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Conheça melhor os cães policiais

19 junho, 2015 às 00:05  |  por Fabiana Ferreira

 

Usado como cão policial, o pit bull foi destaque na imprensa durante o confronto entre professores estaduais e policiais ocorrido em abril em frente à Assembleia Legislativa do Paraná. Um repórter cinematográfico da Band TV foi atacado por um pit bull e ficou gravemente ferido.. O zootecnista, especialista em comportamento animal e professor de Medicina Veterinária da PUCPR, Paulo Parreira, concedeu entrevista para a coluna para esclarecer alguns pontos sobre cães policiais, do pastor alemão ao pit bull.

 

 ”Cães não são máquinas e eventos extremos podem causar interferências graves no processo de obediência e controle”

 

- De onde veio o uso policial da raça pastor alemão? 

Paulo Parreira: O uso do pastor alemão em forças de segurança, já ocorre há muitos anos. É uma raça que foi adaptada e se adaptou muito bem à esta função, pois tem um potencial de trabalho enorme, vigor físico e grande capacidade de aprendizagem.

- Quais os cuidados para utilizar a raça pit bull para fins policiais? Ela tem o mesmo comportamento que outras raças de grande porte?

Paulo Parreira: Os cuidados devem ser os mesmos das outras raças (seleção genética, criação, socialização, treinamento e manutenção).  As reações de qualquer animal dependem da sua criação, experiência anterior em situações semelhantes, da pessoa que está junto a ele e da intensidade do evento em si. Animais treinados/adestrados são expostos a diferentes situações durante seu treino, simulando assim o que pode ocorrer em casos reais. A imprevisibilidade nas reações de animais treinados é menor do que em cães não treinados.

- Em situações extremas, o cão pode deixar de atender aos comandos?

Paulo Parreira: Em casos extremos, podem sim deixar de atender a comandos por alguns instantes (cães não são máquinas e eventos extremos podem causar interferências graves no processo de obediência e controle).

- Qual a diferença de uma mordida de um pastor alemão para um pit bull?

Paulo Parreira: As duas mordidas são muito fortes e a gravidade depende mais do local mordido do que da força. Em relação ao “tipo” de mordida, tudo dependerá da situação que levou o animal a morder, da pessoa que foi mordida (conhecida ou não), estado de saúde física e mental do animal e condição de criação do animal.

 pitbull

 - Qual o perfil da raça pit bull? Aconselha o uso como cão de guarda. Quais os cuidados que o tutor deve ter em relação a esta raça?

Paulo Parreira: Raça muito forte, vivaz e ativa. Recomendo o uso de cães, de qualquer raça, como cão de guarda somente em lares e com pessoas que tenham um mínimo de conhecimento de criação de cães. Se um cão de guarda é criado por alguém despreparado, sem condições de impor limites (sem uso de violência), os riscos de acidentes graves são imensos. A socialização é fundamental para qualquer cão, mas no caso do pit bull é ainda mais importante. Deve ser criado em um ambiente que propicie o bom convívio com outras espécies, cães e pessoas de diferentes idades. Atividades físicas regulares são fundamentais também. Desta forma, teremos um animal equilibrado e socializado, pronto para o convívio em sociedade.

- Acredita que cães são reflexos de sua criação e todos podem morder dependendo da situação?

Paulo Parreira:  Sim. Brinco que qualquer animal com dente, inclusive nós humanos, podemos morder dependendo da situação.

Amor de pit bull

30 junho, 2013 às 18:07  |  por Fabiana Ferreira

Ele é a atração de uma loja de produtos agropecuários em São José dos Pinhais. O pit bull Logan, de quatro anos, é só chamegos com o pequeno Mathias. Cresceram juntos. Logan é um pit bull red nose e mostra que cães desta raça criados com amor e equilíbrio podem ser como qualquer outra raça: os melhores amigos do homem, crianças e bichos.


Na turma, também o melhor amigo de Logan, um coelho que convive em perfeita harmonia com o cachorro.

Nicolas, veterinário e adestrador, e Rebeca, são os donos da loja onde funciona uma clínica veterinária. Ela conta que muitos clientes ficam com medo e não acreditam se tratar de um pit bull, mas depois adoram. “Já tive um cliente que disse que ia menos na loja porque tinha medo do Logan. Mas na maioria dos casos ele é a atração, alem do mais por ficar separado por uma cerquinha de nada. É um cão excepcional”, diz Rebeca.


Colaborou com o post Francine Daddydog

Pit bull é cão de guarda?

20 junho, 2013 às 20:15  |  por Fabiana Ferreira

De volta à série Pit Bull: eu respeito, a psicóloga canina e adestradora de cães Francine conta mais sobre a raça. Para acompanhar mais informações sobre os pit bulls acesse o site Nele você encontra muitas dicas para lidar com seu cão, seja ele de qual raça for! Vale a leitura.

 

Papo Pet: Os pit bulls são cães de guarda?

Francine:  Não é uma raça indicada para guarda por causa do seu temperamento amigável.Ficam facilmente doentes quando não convivem com outros cães ou humanos. São animais sensíveis ao isolamento imposto pelo trabalho de guarda e vigilância.

Papo Pet: Como é o relacionamento com outros cães?


Francine: Um dos problemas da raça é a agressão contra outros cães. Foram criados para rinhas e sua determinação na hora de brigar é que acaba criando estragos. Nessa hora se tornam gladiadores.

Quando não damos a um pitbull o que ele precisa, isso intensifica o que ele sabe fazer de melhor, brigar com outros cães, pois ele vai precisar direcionar o seu acúmulo de energia para alguma coisa. A socialização com outros cães na criação de um pit bull é essencial.

A fama do pit bull

17 junho, 2013 às 18:57  |  por Fabiana Ferreira

Dando continuidade à série Pit bull: Eu respeito quem esclarece alguns detalhes sobre a raça é Paulo Parreira, experiente  zootecnista, especialista em comportamento animal de cães e gatos e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Com mais este post, dá para perceber que para ter um animal deste porte é necessário educá-lo desde filhote. Por ser uma raça muito forte, o responsável deve ter controle sobre o animal. Além de muita dedicação para mantê-lo, sempre com muito exercício para gastar toda a sua energia e sem esquecer, é claro, de dar muito carinho.

Papo Pet: O que é possível dizer sobre o temperamento da raça? É uma raça violenta?

Paulo Parreira: Nenhuma raça é naturalmente violenta. O que ocorre é que o pit bull tem um vigor físico muito grande e um temperamento que exige certos cuidados (controle sem violência, limites claros, muita disciplina e atividade física). Se criados sem socialização e sem estes cuidados, as chances de acidentes aumentam exponencialmente.

Papo Pet: Existe algo comprovado, algum estudo que mostre que a genética dele é de um animal agressivo? Muito se diz que é da natureza deste cão atacar.

Paulo Parreira: Não tenho conhecimento sobre este tipo de estudo, não há nada comprovado. Para que possamos entender com profundidade os motivos e causas dos acidentes que envolvem os pit bulls, deveríamos analisar caso a caso, conhecendo a família e situação na qual o animal foi criado.

Papo Pet: Ter um pit bull exige quais cuidados? É necessário adestrá-los?

Paulo Parreira: Além dos cuidados veterinários básicos (vacinação, consultas periódicas, etc), o pit bull deve ser socializado e por se tratar de um cão muito forte, preferencialmente adestrado no mínimo para obediência básica (senta, deita, caminhar na guia, etc).

Papo Pet: É uma raça fácil de adestrar?

Paulo Parreira: Se bem criado e educado, aprenderá os comandos com facilidade. Sem nunca usar qualquer tipo de violência para ensiná-lo.

 

Seu cão na terapia

17 junho, 2013 às 15:48  |  por Fabiana Ferreira

Uma boa opção para resolver os problemas de comportamento de seu cão é chamar uma psicóloga. No caso a Francine Bautitz, aluna do Cesar Milan, o Encantador de Cães. Ela é psicóloga canina e adestradora de cães. O atendimento é particular e em domicílio. Ela participa no Blog Papo Pet de uma série sobre pit bulls. Confira o primeiro post

Para contatá-la basta enviar um email para meucaomeumestre@hotmail.com

Confira mais informações no facebook https://www.facebook.com/MeuCaoMeuMestre

Pit bull: eu respeito!

16 junho, 2013 às 20:36  |  por Fabiana Ferreira

Entrevistei a adestradora de cães Francine para a estreia da coluna do jornal Bem Paraná, o novo impresso substitui o Jornal do Estado a partir desta segunda-feira (17/6). Após um curso com o Encantador de Cães, Cesar Milan, ela aprendeu ainda mais sobre a arte de lidar com os caninos. Com um pit bull de dois anos, Daddy, que ganhou o nome do famoso companheiro de Cesar, Francine conta um pouco sobre a raça que convive todos os dias.

Acompanhe durante a semana os posts desta série: Pit bull: eu respeito! Com mais informação, talvez o preconceito e a discriminação diminuam em relação a esta raça.

Papo Pet: Qual é o temperamento do pit bull? Muitos o consideram uma raça violenta.

Francine: A raça não é violenta, é potente. Violência é uma energia projetada pelo humano, o cão apenas reage a isso. Tudo aquilo que é mal compreendido pelo humano é apenas falta de informação. A intenção de morder é a mesma de um poodle, a diferença está na intensidade e na determinação de finalizar o que começou.

O temperamento de um pit bull é a característica mais importante da raça. Um pit deve ter uma atitude confiante, forte e entusiasmada. A agressão contra humanos não é uma característica da raça. São extremamente amigáveis e gentis com humanos.

Se me perguntarem hoje qual cão é mais indicado para uma família responsável que esteja disposta a rotinas de longas caminhadas e exercícios em casa, indico um pit bull. São extremamente ligados ao dono e a família. São ótimos com crianças, pois são muito tolerantes e gentis.

Papo Pet: Quais as orientações principais para quem decide ter uma cão desta raça em relação à educação.

Francine: A educação de um pit bull não é diferente de qualquer outra raça. É importante observar que a raça é como se fosse a roupa que o animal veste, por traz dela está um animal, sua espécie, todos eles compreendem exatamente a mesma psicologia, a psicologia canina.

Todos os cães, independente da raça necessitam de exercícios, disciplina, regras e afeto. O que difere normalmente é o tipo de atividade física direcionada às características de cada raça e o nível de energia de cada um deles. Beagles, por exemplo, vão bem com atividades relacionadas ao faro e caça. Borders possuem aptidão para atividades de pastoreio.

Já os pit bulls se adaptam bem com atividades de tração ou os chamados game dog. Porém não temos muita disponibilidade de locais que oferecem atividades direcionadas para cada raça, então fica a cargo do humano em adaptar sua rotina e usar a criatividade para preencher o lado ativo de cada cão.

No post de terça-feira (18/6), a Francine conta mais sobre os pits. Se engana quem pensa que eles são cães de guarda.