Arquivos da categoria: Endodontia

Acidentes Bucais! Primeiros Socorros

12 maio, 2014 às 10:38  |  por Dr. Rogerio Agulham

Conheça alguns pequenos cuidados e providências em caso de acidentes bucais.

 

 

Estes pequenos cuidados poderão minimizar as consequências e diminuir os aborrecimentos durante as férias.

 

Recomendações gerais:

 

1) Tranquilizar a vítima;

2) Lavar a região machucada;

3) Estancar o sangue com um pano ou gaze;

4) Colocar gelo envolto por um pano, se possível;

5) Analisar a situação;

6) Levar ao dentista.

 

O que fazer nas seguintes situações?

 

Dente fraturado/quebrado: guarde o pedaço do dente (fragmento), caso o encontre, e leve-o ao dentista para ver a possibilidade de utilizá-lo na sua reconstrução. Se não encontrá-lo, não se preocupe, já que existem técnicas e materiais odontológicos que irão reconstruir perfeitamente o dente da vítima.

 

Traumatismo: nessa situação é importante ir ao dentista, mesmo que não aparente qualquer alteração, uma vez que o dente poderá sofrer consequências com essa forte batida, como, por exemplo, danos às estruturas ao redor da raiz do dente, danos ao germe do dente permanente que ainda irá nascer (caso o trauma tenha sido em dente de leite). Além disso, o dente poderá ter problema de canal necessitando realizar seu tratamento.

 

Avulsão do dente: em caso de perda total do dente permanente, sempre que possível, recupere-o, mas, para aumentarem as chances de salvá-lo, precisamos seguir algumas condutas, como:

 

- não segure o dente pela raiz, somente pela coroa;

- remova os resíduos cuidadosamente com soro fisiológico;

- não toque nem esfregue a raiz do dente;

- se possível, coloque-o de volta no seu lugar, mantendo-o em posição por pressão;

- se você não conseguir colocar o dente em sua posição original, mantenha-o em uma solução de soro fisiológico ou em leite ou mesmo embaixo da língua;

- procure imediatamente um dentista.

Endocardite Bacteriana! A relação entre Boca e Coração.

22 março, 2014 às 10:01  |  por Dr. Rogerio Agulham

A Endocardite Infecciosa (EI) é uma doença comum, que causa alto índice de mortalidade. Trata-se de uma infecção da parede interna do coração ou das válvulas do coração e uma de suas causas é a má conservação dos dentes.

Seguindo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a doença é responsável por uma alta morbidade e por significativas taxas de mortalidade. Em torno de 20% dos doentes não sobrevivem. Porém, quando a endocardite bacteriana tem foco dentário ela chega a ser responsável por cerca de 10% dos casos de morte, de vítimas de doenças no coração, em todo o mundo.Para quem ainda não conhece, a endocardite é o nome dado às afecções, infecciosas ou não, do endocárdio, camada interna do coração da qual fazem parte as válvulas cardíacas. O comprometimento da saúde bucal está diretamente associado à endocardite infecciosa. A doença afeta o coração com rapidez e pode comprometer as funções vitais, exigindo uma internação prolongada.

O coração humano é constituído de quatro câmaras (dois átrios e dois ventrículos). Os átrios são responsáveis por mandar sangue, que vem dos pulmões, ou do restante do corpo, para os ventrículos, enquanto os ventrículos mandam o sangue para os pulmões ou para o restante do corpo. O sangue que vai para os pulmões é o que será oxigenado e, para o restante do organismo, o sangue vai cheio de nutrientes e de oxigênio, mantendo seu funcionamento.

 

A boca é a maior cavidade do corpo em contato com o mundo exterior. Porta de entrada do tubo digestivo e auxiliar da respiração. Por suas características e funções, a boca é um ninho de bactérias. Em apenas um mililitro de saliva pululam 150 milhões de bactérias. Quando o equilíbrio entre essas bactérias se quebra podem surgir o que dentistas e médicos chamam de doenças periodontais (gengivite e periodontite), inflamações na gengiva ou no tecido que une os dentes ao osso. Em suas formas mais graves, elas contribuem para o desenvolvimento de distúrbios cardíacos. De cada dez brasileiros, nove sofrem em algum grau desse tipo de afecção. Na maioria dos casos, ela decorre de uma higiene bucal inadequada e da falta de visitas periódicas ao dentista.

As implicações da gengivite e da periodontite seguem basicamente o seguinte caminho: inflamados, os tecidos se tornam irritáveis e sangram durante a mastigação, pela ação da escova de dentes ou do fio dental. Essa hemorragia, por sua vez, possibilita que os micróbios que desencadearam o processo entrem na corrente sanguínea e cheguem a outras partes do organismo. É relativamente fácil que isso aconteça porque a gengiva e o periodonto têm irrigação sanguínea abundante. Por este motivo, a endocardite bacteriana está mais presentes em vítimas de doença periodontal. Para evitar esse mal as sociedades americanas de cardiologia e odontologia estabelecem que, antes de se submeter a uma cirurgia na boca, todo paciente propenso a ter uma endocardite bacteriana deve tomar, uma hora antes, uma dose de antibióticos. O objetivo é evitar os riscos de infecção durante a operação.

90% dos brasileiros sofrem de algum grau de doença periodontal, inflamações na gengiva ou no tecido que une o dente ao osso
- 1 mililitro de saliva contém 150 milhões de bactérias
- 1 grama de placa bacteriana abriga 100 bilhões de micróbios
- O risco de problemas cardíacos é 25% maior entre pacientes com doença periodontal

Causa

A causa da endocardite bacteriana é a presença de agentes infecciosos no sangue, que pode decorrer de uma atividade normal, como espremer uma espinha ou escovar os dentes, o diagnóstico se faz por métodos de ecocardiografia, e pela demonstração de infecção sanguínea, através de hemocultura, a demonstração de bactérias livres no sangue.
Tratamento:
O tratamento visa controlar a infecção e a correção do fator que predispôs a endocardite. São longos tratamentos, com muitas semanas de internação hospitalar, com uso de um grande número de medicamentos, inclusive antibióticos, e muitas vezes necessitando de cirurgia cardíaca.

Sintomas

Febre de longa duração, suores noturnos persistentes, baço aumentado de volume, alterações cardíacas ou agravamento súbito de uma doença cardíaca previamente existente.

Por isso fiquem atento, a qualquer sinal de doença, procurem o dentista.

Esse post serve para alertar nossos queridos pacientes e leitores, para que a manutenção de 6 em 6 meses ou de 4 em 4 meses seja realizada por profissionais capacitados

Att

Dr. Bruno Brites

CEOPAR

endoca-6 Sorriso1

Reabilitação Oral: Mitos e Verdades!

29 janeiro, 2014 às 09:50  |  por Dr. Rogerio Agulham

A reabilitação oral representa o maior desafio da odontologia moderna, pois sua finalidade é restabelecer uma nova  oclusão (forma como os dentes se tocam e encaixam uns nos outros). Trata-se de uma área de grande abrangência que reunirá todas as especialidades odontológicas para que os todos os detalhes sejam observados atenção.

Cada caso envolve o planejamento multidisciplinar, onde todas as necessidades são traçadas pela equipe. Na maioria dos casos, o planejamento é realizado unindo várias informações obtidas no exame clínico, na expectativa inicial do paciente e no diagnóstico  do modelo de gesso que é uma réplica da situação inicial do paciente. Trabalhamos em cima dessa boca em gesso fazendo uma simulação do tratamento em cera que funciona de forma parecida com um projeto arquitetônico onde é simulado o sorriso inicial para aquele paciente.

A consulta inicial é considerada a limpeza da casa (quando necessário), onde os trabalhos inadequados são removidos, as cáries são limpas e são instalados dentes provisórios confeccionados de acordo com o enceramento inicial.

Após os provisórios começamos a trabalhar com a fundação da construção da boca que são as especialidades de apoio: canais necessários, tratamento periodontal, confecção de pinos metálicos nas raízes, enxertos ósseos (quando necessário), implantes nas regiões sem dentes ou nas regiões com indicação de extração de dentes.

Após a fundação do trabalho estar adequadamente saudável e estruturada, o paciente é moldado, fotografado, selecionada a cor dos dentes com iluminação adequada e todas essas informações são enviadas ao ceramista para que os dentes sejam criados de forma natural devolvendo a estética e a função mastigatória

Uma reabilitação pode ser feita da seguinte forma:

- Em cima dos seus próprios dentes

Na ausência deles podera ser feita com:

- Instalação de implantes

- Proteses parciais removiveis

- Protese total (dentadura)

- Com instalação de aparelho ortodôntico

protese-dentaria reabilitacao2 da37-img-3774_bg

 

A importância do Sorriso

19 outubro, 2013 às 09:18  |  por Dr. Rogerio Agulham

Em uma pesquisa feita há cerca de um ano, entre diferentes pessoas, países e culturas, foi constatado que 47% das pessoas reparam primeiramente no sorriso das outras, ao invés de olhos, cabelos, roupas…. Com isso, a Colgate, resolveu fazer um “teste” com seus consumidores.

Nas 3 fotos que seguem da propaganda, o que mais chama a atenção é a sujeira nos dentes dos modelos. Após uma analise minuciosa, pode-se constatar que na primeira foto a senhora apresenta um dedo a mais que o normal.

Já na segunda foto, um braço “fantasma” aparace abraçando o homem que está com o dente sujo

E na terceira foto, o modelo não apresenta uma orelha…..

Lógico que depois que lrmos e prestarmos atenção nas imagens, tudo fica mais claro…. Mas inicialmente, o que mais lhe chamou a atenção?

Por isso cuide sempre de seu Sorriso!

A equipe do CEOPAR estará sempre disponível para os atender e oferecer o melhor tratamento possível

www.ceoparana.com.br

41 3338-7029

Pay attention!!

Restaurações após tratamento de canal

7 fevereiro, 2012 às 09:26  |  por Dra. Michele de Camargo

Sabemos que existem de uma maneira geral, dois tipos bacterianos, os aeróbios e anaeróbios, ou seja, um grupo de bactérias, que pode viver na presença de oxigênio e são chamadas de aeróbias e outro grupo , que vive em meios com ausência de oxigênio e denominadas de anaeróbias. Estas bactérias possuem comportamentos e resistências diferentes, mas as anaeróbias são conhecidamente mais resistentes aos medicamentos normalmente usados pelos Cirurgiões Dentistas. Possuem um poder de contaminação mais efetivo e complexo de atuação. Portanto são mais difíceis de serem destruídas, por outro lado sabemos , que estão presentes e em maior número no interior dos canais radiculares de uma maneira geral. Por estas questões nos dias atuais os tratamentos endodônticos têm sido mais complexos, devido ao comportamento destes microorganismos.

Na Endodontia temos meios efetivos para lidar com estes elementos, através de protocolos de instrumentação cada vez mais efetivos e rápidos. Nossas medicações usadas têm demonstrado eficiência, porém os Especialistas sabem das dificuldades no lidar com estas bactérias. A fase final do tratamento endodôntico tem na obturação do canal seu ponto máximo, através do selamento deste importante espaço com a participação de um cimento e cones de guta percha, através do preenchimento lateral e até a região apical das raízes trabalhadas. Sabemos, que quando bem realizada esta missão o paciente terá uma situação perene de saúde nesta região.

Mas, no dia a dia das atividades clínicas temos observado alguns resultados negativos de tratamentos de canal, embora corretamente realizados. Isto é devido quando há falência no vedamento das restaurações das porções coronárias em algum momento. A proteção da parte coronária quando apresenta falhas de selamento ou vedação permite a passagem ou penetração de toxinas, fluídos ou até mesmo bactérias, que provocam a dissolução do cimento obturador promovendo espaços ou vazios no canal, que servem de morada ou abrigo de toxinas ou até mesmo de colônias bacterianas, que com o passar do tempo geram o fracasso do tratamento do canal. Na verdade, o tratamento endodôntico leva as culpas, mas quem promoveu a falha foi à falta de vedamento. Portanto, aconselhamos, que o selamento deva ser realizado o mais rápido possível através da restauração da parte coronária dos dentes, que tiveram seus canais tratados.

Sabemos, que um dente com ruptura de restauração na média com mais de três dias exposto a estas condições, já pode estar sujeito à contaminação bacteriana de todo ambiente de sua obturação de canal. Com esta conduta você evitará ter que retratar o canal ou refazer todo trabalho.

A fotografia mostra nos bordos (limites da parede da cavidade e o material restaurador) as manchas e mudanças de coloração, que são os indicadores de que existem infiltrações e contaminações bacterianas.

Nesta fotografia o molar teve perda da restauração por fadiga.

Observa-se no assoalho da cavidade a existência de restos alimentares, partes de material forrador e nas paredes da cavidade manchas, que caracterizam dentina contaminada por germens. Se o dente tinha tratamento de canal e ficar mais de três dias exposto, como no caso da foto, certamente levará o antigo tratamento de canal ao fracasso, pois ocorrerá a contaminação bacteriana.

Tratamento de canal e gravidez!!

21 outubro, 2009 às 08:00  |  por Dr. Fabio Leal Braga

Recentemente, tem-se observado grande número de doenças pulpares inflamatórias, ocorrendo também na fase gestação, não ligados diretamente a esta fase, mas como conseqüência de um momento, onde outros fatores tornam-se prioritários e os cuidados com a higiene oral são negligenciados, permitindo a evolução de cáries não tratadas e o posterior comprometimento pulpar. Diante deste quadro, o clínico e/ou o endodontista, vê-se obrigado a realizar um tratamento que alivie a dor e, ao mesmo tempo, não interfira negativamente no estado físico e emocional em que a paciente se encontra. Segundo Sonis e Fanzi o melhor período para a execução de procedimentos odontológicos é entre o 2º e 3º trimestre de gestação, ou seja, entre a 13ª e a 38ª semana, quando o feto já está um pouco mais adaptado ao estado em que se encontra. Mas em caso de urgência (pulpites, traumatismos, processos infecciosos, etc.) este atendimento pode ser realizado em qualquer período, pois a dor e a ansiedade geradas podem ser mais prejudiciais do que o próprio tratamento odontológico. Neste caso, deve-se tomar algumas precauções tais como: evitar a posição horizontal devido ao risco de pressionar a veia cava inferior, provocando uma queda de pressão arterial na paciente com possibilidade de síncope; executar radiografias apenas quando estritamente necessário e sempre com avental de chumbo protetor; não utilizar anestésicos contendo adrenalina ou noradrenalina (catecolaminas), principalmente no primeiro trimestre, pois pesquisas científicas relacionam seu uso a alterações cerebrais no feto. Deve-se dar preferência a substâncias com poder anestésico, tais como a lidocaína e a mepivacaína, atentando também para a técnica anestésica apurada e quantidade da droga injetada. Evitar a prescrição de medicamentos com efeitos colaterais adversos ou de pouco tempo de utilização na clínica (p. ex. tetraciclinas, vancomicina, clorafenicol, quimioterápicos, etc.), além de ter o cuidado de entrar em contato com o médico pré-natalista para um acompanhamento mais seguro do caso. Quando o tratamento endodôntico for a indicação correta, cabe ao profissional, embasado na experiência clínica e diagnóstico, nos recursos que dispõe e no quadro clínico diagnosticado, decidir qual a melhor conduta a seguir, pois sabe-se que o tratamento endodôntico requer um maior número de tomadas radiográficas e tempo mais prolongado para a execução, a depender das dificuldades encontradas, além do estresse gerado. Neste caso, realiza-se o tratamento de urgência, medica-se a paciente quando necessário, e adia-se o tratamento definitivo para após o parto, quando certamente haverá mais tempo e segurança para a execução do procedimento. O período de gestação é “curto” frente à possibilidade de um quadro irreversível, ocasionado por um tratamento mal conduzido, com conseqüências que podem comprometer a qualidade de vida da gestante e do bebê.

Qual o limite???

1 outubro, 2009 às 08:00  |  por Dr. Fabio Leal Braga

Dizem que o céu é o limite… mas para o tratamento de canal, o fim do dente é o limite!!  Então como determinar o comprimento certo para trabalho se não podemos ver? Antes era o tato do dentista juntamente com a radiografia que determinavam como seria realizado. Com as inovações temos um tratamento indolor, rápido e silencioso. Como exemplo citamos os localizadores apicais. Pequenos computadores capazes de determinar com exatidão eletrônica o comprimento do dente.

 

Este aparelho marca, milimetro a milimetro, o avanço do instrumento no interior do dente determinando o comprimento ideal para trabalho elevando o índice de sucesso do tratamento. Com essa precisão temos um dente totalmente limpo… ou… sem dor (a melhor parte… ).