Arquivo mensais:março 2017

Cem gramas diários de carne vermelha aumentam em 19% os riscos de diabetes tipo 2

29 março, 2017 às 17:46  |  por Ana Maria Ferrarini

Um novo estudo do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard descobriu forte associação entre o consumo de carne vermelha – especialmente processada – e o aumento do risco de diabetes tipo 2, doença que atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo todo.

Os pesquisadores descobriram que 100 gramas diários de carne vermelha estavam associados a 19% de aumento de risco de diabetes tipo 2. E a metade dessa quantidade de carne processada (um cachorro-quente ou duas fatias de bacon, por exemplo) estava associada ao aumento de 51% nesse risco.

O estudo também mostra que a substituição da carne vermelha por outras fontes de proteína como laticínios com pouca gordura, nozes e grãos integrais pode baixar os riscos em até 23%.

As conclusões são do maior estudo sobre o assunto, com cerca de 300 mil pessoas, acompanhadas desde a década de 1970 e publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”.

Homus de Feijão Branco

29 março, 2017 às 17:44  |  por Ana Maria Ferrarini

HomusFeijaoBrancoPadraoWPIngredientes

1 xícara (de chá) de feijão branco cru
2 colheres (de sopa) de tahine
3 colheres (de sopa) de azeite de oliva
3 colheres (de sopa) de suco de limão
1 dente de alho médio (pode tirar o miolo, para ficar mais suave)
Sal a gosto
Pimenta a gosto
Cominho a gosto

Modo de preparo

Antes de tudo, deixe o feijão de molho, coberto com o dobro de água, por 8 horas.
Escorra, lave e coloque em uma panela de pressão, cubra com 1 dedo de água e deixe cozinhar em fogo médio. Assim que pegar pressão, abaixe o fogo, deixe cozinhar por 15 minutos e desligue.
Escorra e coloque em um processador ou liquidificador potente, adicione o tahine, azeite, suco de limão, o alho e tempere com sal, pimenta e cominho a gosto. Bata até obter uma pasta uniforme e leve à geladeira por pelo menos 3 horas antes de servir, para ficar ainda mais gostoso. Está pronto!

Vegetarianismo na infância é possível?

29 março, 2017 às 17:35  |  por Ana Maria Ferrarini

A dieta vegetariana está a cada dia mais atraindo novos adeptos, pois além de oferecer uma alimentação saudável também contribui para o meio ambiente e respeita os direitos dos animais. Recentemente, a Universidade de Harvard (EUA) divulgou um estudo que avalia as causas de mortes por qualquer motivo e constatou que pessoas que consomem proteína animal, principalmente a carne vermelha, possuem até 2% a mais de chances de falecimento; se o indivíduo possuir doenças cardiovasculares, esse número aumenta para 8%. Já para quem escolhe proteínas vegetais, o risco de morte por qualquer causa cai até 12%.

Porém, apesar de diversos benefícios e da popularidade em alta, ainda existem muitas dúvidas relacionadas à dieta, principalmente quando se trata da alimentação das crianças. Um dos principais questionamentos é se a restrição de alimentos pode prejudicar o crescimento dos pequenos, contudo diversos médicos e estudiosos garantem que não existem riscos, desde que os pais contem sempre com o acompanhamento de um nutricionista.

Segundo Cyntia Maureen, nutricionista, tirar a proteína e outros alimentos de origem animal da dieta das crianças só terá problemas se a substituição não for feita da maneira adequada. “Os pais têm um papel muito importante na alimentação dos pequenos. Crianças que conhecem alimentos variados tendem a manter uma alimentação mais rica em vitaminas e nutrientes ao longo da vida. Com o consumo de proteínas vegetais originárias apenas da natureza, a criança vegetariana terá uma alimentação mais saudável, favorecendo seu desenvolvimento em todos os âmbitos”, comenta Cyntia.

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) classifica quatro tipos de dieta vegetariana: ovolactovegetariana (sem carne, mas com ovos, leite e derivados); lactovegetariana: (sem carne e ovos, mas com leite e derivados); ovovegetariana (sem carne, leite e derivados, mas com ovos) ou vegetariana estrita (sem carne, leite e ovos). Para a consultora da Superbom, “se seguidas e acompanhadas por um médico ou nutricionista todas são recomendadas para as crianças”.

vegetais-mais-nutritivos

Abaixo, Cyntia pontua alguns nutrientes que demandam atenção especial na dieta das crianças vegetarianas, sendo estes importantes para o equilíbrio de suas necessidades:

  • Ferro - O ferro é encontrado em vegetais verde-escuros como couve, espinafre e rúcula e em leguminosa, onde podemos citar os feijões, ervilha e a lentilha. Porém, é recomendado que este seja consumido associando-o uma fonte de vitamina C para que seja melhor absorvido.
  • Proteínas - Dependendo da dieta incorporada, os vegetarianos podem encontrar proteínas em ovos, leites e derivados. No caso dos veganos, opções como tofu, soja, cogumelos, grãos e leguminosas podem ser ingeridos e irão compensar tranquilamente as proteínas animais.
  • Zinco - Apesar de ser encontrado em abundância na carne, o zinco também está presente em grãos e leguminosas como o feijão, cereais integrais e castanhas. Uma dica que contribuir com a digestão destes, é deixá-los de molho antes do preparo, assim o fitato presente não prejudica sua assimilação pelo organismo.
  • Cálcio - Muitos acreditam que o leite é o alimento que possui maior quantidade de cálcio, mas este não é o melhor nem a principal fonte deste nutriente. Podemos encontrar cálcio em frutas como damasco, figo e tangerina e também em verduras verde-escuras como brócolis e, principalmente, a couve.  Para saber o quanto a criança precisa, é necessário o acompanhamento regular de um nutricionista, pois alguns alimentos são mais absorvidos que outros.
  • Vitamina B12 - A vitamina B12 está presente em todos os alimentos de origem animal, sendo, praticamente ausente em alimentos vegetais. Sendo assim, para crianças que seguem a dieta vegetariana estrita, é necessário o uso de suplementação específica prescrita unicamente por um pediatra ou nutricionista.

Artigo – Crises de Originalidade: o despertar socioambiental

29 março, 2017 às 17:30  |  por Ana Maria Ferrarini

Evolução da humanidade, mudanças climáticas, adaptação. Palavras que se destacam no contexto mundial, ditando o comportamento que marcará o momento histórico atual.

Vivenciamos as mudanças do clima. Calor e frio intensos, cheias e secas de rios desastrosas, furacões. A natureza como uma mãe severa, repreende seus filhos rebeldes que insistem em insurgir aos seus ditames, não respeitando à ordem natural que rege o mundo.

O homem, filho rebelde, coloca-se no epicentro dos acontecimentos, acreditando ser o detentor da chave da vida, dominando tecnologias capazes do ato atroz e hediondo de sacrificar o que, no auge da sua soberba arrogância, classifica como menor ou menos importante em um sistema que aparenta ser hermeticamente fechado.

Com a procuração tácita, outorgada pelos seres rotulados de irracionais, o homem que se auto classifica no topo da cadeia, busca inspiração nos princípios emanados do direito divino, positivando-os de forma explícita ou implícita no arcabouço legal. Entretanto, foge da abstração e generalidade que orienta a criação de uma lei, havendo uma pletora específica e direcionada sobre os diversos assuntos, parecendo uma metástase prestes a matar o hospedeiro.

O rio, na enchente, não respeita as pomposas cidades construídas em suas margens, a palhoça do caboclo, os pirangueiros ribeirinhos, o plantio e os animais. Na seca, o solo racha, peixes morrem lentamente, cozidos em um caldeirão a céu aberto. Nas queimadas, ouve-se o lamento da vida que se esvai no crepitar da madeira, lixiviada de sonhos e expectativas vãs. Na melodia fúnebre cantada por motosserras, sepultam-se perspectivas de novas espécies de vegetais, em proporções incomensuráveis.

Enquanto isso, o cenário dos ecossistemas, num ambiente letárgico, continua crédulo na infinidade dos recursos naturais, ainda tão generosos, ouvindo absurdos e rotulando de alarmistas com adjetivos de ecochatos e biodesagradáveis, aqueles que já despertaram do sonho progressista. Narrando a saga de expedições lendárias no Inferno Verde, procurando eldorados, ao invés de procurar preservar e conservar a biodiversidade, sua verdadeira riqueza.

Resta-nos apenas dizer: acorda homem, acorda!

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Rodrigo Berté é diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

Esmeralda é esperança de conservação de primatas extremamente ameaçados

29 março, 2017 às 17:27  |  por Ana Maria Ferrarini

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Uma fêmea de muriqui-do-norte – um dos primatas mais ameaçados de extinção das Américas – é a mais nova esperança para a conservação de sua espécie. Batizada de Esmeralda, ela foi recentemente resgatada em uma área do pequeno distrito de Esmeraldas de Ferros, em Minas Gerais, onde estava isolada, e levada para a Mata do Luna, área no mesmo estado onde se encontra um pequeno grupo de machos da mesma espécie. Os pesquisadores da ONG Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB), com o apoio financeiro da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, esperam que ela seja aceita pelo bando e possa, assim, reproduzir e perpetuar a espécie.

Os muriquis-do-norte ou muriquis-de-minas (Brachyteles hypoxanthus) contam, desde setembro do ano passado, com o Programa de Conservação Muriquis de Minas, idealizado por especialistas da MIB e executado pela Fundação Biodiversitas, também apoiada pela Fundação Grupo Boticário para lutar por sua conservação. Atualmente, a espécie conta com apenas mil indivíduos, que vivem todos no Brasil, sendo que 800 em Minas Gerais. Uma equipe multidisciplinar formada por cientistas, estudantes e educadores trabalha em três vertentes: pesquisa, manejo e educação para proteger a espécie.

Esmeralda é a primeira fêmea que está passando por um processo de translocação nesse programa e, portanto, é também a esperança para gerar filhotes e perpetuar a espécie. “Cada fêmea de muriqui engravida de três em três anos. Mas um fato positivo é que elas podem copular com diversos machos no mesmo período, o que aumenta a possibilidade de sucesso reprodutivo”, explica Fabiano Melo, biólogo, professor e pesquisador responsável pelo Programa.

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Tecnologia a favor da biodiversidade

A novidade desse tipo de ação é a utilização de um drone para localizar os indivíduos, apelidado de “drone-qui”. O aparelho está em fase de final de produção, feito especialmente para aumentar o potencial de localização e monitoramento das populações. “O modelo de busca pelo muriqui com os drones pode ser replicado para outras espécies ameaçadas”, explica Melo. Vários exemplos do uso dessa tecnologia vêm sendo implementados no Brasil e no mundo. No caso deste programa, o diferencial é a identificação dos muriquis usando câmeras termais de alta definição. O drone deve ficar pronto no mês que vem.

Para Emerson Antônio de Oliveira, Coordenador de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário, apoiar projetos como do muriqui e acompanhar todo o processo é, ao mesmo tempo, motivo de satisfação e de apreensão: “ficamos na expectativa de que dê tudo certo e possamos ter resultados positivos para biodiversidade de nosso país. Esperamos que a comunidade e governo locais possam contribuir com os pesquisadores para que mais Esmeraldas possam ser localizadas e tenham seu espaço respeitado”.

Parceiros

O Programa de Conservação dos Muriquis de Minas está sendo executado pela ONG Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB) com o financiamento da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, apoio institucional das ONGs Fundação Biodiversitas e Preserve Muriqui, Reserva do Ibitipoca, Conservação Internacional, Universidades Federais de Goiás, Regional Jataí (UFG-REJ), Federal de Viçosa (UFV) e Storm Security.  Nessa ação de captura também ​houve apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA-MG), Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG), da University of Wisconsin-Madison (UW) e da Universidade de Brasília (UnB)​.​

Hospital Veterinário Intensiva é referência em atendimento humanizado para animais

29 março, 2017 às 17:23  |  por Ana Maria Ferrarini

O Hospital Veterinário Intensiva, de Curitiba, é referência em praticar o conceito de veterinária humanizada. Todos os profissionais trabalham com a saúde mental e comportamental dos animais, suas interações sociais e adaptação ao meio ambiente onde vivem, paralelamente a tratamentos tradicionais em saúde, independente da espécie. “Cuidamos do paciente como um todo, não somente a doença, e consideramos as necessidades particulares como, por exemplo, dor, sofrimento, emoções, ansiedade, estresse, medo, qualidade de vida”, explica a diretora comercial Elaine Tamura, médica veterinária.

Lilian Bevilacqua, diretora clínica do hospital, assegura que a equipe está compromissada com o conjunto de parâmetros que envolvem o atendimento humanizado de animais. Ela coloca que diariamente, os veterinários lidam em sua rotina com inúmeros dilemas e devem tomar decisões que respeitem o paciente e os preceitos éticos que envolvem a profissão. A médica veterinária explica que algumas condições patológicas desestabilizam o organismo do animal de tal forma que o internamento torna-se indispensável para realizar o tratamento. “O nível de assistência e acompanhamento que o paciente pode necessitar depende de seu status fisiológico, podendo exigir cuidados de básicos a intensivos”, observa.

Com o coração

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O coração do Hospital Veterinário Intensiva é o internamento, assegura a diretora clínica. “Tudo foi planejado para que os bichos sejam tratados da mesma forma como gostaríamos que nossos companheiros pet fossem tratados; toda a estrutura foi idealizada para atingir a esse objetivo”, destaca. O ambiente hospitalar é aconchegante e proporciona o bem-estar físico e psicológico dos pacientes. Por exemplo, os internamentos de cães e gatos são separados e climatizados, os alojamentos são espaçosos e confortáveis. Essas condições favoráveis permitem que eles possam repousar enquanto recebem o tratamento necessário. “Esses cuidados são essenciais para reduzir o tempo de internação e ajudar no processo de cura”, completa a diretora comercial.

Em 2017, o Hospital Veterinário Intensiva completa 5 anos de atuação, e o diretor financeiro Alexandre Fayzano cita que o hospital funciona 24 horas todos os dias com atendimento emergencial, laboratório para procedimentos de rotina, consultórios e internamentos separados por espécies, sala de raio x e diagnóstico por imagem, alojamentos confortáveis e de vidro para evitar acidentes, centro cirúrgico, sala para  odontologia e UTI. Os modernos equipamentos (como monitores, bombas de infusão, equipamentos laboratoriais) dão suporte importante para a realização do tratamento e acompanhamento da resposta clínica do paciente durante o internamento. A estrutura ainda dispõe de espaço fitness e para reabilitação equipado com hidro esteira, esteira ergométrica e outros aparelhos fisioterapêuticos. Além disso, oferece pet shop com foco em farmácia veterinária 24 horas, acessórios diferenciados, banho e tosa. “Todos os serviços realizados por profissionais especializados em suas áreas de atuação”, assegura Alexandre Fayzano.

Corpo clínico qualificado

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Todo o corpo clínico do hospital é composto por médicos veterinários capacitados e com, pelo menos, uma especialização em área afim. “E o mais importante: compartilham com os mesmos valores de trabalho – amor pelos animais e pela medicina veterinária. São mais de 20 especialidades como clínica geral e cirúrgica, cardiologia, oncologia, nefrologia, neurologia, endocrinologia, dermatologia, oftalmologia, cuidados intensivos, ortopedia, odontologia e fisioterapia. Oferece também atendimento especializado em comportamento animal e bem-estar, homeopatia e acupuntura. O Hospital Veterinário Intensiva atende os veterinários que precisam de suporte por meio de parceria profissional.

“Nossa missão é valorizar a vida dos nossos pacientes, pois sabemos que eles fazem parte da família e devem ser tratados com todo o cuidado, respeito e dedicação”, garante Lilian Bevilacqua. “Buscamos sempre os melhores procedimentos, ambiente apropriado e utilizamos tecnologias avançadas para oferecer sempre o correto diagnóstico e tratamento”, assinala Elaine Tamura.

Depoimento

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Como resultado de todo o empenho e dedicação dos profissionais conectados com a missão e valores éticos, o Hospital Veterinário Intensiva mantém um leque de clientes que compartilham com o valor do pet como membro da família e valorizam sua saúde com tecnologia, ética e respeito. Como, por exemplo, a advogada Mônica Lebois, que é testemunha da qualidade dos serviços prestados. “Sou mãe de cinco cães e em todos os momentos que precisei de atendimento para meus filhos recebi apoio profissional da mais alta qualidade de toda a equipe. O apoio veio com carinho, atenção e cuidado extremos aos meus pequenos”, qualifica. Para ela, duas palavras definem os médicos veterinários: profissionalismo e respeito.

Serviço:

Hospital Veterinário Intensiva

Rua Júlia Wanderley, 657 – Mercês – Curitiba – PR

Contato: (41) 3082-9803