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'Artigos'

Leitores, leitores

11 January, 2008
13:17

Fiquei 48 horas longe da “Selva”. Tempo em que não li jornais nem vi televisão. É o que se chama de férias. Os livros, contudo, não me escaparam. Consumi dois. ”Devorando o Vizinho – A História do Canibalismo” de Daniel Diehl e Mark P. Donnelly (Editora Globo, 344 págs. R$ 27) e  “1808″ do jornalista paranaense Laurentino Gomes  (Editora Planeta, 408 páginas, R$ 31,90), que trata da vinda da corte portuguesa para o Brasil, no que completam-se este ano, dois séculos. Ah, a efeméride.

Em 1988, o jornalista carioca Zuenir Ventura, pediu licença do Jornal do Brasil, onde era colunista para se dedicar ao projeto do livro “1968 - O Ano Que Não Terminou”, que naquele ano completava duas décadas.  Descobriu que a revolução social que a juventude  carbonária sonhava não foi além de uma revolução de costumes. E ainda assim restrita ao círculo da “pensata” brasileira.

Laurentino Gomes, que para orgulho dos caipiras locais, é maringaense, formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, e  diretor de uma divisão de revistas da Editora Abril, descreve, em passagem do livro, a tentativa dos pernambucanos de instalar uma república no estado. Livre, portanto, dos grilhões, do Brasil-Colônia e da esfera de poder de Portugal.

Para isso, engendraram um plano mirabolante. Tomaram a capital Recife, com o apoio de  senhores de engenho, produtores de algodão e comerciantes locais  e enviaram ainda, nos primeiros dias do movimento, o comerciante Antônio Gonçalves Cruz, o Cabugá, para a Filadélfia, então capital dos Estados Unidos, com o objetivo de angariar apoio do governo americano e recrutar para a causa revolucionários franceses exilados no país.

Claro que era preciso mais do que isso. E Cabugá levava na bagagem a importância impressionante de 800 mil dólares – algo como 12 milhões de dólares em dinheiro de hoje - para convencer os possíveis aliados.

Mas a missão do agente secreto pernambucano ia além. Ele pretendia também financiar a fuga de Napoleão Bonaparte, então prisioneiro dos ingleses na Ilha de Santa Helena, que seria transportado para o Recife, onde assumiria o comando da revolução pernambucana, para depois seguir para a França e retomar o trono de Imperador.

Não é preciso dizer que a revolução fracassou. Em menos de três meses, os rebeldes foram cercados pela tropas reais de D. João – que ainda não havia sido proclamado rei -, presos e os seus líderes executados no velho estilo lusitano da época: enforcados, esquartejados e suas cabeças fincadas em postes para exibição popular.

No terreno da imaginação, no entanto, é possível conjecturar o que teria acontecido se a missão de Cabugá tivesse êxito e Napoleão tivesse aportado mesmo em terras pernambucanas disposto a comandar um exército de maltrapilhos contra as forças do medroso D. João que, dez anos antes,  saíra fugido de Portugal, deixando aos seus súditos a missão de enfrentar as tropas bonapartistas.

A história de Napoleão no Recife, aliás, seria um prato e tanto para nossos “cineastas”, não estivessem eles tão preocupados em roteirizar os dramas de seu próprio umbigo.

Bom, não seria a primeira vez. Quem leu ”Frankenstein” de Mary Shelley, lembra que em certo trecho a criatura vai até o seu criador, o Dr. Victor Frankenstein, e roga-lhe que crie para si uma companheira. Em troca, promete partir com ela para as florestas ermas da Amazônia, onde viveria recluso e distante da civilização.

É preciso lembrar que Frankenstein, a criatura de Shelley, não era a besta-fera retratada por Hollywood anos depois, mas um ser inteligente, que depois de rejeitado por seu criador, escondeu-se em um porão e lá leu todos os clássicos da filosofia e da literatura.

Victor Frankenstein recusa a oferta porque vislumbra a possibilidade de que ele venha a procriar-se e ter filhos tão monstruosos quanto ele. Imaginar a possibilidade de que herdeiros da criatura pudessem vir a constituir família na selva amazônica também seria uma idéia e tanto para um filme. Mas é esperar demais dessa gente botocuda.

 

Jocelito defende deputados e quer ‘sair no braço’ com Requião

26 December, 2007
10:29

Em artigo divulgado no portal Plantão da Cidade, de Ponta Grossa, o deputado Jocelito Canto (PTB), diz que não ‘reconhece’ em Requião aquele que ajudou a eleger e afirma que está disposto a responder à altura as ameaças do governador em dar uns petelecos em alguns parlamentares da oposição.

‘Se os outros deputados, aceitarem calados, eu não vou aceitar. Primeiro porque, antes de tudo, não sou covarde. E mais: Se não reagirmos ele pode pensar que é dono do mundo’

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Um chute no pensamento tacanho

21 November, 2007
19:37

Este é um artigo de Rodrigo Constantino que vale a pena ser lido. Discute o “Dia Nacional da Consciência Negra”, um besteirol botocudo para confundir alhos com bugalhos e instituir em um país único por sua miscigenação um racismo que não existe. São os mesmos idiotas que querem enfiar goela abaixo o Estatuto da Igualdade Racial e que devem fazer Charles Darwin contorcer-se no caixão com a idéia de cotas nas universidades. Não demora e haverá banheiros públicos para negros, assim como há para deficientes (neste caso, acertadamente). Percebeu em que buraco a esquerda jurássica quer nos levar? Para o Mississipi na década de 60, onde negros e brancos não dividiam sequer o mesmo lado da rua. Isto é cota racial! (Indicação do blogo-leitor Kadu Neto)

Feriado Racista

Comemora-se hoje o “Dia da Consciência Negra”, mais um feriado num país recordista de feriados – como se o país fosse rico o bastante para se dar este luxo. Entendo que políticos foquem sempre em grupos de minorias, buscando garantir privilégios em troca de votos. Entendo também que os demais não se importam, pois afinal, trata-se de mais um dia de ócio nada criativo, para um povo que idolatra a preguiça. Mas é preciso constatar o óbvio, mesmo contra a ditadura do politicamente correto: este é um feriado claramente racista!

No seu famoso discurso “My Dream”, Martin Luther King Jr. enalteceu as passagens da Declaração de Independência americana, que prega um tratamento isonômico das pessoas, considerando que todos são iguais perante a lei. Depois ele condena os atos de violência contra os negros, que eram, de fato, vítimas de absurdos nos Estados Unidos. O racismo intencional era combatido, portanto. E a passagem mais famosa e importante diz que ele tinha um sonho, de que seus quatro filhos iriam um dia viver em uma nação onde não seriam julgados pela cor da pele, mas sim pelo conteúdo do caráter. Perfeito! Justo, íntegro e admirável. Devemos julgar indivíduos por suas ações individuais, por suas crenças morais e sua conduta, por seu caráter enfim. Palavras de um dos maiores líderes negros da América.

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E o Dr. Rosinha relaxou e gozou

10 July, 2007
17:21

O deputado federal Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha (PT-PR), decidiu seguir os ensinamentos da ministra Marta Suplicy (Turismo) durante vôo de Montevidéu a Brasília. No total, gastou 32 horas em uma viagem que, sem relaxar e gozar, não demoraria mais que três horas e meia. Em sua reflexão, transformada em artigo e reproduzida neste blogo, ele enxerga a culpa no apagão aéreo que tomou conta do segundo reinado Lula, mas responsabiliza principalmente o “monopólio” dos serviços de aeroporto, a cerveja quente e, principalmente, uma empresa que ele subtrai o nome, mas dá a dica: “é aquela gritada nos estádios”. Gooooool! Para ler o artigo é só clicar abaixo.

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A revolta da goiabinha

10 July, 2007
07:39

Quem diria? Um mineiro com aversão à goiabada. Na escola, Silas ganhou o apelido de “ET de Varginha”. Adulto, liderou uma revolta contra a goiabinha servida em um certa companhia aérea. Eis a crônica de Adriana Gomes. Aposto uma goiabinha como você não vai perder. Está na seção “Artigos”. Clique abaixo ou logo ali ao lado.

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Santos Dumont, rogai por nós

5 July, 2007
08:59

A jornalista Adriana Gomes foi ao Chile fazer uma reportagem e, no sofrimento do caos aéreo, compôs uma oração ao santo de devoção dos passageiros desesperados. Santo, Santo, Santos Dumont. O texto hilário está na seção “Artigos”. Clique abaixo ou logo ali ao lado.

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