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Ser gentil pode ser um desafio

27 junho, 2017 às 14:15  |  por Luciana Kotaka


Por que pequenos gestos de delicadeza podem ser tão difíceis de se realizar?

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Você já parou para pensar que ser gentil pode ser uma qualidade que falte em seu curriculum? Pode parecer estranho, mas nem sempre somos como nos vemos. Temos a estranha mania de acharmos que somos “quase perfeitos”, pois são poucas as pessoas que olham para si mesmas e assumem que têm defeitos que são mal vistos por nossa sociedade.

Ser gentil é um comportamento que vem sendo extinto, basta darmos uma olhadinha no Facebook e já identificamos várias pessoas que parecem terem faltado na aula de boas maneiras. Talvez, na verdade, seja o desequilíbrio entre o antes eu não podia e agora eu acho que posso. Digo tudo o que penso, mesmo se doer. Nasceu a era do eu faço o que quero, falo o que penso, pois sou autêntico.

Mas ainda existem aqueles que ao olharmos em seus olhos, iremos enxergar o brilho da amorosidade, irá nos cumprimentar, fará a gentileza de segurar a porta do elevador, elogiará nossos olhos e ainda se oferecerá para ajudar gratuitamente.

Ao mesmo tempo que por um lado, vemos esses valores sendo extintos, há todo um outro movimento contrário resgatando comportamentos que são fundamentais para a boa convivência, principalmente aqueles que buscam a evolução pessoal.

Quanto mais nos dispusermos a olhar para nosso interior buscando melhorar nossos pontos frágeis, mais abertos estaremos para permitir vivermos de forma mais livre, o que leva sem dúvida a uma forma mais espontânea de nos relacionarmos com o outro e com o mundo.

Quando não há medo, há liberdade, inclusive de sermos gentis, de elogiar gratuitamente, alimentando o amor próprio de nosso próximo.

Minha proposta é alertar você do quanto pode fazer a diferença na vida de alguém que esteja precisando de um elogio, de uma gentileza, para que possa quem sabe ser até o suspiro que faltava para conseguir permanecer presente nesse mundo tão caótico.

Faça a diferença, encha o balde do outro, seja apenas gentil, vamos tentar?

Não basta só mandar bem no trabalho, tem que mandar bem em casa

21 fevereiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

A construção deve ser diária e sempre focando na felicidade de ambos os parceiros

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Quantas vezes você presenciou um casal que parecia ser feito um para o outro e  separou? Isso raramente acontecia há algumas décadas, mas hoje parece que o não brigar não é motivo para levar adiante um relacionamento em que não se compartilham os mesmos objetivos.

Iniciamos um relacionamento buscando a realização de vários sonhos, alguns bem fáceis de  realizar, outros exigem um pouco de boa vontade e também em agradar o companheiro. Afinal, partimos da premissa que viver a dois é ajustar a balança para que ambos se sintam valorizados, amados e impulsionados pelo outro.

Passamos anos admirando características que são reforçadas pelos os que estão ao redor, chegamos a fortalecer essas crenças e deixamos de enxergar detalhes que são sutis, mas que quando vivemos o dia a dia de casal, aí fica gritante.

Aí perplexos se perguntam? Nossa, o que aconteceu? Será que ele a traiu? Será que ela não era uma boa mulher? Por que precisa ter uma resposta muito esclarecedora. Por que ninguém entende porque o casamento terminou. Até porque faz parte desse olhar endeusado que insistimos em manter em relação a algumas pessoas.

E aí minha gente, meu consultório é especialista em porquês para um casamento finalizado e vocês iriam se surpreender. Até as paredes já entenderam que nem sempre o que se aparenta é, mas apesar de ser uma fala batida, olhe só quantas pessoas ainda acreditam em tudo o que se posta nas mídias sociais, é só chegar o Dia dos Namorados que vemos centenas de fotos de pessoas que quase se matam em um retrato feliz.

Mas em casa podemos não ser tão gentis como somos com outras pessoas, nem tão atenciosos, muito menos estamos dispostos a viver um pouco que seja do sonho do parceiro. Com o tempo a balança pende só para um lado e quando nos damos conta disso, o amor acabou.

Parecia tudo tão claro, mas aos poucos vamos abrindo mão de pequenos desejos, sublimamos a pessoa que somos e é claro que uma hora tudo submerge e entendemos que para continuarmos vivos, precisamos respirar com os nossos pulmões, e não com os do parceiro.

É meus queridos, de nada adianta mandar bem com aqueles que só vivem ao seu lado socialmente, no trabalho, é preciso mandar bem em casa. É preciso ter muito mais para se oferecer dentro de uma relação, é preciso ter  assertividade emocional. Ouvir e buscar se ajustar ao que para o outro faz sentido, não desprezar a dor, e as investidas que possa levar às mudanças. Se não quiser acreditar nos sonhos, que pelo menos dê espaço e sirva de sustentação para que se possa ir em frente.

Mas quando não se quer mudar e na sutileza vai levando o parceiro somente a viver o que para si mesmo faz sentido, aí sim se decreta a morte do casamento, pois em algum momento o outro se dará conta que viveu uma mentira, onde as promessas foram vazias e o bem-estar só estava a serviço de um só na relação.

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Faça seu ano render

4 janeiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Metas curtas podem te proporcionar realização pessoal e profissional mais rápido

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Toda virada de ano é igual, muda-se o local, a beleza dos fogos, as pessoas ao redor, mas o foco está em mudar o que não está te fazendo feliz.

Pode ser mudança de trabalho, perda de peso, dar um basta em um relacionamento complicado, estudar uma língua, entrar em uma academia e muitas outras coisas. A questão é que o ano passa e quando se dá conta não realizou nem uma das mudanças que seriam importantes para você.

O tempo passa, vamos envelhecendo, descuidando de situações que deveriam ser prioridades em nossa vida e te pergunto por quê?

Apesar de vermos pessoas próximas realizar mudanças fantásticas, parece que falta algo que nos impulsione para podermos nos sentir realizados. Não vou entrar em detalhes aqui até porque cada pessoa se constitui a partir de uma história, sendo impossível abranger nesse texto o que pode ser o gatilho sabotador em sua vida.

Porém, penso que posso levá-lo a refletir sobre o assunto e quem sabe você possa sair desse engessamento que te prende e saia experimentando o sabor das mudanças?

- O que significa não realizar seus desejos?

- Não realizá-los te obriga a permanecer em um lugar, qual seria?

- Deixar passar o tempo e não fazer algo que seria bom para você deve ser um sintoma de algo, pense.

- Há quanto tempo se sente preso e sem iniciativa?

- O que estava acontecendo em sua vida antes de começar a se sentir paralisado?

- Qual o ganho secundário que permanecer nesse lugar te propicia?

- O que você gostaria de fazer em sua vida que não está fazendo?

Pense em cada questão, deixe as resistências e racionalizações de lado e escute seu coração, para assim entender o que está te impedindo de ser feliz, de se sentir realizado e/ou livre.

Quando nos permitimos pensar a respeito com carinho e sem ficar arrumando justificativas, conseguimos entender as motivações que fazem nos paralisar, impedindo de buscar a satisfação pessoal e sentir-se competente.

Faça o seu ano render, metas curtas, possíveis de realizar, um objetivo de cada vez.

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Bebê salva casamento?

10 novembro, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Em tempos de crise, muitos pensam que a chegada de um filho pode ajudar a redescobrir o amor no relacionamento. Será?

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Quando o relacionamento começa a desandar, alguns casais chegam a pensar que ter um filho pode ajudar a reaproximar os dois. Em meio ao desespero, muitos acabam tomando essa decisão por impulso, confiantes na ideia de que a criança será o grande salvador. Mas será que isso funciona mesmo?

“Na grande maioria das vezes a chegada de um filho não é a solução. Basta partir do princípio de que, se o casal está em crise, é porque não está em sintonia”, avalia a psicóloga Luciana Kotaka.

Como ela lembra, a chegada de um bebê também é um momento bastante estressante. “Há mudanças de rotina, na quantidade de sono e na liberdade de ir e vir”, argumenta.

O médico e pesquisador da área de Neurociência do Comportamento, Jô Furlan, destaca que em alguns casos a chegada do bebê pode até surtir efeito por algum tempo, mas as chances de o casal estar apenas adiando a separação são grandes. “Uma criança que veio como a solução para um problema poderá se tornar objeto de disputa e manipulação por parte dos pais”, argumenta.

A chegada de uma terceira pessoa, totalmente dependente, só tende a complicar ainda mais a situação, como observa a blogueira e psicóloga Joana Cardoso.

Os especialistas concordam, portanto, que quando um casal entra em crise, algo absolutamente normal, o ideal é que se concentrem unicamente em resolver os seus problemas, caso ainda tenham desejo de ficar juntos.

“O ideal é que o casal procure um terapeuta de família para que consigam, juntos, mudar o que vem causando desconforto. Assim, a decisão de ter um filho será tomada em um momento em que eles estejam mais estáveis e confiantes de que é a hora certa de aumentar a família”, avalia Luciana.

O mesmo filho que afasta, aproxima

Não há dúvidas de que a chegada de um bebê à família é um momento de grande felicidade para todo mundo. Entretanto, sem utopias, é preciso lembrar que nem tudo são flores e, sim, o casal terá que estar firme e forte para aguentar o tranco de passar a viver não só para si mesmos, mas em função de uma pessoinha totalmente dependente.

“Um dos principais motivos que levam o casal a se desentender nessa hora é a diferença de opiniões na hora de educar, assim como a interferência de outros familiares, como avós e tios”, destaca Luciana.

Outro aspecto muito comum é a mãe ou o pai acabarem esquecendo do parceiro por conta do novo sentimento de amor pelo filho ou mesmo pelo cansaço da rotina.

Nessas situações, não tem muito jeito. O caminho é o diálogo aberto e respeitoso para que o casal consiga fazer concessões e se entender, sem perder o carinho um pelo outro nos primeiros anos de vida do bebê, que costumam ser mais complicados.

“O casal também precisa ter claro que deve preservar sua vida social, ter momentos a dois e regar a relação com carinho e muito amor”, aconselha a psicóloga.

Mas, superados esses desafios, é claro que também existem diversos pontos favoráveis com a chegada do bebê para o relacionamento do casal.

“Se essa criança for desejada, seu nascimento é um evento de celebração do amor do casal. Ter um filho é um projeto de vida compartilhado para a vida toda. Ter sonhos e objetivos comuns ao casal é fundamental para a construção de um relacionamento sólido e duradouro”, considera Jô Furlan.

Como saber se é a hora de ter um bebê?

Essa não é mesmo uma tarefa fácil, mas existem alguns critérios básicos que podem ajudar o casal a perceber se está mesmo preparado para a chegada de mais um membro à família. Confira alguns deles:

  1. Vocês possuem estrutura física, financeira e emocional para receber um bebê?
  2. Você, mãe, quer ter um filho agora por um desejo genuíno ou por medo de o tempo passar e não conseguir mais engravidar?
  3. Vocês estão prontos não só para as alegrias, mas também para as obrigações que essa decisão implica para a vida inteira?
  4. Vocês estão prontos para abrir mão de sua liberdade e individualidade para priorizar os interesses de uma terceira pessoa?
  5. Vocês estão cientes de que, juntos ou separados, uma vez que tiverem um filho juntos, estarão ligados para o resto da vida?

 Pensem com muito carinho em cada uma dessas perguntas e tomem a decisão de engravidarem conscientes de todas as consequências, positivas e negativas, que isso implica. Só assim, a chegada do bebê à família será um momento inesquecível na vida dos pais e tornará o relacionamento do casal ainda mais forte.

(Foto: Getty Images)

http://disneybabble.uol.com.br/br/rede-babble/comportamento/beb%C3%AA-salva-casamento

Você já fez alguém sorrir hoje?

25 outubro, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenos gestos de carinho podem ser o estímulo para uma pessoa continuar firme em seu caminho

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Você já experimentou elogiar uma pessoa sem que esta tenha feito algo que chamasse a atenção? Pode parecer estranho em um primeiro momento, mas garanto que quanto mais você praticar, mais feliz se sentirá.

 Passei alguns anos estudando muito sobre espiritualidade e aprendi que doação nem sempre precisa ser através de dinheiro, objetos, roupas e tempo, mas com pequenas e simples ações podemos encher o dia do outro de alegria.

Sempre me desafio a arrancar um sorriso de alguém no decorrer de meu dia, acho que essa situação me enche de alegria e também me preenche como pessoa. Pode parecer pouco para você, mas para mim significa muito.

Sinto muito prazer parar para um carro entrar a minha frente, deixar um pedestre atravessar a rua, situações que deveriam ser comuns e que poucos praticam. Mas continuo meu caminho e é claro que às vezes na correria do dia não percebo um ou outro momento em que poderia ter aproveitado para praticar esse carinho, mas me sinto feliz de prestar a atenção no outro.

Elogio os cílios da moça do caixa do supermercado, a cor da blusa de uma amiga que a faz brilhar, o sorriso de outra pessoa, um comportamento de alguém. Sempre busco encher o balde do outro para que este se sinta feliz durante o seu dia, pois talvez seja a única palavra de carinho que receba de alguém. Você já pensou nisso?

Tem também aqueles que não respondem ao meu bom dia, não agradecem uma porta que segurei, mas sabem de uma coisa, faço pelo outro sim, mas faço principalmente por mim, pois me faz feliz ser gentil.

Não creio que consiga sempre, acho que às vezes deixo meu lado introvertido aparecer e tomar conta, mas em outros ele se expande e se mostra. O importante é não desistir de ser feliz, de ser carinhoso e reconhecer acima de tudo que o outro, nosso próximo, merece  respeito.

O que acha de praticar também? Comece com pequenas ações, escolha uma que te agrade e que se sinta confortável, vai descobrir que ser feliz é mais do que ter, é fazer a diferença na vida de alguém.

Dizer não, pode ser extremamente libertador

10 setembro, 2016 às 12:36  |  por Luciana Kotaka

Muitas vezes esquecemos de que somos seres com capacidade de escolha

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Dizer não a uma pessoa pode custar várias noites de sono, com exceção de algumas pessoas das quais se sentem fortalecidas para colocar limites, uma grande parcela das pessoas se sente constrangida, até porque a necessidade de agradar e a culpa fazem com que cedam ao invés de impor o que deseja.

Quantas vezes assistimos um amigo e até um familiar passando por uma situação abusiva sem que consiga resolver e para quem está de fora vê com clareza qual seria a solução?

O que vemos é que pessoas com dificuldades em dizer não, apresentam algumas características das quais se tornam alvos fáceis para pessoas manipuladoras e abusivas, veja abaixo:

- A baixa autoestima faz com que o sujeito duvide de sua capacidade, sempre se menosprezando quanto às qualidades e direitos que possam ter;

- Vemos o quanto pessoas inseguras vivem no limite, sempre em cima do muro, apesar de terem consciência do que é certo ou errado, acabam cedendo e ficam remoendo e gastando energia desnecessária que poderia ser evitado caso conseguisse dizer um sonoro não cada vez que sentisse necessidade;

- A autossabotagem é um excelente exemplo de comportamentos que visam a vitimização, pessoas que acabam entrando em situações em que não gostariam, porém que reforçam o quanto fazem tudo errado, o quanto são infelizes, colocando-se como vítimas das circunstâncias.

Se você se identificou com algumas das características acima, busque dentro de você a mudança necessária para dizer o que pensa e deseja, lembrando sempre que sair dizendo não de forma inadequada não é a solução. O importante é aprendermos a sermos assertivos, dizer não com elegância, podendo assim assumir o desejo do que queremos e sentimos como correto.

Quando o sexo causa dor

5 julho, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Quebrar tabus pode ser um caminho para resolver inibições que atrapalham e geram dores no ato sexual

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O título parece bem intrigante para algumas pessoas, mas pode ter certeza de que transar pode acarretar mais dor do que prazer. Por vários motivos a mulher pode sentir dores que a incapacita de se relacionar intimamente e a relaxar. Porém o mais importante é procurar ajuda.

Recebo relatos frequentes de pessoas que não conseguem se relacionar com o parceiro e nem sentirem o gosto de ter um orgasmo, ficando claro que ainda hoje é um tabu discutir esse assunto com os profissionais da área de saúde. Ainda hoje existem mulheres jovens se casando sem nunca terem sentido orgasmo, confessando entre quatro paredes no consultório que não acham nada interessante se relacionarem intimamente com seus parceiros.

Tem algo muito errado acontecendo, não acham?

Existem várias doenças que podem ser determinantes nas dores, mas tratamentos simples  orientados por profissionais da área seriam o suficiente para resolver essa situação. Mas e quando essas dores não são de origem orgânica? Aspectos emocionais também interferem diretamente na busca pelo prazer sexual.

A grande questão é que quando se sentem à vontade para perguntarem aos seus médicos, ainda assim encontram a falta de uma informação mais adequada, deixando claro que é fácil dar um nome a dor, o difícil é saber como resolver.

Nunca me esqueço de uma paciente que foi buscar ajuda em um sexólogo, porque não se sentia atraída pelo esposo e acredita que a primeira coisa que o tal profissional disse ao vê-la foi: “Se vestindo desse jeito entendo por que seu marido não te quer”. Oi? O que foi isso? Profissionais mal preparados acabam gerando mais prejuízos, angústia e desespero ao casal. Era ela que não se sentia atraída e não o parceiro.

Descartando todos os motivos orgânicos, como doenças e inflamações, é necessário buscar ajuda de um terapeuta sexual, para que se identifique o que pode estar por trás das dores constantes durante o ato sexual. Vale lembrar que quando o casal se compromete em buscar soluções, tudo fica mais tranquilo, pois nem sempre o parceiro entende o que está ocorrendo, podendo se sentir rejeitado, afetando o relacionamento e chegando até a dissolução do casamento
.
Se você se identifica com o texto e sente que precisa de ajuda, vá em busca de informações e ajuda profissional. Não deixe o tempo passar, pois a falta do relacionamento sexual pode ser um grande obstáculo para o casal continuar juntos.

 

Mansplaining: você já passou por essa situação?

14 maio, 2016 às 07:00  |  por Luciana Kotaka

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O nome chama a atenção e causa estranheza, mas tenho certeza de que o comportamento é muito mais familiar do que se imagina em um primeiro momento.

Quem já não passou por alguma situação onde um homem insiste em ensinar uma mulher algo que ela já sabe e deixa claro que tem conhecimento, porém ele insiste em explicar, pois para alguns homens uma mulher não seria capaz de ter compreensão de um determinado assunto e sendo homem, com certeza tem melhor domínio e conhecimento sobre o assunto em questão.

Não é nada fácil, e nós mulheres ainda precisamos colocar à prova nossa capacidade de tolerância com o outro, pois nos deparamos com o preconceito ou até mesmo com comportamento paternalista desses homens.

A questão é que precisamos aprender a colocar limites de forma clara, mostrando que temos o conhecimento sobre o assunto, sem recorrer à agressividade para se posicionar.

Muitas vezes partimos para a ironia ou até mesmo utilizamos palavras agressivas, porém nada disso é necessário, enfim se apoie em sua autoestima e siga em frente, sempre terá um bom homem para entender o seu valor e grau de conhecimento.

O relacionamento anda mal?

30 março, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenas mudanças de atitudes podem melhorar a vida afetiva

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Os seres humanos se relacionam afetivamente desde que nascem, primeiro com os pais, os familiares, e aos poucos vamos compreendendo o sentido de amar e ser amado. Porém vamos seguindo no automático, cada um amando ao seu jeito de acordo com as experiências que vivemos.

Às vezes aprendemos que amor é carinho, cuidado, outras que amor dói, machuca. Dessa forma, amar pode ter vários significados de acordo com as referências que herdamos desde pequenos, situações familiares podem nos levar a entender o amor de forma errônea, nos levando a ter relacionamentos caóticos e fadados ao fracasso.

Apesar de ser um tema amplamente explorado ainda existem milhares de casais se pegando pelos cabelos ou mesmo se ofendendo por aí. Às vezes ouvimos vizinhos gritando, casais se desentendendo na rua, ou mesmo dentro do nosso círculo de amizades, presenciamos cenas que fogem a nossa compreensão.

Porém pequenos cuidados um com o outro podem transformar as relações entre os casais, coisas simples que aplicadas no dia a dia fazem uma grande diferença.

Abaixo algumas dicas importantes:

- Cuidar das palavras que se utiliza ao se dirigir ao parceiro, pois com a correria e o imediatismo, sempre achamos que o outro devia fazer o que queremos rapidamente, e sem paciência acabamos usando palavras ríspidas;

- Lembrar que o que os aproximou foi o carinho e a gentileza, por isso cuide para que esse comportamento continue presente, mesmo com tantos anos de relacionamento;

- Cuidar para não falar o que não gosta no outro para os amigos, aos poucos vai denegrindo a imagem da pessoa que vive ao seu lado;

- O beijo deve se manter como uma conduta básica, não só o selinho na saída e retorno para casa, mas um beijo de amor fora da cama, como um sinal do desejo, do amor que sente pelo outro;

- Pequenos presentes também são importantes, como uma flor, um chocolate, pode ser até algo para o trabalho, mas que mostre que pensa no outro, mesmo quando se está longe;

- Uma ligação no meio da tarde, uma mensagem de carinho, por que não?

Simples gestos mudam o dia, fazem a alegria florescer, o colorido entre o casal se manter brilhando e que no final do dia retornar para o braço de quem amamos seja um desejo real, e não uma mera obrigação.

Você também é responsável na hora de chegar ao orgasmo

15 março, 2016 às 07:00  |  por Luciana Kotaka

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Muitas mulheres foram educadas ouvindo que o sexo é sujo, errado, podadas de qualquer acesso à informação. Algumas nunca receberam as orientações básicas de suas mães, nem mesmo em relação à menarca. Desta forma não aprenderam a explorar seu corpo porque acreditam que é feio, acreditam que o homem é o responsável por dar prazer, descartando a responsabilidade de sua participação.

Outras questões também podem estar envolvidas como: traumas relacionados à sexualidade, como abusos, estupros, etc. Mulheres controladoras também sofrem com a falta de prazer, isso porque para elas é muito difícil relaxar e se entregar, e o sexo exige a perda de controle, o se permitir usufruir do momento em sua totalidade.

Responsabilizar-se pela realização e satisfação de seu desejo é fundamental para as mulheres; entender que parte do que ocorre entre um casal se dá pela sinergia que ocorre entre duas pessoas; cada qual participando da melhor forma possível para que o sexo seja satisfatório para ambos.

O importante é a mulher entender que também é responsável na busca do prazer, quanto mais se conhecer mais fácil será conseguir chegar ao clímax. Tocar-se, experimentar chegar ao orgasmo sozinha fará com que saiba exatamente quais são seus pontos mais sensíveis, que lhe darão mais prazer ao serem tocados. A relação sexual envolve duas pessoas, cada uma com as próprias expectativas em relação ao outro, ansiedade, medos, sendo importante estar aberto a conversar sobre o assunto de forma clara, facilitando assim para que a engrenagem funcione em harmonia.

Algumas dicas importantes na busca pelo prazer sexual:

- Existem profissionais que dão aulas sobre sexualidade para mulheres, que ensinam danças eróticas, massagens, uso de apetrechos sexuais. Esse é um caminho bem interessante, ajuda a mulher se soltar e experimentar o diferente;

 - Algumas posições, como a mulher ficar em cima do homem, pode facilitá-la a ter orgasmos, até porque é uma posição em que fica no controle da situação. Para algumas mulheres estar no controle pode ser altamente excitante;

- Explorar o próprio corpo, entender como ele reage aos toques, se gosta que aperte os mamilos, que só os sugue ou que nem rele neles.

 - Buscar apoio de um sexólogo, para poder identificar se há fatores emocionais que estão interferindo em ter prazer sexual, pois muitas vezes pode se resolver a dificuldade sexual de uma forma simples, quando se entende que algumas crenças podem estar travando o prazer;

- Conversar com o parceiro sobre o que gosta quando estão transando, como quer ser tocada, se gosta que ele fale durante o sexo, que olhe ou não para seus olhos, etc;

- Organizar-se para irem a um motel, ou mesmo outro local diferente do que estão acostumados, pode dar uma motivação maior, aumentando a ansiedade e expectativa  e consequentemente aumentar o desejo;

- Planejar uma noite diferente, usar velas, fantasias. Nada como surpreender o parceiro, essa sensação pode ser extremamente estimulante para a mulher.

Situações que atrapalham na hora do sexo:

- O medo de ser julgada pelo parceiro;

- Não se soltar e nem experimentar novas posições e formas de se obter prazer;

- Ficar focada no corpo, sentindo-se mal pela forma física;

- Vergonha de falar o que gostam e como gostam de serem tocadas;

- Não ousar, ficar no trivial ou papai e mamãe;

- Não tomarem a iniciativa, mostrando seu desejo;

- Se acomodarem, não buscar formas de se satisfazer, entregando ao outro a responsabilidade do que pode ou não sentir.