Arquivo mensais:setembro 2016

Brasileira recebe medalha inédita em Congresso Mundial de Conservação

28 setembro, 2016 às 17:29  |  por Ana Maria Ferrarini

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Maria Tereza Jorge Pádua ganha destaque pelos esforços feitos em prol da conservação da fauna e da flora brasileiras em mais de 50 anos de carreira

A agrônoma Maria Tereza Jorge Pádua recebeu, no dia 6 de setembro, a Medalha comemorativa John C. Phillips 2016, a mais alta condecoração do Congresso Mundial da Conservação 2016. Ela é a primeira brasileira e a segunda mulher a receber o prêmio, que desde 1963 reconhece personalidades que se destacam internacionalmente pela contribuição excepcional à conservação da natureza. A primeira mulher premiada foi Indira Gandhi, ex-primeira ministra da Índia, em 1984. A condecoração também celebra a vida e trabalho do cientista da qual leva o nome, que foi um pioneiro no movimento conservacionista.

Com atuação decisiva para a criação de diversos parques nacionais e outras unidades de conservação em todo o Brasil, Maria Tereza já participou no conselho de importantes organizações mundiais ligadas à conservação da natureza, como a IUCN, o World Resources Institute (WRI) e World Wide Fund-International. Atualmente ela é membro do Conselho da Comissão Mundial de Áreas Protegidas (WCPA) da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), do Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e do Conselho da Fundação Pró-natureza (Funatura). Também é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

A escolha do premiado é feita por um júri composto por cinco membros do comitê constituinte da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), que organiza, a cada quatro anos, o Congresso Mundial da Conservação. Em 2016, o evento acontece em Honolulu, no Havaí, durante os dias 1 a 10 de setembro, e reúne os mais importantes representantes e formadores de políticas ambientais de todo o mundo.

Na opinião da diretora executiva da Fundação Grupo Boticário Malu Nunes, Maria Tereza foi uma das protagonistas centrais de uma época única para a conservação da natureza brasileira. “Com sua contribuição, o Brasil dos anos 1960 evoluiu de um discreto patamar para chegar à década de 1980 entre os países mais avançados em termos de áreas protegidas. Foi um crescimento intenso e consistente, nunca visto antes no nosso país”, comenta a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, instituição da qual Maria Tereza é membro do Conselho Curador desde 1990. Para Malu, a contribuição de Maria Tereza para a conservação da natureza merece ser reconhecida mundialmente e, por isso, a Fundação Grupo Boticário a indicou para a medalha John C. Phillips da IUCN. “E, agora, é com imenso orgulho que recebemos a notícia de sua premiação”, complementa Nunes.

 

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Premiações

Além da Medalha John C. Phillips, Maria Tereza já recebeu o prêmio Fred Packard, em 2008, um reconhecimento oferecido pela Comissão Mundial de Áreas Protegidas (WCPA) da IUCN, que reconhece o serviço prestado em prol das áreas protegidas. Em 1999, o prêmio Henry Ford condecorou sua atuação individual, assim como o prêmio Jean Paul Getty para a Conservação da Natureza, considerado o Prêmio Nobel da Ecologia.

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Trajetória pioneira

Natural de São José do Rio Pardo (SP), Maria Tereza Jorge Pádua é a primeira mulher a ter posição de destaque no setor de conservação e foi pioneira em muitas atividades que realizou. “Quando comecei a graduação havia apenas duas mulheres na turma de Agronomia e quatro na Universidade. Fui a primeira mulher a atuar com parques nacionais na área de conservação da natureza no Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal e isso se repetiu muitas e muitas vezes, até hoje”, comenta ela.

Sua trajetória está intimamente ligada à história do Brasil e à luta pela preservação da flora e da fauna nacionais. Formada em Agronomia com mestrado em Ecologia e Manejo de Vida Silvestre, ela começou sua carreira no recém-criado Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) em 1968, no qual atuou por 18 anos e fez história. Quando começou seu trabalho, apenas 0,28% da extensão do Brasil era protegido, segundo ela. “Quando saí do IBDF, muitos parques nacionais haviam sido criados. Nós quintuplicamos a área protegida no país e criamos inclusive a primeira reserva biológica marinha: o Atol das Rocas”, conta com orgulho.

Além de vários parques na Amazônia, região onde não havia unidades de conservação no início da carreira de Maria Tereza, a lista de áreas protegidas criadas por ela incluem a Chapada Diamantina, Serra Geral, Fernando de Noronha, Serra da Capivara (a primeira na Caatinga) e o Pico da Neblina. “De certa forma era fácil escolher as áreas, pois praticamente não havia unidades de conservação no Brasil”, comenta ela. “A dificuldade estava no apoio da população e dos políticos. As pessoas não percebiam a importância das áreas verdes, pois o sinônimo de desenvolvimento para a época era asfalto e concreto”.

Em 1986, com o apoio de outros conservacionistas, ela criou a Fundação Pró-Natureza (Funatura), a segunda organização não governamental focada em conservação da natureza do Brasil. Grandes conquistas estão no currículo da organização, como a criação das primeiras Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) no Brasil e a criação do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, primeira área protegida nos Campos Gerais. Em fevereiro de 1989 o IBDF foi extinto e cedeu lugar ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). A instituição foi presidida por Maria Tereza Jorge Pádua em 1992.

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Entre as diversas realizações de Maria Tereza ao longo de sua carreira, destaca-se a criação de 15 parques nacionais, o apoio em ao menos outros 4 e a implementação de diversas áreas que conservam a natureza local em mais de 9 milhões de hectares. O Projeto Tamar, de proteção de tartarugas marinhas, o Projeto Peixe-boi e o Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres (Cemave) também estão na lista de suas realizações.

No entanto, para ela, ainda há muito a ser feito. “Meu sonho é que o Brasil investisse em pesquisas direcionadas ao manejo de fauna. Nós já perdemos o bonde da história e as listas de animais ameaçados de extinção estão aí para comprovar isso”, alerta. “Nós já perdemos tanto e vamos esperar mais o que? Já passou da hora de agir”, afirma Maria Tereza Jorge Pádua.

*Maria Tereza Jorge Pádua é membro da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

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Símbolo do Paraná, araucária caminha para extinção

28 setembro, 2016 às 17:15  |  por Ana Maria Ferrarini

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Iniciativas públicas e privadas são implantadas para reverter a condição da Araucaria angustifolia

A araucária, árvore símbolo do Paraná, está entre as espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção e com alto risco de desaparecimento na natureza em um futuro próximo. Faz parte da lista de espécies ameaçadas de extinção da IUCN (The World Conservation Union – A União Internacional para Conservação da Natureza) e da Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção do IBAMA – Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. De vulnerável, em 1998 e 2000, a Araucaria angustifolia passou para a categoria ‘criticamente em perigo’ em 2006.

Pesquisas indicam que a Floresta com Araucária já perdeu aproximadamente 97% de sua área original, o que compromete totalmente a variabilidade genética da araucária. Esse quadro se deve, dentre outros fatores, à conversão das áreas de florestas nativas (Floresta com Araucária) para a agricultura, ao crescimento das cidades e ao uso da madeira. Em 2001, mapa do Ministério do Meio Ambiente já mostrava que áreas de floresta com araucária em estágio avançado de conservação não passavam de 0,8% (66 mil hectares) de remanescentes. O Paraná já chegou a ter 8 milhões de hectares cobertos por Floresta com Araucária. Hoje a situação é muito mais grave.

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Resgate e conservação

Para contornar a situação da araucária existem inúmeros projetos que visam o reflorestamento e uso sustentável, programas de resgate e conservação da araucária, projeto de uso e conservação da araucária na agricultura familiar e criação e implantação de Unidades de Conservação em áreas de Floresta com Araucária, lista a professora Leila.

Borges avalia que há muito pouca coisa ocorrendo nos dias de hoje de fato voltada à conservação da natureza, o que implica não só na busca da conservação da araucária como de todo o ecossistema a que pertence a Floresta com Araucária. Um exemplo de ação concreta de proteção de áreas naturais remanescentes desse ecossistema é o programa Desmatamento Evitado, desenvolvido pela SPVS. Em 12 anos de operação, os resultados apontam para um sucesso de mais de 36% de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, criadas e manejadas, em relação ao número de proprietários apoiados ao longo do período.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Mata do Uru é um exemplo. Mantida pelo Grupo Positivo, por meio do Instituto Positivo em parceria com a SPVS e família Campanholo, fica região da Lapa (PR), a área de cerca de 128 hectares, ao lado de quase 300 hectares do Parque Estadual do Monge, abriga uma área preservada de Floresta com Araucária. Lá é realizado o Programa de Educação Ambiental, que convida os visitantes a conhecer a fundo a Floresta com Araucária e todas as suas peculiaridades.

Controvérsias

No entanto, de acordo com Borges, existe um conjunto amplo de atividades que não estão direcionadas à conservação da biodiversidade envolvendo a espécie Araucaria angustifolia e que não devem ser interpretados equivocadamente. “Estímulos ao plantio de araucária para finalidades econômicas é um trabalho paralelo, que pode ser admitido, mas que é secundário em relação a ações diretas de conservação de áreas naturais”, acentua.

Também ocorrem muitas iniciativas relacionadas ao “manejo sustentável” de araucária, pleiteando a exploração das árvores maiores nos últimos remanescentes como a “única forma de conservação” existente. “Uma afirmação mentirosa e demagógica, mas que politicamente é aceita em setores de órgãos ambientais do governo e na própria academia em situações isoladas”, reclama Borges.

Por fim, a intensificação de ações e projetos de conservação e preservação da espécie é condição obrigatória para que a araucária sobreviva. Caso contrário, num prazo não muito longo, a espécie será uma imagem bordada na bandeira do Paraná e vista e conhecida apenas em fotografias e livros didáticos.

Lançado livro sobre áreas naturais particulares

28 setembro, 2016 às 17:07  |  por Ana Maria Ferrarini
Foto de Zig Koch

Foto de Zig Koch

De acordo com a lei, todos os proprietários de terras no Brasil precisam respeitar o Código Florestal, além de outras restrições de uso do solo rural. Porém, há proprietários que não se limitam a obedecer estas normas, ultrapassam a linha do dever e ampliam as iniciativas de conservação da natureza, tornando suas áreas protegidas. É sobre esses casos que trata o livro “Patrimônio Natural Privado no Brasil”.

A publicação em forma de livro de arte, organizada por João Meirelles Filho e Clóvis Borges, divide-se por biomas e divulga exemplos de iniciativas privadas de destaque, sobre propriedades que foram transformadas em reservas legais ou Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), a mais alta categoria de área protegida privada, pois garante proteção do local para sempre.

Ao reunir o conhecimento de sete especialistas em ciências naturais e sustentabilidade, o livro mostra o crescente papel das iniciativas privadas – sejam individuais, familiares, empresariais ou de organizações sem fins lucrativos – na conservação do patrimônio natural brasileiro por meio de 126 imagens e mapas, além de levantar questões importantes sobre o tema. Em sintonia com a temática, estarão expostas no Solar do Rosário, desde o lançamento até o dia 10 de outubro, pinturas de artistas paranaenses que retratam a paisagem natural.

A exposição privilegia os pintores que tiveram ou têm por inspiração temas relacionados à natureza das paisagens típicas do Paraná, como Álvaro Borges Jr, Cristina Strapação, Fernando Calderari, Fernando Ikoma, João Osório, Leon Bosko, Maria Angela Tassi, Marilene Zanchet, Paulo Gambus e Rogério Dias. A mostra também contempla uma homenagem especial para artistas falecidos e que fazem parte da história da arte do Paraná, como Alvaro Borges, Ricardo Krieger, Sofia Dimynski e Vivian Vidal.

A publicação do livro foi viabilizada por financiamento de grupo (group founding), com apoio do Instituto Peabiru, editora Metalivros e Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). A iniciativa surgiu a partir do desejo de um desses proprietários conscientes da necessidade da conservação de áreas naturais, Dieter Brephol, diretor da Lapinha SPA. O interesse inicial de produzir um livro sobre sua reserva, batizada de Mata das Imbuias por conter exemplares seculares desta árvore, se transformou em uma publicação que abrange não só ela, mas exemplos de terras preservadas em todos os biomas do Brasil.

No lançamento, foi apresentado o recital de piano “Villa-Lobos e a natureza do Brasil”, pela pianista Salete Chiamulera, doutora em música pela UFRGS e única representante brasileira no 11º Concurso Chopin, em 1985. Na ocasião, também houve sessão de autógrafos com o organizador Clóvis Borges.

Programa que recicla EPS (isopor®) amplia sua abrangência e agora recicla toda a cadeia de Poliestireno

28 setembro, 2016 às 17:04  |  por Ana Maria Ferrarini

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Preocupada em dar o destino certo aos produtos recicláveis, a Termotécnica – uma das maiores indústrias mundiais de transformação de EPS (isopor®) e líder no mercado brasileiro deste segmento – estendeu a atuação do Programa Reciclar EPS e passa agora a recolher e reciclar – além do EPS (isopor®) – todos os demais produtos da cadeia de Poliestireno.

Dessa maneira, a empresa inclui novos itens aos que são recolhidos para reciclagem em todo o país, como bandejinhas de supermercado, marmitas e copos de café, todos também 100% recicláveis.

Paulo Michels, Coordenador de Sustentabilidade da Termotécnica, alerta que como são recipientes utilizados para alimentação, só podem ser reciclados se estiverem limpos e secos. “Com essa ampliação, nossa proposta de reciclagem se fortaleça dentro da casa das pessoas, no supermercado, na rotina da comunidade, o que é muito importante para a conscientização coletiva”, analisa.

Albano Schmidt, presidente da Termotécnica reforça que a empresa se responsabiliza integralmente pela reciclagem e logística reversa dos produtos oriundos da cadeia do poliestireno. “Nos comprometemos com a orientação e o estímulo à reciclagem, mas precisamos reforçar a responsabilidade – que é de todos nós – de fazer o descarte correto. É o nosso compromisso com o meio ambiente e com as próximas gerações,” enaltece o presidente.

Números representativos do Programa Reciclar EPS

- Mais de 30 mil toneladas de EPS reciclado pela Termotécnica desde 2007;

- 100 empregos diretos;

- Redução de 1/3 em energia e insumos;

- Mais de 1.200 Pontos de Coleta;

- 391 cooperativas envolvidas;

- mais de 5mil famílias impactadas.

Detalhamento do programa

A Termotécnica passou a investir no desenvolvimento de uma ampla cadeia de logística reversa, o que foi um desafio substancial, pelo fato de ser um material extremamente leve (98% de seu volume é composto por ar).

Com investimentos na ordem de R$15 milhões, instalaram-se unidades de reciclagem em Manaus (AM), Petrolina (PE), Indaiatuba (SP), Rio Claro (SP), São José dos Pinhais (PR), Joinville (SC) e Sapucaia do Sul (RS).

Portal online indica o ponto de entrega mais próximo

Com o objetivo de fortalecer a divulgação do Programa, a Termotécnica disponibiliza o Portal Reciclar EPS: www.reciclareps.com.br

Se a intenção for verificar onde está o ponto de entrega mais próximo, é só acessar o portal. Ao clicar no link “Onde reciclar”, o site identifica e direciona, em todo o território nacional, o ponto mais próximo de recolhimento de EPS para reciclagem.

Termotécnica

A Termotécnica é a maior indústria transformadora de EPS da América Latina e líder no mercado brasileiro deste segmento. Produz soluções para Construção Civil, Embalagens e Peças Técnicas, Conservação, Agronegócios e Movimentação de Cargas.

Foi eleita em 2015 pelo Guia Exame de Sustentabilidade como a empresa mais sustentável do ano no Brasil na categoria Química e destacou sua atuação na categoria Gestão de Resíduos. Além disso, desde 2014, figura entre as 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar no Brasil, segundo a Revista Você SA.

Aos 55 anos, tem sua trajetória marcada pelo empreendedorismo, desenvolvimento tecnológico e respeito ao meio ambiente. Com matriz em Joinville, possui unidades de negócios em Manaus (AM), Petrolina (PE), Rio Claro (SP), Indaiatuba (SP), Joinville (SC) e Sapucaia do Sul (RS).

Escolas Associadas da Unesco se reúnem para debater a sustentabilidade no planeta

28 setembro, 2016 às 16:57  |  por Ana Maria Ferrarini

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Ação conjunta entre os nove colégios curitibanos do PEA Unesco acontece nesta quinta (22) no Teatro Paiol. Conferência será no estilo TED Talks

No Ano Internacional do Entendimento Global, os colégios que fazem parte do Programa de Escolas Associadas (PEA) da Unesco participam de uma série de apresentações e debates sobre a sustentabilidade, e como ela pode transformar o mundo por meio de soluções inovadoras e criativas. Entre as escolas curitibanas associadas ao programa, a ação conjunta para a apresentação sobre o tema aconteceu no dia 22 desetembro, no Teatro Paiol.

“A ação conjunta é um evento plural, em que as nove instituições de ensino curitibanas associadas ao PEA levam seus alunos para apresentar ao público seus trabalhos e ideias para cuidar do planeta, no formato de conferências TED Talks”, explica a professora Adriana Karam, coordenadora regional do PEA Unesco no Paraná.

No Brasil, 300 escolas integram o programa, sendo nove de Curitiba: Colégio Opet, Colégio Bastos Maia, Bom Jesus, Colégio Positivo, Colégio Saint Germain, Nossa Senhora de Sion, Escola da Colina, Escola de Educação Especial São Francisco de Assis (Afece) e Escola Nilza Tartuce.

Cidadania Planetária

A noção da Cidadania Planetária baseia-se na visão unificadora de uma sociedade mundial. Ela compreende um conjunto de princípios, valores, atitudes e comportamentos universais, para que todas as pessoas possam perceber a Terra como uma única comunidade e possam atuar o cuidado e manutenção do planeta. O desafio estratégico do PEA Unesco é fazer com que as suas escolas possam ajudar de forma efetiva na construção dessa Cidadania Planetária.

Presente em 10 mil escolas de 181 países, o PEA foi criado no período pós Segunda Guerra para estender as ações da Unesco na Educação. Com sede em Paris, o programa busca criar uma rede internacional de escolas que trabalhem pela ideia da cultura da paz, promovendo a qualidade na educação e a busca pela justiça, liberdade e desenvolvimento humano na construção de uma cidadania planetária.

Após 20 anos, queixadas são encontrados no Parque Nacional do Iguaçu

28 setembro, 2016 às 16:46  |  por Ana Maria Ferrarini

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Câmeras espalhadas pelo Parque Nacional do Iguaçu, no oeste do Paraná, registraram imagens de queixadas (Tayassu pecari) – animais também conhecidos como porcos-do-mato – que não apareciam na região há mais de duas décadas. A descoberta surpreendeu os pesquisadores de um projeto que monitora a fauna do parque, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Segundo Carlos Rodrigo Brocardo, pesquisador do projeto e associado do Instituto Neotropical Pesquisa e Conservação, o desaparecimento do queixada no Parque Nacional do Iguaçu chegou a ser reportado em diversos trabalhos internacionais.

Originários das florestas tropicais das Américas, os queixadas correm risco de extinção em virtude, principalmente, da caça predatória e da destruição de habitat. Atualmente, estão extintos em El Salvador e considera-se que cinquenta por cento da sua área de distribuição possuí poucas chances de sobreviver em longo prazo. No Brasil, são considerados vulneráveis à extinção em todos os biomas do País, contudo, sendo raros em alguns, como é o caso da Mata Atlântica. Como se alimentam de frutos e vegetais, esses animais destacam-se pela sua contribuição na dispersão de sementes e por controlar o crescimento de plântulas, o que favorece a diversidade florestal.

Mais de 30 câmaras flagram presença de animais no Iguaçu

Clique em 02210031 para assistir!

O projeto que identificou a presença de queixadas no Parque Nacional do Iguaçu é o “Mamíferos como indicadores da saúde do ecossistema Floresta com Araucárias”, desenvolvido pelo Instituto Neotropical Pesquisa e Conservação, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

“A ocorrência de animais ameaçados de extinção em unidades de conservação pode ser um sinal de que o ecossistema está bem protegido; por isso apoiamos esse projeto que analisa a presença dessas espécies dentro do Parque Nacional do Iguaçu, para identificar o nível de ameaça e, posteriormente, criar um plano de ação para conservá-las”, explica a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes.

Segundo o pesquisador Carlos, desde março deste ano, 30 câmeras foram instaladas em vários pontos estratégicos do Parque Nacional do Iguaçu. Diferentes espécies já foram flagradas, como onça-pintada (Panthera onca), cutia (Dasyprocta azarae), tamanduá-bandeira(Myrmecophaga tridactyla) e anta (Tapirus terrestris).

Musculação e dieta vegetariana: é possível obter bons resultados sem o consumo de carne?

28 setembro, 2016 às 16:42  |  por Ana Maria Ferrarini

Dieta equilibrada é essencial para garantir o consumo de proteínas necessárias para o ganho de massa magra

Conquistar um corpo definido e tônus muscular estão entre os principais desejos dos praticantes de musculação – a atividade é, indiscutivelmente, a mais recomendada para o ganho de massa magra. Porém, também é de conhecimento geral que investir na malhação não é a única regra para aqueles que desejam conquistar a boa forma: os praticantes dessa atividade sabem que seguir uma alimentação balanceada e rica em proteínas, especialmente as de origem animal, é tão importante quanto suar na academia. A relação dieta x exercícios é fundamental tanto para o desempenho quanto para os resultados – fator que pode gerar muitas dúvidas nos adeptos ao vegetarianismo. Por restringir de forma total ou parcial o consumo de alimentos de origem animal, a vertente alimentar pode parecer pouco favorável àqueles que desejam desenvolver músculos. Contudo, tal crença não passa de mito: quando bem orientada, a dieta com restrição ao consumo de carne pode ser tão nutritiva quanto a onívora e propiciar o aporte proteico necessário para o ganho de massa magra, desde que alguns cuidados sejam tomados.

Diferentes vertentes

A motivação para adoção de uma dieta vegetariana pode ser fundada em questões variadas, desde crenças filosóficas ao simples desejo de adotar um estilo de vida mais saudável. Justamente por envolver questões complexas que, em alguns casos, vão além da questão alimentar, existem diversas vertentes que podem ser mais ou menos restritivas quanto ao consumo e utilização de produtos de origem animal.

Vegetarianos x Veganos

Dentre as vertentes mais comuns podemos citar os vegetarianos estritos, que assim como os veganos, não consomem qualquer alimento de origem animal, incluindo carnes, ovos, derivados do leite, mel, e até mesmo gelatina. A diferença substancial entre eles é que para os veganos essa preocupação não se limita somente à dieta: seus adeptos também evitam produtos cosméticos, de vestuário ou qualquer outro item que tenha origem ou que envolva a exploração animal em sua fabricação. Contudo, do ponto de vista nutricional, a dieta seguida por essas duas categorias é similar, baseando-se exclusivamente no consumo de alimentos de origem vegetal.

Vegetarianismo flexível

Existem também aqueles que simplesmente desejam diminuir ou eliminar a ingestão de alimentos de origem animal, fazendo parte das linhas mais flexíveis do vegetarianismo. Neste âmbito, as mais populares são os Ovolacto-vegetarianos – que restringem o consumo de carne mas ingerem ovos, leite e derivados; os Ovo-vegatarianos – que limitam sua dieta ao consumo de vegetais, mas também fazem uso de ovos; e os Lacto-vegetarianos – que não consomem ovos, mas podem ingerir leite e derivados. Outras vertentes podem aderir, até mesmo, o consumo de carnes brancas ou somente a carne de peixe, por exemplo. Porém, nestes casos, a disponibilidade de alimentos ricos em proteínas não difere muito de uma dieta onívora.

Aminoácidos x dieta vegetariana

Deixando de lado as questões filosóficas e atentando para o ponto de vista nutricional, as dietas que excluem o consumo de carnes como a vegetariana estrita, a vegana, a ovolacto-vegetariana e suas variações são as que mais geram questionamentos quanto a sua eficácia no ganho de massa magra, uma vez que existe o consenso de que estes alimentos são substanciais para a oferta de nutrientes construtores dos músculos.

Abertas inscrições para Mostra Animal de Cinema 2017

28 setembro, 2016 às 16:40  |  por Ana Maria Ferrarini
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Estão abertas as inscrições para a “VII Mostra Internacional de Cinema pelos Animais – Mostra Animal 2017, em Curitiba/PR”. Cineastas profissionais ou amadores, brasileiros ou estrangeiros, podem inscrever filmes de qualquer duração (longa, média ou curta metragem) que abordem as questões oriundas do relacionamento do ser humano com os animais não-humanos, visando desenvolver na sociedade um maior respeito aos últimos, além de incutir e disseminar a ideia de que não existe, cientificamente falando, absolutamente nada na espécie humana que nos confira o direito de explorar os demais animais do orbe terrestre.
Nas últimas edições, a Mostra Animal se desdobrou em exibições itinerantes em diversas cidades, como em Florianópolis/SC, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Brasília/DF e Recife/PE. Em maio desse ano, a Mostra trouxe filmes de diversos países ao público brasileiro, entre eles Alemanha, Estados Unidos, Israel, Canadá, Inglaterra, Noruega e Hungria, abordando diversos temas relacionados aos animais, desde o amor entre tutores e seus cães e gatos à luta para a preservação das gigantescas baleias.
“Em 2017, queremos repetir o sucesso das edições anteriores. Pessoas apaixonadas por animais formam um público naturalmente apoiador da Mostra”, fala Ricardo Laurino, presidente da SVB, Sociedade Vegetariana Brasileira, “mas o tema dos direitos animais sensibiliza outros públicos também, como ecologistas, defensores da abolição de testes farmacológicos em animais, pessoas que lutam contra o uso de pele ou couro animal na indústria de moda.”
Idealizada pelo Grupo Curitiba da SVB, a Mostra Animal ocorrerá nos dias 18 e 19 de março de 2017, no Cine Guarani, em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba. Ricardo explica que qualquer pessoa pode colocar uma câmera nas mãos e gravar seu vídeo abordando um aspecto de como se desenvolve a interação entre humanos e animais. Além de vídeos amadores, a Mostra contará com filmes consagrados sobre o tema e que já viajaram o mundo. Ele complementa: “Estamos abrindo a temporada de caça, mas desta vez caçaremos em favor dos animais, abrindo oportunidades para filmes em que a história seja contada do ponto de vista deles, digamos assim.”
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no sitewww.mostraanimal.com.br, na página “Inscrições de Filmes”, até o dia 01 de novembro de 2016. A Mostra Animal é um evento organizado pela SVB em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura da Cidade.
SERVIÇO: Mostra Animal 2017 – 18 e 19 de março – Inscrições de filmes até 01 de Novembro – Cine Guarani

Contagem regressiva para o maior Festival de Cinema Socioambiental do sul do país

28 setembro, 2016 às 16:37  |  por Ana Maria Ferrarini

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O Festival Internacional de Cinema Socioambiental (Planeta.Doc) chega à terceira edição em 2016 já consolidado como o maior evento do gênero no sul do país e um dos principais do Brasil. No ano passado foram mais de 900 filmes inscritos na mostra competitiva, com a exibição gratuita de 83 obras e o envolvimento de estudantes de ensino médio, fundamental e universitário de todo o Estado de Santa Catarina. Para este ano o Planeta.Doc aportará em Florianópolis entre 21 de outubro e 13 de novembro com uma extensa programação aberta ao público.

No total, cerca de 80 filmes premiados em eventos como Sundance, Cannes e Festival de Cinema de Berlim sobre temas relacionados ao nosso planeta serão exibidos gratuitamente em universidades, espaços culturais públicos, cineclubes, escolas de ensino médio e fundamental. Entre os espaços previstos na Capital estão a UFSC, Udesc, Sapiens Parque, Centro Integrado de Cultura (CIC), Fundação Cultural Badesc, SESC Prainha, Instituto Estadual de Educação e Instituto Padre Vilson Groh. Em parceria com a UDESC, as sessões também serão realizadas para estudantes em Lages, Ibirama e Laguna, além de Florianópolis.

“É motivo de muito orgulho promover um festival de informação e educação que revela e debate a dimensão do impacto ambiental das sociedades humanas. O Planeta.Doc desperta uma profunda reflexão sobre a construção de sociedades mais sustentáveis e inclusivas”, explica Mônica Linhares, produtora cultural e diretora do evento. A programação também será composta pelas mostras não-competitivas Cidades Humanas, Planeta.Doc Lixo Zero, Ecozine Festival Internacional de Cine y Medio Ambiente de Zaragoza, Cinemateca da Embaixada da França e Mostra Diretores.

Outro destaque será o Planeta.Doc Conferências, nos dias 3 e 4 de novembro, com participação de cientistas e especialistas na área socioambiental. Os encontros acontecerão no Auditório Garapuvu da Universidade Federal de Santa Catarina. “Nossa missão como Festival de Cinema Socioambiental é mostrar por meio de filmes as práticas geradas internacionalmente para a promoção da sustentabilidade, com foco nas inovações que incidam positivamente na preservação e na melhoria da qualidade de vida”, destaca Mônica.

O Planeta.Doc 2016 tem o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de Florianópolis e Fundação Franklin Cascaes, e apoio cultural da Neoway Business Solutions, Resort Costão do Santinho e Digilab. Apoio institucional da Udesc, UFSC, Unisul, Fundação Certi, Sapiens Parque, Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Fundação Catarinense de Cultura, Secretaria de Educação de Florianópolis, Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina, Cinemateca da Embaixada da França no Brasil, Embaixada da França no Brasil, Instituto Francês, Embaixada da Espanha, Fundação Cultural Badesc, SESC em Santa Catarina e Instituto Estadual de Educação. São parceiros do Festival o Instituto Lixo Zero Brasil, Semana Lixo Zero, Ecozine Festival Internacional de Cine y Medio Ambiente de Zaragoza,, Cineclube Presença, CineClube Iphan, Aequo Sustentabilidade, TV UFSC e Projeto Guarani Serra Geral.