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Opet coleta óleo de cozinha

29 junho, 2017 às 18:57  |  por Ana Maria Ferrarini

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O consumo anula de óleos vegetais no Brasil é de 3,72 milhões de toneladas. Cada família consome cerca de 4 litros por mês, sendo que, apenas um litro descartado nos rios e mares, contamina 25 mil litros de água. Com o objetivo de envolver o tema diretamente no dia a dia de crianças e jovens, o Colégio e a Faculdade Opet disponibilizam postos de coleta de óleo de cozinha em duas unidades, no Rebouças e Centro Cívico.

O óleo deve ser armazenado em garrafas PET e entregue nos locais de coleta. “Estamos pedindo o apoio da comunidade para ampliar o recolhimento de óleos vegetais que é tão prejudicial ao meio ambiente quando descartado indevidamente”, ressalta Andrea Delfini, coordenadora do projeto.

A ideia surgiu a partir de um trabalho de conclusão de curso (TCC) de Gestão Comercial, na modalidade à distância, no qual a professora Andrea coordena, e verificou-se que os óleos vegetais já usados podem sem transformados em produtos de limpeza como sabão e até mesmo biodiesel. “A partir disso, pensamos em como poderíamos colocar isso em prática na própria instituição”, destaca Andrea.

No Colégio, os alunos do 6º ano vão transformar o óleo em sabão na disciplina de química, sensibilizando-os para a possibilidade de reaproveitamento de insumos que, normalmente, são jogados fora. Eles também farão uma ação para informar os benefícios da reutilização do óleo dos restaurantes em Antonina e Morretes, no Litoral do Paraná, em homenagem ao Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação e Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com as Escolas Associadas à Unesco, que o Colégio Opet faz parte.

O valor arrecadado com a transformação do óleo de cozinha será direcionado aos alunos que exercem cargos políticos na Cidade Mirim, com o objetivo de conscientizar a utilização de recursos financeiros em ações públicas. Para a realização dessas ações, eles contarão com a orientação dos alunos dos cursos de graduação de Gestão Comercial, Processos Gerenciais, Gestão Pública, Ciências Contábeis e Pedagogia, na modalidade à distância, e também dos alunos dos cursos de graduação de Gestão Financeira, Logística, Publicidade e Propaganda, Marketing, Ciências Contábeis, na modalidade presencial. O projeto ainda contou com a parceria do Instituto Opet.

“Estamos envolvendo toda a instituição, desde as crianças até os universitários em um esforço conjunto para tratar de um tema muito importante”, conclui a coordenadora Andrea Delfini.

Revista National Geographic destaca o derretimento da Antártida

29 junho, 2017 às 18:41  |  por Ana Maria Ferrarini

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A edição de julho da revista National Geographic, que chega às bancas hoje, dia 29 de junho, destaca o colapso do gelo na Antártida. A reportagem de capa ressalta como os cientistas monitoram o derretimento do gelo no continente austral e os possíveis eventos que podem fazer subir de forma acentuada o nível dos mares, desencadeando uma crise mundial.

Ao longo da reportagem, especialistas revelam áreas de risco, traçam o histórico do aquecimento da atmosfera desde a Revolução Industrial, diagnosticam a situação e detalham as consequências do degelo antártico. De acordo com a revista, o lado oeste da Península Antártica está se aquecendo mais rápido que o restante do planeta: das 674 geleiras locais, 90% estão em retração e liberando icebergs no mar. Para Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, o colapso do enorme Manto de Gelo da Antártida Ocidental é questão de tempo. Crucial, porém, é saber se isso vai ocorrer daqui a 500 anos ou antes, em menos de um século – e se a humanidade terá tempo de se preparar.

Por enquanto, as melhores estimativas indicam que a Antártida vai perder gelo suficiente para elevar o nível dos oceanos, em todo o planeta, mais de 1 metro até 2100 – dependendo da rapidez com que os seres humanos continuem a lançar na atmosfera os gases associados ao efeito estufa. Quando se leva em conta também o degelo que ocorre na Groenlândia e em outras partes do mundo, não é inconcebível que o nível dos mares suba de 1 a 2 metros até o fim do século 21. Para imaginar o pior cenário possível, os cientistas têm de levar em conta a Antártida Oriental, que abriga mais de três quartos de todo o gelo do planeta. No futuro distante, no caso de um eventual degelo de todo o continente, os mares subiriam 57,6 metros – um cenário de apocalipse.

Também nesta edição a revista lança a nova seção “Vozes”, um espaço para especialistas decorrerem sobre o seu tema de domínio. A estreia será com jornalista Matthew Shirts, que apresenta um panorama sobre as mudanças climáticas e a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris. “O polêmico presidente conseguiu o que milhares de pesquisadores e ambientalistas sonhavam: trazer o desafio de controlar o aquecimento global ao seu devido lugar de destaque na mídia mundial”, afirma Shirts.

A revista também apresenta cenários de otimismo: na seção “3 Perguntas”, com Al Gore, o ex-vice-presidente americano fala do seu novo projeto no cinema, An Inconvenient Sequel (“Uma Sequência Inconveniente”) e confessa que, agora, as soluções parecem mais claras. Para Gore, de 69 anos, “há tantas pessoas trabalhando nisso ao redor do mundo que eu sou muito otimista. Tecnologia solar, eólica e outras estão ficando mais baratas e melhores. Acredito que a revolução sustentável seja irrefreável”, conclui.

National Geographic acredita no poder da ciência, da exploração e da reportagem para mudar o mundo. A revista National Geographic Brasil é uma publicação mensal da editora Content Stuff.

Dez impactos causados pela redução de áreas naturais no Brasil

25 maio, 2017 às 16:29  |  por Ana Maria Ferrarini

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Recentemente, o governo federal propôs a redução de mais de 1 milhão de hectares da área de unidades de conservação (UCs), que inclui áreas do Pará, na Amazônia, e de outras regiões do Brasil.

A mudança, que já foi aprovada por uma comissão mista de deputados e senadores, acontece por meio de uma ferramenta ágil e destinada apenas a assuntos urgentes: as medidas provisórias. No último dia 16 de maio, a MP 756 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, que autoriza a mudança de categoria de parques nacionais e de florestas nacionais e os transforma em áreas de preservação ambiental (APAs), cujas restrições para exploração são menores.

A proposta atinge uma região que sofre com o desmatamento há anos. Apesar da redução do índice histórico de desmatamentos na Amazônia, em 2016 ainda foram registrados 8 mil km² pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – área equivalente a quase uma vez e meia o Distrito Federal, que tem 5,7 mil km². As consequências dessas ações não afetam somente quem vive perto das florestas, mas abrange todo o País, de Norte a Sul, sem contar o impacto causado na fauna, na flora e nos serviços ambientais daquelas áreas reduzidas pela proposta.

Confira dez fatos e impactos que a redução de florestas causa para o meio ambiente e para a população:

1. A falta ou excesso de chuva no Brasil é influenciada pela Amazônia

É na Amazônia que são formados os rios aéreos ou voadores, que são massas de ar carregadas de vapor d’água. A floresta amazônica atrai a umidade evaporada pelo oceano e cria correntes de ar que transportam essa umidade em direção ao Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. De acordo com o biólogo e diretor da Permian Brasil, Fábio Olmos, existem diversos estudos que mostram que a segurança hídrica nacional depende da Amazônia. “Tanto os centros urbanos como o campo, a região mais povoada do País ou a mais remota, dependem dos serviços ambientais fornecidos pela floresta e outros ecossistemas naturais. Isso sem nem mencionar a questão das emissões de gases de efeito estufa associadas ao desmatamento, que intensificam a mudança global do clima”, afirma ele, que também é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

2. Conservação da natureza não está na lista da maioria dos governantes

Parece ser uma triste verdade. As recentes mudanças anunciadas pelo governo brasileiro demonstram que as regras atendem aos interesses de poucos e não a vontade de muitos. No Pará, os limites do Parque Nacional do Rio Novo, Parque Nacional do Jamanxim e da Área de Proteção Ambiental do Tapajós correm sérios riscos de serem alterados. Essas últimas mudanças aconteceram por meio das Medidas Provisórias 756 (aprovada pela Câmara dos Deputados na terça, 16 de maio) e 758, que, além do Pará, também propõe alteração na área do Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina.

3. Não estamos reduzindo o desmatamento

Por cerca de 10 anos, até a celebração do Acordo de Paris na Conferência de dezembro de 2015 (COP21), a redução de desmatamentos na Amazônia era destaque global ano após ano: a taxa anual foi reduzida em 83% e oscilou entre 5 a 6 mil km²/ano até 2015. Em 2016, no entanto, os desmatamentos medidos pelo sistema PRODES do INPE registraram quase 8 mil km² na região. Entre as causas, pode-se apontar tanto as reduções orçamentárias dos órgãos ambientais reguladores, como mudanças do Código Florestal Brasileiro, em 2012, que anistiaram desmatamentos ilegais do passado, encorajando o descumprimento da lei.

4. O Brasil é um país que não cumpre acordos internacionais

O Acordo de Paris foi assinado em 2015 por dezenas de países que se comprometeram a parar e reduzir o aquecimento global e suas consequências. O ideal é que as nações signatárias promovam mudanças para que o aumento não supere 1,5°C. O Brasil foi protagonista nas negociações que concretizaram o pacto e se comprometeu a reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa até 2025, 43% até 2030 em relação às emissões de 2005, e zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030. Ou seja, até lá, o Brasil está dizendo que continuará tendo desmatamento ilegal na Amazônia; e, quanto aos demais Biomas, o compromisso brasileiro não traz metas específicas. De acordo com o climatologista Carlos Nobre, membro da Academia Brasileira de Ciências e da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, com as constantes reduções de áreas protegidas e o aumento do desmatamento, dificilmente chegaremos à meta de desmatamento zero, que já era desafiadora. “A relação entre o desmatamento, a floresta e o clima é real e nos afeta diariamente. Não podemos perder o trem da história, pois o custo será o futuro de nossa e das próximas gerações”, analisa Nobre.

5. O clima do planeta está esquentando

A temperatura média do planeta está aumentando e isso é perigoso! Dados divulgados pela Nasa, agência espacial americana, e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), em janeiro deste ano, confirmam que a temperatura do planeta bateu recordes pelo terceiro ano consecutivo. Em 2016, o planeta estava 0,99 grau Celsius mais quente que a média do século XX. Há grande consenso científico de que a maior parte do aquecimento observado nos últimos 60 anos é devido ao aumento da concentração de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), decorrente da emissão de combustíveis fósseis, do desmatamento, entre outros. Quanto menos áreas naturais tivermos, pior ficará a situação.

6. Quando uma floresta é derrubada, as outras regiões também são afetadas

Além do impacto no regime de chuvas, as florestas também atuam como reguladores do clima, proteção de rios e das espécies que vivem nelas, entre muitos outros fatores. O recente surto de febre amarela que alarmou o Brasil é consequência do desmatamento da Mata Atlântica, por exemplo.

7. Pecuária é uma das atividades mais poluentes

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançou o relatório Estado das Florestas do Mundo 2016 e concluiu que, no Brasil, mais de 80% do desmatamento está ligado à conversão de terras em terrenos de pasto. Além disso, o relatório analítico do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa) do Observatório do Clima mostra que as emissões diretas e indiretas do agronegócio representam dois terços das emissões brasileiras de gases de efeito estufa.

8. Medidas provisórias deveriam ser usadas com mais cautela

Na hora de mudar ou propor normas, o governo tem três caminhos possíveis: as medidas provisórias (MPs), os decretos e os projetos de lei. Os decretos podem ser feitos apenas pelo presidente, governadores e prefeitos para determinadas leis. Os projetos de lei são a maneira mais tradicional e “certa” de se propor uma mudança, mas também são mais lentas e burocráticas. É aí que surgem as MPs, que devem ser usadas apenas em casos relevantes e urgentes e quem define isso é o presidente da República. Uma medida precisa ser aprovada em no máximo 120 dias e tem força de lei imediata. Usar uma MP para alterar a área de uma unidade de conservação, por exemplo, é uma distorção grave da lei, de acordo com o advogado especializado em causas ambientais, Marcelo Dantas, que é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. “Se as alterações sugeridas na Amazônia são urgentes a ponto de pedir uma medida provisória, certamente elas atendem a interesses específicos e que divergem da opinião da população. Essa manobra foi feita para driblar a burocracia e reduzir a resistência na aprovação”, explica.

9. Florestas e áreas de preservação podem gerar emprego e renda

Acreditar que desmatamento e danos ambientais estão ligados ao desenvolvimento é um pensamento, no mínimo, atrasado. Carlos Eduardo Young, economista e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, defende o conceito de economia verde: uma prática que estimula atividades associadas à preservação ambiental, uso eficiente de recursos e inclusão social. “As atividades ‘verdes’ tendem a ser mais intensivas em mão de obra e em produtos manufaturados com maior conteúdo de inovação”, explica.

10. O desmatamento das áreas naturais induz a mais violência no campo

Há no Brasil uma tradição de que, se for estabelecido um uso produtivo da terra, é possível ter direito à sua posse. Nesse ponto de vista, a taxa de desmatamento tende a aumentar e dar a oportunidade para que grileiros reclamem para si o direito à posse; e o resultado: violência. De acordo com o artigo “Direitos de Propriedade, Desmatamento e Violência: Problemas para o Desenvolvimento da Amazônia”, publicado em 2014, nos municípios onde há mais desmatamento, a taxa de homicídios também é maior. Para o pesquisador Carlos Eduardo Young, que é membro da Rede de Especialistas e um dos autores do artigo, “há inúmeros estudos que apontam como o processo de desmatamento é acompanhado por atos de violência, que vão do conflito entre posseiros e grileiros, até a expulsão dos antigos moradores da floresta. Casos, ainda, que podem resultar em homicídio”, explica.

*Carlos Nobre, Carlos Eduardo Young, Fábio Olmos e Marcelo Dantas fazem parte da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Movimento Greenk reúne nova geração de apaixonados por tecnologia e sustentabilidade

28 abril, 2017 às 17:38  |  por Ana Maria Ferrarini

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O Movimento Greenk foi criado com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do descarte correto do lixo eletrônico (e-lixo). Greenk é a junção das palavras “geek” (aficcionados por tecnologia e pela cultura pop) e “green”. Idealizado por um grupo de empresários da área de comunicação, o movimento já conta com parceiros como a Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto GEA, ABINEE (Associacão Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), ABRIN (Associação Brasileira de Reciclagem e Inovação), Synctronics e Virada Sustentável, entre outros.

 ”O Brasil é o maior produtor de e-lixo da América Latina, com cerca de 1,2 milhão de toneladas ao ano”, afirma Fernando Perfeito, executivo com mais de 15 anos de atuação no mercado de tecnologia. Segundo ele, apenas 2% desse montante é descartado de forma correta. “Isso significa que a quase totalidade do e-lixo que geramos é desprezada sem nenhum tratamento, condenando terrenos e lençóis freáticos e representando riscos à saúde humana. Precisamos reverter essa realidade”, explica.

Fernando Perfeito é gerente geral do Greenk Tech Show, maior evento de tecnologia e sustentabilidade do Brasil, que vai acontecer no mês de junho, na Bienal do Ibirapuera. Com diversas atrações, como as Arenas Games, Youtubers e do Conhecimento – que receberá convidados em apresentações especiais –, o Greenk Tech Show vai convocar os apaixonados por tecnologia para um grande movimento em torno do descarte correto. Todo visitante que levar seu e-lixo para descarte no evento terá direito à meia entrada.

E mais: todo o e-lixo recolhido durante os três dias de evento será reencaminhado para seu desmonte correto e a quase totalidade retornará para a indústria, como peças para novos equipamentos ou como matéria-prima, seguindo as práticas da Economia Circular.

Animais conquistam novos espaços na sociedade

28 abril, 2017 às 17:30  |  por Ana Maria Ferrarini

Desde os mais remotos tempos, o animal tem contribuído de alguma forma para que os homens possam construir um mundo melhor. Muitas das civilizações utilizaram os cavalos como meio de transportes, os gatos para proteger os celeiros dos ratos, os bois para arar as terras para o plantio, os pombos correio na comunicação a longa distância e os cães no auxílio à guarda das propriedades, permitindo o desenvolvimento econômico e cultural dos povos. Através da confecção de selos, brasões, estátuas, desenhos e símbolos foram prestados inúmeras homenagens a eles.

Os grandes gênios da humanidade foram verdadeiros amantes dos animais. Quem já não ouviu essa célebre frase de Leonardo da Vinci:- “Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e nesse dia, um crime contra qualquer um deles será considerado um crime contra a humanidade”.

Segundo a editora da Revista Ecotour News (www.revistaecotour.tur.br), Vininha F. Carvalho, com todos os avanços da ciência, o convívio com os animais, é ainda considerado um dos melhores recursos terapêuticos e, eles fazem um bem enorme às pessoas. É o melhor remédio para o corpo e para a alma.

Atualmente existem milhares de cães e gatos de raça ou não que fazem parte das famílias. Eles vivem ao lado de seu dono, sem se importar com a posição social do mesmo, seja um mendigo ou um importante presidente, oferecendo todo o seu amor.

Por outro lado, alguns animais continuam sendo vítimas da irresponsabilidade e da crueldade humana, utilizados como entretenimento, esporte e disputas.

A proteção aos animais está deixando de ser apenas um ato de caridade e passa a ser considerada uma obrigação legal, devido à luta de abnegados, que conseguiram junto aos órgãos governamentais a implementação de leis, buscando proporcionar uma condição de vida mais digna. Em nosso cotidiano, sentimos a necessidade de adquirir cada vez mais conhecimentos sobre este assunto, para compreender melhor os problemas e buscar as soluções.

Vininha F. Carvalho , enfatiza que dentro dos espaços conquistados pelos animais, eles se tornaram nos últimos tempos estrelas de TV em todo o mundo. – “Eles devem continuar brilhando com suas participações no meio artístico, transmitindo ás pessoas muito mais que uma emoção passageira, ou pior, sendo usados como objeto para fazer sensacionalismo. Desejo vê-los sempre respeitados e jamais explorados, com o único intuito de bons desempenhos de audiência”, conclui.

O futuro de todos os animais, inclusive dos humanos, depende do esforço e da vontade dos poderes públicos e da comunidade em manter o equilíbrio ecológico no planeta.

Cem gramas diários de carne vermelha aumentam em 19% os riscos de diabetes tipo 2

29 março, 2017 às 17:46  |  por Ana Maria Ferrarini

Um novo estudo do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard descobriu forte associação entre o consumo de carne vermelha – especialmente processada – e o aumento do risco de diabetes tipo 2, doença que atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo todo.

Os pesquisadores descobriram que 100 gramas diários de carne vermelha estavam associados a 19% de aumento de risco de diabetes tipo 2. E a metade dessa quantidade de carne processada (um cachorro-quente ou duas fatias de bacon, por exemplo) estava associada ao aumento de 51% nesse risco.

O estudo também mostra que a substituição da carne vermelha por outras fontes de proteína como laticínios com pouca gordura, nozes e grãos integrais pode baixar os riscos em até 23%.

As conclusões são do maior estudo sobre o assunto, com cerca de 300 mil pessoas, acompanhadas desde a década de 1970 e publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”.

1º de Novembro – Dia Mundial Vegano

1 novembro, 2016 às 16:34  |  por Ana Maria Ferrarini

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O Dia Mundia Vegano foi estabelecido em 1994 por Louise Wallis, então presidente da Vegan Society da Inglaterra, a instituição vegana mais antiga do mundo, a que oficializou e cunhou o termo “vegano”. Louise estabeleceu que todo dia 1º de novembro seria comemorado o Dia Mundial Vegano justamente no aniversário de 50 anos da Vegan Society, criada em 1944.

O que é o veganismo e quem são os veganos

O veganismo não é uma dieta, e sim o conjunto de ações em todos os aspectos da vida que demonstra recusa ao sofrimento dos animais. Os veganos, como são chamados os que praticam o veganismo, têm uma alimentação vegetariana, ou seja, nada de origem animal entra no cardápio. Isso inclui todos os tipos de carnes, todos os laticínios, ovos, mel e tudo que tenha em sua origem o sofrimento de algum animal. Nenhum produto de origem animal é livre de sofrimento e é por isso que os veganos não os consomem.

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Receitas lindas, criativas, saborosas e saudáveis são a marca da culinária vegana, mas a filosofia vai muito além da cozinha. Veganos não apoiam ou colocam o seu dinheiro em nada que envolva sofrimento, inclusive de outros seres humanos. Circos com animais, roupas com peles de animais – incluindo couro –, rodeios, cosméticos e produtos de higiene testados em animais, produtos sabidamente produzidos por trabalhadores em condições desumanas e tantos outros itens estão fora da vida de uma pessoa vegana.

Pode parecer complicado a quem ouve falar nisso pela primeira vez, mas com um pouco de boa vontade, pesquisa e foco nas vítimas (os animais), qualquer pessoa pode se tornar vegana. Não há limitação de classe social, gênero ou idade. Basta que haja informação e vontade.

Que tal aproveitar essa data tão importante em todo o mundo para refletir e reconhecer os direitos daqueles vulneráveis às nossas ações que estão sofrendo neste momento? Saiba como começar em www.sejavegano.com.br.

Site www.vista-se.com.br

 

Símbolo do Paraná, araucária caminha para extinção

28 setembro, 2016 às 17:15  |  por Ana Maria Ferrarini

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Iniciativas públicas e privadas são implantadas para reverter a condição da Araucaria angustifolia

A araucária, árvore símbolo do Paraná, está entre as espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção e com alto risco de desaparecimento na natureza em um futuro próximo. Faz parte da lista de espécies ameaçadas de extinção da IUCN (The World Conservation Union – A União Internacional para Conservação da Natureza) e da Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção do IBAMA – Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. De vulnerável, em 1998 e 2000, a Araucaria angustifolia passou para a categoria ‘criticamente em perigo’ em 2006.

Pesquisas indicam que a Floresta com Araucária já perdeu aproximadamente 97% de sua área original, o que compromete totalmente a variabilidade genética da araucária. Esse quadro se deve, dentre outros fatores, à conversão das áreas de florestas nativas (Floresta com Araucária) para a agricultura, ao crescimento das cidades e ao uso da madeira. Em 2001, mapa do Ministério do Meio Ambiente já mostrava que áreas de floresta com araucária em estágio avançado de conservação não passavam de 0,8% (66 mil hectares) de remanescentes. O Paraná já chegou a ter 8 milhões de hectares cobertos por Floresta com Araucária. Hoje a situação é muito mais grave.

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Resgate e conservação

Para contornar a situação da araucária existem inúmeros projetos que visam o reflorestamento e uso sustentável, programas de resgate e conservação da araucária, projeto de uso e conservação da araucária na agricultura familiar e criação e implantação de Unidades de Conservação em áreas de Floresta com Araucária, lista a professora Leila.

Borges avalia que há muito pouca coisa ocorrendo nos dias de hoje de fato voltada à conservação da natureza, o que implica não só na busca da conservação da araucária como de todo o ecossistema a que pertence a Floresta com Araucária. Um exemplo de ação concreta de proteção de áreas naturais remanescentes desse ecossistema é o programa Desmatamento Evitado, desenvolvido pela SPVS. Em 12 anos de operação, os resultados apontam para um sucesso de mais de 36% de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, criadas e manejadas, em relação ao número de proprietários apoiados ao longo do período.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Mata do Uru é um exemplo. Mantida pelo Grupo Positivo, por meio do Instituto Positivo em parceria com a SPVS e família Campanholo, fica região da Lapa (PR), a área de cerca de 128 hectares, ao lado de quase 300 hectares do Parque Estadual do Monge, abriga uma área preservada de Floresta com Araucária. Lá é realizado o Programa de Educação Ambiental, que convida os visitantes a conhecer a fundo a Floresta com Araucária e todas as suas peculiaridades.

Controvérsias

No entanto, de acordo com Borges, existe um conjunto amplo de atividades que não estão direcionadas à conservação da biodiversidade envolvendo a espécie Araucaria angustifolia e que não devem ser interpretados equivocadamente. “Estímulos ao plantio de araucária para finalidades econômicas é um trabalho paralelo, que pode ser admitido, mas que é secundário em relação a ações diretas de conservação de áreas naturais”, acentua.

Também ocorrem muitas iniciativas relacionadas ao “manejo sustentável” de araucária, pleiteando a exploração das árvores maiores nos últimos remanescentes como a “única forma de conservação” existente. “Uma afirmação mentirosa e demagógica, mas que politicamente é aceita em setores de órgãos ambientais do governo e na própria academia em situações isoladas”, reclama Borges.

Por fim, a intensificação de ações e projetos de conservação e preservação da espécie é condição obrigatória para que a araucária sobreviva. Caso contrário, num prazo não muito longo, a espécie será uma imagem bordada na bandeira do Paraná e vista e conhecida apenas em fotografias e livros didáticos.

Protocolo de Capital Natural já está disponível para download no site do CEBDS

18 agosto, 2016 às 16:26  |  por Ana Maria Ferrarini

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) acaba de disponibilizar para o mercado brasileiro o Protocolo de Capital Natural, um guia mundial para os gestores de negócios identificarem, medirem e atribuírem valor aos impactos de suas atividades sobre o capital natural. O documento já está disponível para download em sua versão original em inglês.

O Protocolo visa padronizar uma metodologia de gestão dos impactos da atuação das empresas sobre os recursos naturais e, de acordo com a presidente do CEBDS, Marina Grossi, se adotado em escala global, tem o potencial de mudar a maneira das empresas avaliarem suas operações e tomarem decisões. “Nossa expectativa é que o Protocolo ajude a reduzir a poluição, proteger a biodiversidade e limitar os impactos das mudanças climáticas com resultados positivos para os negócios”, afirmou.

Para Marina, não é mais factível que, diante de inúmeros exemplos de conflitos pela distribuição de bens naturais, as empresas deixem de considerar as possibilidades de escassez de recursos como água, ou as consequências imprevisíveis de eventos associados às mudanças climáticas causadas pelos níveis crescentes de dióxido de carbono na atmosfera.

De acordo com um relatório encomendado pela Natural Capital Coalition, em 2013, a metade de todos os lucros das empresas existentes estaria em risco se os custos associados ao capital natural fossem internalizados através de mecanismos de mercado, regulamentação ou fiscalização. A escassez de água, por exemplo, teria um impacto catastrófico sobre 40% das empresas Fortune 100.

“Era fundamental, portanto, desenvolver uma metodologia que provasse o impacto da má gestão de bens naturais no capital da empresa para apoiar a alta gestão e cativar a atenção de líderes e tomadores de decisão”, defendeu.

Estudo mostra que dieta vegetariana pode reduzir a diabetes

1 agosto, 2016 às 15:14  |  por Ana Maria Ferrarini
Um recente estudo publicado na revista médica Cardiovascular Diagnosis And Therapy e divulgado pelo Daily Mail mostrou que a alimentação vegetariana pode ajudar a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e reverter a diabetes.
‘’Cientistas acreditam que, removendo-se a gordura animal da dieta, é possível reverter por completo a doença, o que faz da mudança para uma alimentação vegetariana uma ótima alternativa de tratamento da diabetes tipo 2, tornando desnecessárias as injeções de insulina e outros remédios comumente utilizados por diabéticos’’, destaca a matéria.
Segundo os autores do estudo, ‘’nenhum remédio é tão eficaz no combate à diabetes quanto uma alimentação à base de ingredientes vegetais’’. E não é só. Os estudos mostraram que a alimentação vegetariana ainda ajuda, a um só tempo, no controle do peso, da pressão arterial e do colesterol ruim.