Arquivos da categoria: Atitudes sustentáveis

Startup paranaense incentiva consumo de marcas locais

28 novembro, 2016 às 08:58  |  por Ana Maria Ferrarini

Iniciativa pioneira no país tem o objetivo de conscientizar os consumidores a respeito do impacto de suas decisões de compra

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A plataforma paranaense voltapravoce® (www.voltapravoce.com.br), iniciativa pioneira no país e que tem o objetivo de conscientizar os consumidores a respeito do impacto das suas decisões de compra, foi lançada no dia 19, no gramado (Parcão) do Museu Oscar Niemeyer (MON). A ideia do projeto é que, ao invés de optar por produtos e serviços fornecidos por empresas globais, as pessoas passem a valorizar e dar preferência aos itens fabricados na sua região, como forma de impulsionar a economia brasileira, promover ganhos sociais e reduzir os impactos ambientais.

Conforme estudos que foram utilizados como base para o projeto, as marcas locais geram um retorno financeiro à sua região (de origem) cerca de três vezes maior do que as marcas globais. Os dados são do economista norte-americano e especialista em consumo local, Michael Shuman, obtidos a partir de mais de 20 pesquisas realizadas em várias partes do mundo. “Quando você compra de uma marca local, a riqueza fica no lugar que a gerou, sem que os valores escapem para outros lugares do mundo. Isso se traduz em mais oportunidades de trabalho, em transferência de renda para a população e no desenvolvimento de toda uma cadeia produtiva. Além disso, se você consome um produto que foi fabricado perto de você, o impacto ambiental gerado pelo transporte é reduzido”, explica José Buffo, idealizador da plataforma.

O voltapravoce® surgiu a partir da percepção de uma prática já comum em outros países – de valorizar e dar preferência aos produtos regionais – e também de uma reflexão a respeito do mercado brasileiro. “Se você começar a observar nos supermercados, por exemplo, vai perceber que poucas marcas globais fornecem a maioria dos produtos. Já as marcas locais não tem tanto espaço. Há aí um enorme horizonte de oportunidades a ser explorado pelas empresas regionais e que pode impactar a economia, basta apenas que o consumidor faça as escolhas certas”, afirma Buffo.
Além de empreender esforços no sentido de conscientizar o consumidor, com a divulgação de textos e informações relativas às vantagens envolvidas na prática do chamado “consumo local”, a plataforma funcionará como uma vitrine para as marcas regionais. O site irá destacar as boas práticas promovidas por empresas da indústria, do comércio e de serviços, além do retorno econômico, social e ambiental promovido por essas companhias.

O usuário também poderá saber mais sobre os empreendimentos paranaenses, divididos nas seguintes categorias: Cooperativas, Arranjos Produtivos Locais, Micro e Pequenas Empresas, Médias e Grandes Locais, Criativas, Tecnologia e Turismo. Em breve, a plataforma ainda apresentará um índice de empresas paranaenses, por segmento, onde será possível acessar os principais produtos e informações relativas às companhias alinhadas ao voltapravoce®, e um “radar”, que indicará os pontos de comercialização das marcas locais mais próximos do consumidor.
Já as empresas locais que apoiam o projeto terão à sua disposição diversos materiais de comunicação que as identificam como integrantes desse movimento. Dessa maneira, os consumidores poderão reconhecer facilmente quais são as marcas que proporcionam um retorno efetivo ao país. “Para as marcas, será também uma ferramenta de diferenciação e para contato com o seu público, por meio de selos e peças de comunicação para embalagens, gôndolas e pontos de vendas”, acrescenta Buffo.

Poder do 1%

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De acordo com Buffo, a intenção da plataforma não é alterar por completo o hábito de compra das pessoas. Mas, que elas passem a observar e incluir nos seus mixes de consumo algum produto local, mesmo que seja apenas um. É o que ele chama do “Poder do 1%”.

“Se as pessoas fizerem trocas para produtos locais equivalentes a apenas 1% de suas compras por semana, haverá um grande impacto na economia. O 1% é capaz de fazer com que as marcas sobrevivam e cresçam. O 1% pode trazer mais empregos de volta, botar mais comidas em nossas mesas, mais roupas novas em nossos corpos”, resume.
A equipe do voltapravocê®, inclusive, fez o cálculo sobre o retorno financeiro do 1% semanal em compras locais, baseado no salário médio do brasileiro e na população economicamente ativa. Ao final de um ano, o acréscimo nas companhias regionais seria de cerca de R$ 1 bilhão.

Para fazer a diferença

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O voltapravocê® nasceu em 2014, em sintonia com o mundo das novas economias – as economias colaborativas, cooperativas, participativas. Por ser antes de tudo um projeto de interesse social, a plataforma atraiu uma equipe de empreendedores individuais e empresas da economia criativa, que passaram a trabalhar juntos para que o conceito fosse delineado. “É uma iniciativa inédita nesse formato, pois conecta pessoas, empresas e instituições de uma maneira abrangente e segmentada. Há um movimento mundial de valorização do local, porém as iniciativas são pontuais e regionalizadas. Não há nada similar que proponha essa amplitude que nós propomos”, destaca Buffo.

O idealizador do projeto, José Buffo, é um dos mais premiados redatores publicitários do Paraná. Ele fundou a Heads Propaganda, a segunda maior agência independente do Brasil. Após vender suas ações no negócio, ele iniciou a mobilização em torno do voltapravocê®, reunindo pessoas engajadas em torno da ideia e incluindo novas abordagens ao projeto – resultando na proposta ampla, transformadora e colaborativa. “O voltapravocê® propõe que o consumidor faça escolhas simples, que voltam para o seu próprio bem, para o bem da sua família e para o futuro do país. Uma solução que evidencia o poder dos consumidores e que pode motivar um novo panorama econômico”, reforça.

Serviço – Plataforma Voltapravocê®
www.voltapravoce.com.br

O compromisso da notícia com a causa dos animais

28 novembro, 2016 às 08:54  |  por Ana Maria Ferrarini

A informação precisa reafirmar os verdadeiros valores e posicionamentos, de uma maneira consciente, para fortalecer a luta diária frente aos desafios

A causa dos animais requer reflexão e debate para conseguir evoluir. É necessário saber interagir com as pessoas que ainda desconhecem os seus valores e princípios. As notícias devem ser divulgadas com o intuito de buscar solução para os problemas, jamais com sensacionalismo, banalizando a violência, às vezes até indiretamente incentivando.

Para enfrentar a questão dos maus-tratos é necessário maior engajamento e a ampliação da consciência dos profissionais da imprensa. A imprensa não pode criar na sociedade o sentimento pessimista de achar que a situação dos animais está cada vez pior.

Segundo Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News (http://www.revistaecotour.tur.br) – “é preciso oferecer informações sobre ações, projetos e políticas sérias em prol do bem estar dos animais, ressaltando sempre os bons exemplos. Contribuindo, assim, para a conscientização, além de estimular o intercâmbio, através do diálogo entre as pessoas, facilitando a compreensão sobre a importância da defesa do direito dos animais”.

A defesa do direito dos animais exige conscientização através da educação, se transformando no melhor caminho para ampliar a luta contra as crueldades. É preciso intensificar a qualidade da formação dos profissionais de imprensa e o compromisso em valorizar os animais na sociedade.

Os formadores de opinião precisam pensar num mundo prático para cultivar toda a teoria transformadora nas relações entre os animais e os humanos, colaborando na construção de uma consciência crítica, combatendo as mazelas que vivemos no cenário atual.

“A informação precisa reafirmar os verdadeiros valores e posicionamentos, de uma maneira consciente, para fortalecer a luta diária frente aos desafios que temos para impedir que os animais sejam expostos as situações degradantes”, enfatiza Vininha F.Carvalho.

A abordagem necessita ser apresentada de uma maneira clara e objetiva, através de profissionais que conseguem dar um enfoque construtivo. Normalmente, a pauta que envolve a defesa dos direito dos animais é mantida apenas enquanto o problema permanece visível, não dando a mesma ênfase às soluções e medidas de correção do problema. A notícia é feita superficialmente e com um grande apelo sensacionalista.

É fundamental ter a frente do relato, profissionais especializados para propiciar a divulgação correta dos fatos que envolvem os animais, sendo capaz de formar através de seu trabalho uma legião de multiplicadores e educadores em busca de uma vida cada vez mais digna para os animais.

Infelizmente existem pessoas que em nome de defender os animais, acabam gerando uma grande confusão na cabeça do público com os quais se relaciona. Associam as crueldades sofridas pelos animais a pedidos de doação, dando origem a perigosa “indústria da esmola”, que não permite que a causa dos animais evolua e acaba transformando esta ideologia numa causa sem solução e credibilidade.

O engajamento do formador de opinião é que dará o sentido correto para a matéria. Uma notícia deve mostrar o problema enfrentado pelo animal e o que poderia ter sido feito para evitar os maus-tratos. Jamais deverá ser demonstrado que a impunidade imperou, pois isto enfraquece o processo de conscientização em prol dos animais.

“O trabalho dos jornalistas competentes e idealistas, compromissados com a ética serão cada vez mais valorizados. Através deles, será possível conquistar mentes e sensibilizar corações, estimulando a cidadania, a prática de uma postura ética no relacionamento com os animais será a diretriz”, conclui a ambientalista e editora da Revista Ecotour News.

A partir do momento, que as mentes forem mudadas, de maneira a estabelecer uma nova visão, todos saíram ganhando, os veículos de imprensa terão sua missão fortalecida e a crueldade será combatida.

Projeto Araucária+ vence prêmio de sustentabilidade

31 outubro, 2016 às 13:56  |  por Ana Maria Ferrarini

Iniciativa da Fundação Grupo Boticário e da Fundação CERTI que atua na valorização econômica da floresta com araucárias foi a vencedora na categoria Natureza do Von Martius

O superintendente geral da CERTI, José Eduardo Fiates e o diretor executivo do Centro de Economia Verde da CERTI, Marcos Da-Ré e o coordenador de estratégias de conservação da Fundação Grupo Boticário, Guilherme Karam, na Fiesp. Foto: CERTI/Fundação Grupo Boticário

O superintendente geral da CERTI, José Eduardo Fiates e o diretor executivo do Centro de Economia Verde da CERTI, Marcos Da-Ré e o coordenador de estratégias de conservação da Fundação Grupo Boticário, Guilherme Karam, na Fiesp. Foto: CERTI/Fundação Grupo Boticário

O projeto Araucária+, idealizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e pela Fundação CERTI (Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras), foi o grande vencedor do prêmio Von Martius de Sustentabilidade na categoria Natureza. A premiação aconteceu na última quarta-feira (19/10) durante o Ecogerma 2016, maior evento sobre sustentabilidade organizado pelas Câmaras de Comércio Alemãs, no auditório da FIESP, em São Paulo.

“O Araucária+ foi reconhecido como referência de sustentabilidade pelo principal prêmio do país. Certamente a característica de inovação, que é um dos eixos fundamentais da CERTI, bem como os parceiros Fundação Grupo Boticário e produtores rurais foram elementos fundamentais para esta conquista”, afirma José Eduardo Fiates, superintendente geral da Fundação CERTI.

Para Guilherme Karam, coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário, a premiação demonstra a importância de aliar a conservação à economia. “Esse reconhecimento nos dá ainda mais força para seguirmos oferecendo apoio técnico aos produtores de Santa Catarina, auxiliando-os na produção responsável da erva-mate (Ilex paraguariensis) e na coleta responsável do pinhão”.

Floresta com Araucárias, que atualmente tem menos de 3% da sua área original. Foto: Haroldo Palo Jr/Fundação Grupo Boticário

Floresta com Araucárias, que atualmente tem menos de 3% da sua área original. Foto: Haroldo Palo Jr/Fundação Grupo Boticário

O objetivo do projeto é conservar a Floresta com Araucária, agregando valor aos produtos dela extraídos. Para isso, oferece aos agricultores do Planalto Serrano de Santa Catarina apoio técnico para investir na produção responsável de erva-mate e na coleta responsável de pinhão (semente da araucária), estimulando a valorização desses produtos típicos do Sul do Brasil. Além disso, o projeto faz a conexão dos produtores com empresas sustentáveis. Em 2015 e 2016, por exemplo, a empresa Insana adquiriu pinhão dos produtores do Araucária+, para produção de uma cerveja à base desse produto. Hoje são mais de 20 empresas envolvidas, 83 produtores articulados e mais de 4 milhões de metros quadrados de florestas manejadas de forma a garantir a conservação da biodiversidade.

Criado em 2000 pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, o prêmio Von Martius de Sustentabilidade reconhece ações que promovem o desenvolvimento socioeconômico e cultural, alinhadas ao conceito de sustentabilidade, em três categorias: Humanidade, Natureza e Tecnologia.

Certificações ambientais valorizam o setor da floricultura

18 agosto, 2016 às 16:23  |  por Ana Maria Ferrarini

 

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Tão embora estejamos falando de empresas que diariamente dão vida a novas naturezas, não significa que os métodos de produção empregados por elas sejam os mais ambientalmente corretos. Sabe-se que diversos agentes influenciam na cadeia produtiva das flores e, nem sempre, um produtor é capaz de fazer uso dos recursos recomendados.

Porém, o mercado está cada vez mais ágil, atento e exigente. Os consumidores de flores e plantas têm criado simpatia e fidelidade por empresas que tem como mandamento básico a preservação do meio ambiente, a preocupação social e qualidade dos produtos. Assim como nas indústrias, o produtor rural também possui certificações, que por sua vez, estão cada vez mais reconhecidas e solicitadas por uma população que clama por mudanças ambientais. Mas quem orienta e fiscaliza para que isso aconteça?

O MPS – Produção Sustentável (More Profitable Sustainability) – é uma organização internacional de certificação, que avalia o empenho de seus participantes nos pontos que se refere a meio ambiente, qualidades e aspectos sociais. É altamente confiável, uma vez que vários certificados (MPS – ABC, MPS – GAP e ISSO 9001:2000) receberam o aval pelo Conselho de Acreditação Holandês (RvA).

Com mais de 3.500 produtores certificados no mundo inteiro – 16 no Brasil -, para possuir certificação MPS, o participante, obrigatoriamente, tem que registrar uma vez por mês, alguns dados exigidos no sistema da organização, e, depois de um ano é realizada uma auditoria para verificar tais informações. Durante o primeiro ano, o produtor recebe a qualificação de participante e, depois da auditoria, a qualificação MPS com nota A, B ou C (que é renovada quatro vezes por ano). A ideia é obter um processo de melhoramento contínuo comparando o uso de insumos nos diversos níveis para o cultivo específico.

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Exemplo

A Rosas Reijers possui essa certificação desde 2011, com nota 98,8 – a maior entre todos os participantes. Segundo a engenheira agrônoma da empresa, Camila Reijers, após uma série de mudanças com relação às estratégias na produção de rosas e demais flores, e visando um método sustentável, reduziu-se drasticamente o consumo de defensivos químicos e passou-se a adotar caminhos biológicos e manejos mais integrados de controle. “Foi um trabalho que trouxe muitos resultados positivos no campo e à nossa equipe. Feito isso, precisávamos ser avaliados por alguém imparcial e que tivesse autoridade para nos auditar e nos certificar”,explicou Camila.

De acordo com ela, o primeiro benefício com o MPS foi interno, pois existem processos e padrões a serem respeitados no dia a dia da empresa. “O MPS tem comparativos com produtores do mundo todo, portanto, nos nivelamos a um padrão internacional. Também destacamos as melhorias no ambiente de trabalho e da qualidade dos produtos. Ganhamos em sustentabilidade, em qualidade e nos aperfeiçoamos sempre para nos manter dentro desses padrões”, salientou Camila.

Internacionalmente, o MPS é pré-requisito obrigatório, principalmente, para as empresas de varejo quando buscam seus fornecedores. No Brasil, a nova geração chamada de Millenials está cada vez mais crítica sobre a origem do produto, a qualidade e se o mesmo é produzido de maneira sustentável. “Como o Brasil é um País em desenvolvimento, esse grupo ainda não é tão representativo (como em países de primeiro mundo), mas existe e está cada vez maior. Com relação aos clientes, há um olhar mais crítico quanto ao uso de defensivos e a certificação tem um papel importante em estabelecer regras diante desses produtos. O MPS trabalha para aperfeiçoar a certificação como um processo que garante e gera credibilidade aos nossos participantes”,concluiu o coordenador Brasil do MPS, Thiago Guedes Penha Mena.

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Vantagens das certificações:

Para o produtor: garante a qualidade do produto, assegurada por uma entidade independente. Aumenta o nível, pois faz constantes testes e controles de qualidades, evitando acidente e impactos ambientais. O processo para adquirir melhorias é contínuo. Contribui para a aceleração da competitividade da empresa.

Para o consumidor: permite obter informação imparcial do produto, melhora o critério de escolha e facilita a decisão de compra. Assegura a conformidade dos produtos a padrões da qualidade estabelecidos para normas e outros documentos normativos.

ATITUDES SUSTENTÁVEIS -Descarte correto de retalhos de tecidos colabora para sustentabilidade ambiental e da moda

6 junho, 2016 às 15:19  |  por Ana Maria Ferrarini

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Amey, marca feminina de roupas, faz doação das sobras da confecção de peças para o Pequeno Cotolengo, que reaproveita na criação de artesanato

Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções – Abit apontam que a cadeia produtiva do setor, composta por 33 mil empresas, confeccionou 5,5 bilhões de peças (vestuário, cama, mesa e banho), em 2015. Ao mesmo tempo em que o Brasil está entre os maiores produtores mundiais de têxteis, também se configura como um grande gerador de resíduos. Pesquisas do Sebrae indicam que o país produz em média 170 mil toneladas de retalhos de tecidos todos os anos. Relevam ainda que 80% desse material são descartados em lixões, um desperdício que poderia gerar renda e promover negócios mais sustentáveis.

A Amey, marca paranaense de roupa feminina, preocupada com a sustentabilidade da moda e do meio ambiente, pratica a destinação correta os retalhos de tecidos doando para o Pequeno Cotolengo Paranaense. A CEO e dona da empresa, Amanda Brito, explica que as sobras são reaproveitadas na confecção de bonecas de pano, ecobags, colchas, tapetes, roupas, porta-documentos, capas de caderno, marcadores de livros e outros produtos artesanais. “O resultado é comercializado e a renda é revertida para ações e projetos realizados pela instituição”, conta. Além disso, o trabalho revela talento e criatividade com peças customizadas de qualidade e bom gosto, acentua.

Mesmo utilizando técnica inovadora que evita erros no corte e sobras de tecidos de grandes dimensões já no momento de criação das peças, a Amey acaba produzindo resíduos têxteis, ressalta Amanda. “O descarte correto desse material, além do viés da responsabilidade social, é importante na redução do impacto ambiental, pois, na fase industrial, os tecidos passam por processos de tingimento e de tratamento com substâncias antifúngicas”, assinala.

Amanda pontua que ao descartar de forma correta os resíduos que produz, a Amey se situa entre as empresas que colaboram para a saúde do meio ambiente e incentivam formas de reciclagem e reaproveitamento com benefícios econômicos e sociais para toda a sociedade.

Instituto Pólis lança manual gratuito de hortas urbanas

5 fevereiro, 2016 às 14:52  |  por Ana Maria Ferrarini

 

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Publicação elaborada para o projeto Moradia urbana com tecnologia Social, da Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Instituto Pólis, a cartilha Hortas Urbanas visa melhorar a alimentação das pessoas envolvidas na Tecnologia Social Hortas Urbanas, beneficiando o ambiente como um todo e favorecendo a relação da comunidade com o bairro e o seu entorno por meio do cultivo ecológico de alimentos e ervas medicinais em hortas, jardins, canteiros suspensos e outras possibilidades a depender da realidade local. 

O manual é composto por três partes que envolvem a preparação da horta, o cultivo das hortaliças e, finalmente, o modo de preparar os vegetais a partir de algumas receitas.

A cartilha está disponível para download na página do Instituto Pólis. Para conhecer mais sobre o Projeto Hortas Urbanas, acesse o site.

Ciclo Arte Itinerante

22 janeiro, 2016 às 15:36  |  por Ana Maria Ferrarini

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A dupla do Ciclo Arte Itinerante que tá com o pedal na estrada – Guilherme e Lua  – chega a Aracaju (SE). Eles saíram de Salvador (BA)  e seguem de bike rumo a Natal (RN) ….. Já foram percorridos quase 400 quilômetros. Os dois seguem em frente com suas bikes “apetrechadas”… Boa viagem!!! No facebook eles postaram: “Bom dia Sergipe!!! Depois de 370 km de vários morros e superações nós vencemos a fronteira da Bahia, dormimos na Praia do Saco – SE e hoje seguimos pra Aracaju”.

Alunos desenvolvem tinta sustentável usando terra e cola

14 janeiro, 2016 às 14:51  |  por Ana Maria Ferrarini

Solução criada por professores e alunos de Manaus não utiliza substâncias tóxicas, é uma tinta mais barata e que não agride o meio ambiente em seu processo de produção e pintura

A busca por atividades e produtos sustentáveis parece (felizmente) ter entrado na pauta da sociedade em várias regiões do mundo. Crianças, jovens e adultos estão mais conscientes sobre a necessidade de se preservar os recursos naturais que normalmente seriam utilizados na produção de bens de consumo e em outras atividades humanas. Esta necessidade também impulsiona a criatividade das pessoas e novas alternativas ecológicas podem surgir diariamente.

Um bom exemplo da criatividade em prol do meio ambiente veio do Instituto Federal do Amazonas, onde professores e alunos desenvolveram nas aulas de química uma tinta ecológica obtida da terra. “A tinta produzida a partir de solo é uma ideia prática e eficiente, e é o que chamamos de tecnologia social”, afirmou o professor de engenharia agronômica do instituto, Gyovanni Ribeiro, um dos líderes do projeto “Tons da Terra”, em entrevista à Rede Globo.

Como é feita a tinta da terra?

A tinta sustentável é composta quase que exclusivamente de materiais retirados da construção civil e da natureza. Para tal, os alunos coletam argila de obras e já no laboratório, com ajuda dos professores, a tinta é produzida. Para tal, é selecionada a terra mais argilosa e depois é preciso peneirar bem para deixar tudo bem ralo, adicionando na sequência água (na mesma quantidade de terra). Por fim é preciso filtrar e adicionar cola branca (metade da quantidade de água)… Pronto! Uma tinta sustentável feita de terra e cola e que pode custar até 75% menos do que as tintas convencionais.

A conta é simples: se utilizar oito quilos de terra será preciso adicionar oito litros de água e quatro litros de cola branca. Somente neste exemplo é possível obter 18 litros de tinta sustentável! Outro diferencial é que é uma solução 100% livre de substâncias tóxicas. Além disso, a secagem também é rápida e não deixa cheiro no ambiente. A durabilidade da tinta é de três anos, em média.

Projeto Cidadão Cientista envolve comunidade na conservação da natureza

6 janeiro, 2016 às 14:48  |  por Ana Maria Ferrarini

Iniciativa mobiliza observadores de aves para serem agentes de proteção de áreas naturais no Brasil

Engajar a comunidade em causas ambientais não é tarefa fácil. A coordenadora de projetos da BirdLife/SAVE Brasil, Tatiana Pongiluppi​,​ encontrou uma forma prática de envolver os amantes das aves na proteção dos ambientes naturais. ​Ela está à frente do projeto Cidadão Cientista, no qual observadores de aves são agentes da conservação auxiliando a contagem de espécies e indivíduos visualizados. “Dessa forma conseguimos monitorar com frequência as aves que ocorrem nas regiões escolhidas nesse projeto piloto”, explica a pesquisadora.

Com mais de 30 mil observadores de aves no Brasil, essa prática tem crescido no país. A estimativa da SAVE Brasil é chegar a um milhão de praticantes no país​. “Sensibilizar aqueles que já têm uma ligação com a natureza e transformá-los em disseminadores da mensagem de conservação é fundamental para atingir um maior número de pessoas gerando sensação de pertencimento e mostrando como todos podem fazer a diferença”, ressalta Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, instituição que apoia o projeto.

Segundo Tatiana, a importância de acompanhar a presença das aves nas áreas naturais é porque elas são consideradas excelentes indicadores de qualidade ambiental, o que significa dizer que, dependendo das espécies encontradas,​ conseguimos entender se a região está equilibrada  ou se necessita de ações de manejo.

Atualmente​, esse monitoramento participativo está presente em quatro estados: São Paulo – Parque Estadual da Cantareira; Paraná – Reserva Natural Salto Morato; Rio de Janeiro – Parque Nacional da Tijuca e Jardim Botânico; e Bahia – Parque Nacional de Boa Nova e Refúgio de Vida Silvestre de Boa Nova.

Desde o início da iniciativa, em 2013, mais de 120 observadores de aves já  participaram dos monitoramentos do projeto e contribuíram para o banco de dados que conta hoje com 396 espécies registradas, sendo que dessas, 34 estão ameaçadas de extinção. “Em Salto Morato, por exemplo, em um ano foi verificada a presença de 192 espécies de aves, o que representa 60% de toda avifauna já registrada na reserva. Esse resultado comprova o poder da ferramenta, promovendo o trabalho em equipe”, afirma Tatiana.

João Henrique Dittmar é um dos observadores de aves que participa do CidadãoCientista. Ele participa do grupo Passarinheiros de Curitiba, que conta com aproximadamente 20 pessoas e visualizam aves em todo o estado do Paraná. “Recebi um e-mail por conta de uma publicação que fiz no site WikiAves [enciclopédia colaborativa sobre aves e achei muito interessante a iniciativa. Resolvi participar porque estou ajudando de alguma forma, contribuindo para garantir a perpetuidade da incrível variedade das aves brasileiras”, explica animado.

Próximos passos

Segundo a pesquisadora Tatiana Pongiluppi, para o próximo ano estão previstas 24 campanhas de monitoramento para incentivar a adesão de novos observadores de aves. “Além disso, também iremos promover a utilização da plataforma eBird Brasil – plataforma de compartilhamento de informações sobre aves – através de campanhas de comunicação e a realização dos eventos Global Big Day, nos quais pessoas de todo o mundo saem para visualizar aves no mesmo dia”, comenta a pesquisadora. No Global Big Day 2015, realizado em maio do ano passado, com a participação do Brasil pela primeira vez, em um único dia foram visualizadas 1125 espécies no país.

De acordo com Tatiana qualquer um pode contribuir como cidadão cientista, fazendo listas de aves, contando o número de indivíduos de cada espécie e disponibilizando os dados no eBird (www.eBird.org.br/brasil). Em 2013 quando o projeto começou eram apenas 244 brasileiros que disponibilizavam os seus dados no eBird, atualmente são mais de 700 participantes. Para participar com os grupos oficiais no Paraná, São Paulo, Rio e Bahia basta entrar em contato pelo e-mail cidadaocientista@savebrasil.org.br e ficar sabendo sobre a programação.

Sobre a Fundação Grupo Boticário: a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.439 projetos de 482 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país.  Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis. Na internet: www.fundacaogrupoboticario.org.br, www.twitter.com/fund_boticario e www.facebook.com/fundacaogrupoboticario.

Declutter: a prática do desapego para organizar a casa

10 dezembro, 2015 às 15:53  |  por Ana Maria Ferrarini

A palavra é estranha, mas o significado, nem tanto. Sem um termo preciso para tradução, declutter pode significar “destralhar” a casa

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Livrar-se de tudo aquilo que não gosta mais ou está sem uso. Menos correria e complicação no dia-a-dia e mais tempo para gastar no que realmente importa. Desapegar está em alta – não é à toa que a guru japonesa Marie Kondo fez tanto sucesso com seu livro “A mágica da arrumação” em 2015. Vale a pena se questionar quantas compras impulsivas e desnecessárias são feitas ao longo do ano e quanto dinheiro é desperdiçado em coisas que se acumulam e atrapalham o fluxo da energia em casa. O declutter é necessário para manter a organização e o minimalismo, em prol de uma vida mais simples. Esqueça a falta de tempo ou vontade, com 15 ou 20 minutos por dia, é possível eliminar o acúmulo da casa. Se o que impede é a ideia de jogar dinheiro no lixo, saiba que os itens podem ser vendidos, trocados, doados ou reciclados.

Para ajudar, selecionamos oito perguntas fundamentais para fazer a si mesmo na hora de se livrar do acúmulo. Dê respostas sinceras e comece a praticar o desapego!

1. Eu usei isso no último ano?

Se a resposta for não, é hora de desapegar.

2. Se eu fosse fazer compras agora, iria comprar isso?

Se você não compraria, não guarde.

3. Não jogo isso fora porque não quero desperdiçar dinheiro?

Pense nisso: você desperdiçou dinheiro ao comprar algo que não usa.

4. Estou guardando isso por valor sentimental?

Seja rigoroso e tenha uma caixa de recordações pequena para guardar alguns itens. Se preferir, tire uma foto das coisas que for jogar fora, assim que você pode guardar para sempre.

5. Eu tenho outro item com a mesma finalidade?

Se sim, então se livre de um deles.

6. Eu tenho um plano realista para usar isso?

Tenha um plano concreto e com prazo para usar o item. Se não usar dentro desse prazo definido, jogue fora.

7. Isso me serve? Combina com a minha casa?

Pense bem sobre o que manter – o seu espaço é sagrado. Você pode amar as peças, mas se a roupa não serve mais ou o item só ocupa espaço, desapegue.

8. Se eu consertar esse item quebrado, vou usar?

Conserte agora. Ou se não consertar nas próximas duas semanas, jogue fora. Durante o processo, pode aparecer um bloqueio sobre o desapego, e isso é normal. Mantenha o foco e aproveite esse novo hábito que, com a prática, fica cada vez mais fácil de executar.