Arquivo mensais:março 2016

Artigo – Anomia ambiental e a debilidade institucional

29 março, 2016 às 16:47  |  por Ana Maria Ferrarini

Por Reinaldo Dias

A crise ecológica que vivenciamos pode ser caracterizada pela intensidade das manifestações climáticas extremas da natureza, a diminuição da biodiversidade, o desmatamento desenfreado, a contaminação do ar, do solo e das águas e pelo gradativo desabastecimento hídrico das cidades.

No Brasil, a crise ambiental é agravada pela crise das instituições, conflito de poderes, incoerência dos atos do governo, ausência de autoridade e a falta de rumo do país, características de um quadro de anomia social.

Foi o sociólogo francês Émile Durkheim quem caracterizou a anomia, como sendo o enfraquecimento das normas numa determinada sociedade. Na situação de anomia faltará à sociedade regulamentação durante certo tempo. Não se saberá o que é possível e o que não é, o que é justo ou injusto, o que é certo ou errado, o que é legítimo e o que é ilegítimo. Enfim, quais os limites da ação social.

Esse quadro de anomia social contribui para o agravamento de vários problemas ambientais, que em outra situação seriam enfrentados pelos órgãos governamentais, mas que não o fazem em decorrência do quadro anômico.

O conceito de anomia ambiental contribui para um melhor entendimento da crise ecológica que afeta o país, particularmente a crise hídrica e a disseminação do mosquito aedes aegypti. Se expressa através da violação sistemática das normas jurídicas ambientais estabelecidas pelo Estado e na impunidade com as quais os grupos poderosos exercem e promovem a ilegalidade, bloqueando ou desvirtuando eventuais resistências a seus interesses. A anomia ambiental se nutre da existência de legislação debilitada e por vezes contraditória, na transgressão às normas que protegem as Áreas de Proteção Ambiental e outras áreas ecológicas vulneráveis, na hegemonia do interesse especulativo em relação à necessidade da conservação e na frágil utilização da gestão ambiental nas áreas naturais protegidas.

Em resumo, tomando por base o conceito de Durkheim, a anomia ambiental se configura como uma situação que favorece o desrespeito à legislação, a debilidade institucional, a insegurança jurídica, a deficiência e até mesmo a ausência de gestão, com predominância de autoridades permissivas e corruptas no poder.

O desrespeito às normas que facultam o acesso a informação ambiental sobre questões que envolvem recursos naturais, assim como os diversos processos adotados pelo Estado na sua tarefa de proteger a natureza, constituem outro elemento característico de uma situação de anomia ambiental.

O cidadão necessita de informação ambiental para conhecer, participar e decidir em relação ao meio ambiente enquanto bem comum. É um direito seu. A negação ao direito de acesso configura uma situação característica de um estado de anomia ambiental com a consequente impunidade dos infratores que pode resultar em concessão ou retenção irregular de licenças ambientais, por exemplo.

Neste contexto, a ideia de anomia descreve a crise ambiental agravada pela decomposição ética das instituições governamentais que permitem a exploração insustentável dos recursos naturais e o enfraquecimento dos mecanismos de regulação e controle, o que implica na formação e consolidação de uma cultura da transgressão das normas ambientais. Neste caso, grupos poderosos se articulam tendo como ponto em comum uma moral mafiosa que visa justificar os atos praticados à margem da lei.

Na base desse processo o não cumprimento das leis ambientais tem sua origem na corrupção do sistema político. Neste, quando os interesses econômicos são menores as leis ambientais são relativamente seguidas. Ao contrário quando estes interesses envolvem as grandes corporações, como nos recentes casos da montadora Volkswagen e da mineradora Samarco, o não cumprimento é significativo.

No Brasil a prática de desobediência envolve as empresas que contaminam reiteradamente o solo, os rios e os oceanos; as grandes madeireiras que continuam desmatando aceleradamente na Amazônia, as corporações imobiliárias que invadem as praias destroem mangues e outros ecossistemas sensíveis para abrirem loteamentos, também o fazem ao redor das áreas de proteção ambiental para venderem a proximidade com a natureza. A lista é enorme e facilmente acessível em qualquer canto do país.

É claro que a anomia ambiental se nutre e se amplia em consequência da anomia social e política pela qual passa o país. Sua caracterização como ambiental tem o objetivo de chamar a atenção para o problema, que não é só ecológico, mas também político e social.

*Reinaldo Dias é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Campinas. Doutor em Ciências Sociais e Mestre em Ciência Política pela Unicamp. É especialista em Ciências Ambientais.

 

Novo selo ambiental indicará a pegada de carbono e água de produtos

29 março, 2016 às 16:45  |  por Ana Maria Ferrarini

O Sistema ABNT de Medição e Certificação da Pegada de Carbono de Produtos será lançado oficialmente no próximo dia 06 de abril, na cidade de São Paulo.

Com o objetivo de acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, a ABNT e a Carbon Trust, organização sediada em Londres sem fins lucrativos que aconselha governos e companhias ao redor do mundo, desenvolveram o Sistema Brasileiro de Medição e Certificação da Pegada de Carbono de Produtos. Este projeto foi patrocinado pela Embaixada Britânica no Brasil e desenvolvido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MDIC).

Com base na experiência da Carbon Trust em seu próprio sistema e de outros países, este sistema baseia-se em normas internacionais reconhecidas e foi projetado juntamente com os seus beneficiários finais – as indústrias brasileiras contando com um grupo de empresas de 7 setores industriais: aço, alimentos, alumínio, cimento, tecidos, químicos e vidros.

A Pegada de Carbono de um produto mostra a quantidade de gases de efeito estufa emitida durante a fabricação de um produto; e um resumo de quais componentes (materiais de entrada, resíduos e emissões por processo) contribuem mais para o total da pegada. Munido desta informação, empresas e governos podem tomar decisões para encontrar formas eficazes de otimizar processos e consequentemente reduzir as emissões.

Este sistema apoia os esforços do Brasil para fomentar uma economia sustentável, alinhado com a Política Nacional de Mudanças Climáticas e com o Plano Indústria. Como a matriz energética brasileira tem uma participação importante de energia renovável, os indicadores tendem a ser relativamente favoráveis na comparação internacional permitindo que a indústria brasileira tire partido de uma vantagem competitiva natural do País.

A ABNT sendo a gestora do Sistema e, trazendo esse conhecimento inédito ao Brasil, coloca à disposição das empresas de todos os setores e portes, mais um serviço com a marca de excelência ABNT.

Mueller Ecodesign Social ganha Prêmio Lide de Sustentabilidade

29 março, 2016 às 16:43  |  por Ana Maria Ferrarini

O projeto Mueller Ecodesign Social foi o vencedor, na categoria Sustentabilidade, do Prêmio LIDE – entregue no último fim de semana, em São Paulo. O projeto é uma iniciativa do Shopping Mueller e conta com a parceria de profissionais de arquitetura,design de interiores e paisagismo, além de mais de 100 empresas para reformar entidades assistidas pela Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS). A segunda edição do projeto, premiada, reformou a Casa das Meninas do Novo Mundo, assistida pela FAS.

O Fórum Nacional de Varejo, Consumo e Shopping Centers, realizado de 18 a 20 de março, entregou o Prêmio Lide às principais empresas varejistas em 11 categorias. O evento foi promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, liderado por João Doria, presidente do Comitê Executivo, e Luiz Fernando Furlan, chairman of the Board, e pelo LIDE Comércio, presidido por Marcos Gouvêa de Souza. O Grupo LIDE tem o objetivo de difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários.

Prêmios

O projeto Mueller Ecodesign Social já recebeu prata na categoria Newton Rique de Sustentabilidade do Prêmio Abrasce 2015.  A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) elege anualmente as melhores ações promovidas pelos malls de todo o País, com o intuito de incentivar e valorizar os projetos que mais se destacaram nas categorias Marketing – Campanhas Institucionais, Marketing - Eventos e Promoções, Expansão & Revitalização, Newton Rique de Sustentabilidade.

A iniciativa também recebeu uma homenagem especial durante a premiação do Top de Marketing 2015. A premiação, oferecida, anualmente, pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – seção Paraná (ADVB-PR), é considerada o “Oscar de vendas e marketing paranaense”.

Um pouco mais sobre o Mueller Ecodesign Social

O Mueller Ecodesign Social é uma evolução da Mostra Ecodesign, que mantém, portanto, como principal pilar a sustentabilidade. A proposta é levar a exposição do mall para espaços reais, amparando diretamente o público. Após a conclusão, a reforma feita no local permanece na entidade, beneficiando dezenas de pessoas. Em sua primeira edição, o projeto atendeu a Casa do Piá 1, ao qual beneficiou cerca de 20 meninos que moram no local.

O Projeto Mueller Ecodesign Social é uma realização do Shopping Mueller e conta com o patrocínio máster do Centro Universitário Curitiba – Unicuritiba, e o apoio do Núcleo Paranaense de Decoração, Programa e Revista Casa Sul, Fundação de Ação Social (FAS), IPCC – Instituto Pró-Cidadania de Curitiba, Nenad Estúdio Fotográfico, Centro de Ação Integrada em Sustentabilidade (CAIS) e Tintas Coral.

Nutricionista apresenta 5 razões para incluir soja nas refeições

29 março, 2016 às 16:40  |  por Ana Maria Ferrarini

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A soja é uma das leguminosas mais completas e pode proporcionar diversos benefícios para a saúde. Ela é rica em proteínas de alta qualidade, gorduras “boas” (como as mono e poli-insaturadas), fibras, vitaminas e minerais. No Brasil, a Anvisa aprovou a soja como um alimento com propriedade funcional e recomenda o consumo de no mínimo 25 gramas por dia da proteína vinda desse alimento, associado a hábitos de vida saudáveis.

Segundo a nutricionista Glaucia Figueiredo Braggion, nutricionista especializada em nutrição esportiva, refeições com maior consumo de alimentos vegetais são benéficas, já que esses alimentos são ricos em fibras solúveis que formam uma espécie de gel no trato-digestório e tornam a digestão mais lenta, proporcionando sensação de saciedade por mais tempo. “O recomendado é que haja uma variação ao incluir a soja na alimentação, fazendo uso deste grão no preparo de saladas, pratos quentes ou vitaminas e alterando seu uso no cardápio, para evitar a monotonia alimentar”, completa.

A nutricionista apresenta 5 razões para você incluir a soja em seu cardápio:

1- Proteína de qualidade
Fonte de proteína vegetal de alto valor biológico, o grão pode desempenhar um papel importante na saúde. Sua composição rica em lipídeos, carboidratos, proteínas, fibras e outros nutrientes como vitaminas A e C, cálcio, potássio e isoflavonas que podem ajudar na prevenção de doenças cardiovasculares, osteoporose, câncer, diabetes e podem ajudar a reduzir os sintomas da menopausa.

2- Faz bem ao coração
Incluir a soja na dieta pode trazer benefícios ao coração uma vez que a proteína da soja auxilia na diminuição dos níveis de colesterol sanguíneo, um importante fator de risco para doença coronariana. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a proteína de soja é um nutriente com propriedades funcionais e/ou de saúde e foi aprovado que o consumo diário de no mínimo 25g de proteína de soja pode ajudar a reduzir o colesterol. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação variada e a hábitos de vida saudáveis.

3- Alimento Seguro
Seu consumo é seguro para todas as faixas etárias, podendo fazer parte de uma alimentação equilibrada e aliada a hábitos de vida saudáveis tanto para crianças quanto para adultos, dentro de uma alimentação equilibrada e variada.

4- Zero lactose
As bebidas e os alimentos à base de soja não possuem lactose, podendo assim ser indicados a quem possui intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite. Ainda, algumas bebidas à base de soja do mercado possuem fortificação de cálcio, com o mesmo teor presente no leite, mas é sempre bom ter ciência de que qualquer restrição deve ter acompanhamento de um profissional de saúde garantindo adequação calórica e ingestão de todos os nutrientes.

5- Alimento Versátil
A soja pode ser consumida de diversas maneiras. Seja através do grão em refeições ou nas versões em bebidas de soja, em vitaminas e shakes.

Boa ideia: shopping carioca procura empreendedores para criar um andar inteiro de comércios veganos

18 março, 2016 às 11:29  |  por Ana Maria Ferrarini

O gerente de marketing do Vertical Shopping, que fica no centro da cidade do Rio de Janeiro, quer ter um andar inteiro com lojas e restaurantes veganos. Leandro Pagnoncelli também é adepto do veganismo e iniciou um projeto de captação de empreendedores interessados.

O Vertical Shopping é, como o nome sugere, um centro de compras localizado em um edifício de 13 andares com mais de 50 lojas. O 10º andar está sendo esvaziado para abrigar apenas comércios veganos. O shopping, fundado em 2003, está em uma área de grande fluxo de pedestres e conta com algumas lojas famosas como a marca de roupas Farm. O local tem 3 elevadores, segurança e conforto típicos de shoppings.

Qualquer tipo de estabelecimento vegano é bem-vindo. Lojas de roupas e calçados, empórios e até lanchonetes, cafés e restaurantes. Os espaços disponíveis têm uma média de 40 m² e os pacotes de aluguel, que incluem condomínio e outras taxas, gira em torno de R$ 5.700,00 por mês. Um valor até bem razoável por se tratar de um shopping. Segundo Leandro, pode haver ainda negociação nos valores.

Aos interessados em montar seus estabelecimentos veganos no Vertical Shopping, seguem informações importantes abaixo.

Serviço

Vertical Shopping | Apresentação / Site
R. Sete de Setembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro-RJ

Leandro Pagnoncelli – Gerente de Marketing
Telefone (21) 2242-4790 | e-mail: marketing@verticalshopping.com.br

Fonte – Portal Vista-se

“Carnes da terra” com jaca e casca de banana verde

18 março, 2016 às 09:57  |  por Ana Maria Ferrarini

O Chef André Vieland participou de  uma oficina gratuita com receitas e degustação de “carnes vegetais”, orgânicas e saudáveis.Ele  preparou um ceviche de carne de jaca e um antepasto de casca de banana verde.

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Ceviche de jaca verde

Ingredientes:
- 24 gomos que envolvem o caroço da jaca cozidos e laminados
- 3 colheres de sopa de azeite
- 1 dente de alho ralado
- 1 cebola roxa laminada bem fina
- 1 colher de sopa de gengibre ralado
- suco de 2 limões
- 1 colher de molho de pimenta
- Sal a gosto

Modo de preparo: Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes e deixe descansar por uma hora na geladeira. Sirva em taças individuais.

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Antepasto de casca de banana verde

Ingredientes:
- Casca laminada de 10 bananas cozidas
- 1 pimentão vermelho fatiado em tiras
- 1 cebola laminada
- 2 dentes de alho laminados
- 2 colheres de sopa de uva passa
- azeite, sal e pimenta do reino a gosto

Preparo da casca de banana verde - As bananas verdes vão com casca e tudo ao fogo, cobertas com água, cozinhando até que a casca escureça ou até que a banana comece a abrir. Ainda quente, deve-se separar a polpa das cascas. Essa polpa batida no liquidificador é a famosa biomassa de banana verde, bastante versátil e que pode ser congelada para uso posterior. O ideal para as receitas que utilizam a casca é retirar toda a polpa, o que pode ser feito raspando com ajuda de uma faca. Então, a casca está pronta para ser temperada e utilizada em diversas receitas.

Modo de preparo: Misture todos os ingredientes numa forma e leve ao forno pré-aquecido por aproximadamente 30 minutos. Retire, deixe esfriar e sirva como antepasto.

Fonte: Informar -Ubatuba – Renata Takahashi

Cultive uma hortinha e estimule seu filho a comer melhor

15 março, 2016 às 17:32  |  por Ana Maria Ferrarini

Cultivar uma hortinha, ver de perto a colheita e manusear os alimentos estimula a criança a comer mais frutas, verduras e legumes

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Para mostrar às crianças que, além de saudável pode ser prazeroso comer frutas, verduras e legumes, cultivar uma horta traz resultados e é divertido. “Além de aprender sobre o assunto, vendo de perto e manuseando os alimentos, a prática estimulará o interesse da criança em experimentar o que ela mesma plantou”, comenta a paisagista Ameres Lamotte.

Espaço e ferramentas - Antes de comprar as mudas ou as sementes, é preciso ter as ferramentas: uma pequena pá ou sacho, ancinho (para misturar a terra) e o regador. Dependendo do espaço, você pode usar vasos médios, jardineiras, um canteiro ou uma área no quintal de, no mínimo, 1 m x 30 cm.

Terra ajuda no desempenho - Para o plantio de legumes, a recomendação é que se use adubo orgânico. “Mas para o bom desempenho da hortinha, é usado no solo substrato vegetal adubado e terra preta, na proporção de meio a meio”, orienta a paisagista.

Semente ou muda? - As duas formas são interessantes à criança. As mudas devem ser compradas pequenas (15 cm de altura) e plantadas no vaso ou no canteiro diretamente. Assim, crescem rápido e a colheita acontecerá logo. Se escolher as sementes, use varetas e barbantes para delimitar o espaço de plantio. Lembre-se de ler atentamente o rótulo do pacote das sementes para saber a melhor época a ser plantada.

Cuidados - A rega deve ser diária, mas evite deixar as mudas encharcadas, pois apodrecem. “Coloque argila expandida no fundo do vaso e, em seguida, uma manta de bidin e, depois, a terra para que a água seja drenada”, ensina. “Quanto à exposição ao sol, dê preferência à luz da manhã. E, se houver previsão de geada ou temperaturas muito baixas, cubra as plantas com um jornal ou manta para proteção à noite”, explica Ameres Lamotte.

Frutas, verduras e legumes - Se não tiver espaço suficiente, coloque as mudas ou sementes de legumes em vasos separados. Algumas frutas também vão muito bem em vasos, como o tomate e o morango. Use a jardineira para plantar verduras e ervas. “Se você tiver um espaço vertical, que possa colocar alguma estrutura de suporte, poderá ter lindas trepadeiras com frutas, além de legumes, como pepino, abóbora ou chuchu”, explica a especialista.

Assim, além da interação entre pais e filhos, as crianças acompanham o crescimento do alimento e crescem as chances de provar e gostar de vegetais.

Fonte: Terra 

Curitiba citada como exemplo de cidade moderna pela ONU

15 março, 2016 às 17:21  |  por Ana Maria Ferrarini

Agência da ONU afirma que essas mortes são resultado de fatores de risco ambientais, como poluição do ar, da água e do solo entre outros; região da África é a que registra mais óbitos: 2,2 milhões. Curitiba citada como exemplo de cidade moderna.

Por Edgard Júnior, da Rádio ONU – 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, calcula que 12,6 milhões de pessoas morrem todos os anos devido a condições ambientais insalubres.

Os dados são de 2012 e mostram que esse óbitos foram registrados em áreas onde essas pessoas viviam ou trabalhavam sem as condições mínimas de higiene ou de saúde.

Ações

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou que “se os países não adotarem ações para transformar os ambientes em que as pessoas vivem ou trabalham em áreas mais saudáveis, milhões vão continuar adoecendo e morrendo muito jovens”.

O relatório sugere medidas de baixo custo que os governos podem adotar para reverter a tendência de alta nas mortes causadas por ambientes insalubres.

Os especialistas citam a redução no uso de combustíveis fósseis como a gasolina e o diesel e aumentar o acesso da população a tecnologias de baixo carbono.

O uso de tecnologias limpas para cozinhar, para aquecimento e iluminação vão reduzir o número de infecções respiratórias, doenças coronárias e até mesmo queimaduras.

Aumentar o acesso à água potável e a serviços de saneamento, assim como promover o hábito de lavar as mãos vão reduzir os casos de diarreia.

Leis para proibir o uso de tabaco e a exposição à fumaça também vão ajudar a diminuir as doenças do coração e infecções respiratórias.

O relatório cita ainda a melhora do sistema de trânsito e o planejamento urbano como outro ponto positivo. Para os especialistas, a construção de casas que usem sistemas para economizar energia também irá ajudar na redução da poluição.

Curitiba

Nesse último caso, a OMS menciona a cidade de Curitiba, no Paraná como um exemplo. Segundo a agência, as autoridades investiram na urbanização de favelas, processos de reciclagem e no popular sistema de trânsito de ônibus rápido.

Esse sistema é integrado a espaços verdes e calçadas para encorajar caminhadas e o uso de bicicletas.

O documento afirma que apesar de um aumento de 500% do número de habitantes nos últimos 50 anos, os níveis de poluição do ar em Curitiba são comparativamente menores do que em outras cidades. A expectativa de vida também é dois anos maior do que a média nacional.

Fatores de Risco

O relatório da OMS cita como fatores de risco ambientais a poluição do ar, da água e do sólo, como também exposição a substâncias químicas, mudança climática e radiação ultravioleta.

Segundo a agência da ONU, esses fatores contribuem para mais de 100 doenças ou ferimentos.

O documento mostra que as doenças crônicas, ligadas à poluição do ar, incluindo as pessoas expostas à fumaça do cigarro, são responsáveis pela maioria dessas mortes, cerca de 8,2 milhões.

Por exemplo, a OMS diz que derrames, câncer e problemas do coração e respiratórios crônicos representam quase dois terços do total de mortes causadas por ambientes não saudáveis.

Houve uma redução nas mortes por infecções como diarreia e malária, geralmente ligadas à água poluída ou serviços de saneamento insuficiente.

Crianças e Idosos

A agência explica que entre as razões para esse resultado estão o aumento do acesso à água potável e serviços de saneamento e esgoto, junto com mais acesso à vacinação, remédios e mosquiteiros.

Os riscos ambientais afetam em maior parte as crianças e os idosos, principalmente as menores de cinco anos e os que têm entre 50 e 75 anos. Anualmente, as mortes de 1,7 milhão de crianças e de 4,9 milhões de adultos nessas faixas etárias poderiam ser evitadas através de uma melhor gestão ambiental.

Segundo a OMS, as regiões mais afetadas pelo problema são as de baixa e média rendas. O sul e o leste da Ásia registraram 3,8 milhões de mortes, seguidos pela região do Pacífico com 3,5 milhões e da África com 2,2 milhões. A região das Américas ficou com a menor quantidades de óbitos: 847 mil.

O relatório mostrou que entre as doenças relacionadas ao meio ambiente que mais matam são: derrame, problemas do coração, câncer, doenças respiratórias crônicas e diarreia. (Rádio ONU/ #Envolverde)

* Publicado originalmente no site da Rádio ONU.

Doze receitas de queijos vegetais vegans

14 março, 2016 às 16:38  |  por Ana Maria Ferrarini

Capturar

Doze receitas de queijos vegetais vegans feitos com amêndoas, tofu, cajus, tremoços, batata, mandioca, sementes de girassol e frutos secos. Receitas fáceis e deliciosas para aprender a fazer queijos vegetais, em casa, sem lactose e sem produtos de origem animal. Existem queijos vegetais de diversos sabores e consistências, que podem ser usados no pão, em tostas, em receitas de pizza, saladas, lasanha e em outras receitas que levem queijo. Aos queijos pode adicionar azeitonas, orégano, ervas de Provence, pimenta e outros ingredientes de que goste.
Experimente! Assista!

http://oplanetaquetemos.blogspot.com.br/2016/03/12-receitas-de-queijos-vegetais-vegans.html