e pode compreender de forma mais detalhada o caso. Além de fazer perguntas. Em geral, elas são muitas!

Consulta e exame feito. Receita de antiinflamatório e retorno em uma semana. O atendimento foi realizado com pontualidade e a equipe foi atenciosa.

É necessário agendar pelo telefone (41) 3207-3273. Rua Rockefeller, 1311. Tem estacionamento. Atendimento em outras especialidades para cães e gatos: dermatologia, cardiologia, endocrinologia e outros. De segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Ponto forte: custo baixo em relação ao mercado x médicos veterinários (professores) experientes e qualificados 

Ponto fraco: poucos horários disponíveis para as consultas nas especialidades.

Uma gata de olho ímpar!

24 setembro, 2012 às 15:12  |  por Fabiana Ferreira

Um olho azul e outro verde. Além da simpatia, foi o que mais me chamou a atenção desta gatinha branca. Fui pesquisar e descobri que este tipo de felino é chamado popularmente de gato de olho ímpar. Geralmente, um é azul e o outro olho varia de verde a marrom. O mesmo pode acontecer em cães e humanos, esta última espécie os casos são ainda mais raros. O que acontece é uma alteração em um dos cromossomos responsáveis pela quantidade de melanina nos olhos. Chama-se Heterocromia.

 

 

O professor do curso de Medicina Veterinária da PUCPR e geneticista Enio Moura explica melhor sobre este fenômeno.

 

O que é heterocromia de íris?

Heterocromia iridal, ou heterocromia de íris, é uma condição ocular em que um indivíduo apresenta a íris de um olho com cor diferente da íris do outro olho (heterocromia total ou binocular); ou em que a íris de um mesmo olho apresenta partes com cores diferentes (heterocromia parcial ou setorial), podendo acometer um só olho (heterocromia setorial unilateral) ou os dois olhos (heterocromia setorial bilateral).  Geralmente tem causa genética e ocorre principalmente por diferença na quantidade de melanina, ou seja, a diferença de cor não se deve a pigmentos de cores diferentes, mas ao comprimento de onda de luz que é refletido em função da quantidade de melanina. Todavia, há casos adquiridos que podem surgir por perda de pigmentação iridal ou por deposição de determinadas substâncias na íris em decorrência de doenças não genéticas. Nos animais não mamíferos, a cor dos olhos depende de outros pigmentos além da melanina.

 

A heterocromia de causa genética é mais frequente em gatos ou em cães?

A heterocromia iridal já foi observada em várias espécies como gatos, cães, equinos, bovinos, bubalinos, suínos, ovinos, hamsters, ferrets e humanos. Considerando cães e gatos, é vista com maior frequência em gatos e associada à pelagem branca, mas pode, eventualmente, aparecer também com outras pelagens como a de gatos tricolores. Estes animais são popularmente chamados de gatos de olho ímpar.

 

Há raças de cães ou de gatos em que a frequência da heterocromia é maior?

Sim. Em gatos, a heterocromia total é comum nas raças Turco do Van, Angorá Turco, Persa e Khao Manee (uma raça tailandesa).  Em cães, a heterocromia total é relativamente comum nas raças Husky siberiano, Malamute do Alasca e Dálmata. Cães de muitas outras raças e que apresentam o fenótipo “merle” podem apresentar heterocromia total ou parcial, por exemplo, Dogue Alemão, Collie, Border Collie, Pastor Australiano, Boiadeiro Australiano e Pastor de Shetland.

 

 

É mais comum em gatos brancos?

Sim. Gatos que apresentam o fenótipo conhecido como “branco dominante” têm pelagem branca e os olhos podem ser laranja, verdes, azuis ou heterocrômicos. Nesta última situação, um deles é azul. Este é um fenótipo diferente do albinismo, que é recessivo. O branco dominante é determinado por um alelo do gene KIT que interfere na expressão de outros genes responsáveis pela cor da pelagem (um fenômeno genético conhecido como epistasia), sendo herdado conforme um padrão de herança autossômica dominante. Este alelo é tradicionalmente representado pela letra “W” em genética felina. O alelo normal do gene KIT é necessário para a multiplicação de células-tronco durante o desenvolvimento embrionário, incluindo as que originam os melanócitos (células produtoras de melanina). Como consequência, a sua falta acarreta anormalidades em todas as estruturas que normalmente deveriam ser pigmentadas.

 

A heterocromia está associada à surdez em cães ou gatos?

Pode estar. A maioria dos gatos brancos tem audição normal, porém, o fenótipo branco dominante eleva o risco de surdez, especialmente se os olhos forem azuis. Nestes, a deficiência auditiva pode chegar a 40% da população, ou mais, enquanto naqueles de olhos de outra cor o valor geralmente é menor do que 10%.  Se ambos os olhos são azuis, a surdez tende a ser bilateral; se apenas um é azul, a surdez tende a ser unilateral, afetando a orelha (ouvido) correspondente. Cães dálmatas de olhos azuis ou heterocrômicos também correm risco de apresentar surdez, mas, a maioria deles é normal. Pesquisadores alemães encontraram uma associação significativa entre marcadores do gene MITF com surdez neurossensorial e também com olhos azuis na raça dálmata. Vale lembrar que, no ser humano, mutações neste gene causam a síndrome de Tietz e uma das formas da síndrome de Waardenburg, as quais incluem surdez e olhos azuis, ou surdez e heterocromia iridal, respectivamente.

 

Atendimento de qualidade com preço acessível

6 junho, 2012 às 16:37  |  por Fabiana Ferreira

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A Unidade Hospitalar para Animais de Companhia (UHAC) da PUCPR, localizada em São José dos Pinhais, oferece atendimento médico veterinário para cães e gatos. O preço é mais acessível que em outros locais e posso dizer que é bom, pois já acompanhei alguns casos por lá.

O hospital atende em 11 especialidades: dermatologia e alergologia, medicina torácica, endocrinologia e metabologia, neurologia, ortopedia, nefrologia e urologia, oftalmologia e odontologia. Além de oferecer serviço de diagnóstico por imagem/laboratorial e atendimentos de emergência.

Os agendamentos são realizados por distribuição de senhas, que iniciam 30 minutos antes do horário de atendimento. São distribuídas, em cada período, seis senhas para novas consultas e seis para retorno. O horário de atendimento do hospital é de segunda a sexta-feira das 08h às 12h e das 14h às 18h.

 Atendimento a cães e gatos

Todos os procedimentos são acompanhados por um médico residente e com a supervisão de um professor. Os serviços são cobrados e informações sobre os custos podem ser obtidas na secretaria da unidade ou pelo telefone: (41) 3299-4361.

*A Unidade não faz vacinas e os procedimentos de castração são somente pelo programa em parceria com a Prefeitura Municipal de São José.

Fonte: PUCPR