Arquivos da categoria: Opinião S/A

Marcelo Nóbrega

OPINIÃO S/A – Igualdade feminina nas empresas

28 agosto, 2017 às 13:35  |  por Maximilian Santos

Por Marcelo Nobrega

O tema ‘empoderamento feminino’ está por toda parte: nas notícias, na timeline do Facebook, na conversa de elevador e, como não poderia deixar de ser, no mundo corporativo. Esse microcosmo da sociedade tem que espelhar as mudanças que acontecem fora das paredes das empresas. Por cultura, algumas resistem ao novo; outras, pelo mesmo motivo, abraçam o seu tempo e navegam com ele. E há quem lidera essas mudanças.

Reconhecidamente uma marca democrática, o McDonald’s é protagonista em ditar transformações. Ao longo de quase 40 anos de história no Brasil, a empresa tem se esmerado em ser atual. Muitas vezes não é fácil, mas a resposta é sempre motivo de orgulho.

Segundo o último relatório de Resultados de Impacto Social e Ambiental na América Latina e no Caribe da companhia, 57% do nosso quadro de funcionários é formado por mulheres. Nos restaurantes da rede, elas são maioria nos cargos de gerência: 53%. Embora o gênero obviamente não seja o balizador de qualquer ação de meritocracia, ainda é importante ressaltar esses números – até que isso não seja mais necessário.

Prezando pela igualdade, mas respeitando as diferenças, criamos condições para que essas mulheres permaneçam conosco quando, por exemplo, tomam a decisão de se tornarem mães. Neste caso, nosso Projeto Gestante prevê acompanhamento da funcionária por uma equipe médica durante toda a gestação, absorve os custos das despesas médicas com consultas e exames e, nos restaurantes, cuida para que a gestante exerça atividades sem risco para o bebê.

Também temos o programa Aperte o Play, focado em planos de desenvolvimento nas áreas de empreendedorismo, planejamento de carreira e financeiro, e cursos de Gastronomia e Tecnologia da Informação.

Por meio de programas abrangentes ou com atitudes simples, nosso objetivo como gestores de pessoas é proporcionar um ambiente onde todos sejam respeitados. Nesse Dia Internacional da Igualdade Feminina aproveitamos para falar sobre as mulheres, mas não deixaremos de nos debruçar sobre qualquer tema que contribua para um ambiente de trabalho caracterizado pela diversidade e inclusão.

*Marcelo Nóbrega é Diretor de Recursos Humanos da Divisão Brasil da Arcos Dorados, franquia que administra a marca McDonald’s na América Latina

Foto Artigo Moro

OPINIÃO – A comunicação corporativa e o juiz Sérgio Moro

3 julho, 2017 às 16:12  |  por Maximilian Santos

Por Daniela Barbará

O juiz Sérgio Moro causou um reboliço não só na vida política do Brasil como também nos ambientes corporativos. Palavras como delação premiada, gravação telefônica, empresa offshore, impunidade, doleiros, corrupção, tornaram-se rotina na vida dos telespectadores brasileiros e no linguajar popular. Isso porque grandes e tradicionais empresas brasileiras e seus fornecedores estão sendo chamados a prestar contas sobre trabalhos realizados. Mas o que mudou?

Muito simples. Não se toleram mais contratos falsos, caixas 2 e nem operações bancárias sem comprovação. A revelação de intrincados esquemas de corrupção envolvendo a esfera pública e privada fez com que não se aceite mais malas cheias de dinheiro circulando dentro das empresas, nos porta-malas de carros oficiais e táxis. Agora, empresas de diversos portes e segmentos que são prestadoras de serviços de grandes companhias têm que se justificar ao juiz. “Ah, mas eu sempre fiz tudo direitinho e não tenho nada a ver com isso”. Será?

Recentemente me disseram: ainda não estamos na Lava Jato. E minha resposta foi: prepare-se porque vocês podem ser citados em breve. Toda empresa, mesmo que idônea, pode ter seu nome ventilado na imprensa durante grandes investigações como a Lava Jato. Mais de 40 empresas de diversos portes e setores já foram citadas na operação da Justiça Federal. Com isso, posso dizer que as empresas precisam se preparar para gerenciar essa crise ou terão que arcar também com uma mancha grande na reputação e marca.

Para isso é preciso preparar a casa com todas as informações possíveis. Se respaldar, documentar e manter a transparência nas relações com todos os principais públicos. A imprensa é a primeira que vem à mente, mas deve-se também dar atenção especial aos funcionários e seus próprios fornecedores e clientes.

A preparação para viver uma situação dessas deve ser feita com vários setores internos envolvidos. Um grande espírito de equipe deve ser mantido durante o levantamento dos possíveis cenários de crise e cada uma das respostas. Todos têm que ser chamados para colaborar: do chão de fábrica aos principais executivos, passando pelo departamento jurídico, financeiro e recursos humanos. O foco é minimizar qualquer possível dano à empresa: seja monetário ou mesmo social. Contratos, notas fiscais, trocas de e-mails, boletos bancários, acordos firmados, pagamentos, movimentações financeiras, aditivos contratuais, documentos dos diversos tipos devem estar prontos para servem usados como provas. Prestar esclarecimentos é fundamental neste momento.

A operação Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. Os escândalos corporativos podem e devem ser tratados rapidamente e com a maior coerência possível. Assumir a responsabilidade pelo ocorrido, mostrar que está à disposição para esclarecimentos, dar atenção às vítimas diretas e indiretas e ter uma postura humilde em relação ao estrago feito são algumas das posições das empresas que se manterão vivas depois que tudo passar.

Estamos assistindo de camarote ao maior escândalo de corrupção da história do País, que já completa mais de três anos. O que restará do Brasil? Empresas que prestaram seus esclarecimentos, eleições limpas, profissionais treinados e prontos para tomar à frente e uma relação maior de transparência entre empresas e seus fornecedores. A comunicação é a ferramenta necessária para que possamos vislumbrar um país mais limpo e com empresas idôneas.

*Daniela Barbará trabalha há vinte anos com gerenciamento de crise e comunicação corporativa com empresas de diversos portes e segmentos.

 

 

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OPINIÃO – Marisa não era capaz de ter cotas de investimento?

12 maio, 2017 às 21:04  |  por Maximilian Santos

Por Paula Batista

Além das piadas naturais sobre o Lula e a dona Marisa, mesmo que isso represente só 3% das 5 horas de depoimento desta semana, eu aqui parei para pensar o quanto a nossa sociedade é machista pra caramba.

Para um monte de gente, a dona Marisa não era capaz de ter cotas de investimento (como um consórcio, por exemplo) que possibilitasse a compra de um imóvel: simples, duplex, triplex. Mesmo que tenha um documento dizendo ser dela a propriedade das cotas (não do apartamento triplex).

A dona Marisa, por ser mulher do Lula (ou de qualquer homem), não poderia ter, por ela mesma, nenhum bem, muito menos cotas de investimento, porque ela não seria capaz disso. Só o Lula. Ela só seria capaz de comprar escondido: bolsas, sapatos, bijus.

Essa é a opinião também de uma porção de mulheres que defendem o feminismo ou direitos iguais das mulheres. Preciso generalizar, mesmo sabendo que várias pessoas jamais pensariam esse tipo de coisa se o caso não estivesse ligação com o Lula.

Ou seja: eu posso ter meu carro, meus investimentos, um consórcio, um financiamento, ser acionista na Bolsa, sem contar pra absolutamente ninguém, muito menos pra um marido, namorado ou qualquer nome que a relação leve, mas a dona Marisa? Impossível. O Lula, com certeza, está usando ela, coitada, era uma mulher, a mulher do Lula.

Estou usando esse exemplo só para dizer o quanto é ridículo – e nada empoderador – as pessoas usarem seus gostos políticos aproveitando-se de uma mulher e da imagem da mulher.

Se o Lula usou a falecida mulher, muita gente aqui não tá fazendo diferente. Está usando uma citação (que está nos autos, não sei porque tanto drama) para mostrar como a mulher ainda é vista na sociedade: como ser incapaz, incapaz de ter seus próprios recursos, de que precisa ser sustentada, que precisa pedir autorização do marido para fazer um negócio e que não passa de pau-mandado.

Se esse é o mundo de vocês, o meu, da minha irmã, da minha mãe, de várias primas, não é. No nosso mundo a gente dá conta do recado e não precisamos pedir autorização dos homens em nossas vidas para nada.

Para finalizar, eu não sei se vocês sabem, mas existem vários regimes de casamento, inclusive aquele que permite que as mulheres tenham seu próprio patrimônio e não precisem dividir com o marido. Faz um tempinho já.

 

* Paula Batista é jornalista, sócia-proprietária da Lide Multimidia, uma das principais agências de comunicação empresarial de Curitiba. É especialista em Ciência Política e Sociologia Política, graduanda em Direito.

 

 

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OPINIÃO S/A: E-commerce – Você também precisa de um ERP especialista

28 março, 2017 às 22:55  |  por Rafaela Salomon

*Por Maurício Trezub

Muito tem se falado sobre o movimento das empresas B2C lançarem serviços de e-commerce para atender às expectativas de melhores experiências de compra. E, com uma projeção para 2017 de alta de 10% a 15% no e-commerce brasileiro, segundo pesquisa da FecomercioSP/Ebit, é impossível fechar os olhos para essa oportunidade de negócios. O que o mercado não explica, no entanto, é que atuar por meio de uma plataforma de comércio eletrônico vai exigir da sua empresa algumas adaptações para tirar bom proveito do cenário.

Muita gente ainda acredita que o sistema de gestão, aplicado ao e-commerce, se limita ao controle de estoque e emissão de nota fiscal. Este é um dos motivos que fazem com que 90% das empresas que tentam vender pela internet não consigam crescer.
Para mudar este cenário, listo abaixo sete requisitos na hora de escolher um ERP para o seu e-commerce:

1- Integração nativa: com essa característica, a sua empresa evolui naturalmente e o seu negócio nunca para de funcionar. Você não vai precisar se preocupar com customizações de integração da plataforma de e-commerce ao software de gestão. Isso significa que você pode focar em seu negócio e não precisa se preocupar em manter recursos caros de TI dentro da operação, além de contar com uma comunicação transparente e fluida.

2 – ERP na Nuvem: não dá para pensar em hospedar sistemas de gestão dentro de casa. A instalação de ERPs dentro da empresa cria uma série enorme de problemas gerenciais e colaboradores caros que você não deveria ter: servidores que ficam defasados, gestão da segurança da informação, backups, energia redundante (sua empresa pode ficar fora do ar), instalação de upgrades, entre outros. Escolha um ERP que esteja hospedado na nuvem e invista numa estratégia de acesso redundante à internet.

3 – Automatização dos processos: já pensou em gerenciar dez pedidos por mês em planilha de Excel? Parece simples. Agora, lembra do bom momento para o setor? Imagine, então, fazer 100 pedidos por dia em planilhas de Excel. Sem chances de dar certo! Automatizar os processos é garantir a confiabilidade das informações, ganhar tempo e reduzir erros. Por exemplo, para as compras geradas em boleto, o sistema, automaticamente, informa o pagamento, sem que você precise checar diariamente o banco para saber quais já foram pagos e, só então, fazer a liberação dos pedidos.

4 – Conciliação de cartão: segundo especialistas de mercado, cerca de 90% dos empresários não têm controle sobre as suas operações de cartão de crédito e débito. Isso só tem um significado: prejuízo financeiro. Fazer a gestão de todos os valores, aplicar as taxas das diferentes operadoras e saber, exatamente, quanto tem para receber no final do mês é um grande desafio que você só consegue superar com o apoio de um ERP.

5 – Gestão Logística: a experiência de compra do cliente só termina quando o produto chega na sua casa. Não adianta ter um e-commercesuperintuitivo e alto índice de conversão na plataforma se não conseguir entregar os pedidos. Dentro de casa ou terceirizando, a área logística merece atenção especial, principalmente por ter custos elevados envolvidos. Só com um ERP especialista você vai conseguir fazer o gerenciamento correto dessas atividades e garantir o SLA das entregas.

6 – Controle de margem: o maior desafio do e-commerce é gerenciar o seu lucro. Ter uma operação virtual tem as suas complexidades edespesas específicas, como investimentos em anúncios para divulgar o seu canal. Sem um ERP fica bastante difícil (ou quase impossível) conseguir definir o custo de venda, margem e lucratividade.

7 – Especialização: ao final, não basta ter um ERP integrado com sua plataforma de e-commerce. O primeiro filtro é: tenha um ERP especialista no seu segmento de mercado. Então, afine um pouco mais e olhe para o nicho do seu negócio: moda, eletrônicos, bijuterias, utilidades domésticas e etc. O comércio de roupas tem desafios diferentes do comércio de eletrônicos, que são diferentes de vinhos emuito diferentes de venda de cursos online, por exemplo.

Siga estes 7 pontos e você estará pronto para levar os seus negócios a outros patamares. Ganhe agilidade e fidelize clientes!

 

*Maurício Trezub é diretor de e-commerce da TOTVS.

 

 

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OPINIÃO S/A – Mudanças na área tributária podem interferir no dia a dia dos brasileiros

21 março, 2017 às 16:43  |  por Rafaela Salomon

Por Marco Aurélio Pitta

Nas últimas semanas, as siglas PIS, COFINS e ICMS tem despertado muita atenção de contadores, tributaristas e empresários em geral. Isso porque três fatos importantes aconteceram. O primeiro é o posicionamento oficial sobre a tributação de livros digitais, o segundo é a exclusão do PIS e COFINS na base de cálculo do ICMS e, por último, as mudanças propostas pelo Governo da sistemática do PIS e COFINS. Tais modificações podem atingir de forma significativa a população em geral. Veja os efeitos práticos:

1. Dado que está definido que não há tributação dos livros eletrônicos, haverá redução de preço destes produtos para a população? Empresas do ramo já adiantaram que não haverá mudança nos preços, pois essa imunidade já estava precificada…

2. Excluir o ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS nas vendas pode quebrar o caixa do Governo? Quais estes impactos para a economia dado o déficit atual da União? E se isso valer daqui para frente (modulação)? Os preços dos produtos em geral irão aumentar? São 20 anos de brigas judiciais nesse tema. Mais de 10 mil processos com esse pedido só nos últimos 5 anos. Estima-se que o Governo deveria devolver às empresas R$ 250 bilhões de reais, mas tentará reverter a decisão para início da nova sistemática só em 2018. Será que isso vai acontecer?

3. Reduzir a arrecadação do PIS e COFINS prejudica políticas públicas de seguridade social? Como contribuição, ambas, pelos princípios constitucionais, têm destinação certa. Isso quer dizer que a arrecadação vai diretamente para financiar a Seguridade Social, ou seja, áreas fundamentais, como a Previdência Social, Assistência Social e Saúde Pública. Dessa forma, menor arrecadação significa menos recursos para custear a política social do trabalhador, como seguro desemprego e abono, por exemplo.

4. A mudança da sistemática de cálculo do PIS e COFINS irá prejudicar as empresas do setor de serviços? De novo, aumento de preços vem por aí? Segundo Meirelles, atual ministro da Fazenda, o objetivo é simplificar e melhorar. De fato, isto é uma verdade. São mais de 75 leis vigentes que demonstram as regras sobre estes dois tributos. As entregas de obrigações acessórias ligadas a esses tributos fazem os contadores, tributaristas e financeiros trabalharem dobrado, com tributos da mesma natureza. Um retrabalho que não agrega valor para a sociedade. Simplificar esta sistemática poderia trazer benefícios.

Hoje são várias sistemáticas e diferenciações de cálculo, alternando conforme o segmento em que a empresa atua. A nova forma de cálculo desses tributos sugere a tomada de créditos nas compras e débitos nas vendas. Similar ao ICMS. Porém, isso deve prejudicar empresas do setor de serviços, pois estas têm, em boa parte de suas despesas, gastos com pessoal, que não permite créditos. Por isso, empresas do setor de serviços têm muito receio das mudanças. E, por isso, pode haver aumento de preços nos setores da economia, o que acaba prejudicando a todos.

Este é um ano decisivo para o Governo. Queda do PIB e arrecadação prejudicam e muito a imagem da gestão atual. E será feito de tudo para estes problemas não ocorrerem novamente. Criar um novo tributo é mais difícil do que mudar os tributos atuais. Por isso, entendo que o Governo usará deste artifício para melhorar sua arrecadação. Não tem outro jeito. Contadores, tributaristas e empresários, bem como toda a população devem ficar de olho nos próximos passos do Governo e do Judiciário, nas próximas semanas. Essas mudanças com certeza mudarão, direta ou indiretamente, a vida da população em geral.

 

*Marco Aurélio Pitta é gerente de contabilidade e tributos do Grupo Positivo, coordenador e professor de programas de MBA da Universidade Positivo nas áreas Tributária, Contabilidade e Controladoria.

 

 

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OPINIÃO S/A – Sobrevivi à crise de 2016. Quais são os próximos passos para ampliar os negócios?

22 fevereiro, 2017 às 14:36  |  por Rafaela Salomon

Por Rogério Gabriel

O ano de 2016 foi marcado pelo agravamento da crise econômica que afeta o Brasil nos últimos tempos. Os índices de desemprego subiram, com um saldo de mais de 12 milhões de pessoas sem ocupação e mais de 100 mil pontos de trabalho foram fechados, segundo os dados do IBGE. Esse cenário de instabilidade preocupou a todos, inclusive os brasileiros que são donos do próprio negócio.

Mas, mesmo em meio à turbulência, foi possível atravessar este desafiador cenário e até prosperar. O setor de franquias, segmento em que atuo, obteve crescimento de 8% no último ano, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF) e tem a projeção de aumento de 7 a 9% neste ano.

Quem sobreviveu à crise deve estar pensando qual é o próximo passo para ampliar os negócios e alcançar a estabilidade. Com o país caminhando para mudanças no cenário político e econômico, acredito que ainda é preciso ter cautela em sua empresa. O controle das finanças agora deve ser ainda mais rigoroso. Investimentos são importantes e fundamentais, mas é preciso avaliar com calma todas as vantagens e desvantagens antes de correr riscos. O momento pede atenção.

Porém, os detalhes mais importantes e que definem o sobressalto mesmo depois da  crise são a qualidade e inovação dos  produtos e serviços oferecidos.  Esses fatores te diferenciam dos concorrentes. Seja único, inovador, ofereça algo que os outros não têm isso fará com que você conquiste credibilidade no mercado. Em meu investimento, por exemplo, busquei novos horizontes para expandir os negócios e mesmo neste cenário, dei o primeiro passo para a internacionalização da empresa: abri a primeira franquia na Angola. Outra medida, foi trazer inovação à marca em uma aliança com a famosa turminha dos gibis. Além disso, ampliei o  leque de opções de cursos na área digital, que é uma das áreas mais promissoras do século 21. Acreditem, deu muito certo.

E, por último, e não menos importante, é estar atento às tendências do mercado.  Uma grande novidade é o interesse da geração Y nos negócios. Os jovens vêm se mostrando mais avessos aos modelos de trabalhos convencionais e indo em busca do próprio negócio. A ABF também apontou que a maioria dos donos de microfranquias possuem entre 25 e 36 anos, pertencentes à geração Y. Logo, este é um nicho que tem muito potencial. Com o dinheiro em falta, estes modelos com investimento até R$ 90 mil, têm se tornado um ponto forte da área.

Por isso, se você acredita em seu segmento, não é hora de desanimar! Seu negócio passou por todas essas dificuldades, isso mostra que ele tem força para continuar crescendo. Veja as oportunidades que o  setor apresenta e vá a luta. Lembre-se, o sucesso do empreendimento está no esforço do empreendedor!

 

* Rogério Gabriel é fundador e presidente do Grupo Prepara, detentor das marcas Prepara Cursos, Ensina Mais e das recém-lançadas English Talk e Pingu’s English. Atualmente o Grupo possui mais de 800 franquias, distribuídas por todo o Brasil. Formado em Ciência da Matemática e Computação pela Unicamp, com MBA em Marketing pela FGV, Rogério há doze anos fundou o Grupo, que viria a construir a maior rede de cursos profissionalizantes do Brasil, a  Prepara Cursos. Empreendedor Endeavor desde 2012, ele teve a sua trajetória retratada no #VQD – VAI QUE DÁ, livro que traz dez histórias de empreendedores que criaram empresas de alto impacto.

 

 

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Levantamento da Luzio Strategy Group aponta que 55% do tempo dos gestores é consumido em atividades consideradas burocráticas

13 fevereiro, 2017 às 19:00  |  por Rafaela Salomon

Levantamentos da Luzio Strategy Group, com mais de 300 executivos de 10 empresas diferentes aponta que, em média, 55% do tempo dos gestores é consumido em atividades consideradas burocráticas. Mesmo nas áreas comerciais em que supostamente os executivos deveriam passar a maior parte do tempo no campo visitando clientes e realizando negócios, permanecem no escritório assoberbados por atividades internas. O chairman da Luzio Strategy Group, Fernando Luzio, administrador pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com especializações na área de estratégia empresarial pela London Business School e Harvard Business School, autor de dois livros sobre estratégia de negócios e professor da USP, nos explica que esta realidade é fruto de fatores diversos, claramente identificados por eles:

 

1) A dificuldade de priorizar iniciativas cria uma proliferação de projetos que envolvem o gestor em inúmeras reuniões sobre temas variados;

2) A intensificação das ações de Compliance e gestão de riscos para aumentar a segurança empresarial tem aumentado o número de alçadas e atividades de controle que permeiam a anatomia dos mais variados processos decisórios;

3) A dificuldade de dizer “não” para todas as oportunidades que aparecem no radar aumenta sobremaneira o número de produtos no portfólio, que vai ganhando complexidade crescente sem uma avaliação periódica que resulte na retirada ou terceirização de alguns deles;

4) A dança de cadeiras de executivos, cada um procurando imprimir sua experiência e legado nos processos, aumentam a ramificação nem sempre adequada de atividades para os requisitos da cadeia de valor, provocando uma colcha de retalhos difícil de otimizar;

5) A implementação de sistemas nem sempre atinge o objetivo essencial de automação e simplificação esperada pelos gestores, tanto pela falta de aderência dos aplicativos aos processos quanto pelo excesso de customizações que tornam ainda mais demorada a percepção dos benefícios da tecnologia;

6) Gestores não enxergam valor na simplicidade, que deveria ser uma obsessão diária de todos na organização. A vaidade é inflamada pelo encanto das soluções sofisticadas, que podem parecer mais marcantes para o legado do executivo. No entanto, o serviço ao cliente é frequentemente prejudicado pela complexidade crescente do portfólio e pela falta de tempo dos gestores de cuidarem do óbvio bem feito;

7) As reuniões são pouco produtivas e muito demoradas, pela falta de objetividade e método para favorecerem a eficiência dos encontros; pela falta de pontualidade e ausência de participantes relevantes que obrigam a remarcação ou agendamento de uma reunião complementar para chegarem à decisão final; e pela falta de tempo dos gestoras para uma preparação prévia mínima, que poderia melhorar a produtividade das reuniões, levando insegurança para reuniões supostamente agendadas para uma tomada de decisão final;

O aumento da complexidade das organizações é um resultado inexorável de seus movimentos expansionistas e do crescimento. Uma complexidade cada dia mais predatória porque afasta as pessoas daquilo que mais importa. Por isso as empresas precisam constantemente rever a Estratégia, Portfolio de Modelos de Negócios e Produtos, Processos, Sistemas e Políticas Corporativas em busca de simplificação, otimização e efetivas renúncias que são necessárias para preservar o foco nas atividades de alto impacto para o negócio. Como dizia Picasso, “a arte é a eliminação do desnecessário”.

 

Postado por Rafaela Salomon.
Crédito da foto: Divulgação.

 

 

 

 

Daniel Alegra

OPINIÃO S/A – As lições do vinho para a construção de marca das empresas

17 janeiro, 2017 às 13:03  |  por Maximilian Santos

*Por Daniel Agrela

A cada dia que passa, fico mais e mais apaixonado pelo mundo do vinho. É um universo inspirador. Digo isso porque quando uma garrafa chega à mesa do consumidor significa que a uva, matéria-prima da bebida, venceu todas as etapas de um complicado processo produtivo. Ela superou as pragas do vinhedo, as intempéries climáticas, a colheita, o rito meticuloso da fermentação, o descanso em ambiente apropriado após o engarrafamento até, por fim, chegar às lojas.

Mesmo que o consumo da bebida venha crescendo no mundo todo, ainda é possível dizer que o vinho é feito de maneira artesanal. Claro que a modernidade já chegou às vinícolas, há inúmeros processos de automação para que a garrafa chegue até você. No entanto, a mão do produtor faz diferença. A percepção de quem está dia e noite no vinhedo, analisando o desenvolvimento das bagas, desde a florescência – frutificação e amadurecimento da fruta -, é fundamental.

Fora isso, há outro complicador que diz respeito ao clima. Para se ter uma ideia, no último ano mais de 50% da safra do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, foram perdidos por conta das fortes geadas que atingiram a região. E não falo apenas do prejuízo financeiro, mas sim de tempo, dedicação e esforço. É uma perda irreparável. Aqui, o fator externo também é difícil ser controlado e pode arruinar todo um trabalho.

Mas o que isso tem a ver com a sua empresa? Tudo. Imagine que sua marca acaba de entrar no mercado. Ela é uma videira em estágio inicial. Ou seja, ainda não rendeu a primeira safra. Para que isso aconteça, ela vai demandar muito empenho e, principalmente, paciência algo que – como se sabe – anda bastante escasso ultimamente.

Durante o primeiro ano da videira, ou melhor, da sua empresa, você terá de se dedicar ao máximo com o objetivo de entregar o melhor produto ou serviço dentro das condições existentes. Continuando na analogia proposta, é preciso estar presente no parreiral para checar se as folha estão sadias, se há sinais de pragas na plantação, como está o teor de açúcar das uvas, enfim, é necessário fazer a lição de casa e tomar medidas emergenciais caso seja preciso. Há que estar atento.

Com o término do primeiro ciclo, chega o momento da colheita. Seu trabalho está quase chegando ao mercado. Mas ainda é preciso fazer o arremate final, transformar a uva em vinho de qualidade. Nessa etapa, a matéria-prima dará vida ao seu produto ou serviço.

Desse ponto em diante, é hora de se destacar no mercado. E como ser diferente em um período em que tudo parece igual? Como mostrar que seu produto ou serviço é melhor do que o dos concorrentes? Como diferenciar seu vinho na concorrida prateleira do supermercado?

É aí que surge um personagem importante: o relações públicas. É esse profissional que terá a função de contar histórias sobre o seu produto ou serviço. É ele quem vai pôr em prática inúmeras iniciativas que busquem impactar jornalistas e influenciadores, com o objetivo de conquistar o mercado, diferenciando sua empresa das demais.

É um longo caminho. Sem dúvida. Mas é um esforço que vale a pena. Sem contar que, ao final, poderá ser recompensado com uma deliciosa taça de vinho entre todos os envolvidos no trabalho.

* Daniel Agrela é jornalista e responde pela área comercial da Digital Trix. É também graduando em Viticultura e Enologia pelo Instituto Federal de São Paulo.

 

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OPINIÃO S/A – Cupons de Desconto como a Melhor Forma de Utilizar seu Décimo Terceiro

7 dezembro, 2016 às 15:57  |  por Rafaela Salomon

Por Mayara Campelo

Nesta semana as empresas pagarão a primeira parte do décimo terceiro salário. Assim, as famílias terão um aumento em sua renda da ordem de 50 %, portanto, poderão gastar mais da metade do que já gastam, mas claro na atual situação financeira do Brasil, o mais importante é buscar as melhores oportunidades e focar no consumo inteligente, proposta esta que o portal de cupons de descontos grátis My Vip Club traz aos consumidores.

Os cupons de desconto são uma forma de economizar e conseguir ajustar o orçamento para um consumo consciente, pois a gama de produtos e serviços é variada e os descontos também.

A família pode se planejar, curtir e poupar, atendendo aos gostos de todos os seus membros e deixando ainda um dinheiro no bolso para a poupança, podendo também comer aquela pizza gostosa no final de semana, fazer a festa de aniversário do filho, e realizar os demais sonhos que as vezes são adiados com receio dos gastos excessivos.

Com a utilização de um cupom de desconto, você tem a certeza de que está pagando um preço justo pelo serviço ou produto, pois o trabalho feito pela equipe comercial do portal My Vip Club busca sempre trazer ao consumidor a melhor oferta para colocar no ar.

A cultura dos cupons veio para ficar, mesmo que num momento de crise como este, período em que as pessoas passam a valorizar o consumo consciente e a buscar pelas melhores oportunidades. Mas, no crescimento, o brasileiro irá exigir mais economia, pois sabe o valor do dinheiro e como economizá-lo através dos cupons. ­­

 

Por Mayara Campelo é CEO Founder do MyVipClub

 

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OPINIÃO S/A – Abra a Porta que Eu Quero Entrar

24 novembro, 2016 às 14:14  |  por Maximilian Santos

Por Beto Madalosso

As casas viraram nossas concorrentes. É sim. Tem muito dono de restaurante que ainda ta assim, meio tonto, dando a volta no quarteirão, olhando pro lado, espiando por cima do muro pra saber onde foram os seus clientes. Pode desistir, eles não estão no restaurante do vizinho. Eles estão em casa. Eles estão cozinhando, preparando a própria comida em seus espaços gourmets para grupos de 10, 20, 30, 50 amigos. Usam utensílios de ultima geração, muitas vezes muito melhores do que aqueles que nós usamos em nossos estabelecimentos.

Isso é uma novidade? Sim e não. Não é de hoje que as pessoas se reúnem em casa. Acontece que há algum tempo – falo de 10 ou 15 anos atras – essas reuniões se limitavam ao redor da churrasqueira. Era assim: o cara sapecava uma picanha com um pão de alho na grelha e a esposa preparava a salada de maionese, tudo regado à uma Skol 600 ml ou, para os “entendidos”, uma original faixa azul. A cozinha era um aparato essencialmente funcional, um quebra galho, praticamente um estorvo que ocupava espaço precioso da casa. As facas eram ruins e sem fio e as panelas, de tão precárias, viviam retorcidas por não agüentar o calor.

Os tempos mudaram. Hoje em dia não há condomínio vertical ou horizontal que não venha acoplado de um belo espaço gourmet. Salas amplas, fogões mais caros que carros do ano, cheias de penduricalhos que amassam, picam, descascam, fatiam, moem e decoram as criações dos “chefs por um dia”. E ai de voce se aparecer pedindo uma Skol. Skol não harmoniza com mais nada nesse mundo, amigo. Assim como todo mundo virou chef, todo mundo virou sommelier. Para o ceviche, uma weatbeer, para a sobremesa uma porter bem alcoólica. Tudo meio chato demais, meio repetitivo demais, meio maria vai com as outras demais. Bom, deixa essa parte pra lá, outra hora eu meto o pau na turma que cheira rolha.

O que quero falar agora é que o fenômeno da gourmetizacao penetrou todos os lares e está engolindo nossos clientes como se fossem canapés trufados com pitadas de flor de sal. É uma espécie de economia colaborativa mais informal que a própria economia colaborativa, onde todos se encontram e dividem a conta do empório bêbados no final da noite. Pior que isso: quando não dividem saem dizendo “a próxima é lá em casa”, e lá se vai mais um grupo que poderia comer nesse ou naquele restaurante.

A culpa tambem é minha, eu sei. Gravei muitos programas de culinária e dei muitas dicas de temperinhos e receitinhas da Nonna para revistas especializadas (ou não). Estimulei o cozinheiro domestico. Dei palestras. Criei uma espécie de dono de restaurante amador, que vive reclamando dos preços dos restaurantes mas que não entende absolutamente nada de gestão. Só serve pra atrapalhar. Normal, eu faço o mesmo nas minhas horas livres, tambem cozinho nos espaços gourmets e aprecio cerveja artesanal – só não cheiro rolhas. Alias, isso não é uma lamentação, é apenas uma constatação: assim como raias de piscina e aparelhos de musculação dentro de casa concorrem com academias, os espaços gourmets concorrem com nós. A diferença é que malhar você malha sozinho e comer, comer é sempre em bando. Debandaram!

Se meu objetivo não é reclamar, por que, então, escrevo tudo isso? Porque eu acabo de entender que se eu quiser ter vida longa no ramo de gastronomia não basta sair por aí construindo restaurantes, é preciso ir alem. É preciso saber quando e como entrar na casa dos meus clientes. E não estou falando de entregar uma pizza, mas de fazer parte do seu preparo, seja atraves de livros, ingredientes, ou ate mesmo indo cozinhar aí, no seu fogao. Abra a porta que eu quero entrar.

 

 

* Beto Madalosso é empresário, formado em Administração e pós-graduado em Economia. Cursou Gastronomia em uma das principais escolas de ensino profissional do País. Começou atuando no restaurante da família, o Madalosso - uma grande indústria da área gastronômica, em que operou em áreas como RH, financeiro, atendimento, marketing e gastronomia. Hoje dirige alguns restaurantes próprios e faz consultorias na área.

 

 

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