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Quem consegue parar de fumar?

16 maio, 2017 às 15:19  |  por Luciana Kotaka

A hipnose pode ser um excelente caminho para quem deseja largar o vício de fumar

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Só quem já experimentou colocar um cigarro na boca e não conseguir viver sem ele, sabe a dor e a dificuldade de largar de fumar. Para quem nunca fumou ou até já tentou e não criou dependência é muito fácil achar que esse processo é simples, mas garanto que é bem mais complicado do que aparenta ser.

O cigarro é uma droga que causa dependência física e emocional, o que torna esse vício tão difícil de resolver, além de ser liberado e de fácil acesso, o que se torna um problema sério para aqueles que buscam o alívio imediato da ansiedade e até mesmo do estresse.

Alguns relatam que o cigarro é um companheiro nas horas de solidão, outros sentem que a criatividade aumenta e até ajuda a inspirar na hora de escrever um texto. Pois é, a verdade é que a droga cumpre uma função diferente de acordo com quem a consome, o que dificulta uma ação em larga escala no combate do fumo.

Entretanto há diversas terapias que visam ajudar uma pessoa a parar de fumar, entre elas a psicoterapia de apoio emocional e a medicamentosa. Mas podemos recorre à hipnose, que utiliza técnicas que são eficazes para que se pare de fumar.

Como todas as opções no mercado, que servem para ajudar uma pessoa a parar de fumar, a hipnose também pode funcionar melhor para uma pessoa e para outra não, o que difere na verdade é o real desejo de parar de utilizar o cigarro como uma bengala.

Hoje logo pela manhã conversava com uma paciente sobre isso, o quanto muitas vezes queremos, mas no fundo não decidimos tomar essa decisão, pois apesar do cigarro ter cheiro ruim, fazer mal à saúde, incomodar as pessoas que convivem conosco, ele traz alguns benefícios emocionais que são difíceis de largar mão.

Por isso a psicoterapia tem a função de complementar a hipnose, para que se tenha sustentação na hora da decisão, para que o indivíduo possa substituir o vício do cigarro por outras opções mais saudáveis, não transferindo a compulsão de fumar por outra como o àlcool, compras, etc.

A hipnose se utiliza de técnicas que há décadas vêm sendo utilizadas com objetivos que visam a curar ou mesmo amenizar conflitos, traumas, fobias, vícios, luto, dores emocionais, como a depressão, obesidade, compulsão alimentar, entre tantos outros benefícios.

Desta forma, vem agregar no trabalho psicoterapêutico na solução de problemas diversos, principalmente nos que o próprio paciente tem a possibilidade de se responsabilizar pela sua cura e bem-estar.

 

Cuidado ao sonhar alto para não perder o que é importante em sua vida

15 março, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Prestar a atenção entre o sonho real e o imaginário possibilita manter uma vida mais estável emocional e financeiramente

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Uma das molas propulsoras da vida são os sonhos, sem eles seria difícil seguir em diante mantendo o otimismo, pois sonhar nos possibilita sair do sentimento de dor, do cansaço que as dificuldades nos colocam, a realidade da vida.

Sem falar que quando sonhamos traçamos objetivos, temos um rumo a seguir, e isso nos mantém a gente motivado e ao realizar o que queríamos, o prazer nos invade de tal forma que todo o resto é esquecido.

Porém, nem todos sonham. Existem pessoas que por diversos motivos foram tão lesadas por suas vivências, desde que nasceram, que perderam a capacidade de sonhar, até como forma de se protegerem internamente da dor, preferem seguir a vida vivendo um dia de cada vez, e só.

Outros sonham muito e se entregam sem uma avaliação cuidadosa entre o que é a realidade e o que é possível. Vão tão longe e com isso se esquecem da existência do processo de construção onde possibilita que tudo que almejamos se torne realidade. Talvez possamos chamar de Sonhadores Compulsivos, onde esquecem que no aqui e agora é preciso também se sustentar, sendo estudando, cuidando, preparando e/ou semeando.

Os sonhos podem sim oferecer esperança, mas pode levar ao fracasso financeiro, profissional, do casamento e até dos vínculos familiares, pois para o ser humano ter estabilidade é essencial que possa ter equilíbrio na vida.

Mas nada de deixar os sonhos de lado, como eu escrevi acima eles são as molas propulsoras para seguirmos em frente, mas algumas dicas são importantes:

- Seu sonho é realmente a expressão do que deseja para sua vida?

- Qual o tempo que precisa para realizá-lo?

- Do que precisa para que ele aconteça?

- O seu sonho afeta de forma positiva ou negativamente os que estão ao seu redor?

- Há algum risco financeiro? Se sim, já organizou uma reserva?

Após avaliar cada uma dessas reflexões é possível ter um mapa geral sobre a situação, objetivos que pretende colocar em prática, evitando, ou melhor, minimizando os riscos e se prevenindo diante de possíveis intempéries.

Boa sorte!

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Chega de vomitar a comida que você paga

8 março, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka


Exageros alimentares sempre revelam conflitos emocionais

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Parece brincadeira, mas não é. Milhares de pessoas de ambos os sexos dão de cara com a privada quase todos os dias, sempre na tentativa de colocar para fora os excessos alimentares dos quais consumiu durante uma única refeição.

A bulimia é um transtorno alimentar que cresce a cada dia, já ouvi até comentários do tipo: “Quero pegar essa doença”, como se colocar para fora toda a comida ingerida fosse a solução perfeita para o comportamento de compulsão alimentar.

Ora, esse comportamento é mais um paliativo, iguais às dietas que só fazem efeito momentaneamente, pois na sequência todo o processo recomeça. Mas quem olha de fora pode pensar que é fácil querer mudar esse quadro, mas aí que se engana, a bulimia se torna mecânica, o comer em excesso não tem fim e a culpa, a dor, aumenta a cada dia mais.

Algumas características da bulimia nervosa são bem claras, o sujeito come em excesso e depois busca uma forma de expurgar todo o conteúdo ingerido, senão pelo vômito, pode ser pelos exercícios físicos em excesso, uso de laxantes, diuréticos e enemas. Após cada episódio a pessoa sente-se com total falta de controle, com sentimentos de culpa e vergonha.

Poderia ser diferente? Sabemos que após horas sem se alimentar, ou mesmo dietas onde há muita restrição alimentar, são os principais desencadeadores desses quadros, porém o culto ao corpo magro é tão apelativo que levam à aderência dessa prática como uma solução rápida.

Mesmo com a consciência de quanto é incoerente o ato de passar em uma panificadora, gastar horrores adquirindo doces, salgados, massas e sorvetes, programar o ataque alimentar e se empanturrar de comida, essas pessoas se tornam dependentes desse comportamento, necessitando de todo um trabalho profissional para conseguir se curar da bulimia e consequentemente da compulsão alimentar.

Então, esqueça essa ideia de pegar a bulimia, ela não é uma solução, e sim um buraco sem fundo do qual sair exigirá muito mais persistência e dedicação do que emagrecer de forma saudável, acredite.

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A seletividade alimentar em adultos pode vir da infância

27 janeiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenas intervenções são essenciais para a introdução de uma alimentação adequada

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A história pode parecer familiar para muitas pessoas, sobre uma criança que não come quase nada que lhes oferecem, somente alguns alimentos e em geral nada saudáveis. A preferência normalmente é por carboidratos. Pode ser mais um caso de manha mesmo, em que só quer comer o que se gosta muito, mas atenção, esse pode ser um caso muito mais complexo e dependendo das atitudes tomadas pelos pais pode se resolver tranquilamente ou se agravar.

Talvez seja somente um caso em que o foco da família não é se incomodar muito com a qualidade da alimentação, que cedem com facilidade a qualquer contrariedade da criança ou mesmo se entregam à sedução da alimentação rápida e pronta. Nesses casos a mudança depende muito da postura dos pais em querer e estar dispostos a fornecer uma alimentação mais saudável, empenhando-se inclusive na preparação das mesmas.

Contudo, é importante avaliar de forma sistêmica o que vem ocorrendo, pois é fácil confundir o querer da criança em comer somente o que se gosta, com a seletividade alimentar. Esta última opção tem relação a certos tipos de alimentos e com a textura. Por algum motivo a criança pode desenvolver muito sentir medo de engasgar, vomitar e de engolir, recusando assim alguns tipos de alimentos. Em alguns casos pode ter havido uma experiência ou evento precipitante, como uma paciente que atendi que presenciou a tia engasgar na hora da refeição e parou de comer vários alimentos das quais gostava. Porém, existem relatos de casos em que a criança somente ouviu uma história a respeito de alguém que se engasgou ou morreu sufocada e foi o gatilho para surgir a rejeição a alguns tipos de alimentos.

Também se tem relatos de pais sobre filhos que comiam normalmente e em algum momento começaram a recusar determinados alimentos, tem relação ao refluxo, visto o mal-estar e dor que podem provocar nesses casos. A tendência é que evitem comer o que pode gerar mais incômodo.

Outro ponto importante é que já se identificou que algumas crianças apresentam papilas gustativas fungiformes, aversões alimentares sensoriais que favorecem uma maior sensibilidade ao gosto e à textura dos alimentos. Isso quer dizer que nem sempre é um comportamento de birra não querer comer, e sim fatores genéticos que devem ter a devida atenção e tratamento adequado.

Como não se tem muito conhecimento sobre o assunto, essas crianças crescem e chegam à vida adulta com uma série de restrições alimentares, sendo que em algum momento começa a gerar transtornos a nível social e de saúde.

Porém, a reinserção de alimentos pode ser realizada com sucesso, inserindo aos poucos novos alimentos ao cardápio do paciente. A hipnose tem sido um excelente caminho para que consiga ter motivação e desejo nesse processo, pois conseguimos com que a pessoa sinta desejo em mudar, em se expor a novas experiências alimentares, vencendo medos às vezes inconscientes.

O importante é identificar logo que possível o que está ocorrendo para que se tomem medidas adequadas que evitem o agravamento do quadro apresentado. Nem sempre a birra é real, mas o medo, a dor e os fatores orgânicos sim e precisam de ajuda especializada.

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Dietas nunca mais

30 novembro, 2016 às 08:08  |  por Luciana Kotaka

A compulsão alimentar é um dos transtornos alimentares gerados pela prática de fazer dietas

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Confesso que fico assustada com tantas promessas de perda de peso que vejo na internet, na maior parte das vezes me decepciono ao ler sobre a proposta, fico sempre à espera de que um dia possamos lidar com essa realidade de forma mais assertiva.

A obesidade é uma doença inflamatória, que quando se ingere mais do que se gasta vamos sim ganhar peso, e este vai se acumulando em vários lugares do corpo. A equação é simples e funciona para a grande maioria das pessoas, salvo alguns casos em que a obesidade se faz presente em função de outros fatores orgânicos que desencadeiam o aumento de peso.

Esse terreno é extremamente fértil para diversas áreas, tanto relacionadas à saúde, como a de alimentos, suprimentos e roupas. Mas chegou a hora de parar de brincar, pois não tem como continuar persistindo em um processo que sabiamente não traz benefícios, salvo algumas situações bem particulares.

Recebo diariamente pacientes e o que ouço dos mesmos é o seguinte: “Consigo dar conta de meu trabalho, encaro vários desafios, não consigo entender porque não consigo fazer uma dieta e me manter magro.” Mudam-se algumas palavras, mas a queixa é sempre a mesma.

Essa realidade é muito devastadora e os pacientes passam a acreditar que são incompetentes, sentem-se um lixo por não darem conta de lidar com a questão da obesidade. Pessoas extremamente inteligentes e capazes são anuladas em sua capacidade de julgamento, sentem-se impotentes e isso acaba atingindo várias áreas de sua vida.

Hoje colhemos os resultados de anos de dietas milagrosas, os consultórios cheios de pessoas buscando sentir-se bem dentro de seus corpos, de uma roupa. E as dietas? Essas nunca perduram, os resultados são efêmeros e a decepção dá as caras novamente.

Perder peso pode ser simples “desde que” se coloque de lado a urgência em emagrecer, pois mudar anos de uma má alimentação também exige anos de mudanças gradativas. É preciso recriar uma nova relação com o seu corpo e com a comida, só assim poderá se sentir segura de que está dessa vez no caminho certo.

O caminho para a perda de peso não precisa ser tão dolorido, mudar hábitos é possível a qualquer um de nós, porém é preciso sair da espera de ser emagrecido milagrosamente e buscar perder peso saudavelmente, e só você pode decidir qual o caminho seguir.

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A cirurgia bariátrica muda seu comportamento ou é você que muda?

20 julho, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Responsabilizar-se pelas mudanças que necessita é o que garantirá o sucesso da cirurgia

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Quando falamos em cirurgia bariátrica veremos que ela por si só não muda comportamento, ela limita em um primeiro momento a quantidade de comida a ser ingerida, porém com o tempo os pacientes retornam aos velhos hábitos, ocorrendo o reganho de peso.

O acompanhamento psicológico irá focar em mudanças no comportamento alimentar, trabalhar a motivação, disciplina e organização, pois para uma manutenção de peso efetiva precisa desses aspectos bem estabelecidos.

Outro aspecto importante é verificar a serviço de quê está a obesidade, pois de alguma forma ela serve como proteção, variando de paciente a paciente, cada qual com uma história de vida que pode sim favorecer o sobrepeso/obesidade. Quando no trabalho terapêutico se identifica os porquês de estar acima do peso ou mesmo da compulsão, o paciente pode ressignificar essas experiências e mudar a relação com a alimentação.

Se o paciente vai para a cirurgia sem trabalhar a ansiedade e a compulsão, os resultados não serão dentro do esperado, sendo importante o acompanhamento antes e após a cirurgia. Outra questão é a imagem corporal, os pacientes acreditam que serão felizes após perderem peso, porém é comum a dificuldade em lidar com o novo peso, não conseguem se visualizar magros e podem desenvolver depressão, alcoolismo, anorexia, transtornos de imagem corporal.

Desta forma fica claro que não há nenhuma solução rápida e fácil quando pensamos em obesidade, sendo imprescindível que o paciente assuma a responsabilidade por mudanças que favorecerão não só o seu emocional, quanto a sua saúde. Toda escolha tem consequências, cabe a cada um pensar com muita calma e procurar fazer o melhor possível para colher bons resultados.

Não perca tempo, tenha foco

12 julho, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

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Nada melhor do que conseguir sentar e organizar um projeto pendente, não é mesmo? Mas nem sempre o entusiasmo e o foco estão presentes, sabemos o caminho, mas falta motivação para que possamos fazer as atividades planejadas.

Trabalhar nem sempre dá prazer, muitas vezes estamos tão ralados de tanto tentar que acabamos desestimulados para recomeçar. Mas não adianta se esconder do trabalho, uma hora vamos ter que encará-lo, melhor que seja um sucesso do que um fracasso, concorda comigo?

Portanto, vamos lá, arregace as mangas e sente-se em frente ao computador, inicie já o seu projeto de vida. Quando pensamos em projeto pode englobar muitas coisas, como: estudar para um concurso, montar um planejamento estratégico, acabar a monografia, superar-se no próximo campeonato, não importa o quê, somente faça o seu melhor.

E quando por mais que deseje que dê certo você não consegue sair do lugar? Já adquiriu hábitos ruins que te fazem desistir logo de cara? A saída é procurar ajuda, então vou lhe dar algumas dicas, umas já conhecidas, outras podem ser novidades.

- Primeiro entender o que esse projeto escolhido tem a ver com você. Você gosta da atividade escolhida? Ela irá te favorecer a médio e longo prazo?

- Quais as chances reais de realmente você se empenhar e não desistir no meio do caminho?

- Feche os olhos e se visualize daqui a 20 anos, você se vê ainda trabalhando nessa atividade que escolheu?

- Caso tenha chegado à conclusão de que está no caminho certo, o que precisa para sentar e começar a desenhar ou desenvolver o projeto?

- Se empacou em algum ponto, ou situação, quem poderia lhe ajudar a sair do lugar?

Se com todas essas questões esclarecidas ainda não conseguir se motivar, você ainda tem a opção de buscar a ajuda de um hipnoterapeuta, um processo que pode lhe auxiliar a manter o foco e a motivação. A Hipnose Ericksoniana se baseia no respeito à individualidade e na conexão efetiva com a mente inconsciente. É comprovado pela neurociência que a mente inconsciente é responsável por 95% de nossas mudanças comportamentais e, por isso, a Hipnose Ericksoniana é considerada, atualmente, a ferramenta mais transformadora por utilizar técnicas eficazes de comunicação com a mente.

Você pode até buscar outras alternativas, só não desista de seu sonho, abra a porta de possibilidades que tem a sua frente, só assim poderá sentir-se realizado.

Perca peso com técnica de hipnose

28 maio, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

A hipnose como um recurso para a perda de peso efetiva

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A hipnose é um método que visa levar a pessoa a ficar mais focada em si mesmo do que no meio externo, assim facilita a mudança de comportamentos. Não é um método mágico como muitos imaginam, são técnicas comprovadas que trazem vários benefícios a quem se propõe utilizar.

Há muitos anos vem sendo empregada por profissionais da área de psiquiatria, psicologia e odontologia com diversos benefícios. Atualmente na área jurídica tem sido de grande utilidade na elucidação de casos complexos.

A utilização da mesma vem sendo empregada também para uso de fobias, traumas, depressão, transtornos alimentares, lutos, melhoras na concentração, perda de peso, etc.

Como o foco aqui é a obesidade e esta é uma doença multifatorial de difícil controle, vemos a necessidade de utilizar ferramentas diversas para o tratamento da mesma, sendo a hipnose clínica um caminho que traz resultados satisfatórios.

No caso da perda de peso existe a técnica do balão hipnótico que é implantado imaginariamente com a finalidade de diminuir o espaço do seu estômago. Dessa forma, após o implante, passará a ingerir menos quantidade de comida e escolher alimentos mais saudáveis, o que levará à perda de peso.

Cada pessoa que se propõe a utilizar esse método deve estar consciente de que ele tem um papel ativo no processo, as mudanças dependerão muito do quanto ele está disposto a mudar a qualidade de vida.

Nesse trabalho inserimos várias outras mudanças que são importantes para o tratamento, pois é preciso aprender a se alimentar com qualidade, diminuir as quantidades, além do exercício físico que é necessário para que possa ter saúde e bem-estar.

Está frio? Nada de abusar na alimentação

21 maio, 2016 às 07:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenas mudanças ajudarão você a enfrentar o período de inverno

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Com a chegada do frio é bem comum dar vontade de comer algo quentinho, pesado e muitas vezes gorduroso, mas é preciso lembrar que o verão voltará e as gordurinhas irão denunciar todo abuso alimentar realizado.

Não que seja proibido um quentão, um bom chocolate, uma massa, mas precisamos manter o foco e não exagerar, afinal ninguém quer sair do peso ideal só porque mudou o clima da cidade.

Dicas importantes a serem seguidas:

- Continue fazendo o diário alimentar, importante que fique claro como vem se alimentando;

- Agende sua consulta em uma nutricionista, ela poderá ajudar muito nesse momento com receitas e prescrições adequadas ao clima frio;

- Aprendemos que devemos comer mais para nos esquentar, mas garanto que pode passar muito bem por esse momento sem abusar das comidas muito calóricas;

- Se está sozinha e vai curtir um filme ou uma série no fim de semana lembre-se, comida não irá ocupar o lugar de um abraço ou beijo, aprenda a lidar com a solidão e carência sem colocar a comida no meio disso;

- Umas sessões de hipnose podem lhe ajudar muito nesse momento caso sua fome aumente, porque não se permitir a experimentar;

- Continue praticando atividades físicas, nesse frio irá te aquecer e aumentar sua energia;

- Abuse de chás, mas lembre-se de não adoçar.

Nada de se apavorar, pequenos comportamentos podem auxiliar muito nesse momento, então vamos à luta, garanto que você não irá querer ficar com a calça te apertando e o casaco sem fechar nesse frio ou vai?

Cuidado, você pode desenvolver compulsão alimentar.

26 fevereiro, 2016 às 07:00  |  por Luciana Kotaka

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Muitas pessoas não sabem, mas dietas frequentes e desequilibradas podem levar aos transtornos alimentares. O TCAP – Transtorno Compulsivo Alimentar Periódico – se trata de um comportamento alimentar compulsivo em que ocorre um impulso incontrolável de comer muito sem escolher o quê, mas com a necessidade de se ingerir rapidamente muita comida, chegando a 10.000 calorias de uma vez só.

Os episódios ocorrem normalmente às escondidas, pois a pessoa tem vergonha e muita culpa por não ter controle, recriminando-se por esse comportamento. É perturbadora a sensação de falta de controle que ocorre nesses momentos e a impotência que gera na sequência do ataque.

Os episódios de compulsão podem ocorrer por diversos motivos do qual cada indivíduo terá seus motivadores externos ou internos que determina esse comportamento, mas sejam elas quais forem a necessidade de se compensar essas situações estão presentes na grande maioria dos casos relatados.

Alguns fatores físicos, psíquicos e sociosculturais podem ser os disparadores desse processo, juntos ou separadamente. Para se fechar um diagnóstico do TCAP eles devem ocorrer pelo menos duas vezes na semana, por um período mínimo de seis meses, contando com alguns critérios abaixo:

- Comer muito mais rápido do que o normal;

- Falta de controle no momento do episódio;

- Comer até sentir-se mal, empanturrado;

- Sentir-se deprimido e culpado logo após o acontecido;

- Ingerir grandes quantidades de comida mesmo sem fome;

- Comer sozinho por sentir vergonha;

- Sentir repulsa de si mesma e angústia crescente.

É importante buscar tratamento se identificar que tenha esse comportamento, contando com a ajuda de psicólogo, nutricionista, psiquiatra, especialistas em transtornos alimentares.

No trabalho terapêutico o sujeito toma conhecimento do que leva ao desencadeamento de sua compulsão, os sentimentos presentes, junto com o autoconhecimento e elevação da autoestima.

Mas é preciso uma boa avaliação para entender que nem sempre um exagero significa um transtorno alimentar.