Arquivos da categoria: Vida familiar

Qual é o seu propósito?

4 outubro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Talvez em algum momento você se sinta perdido e precise repensar sua vida

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Certo dia, você se dá conta de que tudo o que acreditava não lhe serve mais. Suas escolhas talvez tenham sido equivocadas, algo em sua vida não lhe dá mais satisfação. Será que essa situação já aconteceu com você? O que sente ao abrir os olhos pela manhã?

Atualmente muitas pessoas vêm relatando que estão perdidas, confusas, iniciando uma busca por um sentido maior em suas vidas que vai muito além da rotina diária que estão acostumados a realizar. Atividades que normalmente seriam satisfatórias se tornaram entediantes, não se sentem estimulados a continuar a viver dentro dos mesmos padrões que normalmente sentiam-se felizes. Será que está faltando um propósito maior? O que de fato faria nesse momento caso pudesse escolher?

É preciso muita coragem para dar uma reviravolta na vida, engrenar a primeira marcha novamente e iniciar um novo caminho. Mas será que é preciso mesmo ou é possível alinhar o que faz hoje com um novo propósito? Essa urgência em mudar e dar um novo sentido à vida pode ser muito angustiante, pois não é fácil construir um caminho e no meio da caminhada perceber que é necessário fazer um desvio, muitas vezes muito além da rota idealizada. Mas é necessário olhar isso de frente e se permitir uma nova chance, para poder sentir-se alinhado com seus sonhos.

Esse conflito, mesmo que de alguma forma assuste, pode ser o gatilho inicial para dar um sentido maior à sua vida. O medo? Esse a gente olha de frente e confronta, afinal o que seria da vida se ficássemos paralisados cada vez que ele surgisse à nossa frente.

 

Ser gentil pode ser um desafio

27 junho, 2017 às 14:15  |  por Luciana Kotaka


Por que pequenos gestos de delicadeza podem ser tão difíceis de se realizar?

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Você já parou para pensar que ser gentil pode ser uma qualidade que falte em seu curriculum? Pode parecer estranho, mas nem sempre somos como nos vemos. Temos a estranha mania de acharmos que somos “quase perfeitos”, pois são poucas as pessoas que olham para si mesmas e assumem que têm defeitos que são mal vistos por nossa sociedade.

Ser gentil é um comportamento que vem sendo extinto, basta darmos uma olhadinha no Facebook e já identificamos várias pessoas que parecem terem faltado na aula de boas maneiras. Talvez, na verdade, seja o desequilíbrio entre o antes eu não podia e agora eu acho que posso. Digo tudo o que penso, mesmo se doer. Nasceu a era do eu faço o que quero, falo o que penso, pois sou autêntico.

Mas ainda existem aqueles que ao olharmos em seus olhos, iremos enxergar o brilho da amorosidade, irá nos cumprimentar, fará a gentileza de segurar a porta do elevador, elogiará nossos olhos e ainda se oferecerá para ajudar gratuitamente.

Ao mesmo tempo que por um lado, vemos esses valores sendo extintos, há todo um outro movimento contrário resgatando comportamentos que são fundamentais para a boa convivência, principalmente aqueles que buscam a evolução pessoal.

Quanto mais nos dispusermos a olhar para nosso interior buscando melhorar nossos pontos frágeis, mais abertos estaremos para permitir vivermos de forma mais livre, o que leva sem dúvida a uma forma mais espontânea de nos relacionarmos com o outro e com o mundo.

Quando não há medo, há liberdade, inclusive de sermos gentis, de elogiar gratuitamente, alimentando o amor próprio de nosso próximo.

Minha proposta é alertar você do quanto pode fazer a diferença na vida de alguém que esteja precisando de um elogio, de uma gentileza, para que possa quem sabe ser até o suspiro que faltava para conseguir permanecer presente nesse mundo tão caótico.

Faça a diferença, encha o balde do outro, seja apenas gentil, vamos tentar?

Não basta só mandar bem no trabalho, tem que mandar bem em casa

21 fevereiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

A construção deve ser diária e sempre focando na felicidade de ambos os parceiros

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Quantas vezes você presenciou um casal que parecia ser feito um para o outro e  separou? Isso raramente acontecia há algumas décadas, mas hoje parece que o não brigar não é motivo para levar adiante um relacionamento em que não se compartilham os mesmos objetivos.

Iniciamos um relacionamento buscando a realização de vários sonhos, alguns bem fáceis de  realizar, outros exigem um pouco de boa vontade e também em agradar o companheiro. Afinal, partimos da premissa que viver a dois é ajustar a balança para que ambos se sintam valorizados, amados e impulsionados pelo outro.

Passamos anos admirando características que são reforçadas pelos os que estão ao redor, chegamos a fortalecer essas crenças e deixamos de enxergar detalhes que são sutis, mas que quando vivemos o dia a dia de casal, aí fica gritante.

Aí perplexos se perguntam? Nossa, o que aconteceu? Será que ele a traiu? Será que ela não era uma boa mulher? Por que precisa ter uma resposta muito esclarecedora. Por que ninguém entende porque o casamento terminou. Até porque faz parte desse olhar endeusado que insistimos em manter em relação a algumas pessoas.

E aí minha gente, meu consultório é especialista em porquês para um casamento finalizado e vocês iriam se surpreender. Até as paredes já entenderam que nem sempre o que se aparenta é, mas apesar de ser uma fala batida, olhe só quantas pessoas ainda acreditam em tudo o que se posta nas mídias sociais, é só chegar o Dia dos Namorados que vemos centenas de fotos de pessoas que quase se matam em um retrato feliz.

Mas em casa podemos não ser tão gentis como somos com outras pessoas, nem tão atenciosos, muito menos estamos dispostos a viver um pouco que seja do sonho do parceiro. Com o tempo a balança pende só para um lado e quando nos damos conta disso, o amor acabou.

Parecia tudo tão claro, mas aos poucos vamos abrindo mão de pequenos desejos, sublimamos a pessoa que somos e é claro que uma hora tudo submerge e entendemos que para continuarmos vivos, precisamos respirar com os nossos pulmões, e não com os do parceiro.

É meus queridos, de nada adianta mandar bem com aqueles que só vivem ao seu lado socialmente, no trabalho, é preciso mandar bem em casa. É preciso ter muito mais para se oferecer dentro de uma relação, é preciso ter  assertividade emocional. Ouvir e buscar se ajustar ao que para o outro faz sentido, não desprezar a dor, e as investidas que possa levar às mudanças. Se não quiser acreditar nos sonhos, que pelo menos dê espaço e sirva de sustentação para que se possa ir em frente.

Mas quando não se quer mudar e na sutileza vai levando o parceiro somente a viver o que para si mesmo faz sentido, aí sim se decreta a morte do casamento, pois em algum momento o outro se dará conta que viveu uma mentira, onde as promessas foram vazias e o bem-estar só estava a serviço de um só na relação.

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Bebê salva casamento?

10 novembro, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Em tempos de crise, muitos pensam que a chegada de um filho pode ajudar a redescobrir o amor no relacionamento. Será?

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Quando o relacionamento começa a desandar, alguns casais chegam a pensar que ter um filho pode ajudar a reaproximar os dois. Em meio ao desespero, muitos acabam tomando essa decisão por impulso, confiantes na ideia de que a criança será o grande salvador. Mas será que isso funciona mesmo?

“Na grande maioria das vezes a chegada de um filho não é a solução. Basta partir do princípio de que, se o casal está em crise, é porque não está em sintonia”, avalia a psicóloga Luciana Kotaka.

Como ela lembra, a chegada de um bebê também é um momento bastante estressante. “Há mudanças de rotina, na quantidade de sono e na liberdade de ir e vir”, argumenta.

O médico e pesquisador da área de Neurociência do Comportamento, Jô Furlan, destaca que em alguns casos a chegada do bebê pode até surtir efeito por algum tempo, mas as chances de o casal estar apenas adiando a separação são grandes. “Uma criança que veio como a solução para um problema poderá se tornar objeto de disputa e manipulação por parte dos pais”, argumenta.

A chegada de uma terceira pessoa, totalmente dependente, só tende a complicar ainda mais a situação, como observa a blogueira e psicóloga Joana Cardoso.

Os especialistas concordam, portanto, que quando um casal entra em crise, algo absolutamente normal, o ideal é que se concentrem unicamente em resolver os seus problemas, caso ainda tenham desejo de ficar juntos.

“O ideal é que o casal procure um terapeuta de família para que consigam, juntos, mudar o que vem causando desconforto. Assim, a decisão de ter um filho será tomada em um momento em que eles estejam mais estáveis e confiantes de que é a hora certa de aumentar a família”, avalia Luciana.

O mesmo filho que afasta, aproxima

Não há dúvidas de que a chegada de um bebê à família é um momento de grande felicidade para todo mundo. Entretanto, sem utopias, é preciso lembrar que nem tudo são flores e, sim, o casal terá que estar firme e forte para aguentar o tranco de passar a viver não só para si mesmos, mas em função de uma pessoinha totalmente dependente.

“Um dos principais motivos que levam o casal a se desentender nessa hora é a diferença de opiniões na hora de educar, assim como a interferência de outros familiares, como avós e tios”, destaca Luciana.

Outro aspecto muito comum é a mãe ou o pai acabarem esquecendo do parceiro por conta do novo sentimento de amor pelo filho ou mesmo pelo cansaço da rotina.

Nessas situações, não tem muito jeito. O caminho é o diálogo aberto e respeitoso para que o casal consiga fazer concessões e se entender, sem perder o carinho um pelo outro nos primeiros anos de vida do bebê, que costumam ser mais complicados.

“O casal também precisa ter claro que deve preservar sua vida social, ter momentos a dois e regar a relação com carinho e muito amor”, aconselha a psicóloga.

Mas, superados esses desafios, é claro que também existem diversos pontos favoráveis com a chegada do bebê para o relacionamento do casal.

“Se essa criança for desejada, seu nascimento é um evento de celebração do amor do casal. Ter um filho é um projeto de vida compartilhado para a vida toda. Ter sonhos e objetivos comuns ao casal é fundamental para a construção de um relacionamento sólido e duradouro”, considera Jô Furlan.

Como saber se é a hora de ter um bebê?

Essa não é mesmo uma tarefa fácil, mas existem alguns critérios básicos que podem ajudar o casal a perceber se está mesmo preparado para a chegada de mais um membro à família. Confira alguns deles:

  1. Vocês possuem estrutura física, financeira e emocional para receber um bebê?
  2. Você, mãe, quer ter um filho agora por um desejo genuíno ou por medo de o tempo passar e não conseguir mais engravidar?
  3. Vocês estão prontos não só para as alegrias, mas também para as obrigações que essa decisão implica para a vida inteira?
  4. Vocês estão prontos para abrir mão de sua liberdade e individualidade para priorizar os interesses de uma terceira pessoa?
  5. Vocês estão cientes de que, juntos ou separados, uma vez que tiverem um filho juntos, estarão ligados para o resto da vida?

 Pensem com muito carinho em cada uma dessas perguntas e tomem a decisão de engravidarem conscientes de todas as consequências, positivas e negativas, que isso implica. Só assim, a chegada do bebê à família será um momento inesquecível na vida dos pais e tornará o relacionamento do casal ainda mais forte.

(Foto: Getty Images)

http://disneybabble.uol.com.br/br/rede-babble/comportamento/beb%C3%AA-salva-casamento

Dizer não, pode ser extremamente libertador

10 setembro, 2016 às 12:36  |  por Luciana Kotaka

Muitas vezes esquecemos de que somos seres com capacidade de escolha

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Dizer não a uma pessoa pode custar várias noites de sono, com exceção de algumas pessoas das quais se sentem fortalecidas para colocar limites, uma grande parcela das pessoas se sente constrangida, até porque a necessidade de agradar e a culpa fazem com que cedam ao invés de impor o que deseja.

Quantas vezes assistimos um amigo e até um familiar passando por uma situação abusiva sem que consiga resolver e para quem está de fora vê com clareza qual seria a solução?

O que vemos é que pessoas com dificuldades em dizer não, apresentam algumas características das quais se tornam alvos fáceis para pessoas manipuladoras e abusivas, veja abaixo:

- A baixa autoestima faz com que o sujeito duvide de sua capacidade, sempre se menosprezando quanto às qualidades e direitos que possam ter;

- Vemos o quanto pessoas inseguras vivem no limite, sempre em cima do muro, apesar de terem consciência do que é certo ou errado, acabam cedendo e ficam remoendo e gastando energia desnecessária que poderia ser evitado caso conseguisse dizer um sonoro não cada vez que sentisse necessidade;

- A autossabotagem é um excelente exemplo de comportamentos que visam a vitimização, pessoas que acabam entrando em situações em que não gostariam, porém que reforçam o quanto fazem tudo errado, o quanto são infelizes, colocando-se como vítimas das circunstâncias.

Se você se identificou com algumas das características acima, busque dentro de você a mudança necessária para dizer o que pensa e deseja, lembrando sempre que sair dizendo não de forma inadequada não é a solução. O importante é aprendermos a sermos assertivos, dizer não com elegância, podendo assim assumir o desejo do que queremos e sentimos como correto.

Meu filho está acima do peso e agora?

4 agosto, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenas mudanças são suficientes para se controlar a obesidade na infância

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A obesidade deixa marcas na grande maioria das crianças, não faltam colegas de escola, familiares e pessoas do convívio em comum apontando o dedo ou fazendo comentários maldosos. Às vezes os comentários podem não ter uma intenção ruim, porém para a criança que se sente diferente das outras essas situações acabam trazendo um peso emocional significativo que interfere na imagem que tem de si mesmos. Como acabam apresentando dificuldades nas aulas de educação física e em algumas outras atividades, chamam muito a atenção das pessoas a sua volta, causando constrangimento e mal-estar.

Muitos são os relatos de crianças no consultório deixando claro o quanto estar acima do peso a fazem sentir diminuídas, com baixa autoestima e na grande maioria das vezes são deixadas de lado pelos amiguinhos da escola. Esse fator acaba contribuindo de forma significativa no comportamento de isolamento da criança e mesmo de depressão.

Outro foco importante são as doenças que podem vir a desenvolverem junto à obesidade, como colesterol alto, diabetes, problemas ortopédicos, neurológicos, pulmonar, endócrinos, fatores de risco para doenças cardiovasculares além das consequências sociais.

Proporcionar que os filhos pratiquem atividades físicas é um caminho, porém é importante ressaltar aqui que os pais são os principais modelos na vida de uma criança, eles também devem fazer atividade física, pois não adianta incentivar a criança a fazer se em casa mostra um comportamento contrário. Eles acabam passando muito tempo na frente da televisão, vídeosgames e computador, deixando de lado as brincadeiras que envolvem a atividade física.

Os hábitos alimentares devem ser saudáveis desde bebês, sempre escolhendo alimentos adequados à saúde. Muitas vezes somente um membro da família está acima do peso ficando complicado exigir que somente a criança que está acima do peso siga uma dieta diferente dos demais, sendo importante que todos da família tenham os mesmos hábitos saudáveis.

O grande consumo de fast food também contribui muito nesse contexto, pois é mais fácil comprar esse alimento pronto, os pequenos também adoram, que vão desde sanduíches, pizzas a grandes sacos de pipocas no cinema entre outros.

Quando se está acima do peso é importante fazer uma avaliação dos aspectos gerais citados acima, como atividade física, alimentação. Nesses casos procurar a ajuda do profissional nutricionista que poderá prescrever uma dieta tanto para a criança, como para a família, já que nessa idade não se deve fazer grandes restrições por estarem em fase de desenvolvimento, mas também porque o ideal é poder comer de tudo um pouco, só que em porções menores e com qualidade.

Fatores emocionais podem estar interferindo nesse processo como ansiedade, bullying,  medos infantis, separação dos pais, brigas constantes, perdas significativas e até situações das quais a família não tem conhecimento. Aí entra a psicologia para poder junto à criança identificar os motivos que a levam a comer em excesso e auxiliar para que se canalizem de forma assertiva esses sentimentos, para que a comida sirva somente para nutrição do corpo e não da alma.

Quando o sexo causa dor

5 julho, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Quebrar tabus pode ser um caminho para resolver inibições que atrapalham e geram dores no ato sexual

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O título parece bem intrigante para algumas pessoas, mas pode ter certeza de que transar pode acarretar mais dor do que prazer. Por vários motivos a mulher pode sentir dores que a incapacita de se relacionar intimamente e a relaxar. Porém o mais importante é procurar ajuda.

Recebo relatos frequentes de pessoas que não conseguem se relacionar com o parceiro e nem sentirem o gosto de ter um orgasmo, ficando claro que ainda hoje é um tabu discutir esse assunto com os profissionais da área de saúde. Ainda hoje existem mulheres jovens se casando sem nunca terem sentido orgasmo, confessando entre quatro paredes no consultório que não acham nada interessante se relacionarem intimamente com seus parceiros.

Tem algo muito errado acontecendo, não acham?

Existem várias doenças que podem ser determinantes nas dores, mas tratamentos simples  orientados por profissionais da área seriam o suficiente para resolver essa situação. Mas e quando essas dores não são de origem orgânica? Aspectos emocionais também interferem diretamente na busca pelo prazer sexual.

A grande questão é que quando se sentem à vontade para perguntarem aos seus médicos, ainda assim encontram a falta de uma informação mais adequada, deixando claro que é fácil dar um nome a dor, o difícil é saber como resolver.

Nunca me esqueço de uma paciente que foi buscar ajuda em um sexólogo, porque não se sentia atraída pelo esposo e acredita que a primeira coisa que o tal profissional disse ao vê-la foi: “Se vestindo desse jeito entendo por que seu marido não te quer”. Oi? O que foi isso? Profissionais mal preparados acabam gerando mais prejuízos, angústia e desespero ao casal. Era ela que não se sentia atraída e não o parceiro.

Descartando todos os motivos orgânicos, como doenças e inflamações, é necessário buscar ajuda de um terapeuta sexual, para que se identifique o que pode estar por trás das dores constantes durante o ato sexual. Vale lembrar que quando o casal se compromete em buscar soluções, tudo fica mais tranquilo, pois nem sempre o parceiro entende o que está ocorrendo, podendo se sentir rejeitado, afetando o relacionamento e chegando até a dissolução do casamento
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Se você se identifica com o texto e sente que precisa de ajuda, vá em busca de informações e ajuda profissional. Não deixe o tempo passar, pois a falta do relacionamento sexual pode ser um grande obstáculo para o casal continuar juntos.

 

O relacionamento anda mal?

30 março, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenas mudanças de atitudes podem melhorar a vida afetiva

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Os seres humanos se relacionam afetivamente desde que nascem, primeiro com os pais, os familiares, e aos poucos vamos compreendendo o sentido de amar e ser amado. Porém vamos seguindo no automático, cada um amando ao seu jeito de acordo com as experiências que vivemos.

Às vezes aprendemos que amor é carinho, cuidado, outras que amor dói, machuca. Dessa forma, amar pode ter vários significados de acordo com as referências que herdamos desde pequenos, situações familiares podem nos levar a entender o amor de forma errônea, nos levando a ter relacionamentos caóticos e fadados ao fracasso.

Apesar de ser um tema amplamente explorado ainda existem milhares de casais se pegando pelos cabelos ou mesmo se ofendendo por aí. Às vezes ouvimos vizinhos gritando, casais se desentendendo na rua, ou mesmo dentro do nosso círculo de amizades, presenciamos cenas que fogem a nossa compreensão.

Porém pequenos cuidados um com o outro podem transformar as relações entre os casais, coisas simples que aplicadas no dia a dia fazem uma grande diferença.

Abaixo algumas dicas importantes:

- Cuidar das palavras que se utiliza ao se dirigir ao parceiro, pois com a correria e o imediatismo, sempre achamos que o outro devia fazer o que queremos rapidamente, e sem paciência acabamos usando palavras ríspidas;

- Lembrar que o que os aproximou foi o carinho e a gentileza, por isso cuide para que esse comportamento continue presente, mesmo com tantos anos de relacionamento;

- Cuidar para não falar o que não gosta no outro para os amigos, aos poucos vai denegrindo a imagem da pessoa que vive ao seu lado;

- O beijo deve se manter como uma conduta básica, não só o selinho na saída e retorno para casa, mas um beijo de amor fora da cama, como um sinal do desejo, do amor que sente pelo outro;

- Pequenos presentes também são importantes, como uma flor, um chocolate, pode ser até algo para o trabalho, mas que mostre que pensa no outro, mesmo quando se está longe;

- Uma ligação no meio da tarde, uma mensagem de carinho, por que não?

Simples gestos mudam o dia, fazem a alegria florescer, o colorido entre o casal se manter brilhando e que no final do dia retornar para o braço de quem amamos seja um desejo real, e não uma mera obrigação.

Você vive cansado? Veja como algumas dicas podem ajudar a vencer esse mal

1 março, 2016 às 07:00  |  por Luciana Kotaka

Algumas mudanças no estilo de vida e da rotina já fazem uma grande diferença para melhorar a disposição

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A fadiga pode ter origem emocional e de alguma forma as pessoas que se sentem cansadas demais podem estar se sobrecarregando de trabalhos das quais são responsabilidades de outras pessoas e até em função de seu comportamento perfeccionista. Nada as satisfazem e repetem, refazem em busca de perfeição. Em outros momentos o fato de acabarem fazendo mais do que deveriam é uma forma de ganho secundário, para serem notadas, elogiadas, valorizadas e até para ficarem em uma posição de vítima.

No sentido emocional pode ser resultante de problemas emocionais que não foram resolvidos, levando à depressão, ansiedade e transtornos alimentares, como as compulsões. Do ponto de vista orgânico é importante passar por uma avaliação médica, para verificar a existência de alguma doença que pode estar promovendo esse quadro.

Já a síndrome da fadiga crônica se caracteriza por uma fadiga extrema, onde não se consegue explicar por nenhuma condição médica. Quando chega a esse quadro, qualquer atividade, seja mental ou física, a pessoa se sentirá exaurida de energia.

Os principais sintomas são o cansaço, depressão, ansiedade, estresse, insônia, perda ou aumento de apetite, falta de energia, para praticar atividade física, falta de concentração, dificuldade em tomar decisões e diminuição do sistema imunológico.

Praticar atividades físicas ajuda muito no controle do cansaço, estresse e ansiedade promovendo a liberação de substâncias como hormônios da endorfina, que relaxa o organismo promovendo a sensação de bem-estar. Lembrando que a atividade física ajuda a ter um sono reparador, mas deve ser respeitado o ritmo de cada pessoa, até em função do cansaço contínuo que se sente.

As pesquisas mostram que o ideal é dormirmos oito horas por noite, variando para menos ou mais de acordo com cada pessoa. Alguns organismos necessitam de menos horas e outras mais, mas no geral oito horas seriam o suficiente para manterem-se saudáveis.

Outras dicas que podem ajudar a melhorar a sua disposição:

- Praticar a meditação ou Mindfulness, que são exercícios para mantermos a atenção focada no agora, já que a ansiedade costuma fazer com que as pessoas vivam na expectativa do futuro, dos problemas diários;

- Não se sobrecarregar com tarefas quando não se tem tempo hábil para realizá-las;

- Dormir pelo menos oito horas por dia;

- Praticar alguma atividade que faça desligar dos problemas e que não exigem grande esforço mental, como o artesanato, pintura, andar de bicicleta, sair para passear com o cachorro da família, etc.

- Comer algo leve à noite antes de se deitar;

- A psicoterapia pode auxiliar quem sofre de insônia que pode ter vários outros gatilhos emocionais que a levam a não relaxar e se entregar ao sono profundo;

- A hipnose também é uma forma de trabalho que ajuda muito a superar os problemas emocionais, com técnicas elaboradas de acordo com o histórico do paciente;

- Não ficar assistindo televisão ou vídeos com notícias ruins antes de adormecer.

Um fator importante é avaliar o quanto a pessoa tem feito para si mesmo, se tem se permitido momentos de lazer, como leituras, uma massagem, saída com amigos e até artesanato. Com a correria que vivemos sobra pouco tempo para nos dedicarmos aos momentos que proporciona prazer, desta forma parar para ter um instante de tranquilidade e lazer faz uma grande diferença.

 

 

Tudo o que focamos aumenta

29 janeiro, 2016 às 07:00  |  por Luciana Kotaka

Um pouco de flexibilidade irá ajudar você a sentir menos estresse

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Você já parou para pensar na brincadeira do telefone sem fio? Esse é somente um exemplo de como funciona o repassar de informações, acabamos mudando pequenos trechos e no final a informação chega toda distorcida.

Isso porque de alguma forma a informação que chegou chamou atenção, aumentamos sem intenção, mas foi somente uma analogia, que eu fiz, para que possamos entender como funciona algo que liga nossa atenção. (está certo essa relação que fiz?)

Da mesma forma situações comuns do dia a dia podem se transformar em algo muito grande, fazendo o estresse aumentar, causando irritação, palavras grosseiras e impaciência. Essa situação não é boa para ninguém, afinal esse processo se transforma em uma agressão a si mesmo, e também para quem está ao nosso lado.

É muito interessante identificar se essas situações vêm acontecendo com você, tornaram-se corriqueiras e de alguma forma vem causando mal-estar. Está certo de que estamos passando por uma série se situações políticas, segurança, financeira que vem abalando muito nosso emocional, mas será que esse comportamento é recente ou você cresceu aprendendo que um copo que caiu no chão teve o efeito de uma bomba?

Isso mesmo, aprendemos a potencializar situações, perdemos a naturalidade de enxergar as situações de forma concreta e leve. Um copo caiu? Era de um jogo favorito? E daí? Quebrou?

Pronto! Quebrou. Agora, você pode berrar aos quatro cantos da casa, ou respirar e limpar, afinal foi só um copo, você está bem. E isso pode acontecer em qualquer outra situação de sua vida, uma doença que se transforma em um possível câncer, a vida financeira que espalha para sete cantos que está na pior.

O que acha de tentar mudar essa forma de enxergar as situações de sua vida, tentar um novo olhar frente aos acontecimentos, enxergar algum ponto positivo para que se justifique algum acontecimento, menos se estressar.

Tudo o que acontece em nossa vida nos proporciona aprendizagem, só precisamos prestar atenção no momento presente, entender que situações ruins fazem parte da nossa vida, a diferença é como encarar essas situações e usar a seu favor. Assim, tudo fica leve e fácil de enfrentar.

Então, vai colocar em prática ou continuar batendo a cabeça na parede?