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Reserva Natural é opção de tranquilidade em meio ao tumulto das férias de verão

9 janeiro, 2018 às 15:02  |  por Ana Maria Ferrarini

Nem toda viagem de verão precisa seguir o tradicional roteiro sentido beira-mar. Para quem deseja fugir do trânsito intenso e da multidão de turistas que seguem para as tradicionais praias paranaenses e catarinenses, a Reserva Natural Salto Morato, criada e mantida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, é uma opção que oferece tranquilidade e contato com a natureza.

Reserva Natural Salto Morato oferece ótima estrutura aos visitantes   Foto: Mariana Blessmann

Reserva Natural Salto Morato oferece ótima estrutura aos visitantes
Foto: Mariana Blessmann

O local é reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco e está aberto ao público desde 1996. Localizada a 160 quilômetros de Curitiba, na cidade de Guaraqueçaba, a reserva é uma das áreas protegidas do Lagamar, uma extensa faixa entre o litoral paranaense e o litoral sul de São Paulo, que representa o maior e mais conservado remanescente contínuo de Mata Atlântica no Brasil. “Nossa reserva foi criada para conservar suas áreas em perpetuidade contribuindo para complementar os esforços públicos na manutenção de áreas protegidas e na proteção dos ecossistemas naturais. Além disso, a área também incentiva o turismo da região e fortalece a economia local”, analisa a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes.

Cachoeira Salto Morato é um dos atrativos mais procurados na Reserva  Foto: Haroldo Palo Jr

Cachoeira Salto Morato é um dos atrativos mais procurados na Reserva
Foto: Haroldo Palo Jr

Ao todo são 2.253 hectares que incluem duas trilhas: uma que leva ao aquário natural, ideal para banho e o Salto Morato, uma queda d’água com mais de 100 metros de altura; e outra que conduz os visitantes à Figueira do Rio de Engenho, árvore cuja raiz forma um portal sobre os seis metros de largura do rio. Nesta trilha, também é possível realizar a travessia do rio em cabos de aço, atração conhecida como Falsa Baiana.

Outra opção que o local oferece é um ambiente ideal para os praticantes do ‘birdwatching’ - observação de aves como é popularmente conhecido – e, de acordo com o ornitólogo, Pedro Scherer Neto, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, uma atividade que cresce cada vez mais no Brasil. “Com um binóculo, uma câmera fotográfica e até com alguns modelos de telefone celular é possível registrar pássaros na natureza. Identificar o canto e as características de cada espécie é apaixonante e a cada ave avistada, cresce a vontade de achar novos pássaros”, comenta. Somente na Reserva foram registradas a ocorrência de mais de 320 espécies.

Figueira do Rio do Engenho

Outra trilha do local leva até a centenária Figueira
Fundação Grupo Boticário

A reserva oferece aos visitantes uma infraestrutura com centro de visitantes, quiosques, lanchonete, alojamento para pesquisadores e um auditório para eventos e capacitações. O local funciona das 8h30 às 17h30 – com entrada permitida somente até as 16h -,  de terça-feira a domingo e os ingressos para entrada na Reserva custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada) para estudantes ou doadores de sangue com carteirinha.

Para quem pretende estender o passeio, antes ou depois da visita à Reserva, a cidade de Guaraqueçaba também oferece atrativos aos visitantes. O centro da cidade fica a 18km da Reserva e conta com uma estrutura de atendimento ao turista com hotéis, bares e restaurantes. A partir dali também é possível conhecer outros atrativos locais como a Trilha do Quitumbe com uma linda vista para a baía, os passeios de barco para o Parque Nacional de Superagui, a Reserva do Sebuí, além do pôr-do-sol de frente para o mar.

Diversas espécies de aves podem ser avistadas na Reserva  Foto: Fundação Grupo Boticário

Diversas espécies de aves podem ser avistadas na Reserva
Foto: Fundação Grupo Boticário

 

72% das empresas ainda não reconhecem as mudanças climáticas como um risco financeiro

9 janeiro, 2018 às 14:55  |  por Ana Maria Ferrarini

No mundo inteiro, 72% das empresas de médio e grande portes com ações negociadas em bolsas de valores ainda não reconhecem os riscos financeiros oriundos das mudanças climáticas em seus relatórios anuais financeiros, de acordo com a Pesquisa 2017 de Relatórios de Responsabilidade Corporativa da KPMG (The KPMG Survey of Corporate Responsibility Reporting 2017, em inglês).  O levantamento estudou relatórios anuais financeiros e relatórios de responsabilidade corporativa das 100 maiores empresas por receita de 49 países, dentre eles o Brasil.

Ainda de acordo com a pesquisa, da parcela minoritária que reconhece o risco das mudanças climáticas, apenas 4% fornece uma análise aos investidores do potencial valor de negócio em risco.

Em termos de setores, as empresas que operam em recursos florestais e papel (44%), mineração (40%), e petróleo e gás natural (39%) têm as mais altas taxas de reconhecimento do risco relacionado ao clima em seus relatórios.  Já serviços de saúde (14%), transporte e entretenimento (20%) e varejo (23%) são setores menos propensos a reconhecer o risco climático.

“A pesquisa mostra que, mesmo entre as maiores empresas do mundo, uma parcela extremamente reduzida está disponibilizando indicações adequadas do valor em risco a partir das mudanças climáticas.  A pressão sobre as empresas para que se esforcem para melhorar, no que se refere à divulgação, cresce diariamente.  Alguns investidores já estão adotando uma abordagem linha dura para exigir a divulgação; alguns países estão avaliando a regulamentação para impô-la; e alguns agentes reguladores financeiros alertaram para o fato que a não identificação e a não gestão do risco climático seja uma violação do dever fiduciário de um Conselho.  Neste contexto, estimulamos as empresas a se mexer rapidamente.  Aquelas empresas que não o fizerem, poderiam começar a perder investidores em um futuro bem próximo, e constatar que o custo do capital e da cobertura de seguro aumentam rapidamente”, analisa o diretor da KPMG no Brasil e líder para a prática de sustentabilidade, Ricardo Zibas.

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Tendências 

A pesquisa da KPMG também explorou as tendências futuras nos relatórios de responsabilidade corporativa, incluindo relatórios sobre as Metas de Desenvolvimento Sustentável (SDGs) das Nações Unidas, que relatam sobre os direitos humanos e preparam e divulgam metas de redução de emissão de carbono.

As principais constatações incluem:

•As Metas de Desenvolvimento Sustentável (SDGs) da ONU tiveram forte receptividade junto às empresas em todo o mundo, em menos de dois anos contados a partir do seu lançamento. Trinta e nove porcento dos relatórios estudados conectam as atividades de responsabilidade corporativa das empresas com as SDGs.   A proporção cresce para 43% quando são examinadas especificamente as 250 maiores empresas do mundo (G250).

•73% dos participantes reconhecem os direitos humanos como uma questão de responsabilidade corporativa que a empresa precisa tratar.  Esta proporção cresce para 90%  no grupo G250.

•67% das 250 maiores empresas do mundo divulgam as suas metas visando reduzir as emissões de carbono da empresa.  Todavia, 69% desses relatórios não se alinham com as às metas climáticas que estão sendo estabelecidas pelos governos, pelas autoridades regionais  ou pela ONU.

O estudo completo está disponível em www.kpmg.com/crreporting

 

Artista cria obras com lixo eletrônico

9 janeiro, 2018 às 14:53  |  por Ana Maria Ferrarini

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Quando qualquer equipamento eletrônico quebra, a maioria vai parar no lixo comum ou, pior, na calçada. No entanto, esse tipo de resíduo, que pode ser tóxico, tem ainda grande utilidade para a indústria e, agora, para a arte. Com o lixo eletrônico da Coopermiti, o artista plástico Marcos Sachs transformou “sucata” em obra de arte.

As placas adquiridas na Coopermiti e outros materiais, os componentes eletrônicos se transformaram em esculturas, painéis e no retrato do escritor francês, Michel Houellebecq. “Acredito que a arte seja uma ferramenta especialmente útil na conscientização de várias causas da maior importância, como é a da reciclagem”, afirma o artista.

O descarte regular do lixo eletrônico ainda é um tema pouco explorado e ensinado à população, mas de extrema relevância. Estes equipamentos podem liberar materiais como Mercúrio, Cádmio, Cobre, Cromo, entre outros que, caso dispostos em aterros não licenciados e controlados, podem contaminar o solo e atingir o lençol freático, causando grande impacto ao meio ambiente e ao ser humano.

Sobre a escolha desses materiais para construir o trabalho, Sachs afirma que foi levado pela curiosidade. “Além do aspecto da preservação ambiental, o que também me atraiu para a reutilização de materiais descartados foi a curiosidade que tinha para certas experimentações em pintura figurativa, buscando substituir a tinta tradicional por objetos coloridos. Algo intermediário, entre pintura e instalação”, conta.

Para quem deseja colaborar com o trabalho da cooperativa de reciclagem, o serviço é gratuito. No site da empresa, além dos endereços de todos os postos, é possível encontrar conteúdo educacional sobre a importância do descarte regular de resíduos eletrônicos. E para conhecer mais o trabalho de Marcos Sachs, basta segui-lo nas redes sociais, @marcos_sachs.

“A arte feita com material descartado é a mais acessível a todos que quiserem usar um pouco da criatividade, todo mundo pode criar algo bacana dessa forma. Mãos à obra, pessoal”, incentiva o artista. Para quem deseja conhecer mais sobre a reciclagem de eletrônicos e incentivar às crianças a olharem os objetos por outras perspectivas, a Coopermiti ainda realiza excursões para escolas e visitas guiadas que podem ser agendadas pelo site da cooperativa.

O dilema do novo mundo: desenvolver-se é inversamente proporcional a salvar o planeta?

1 novembro, 2017 às 15:51  |  por Ana Maria Ferrarini

Dados do Programa Brasileiro GHG Protocol revelados em agosto deste ano, informam que as companhias brasileiras têm avançado na gestão de emissão de carbono. Segundo o projeto, 142 empresas divulgaram seus números compartilhando suas emissões com o programa. Entretanto, ao mesmo tempo, 84,5% relatou não ter meta de redução. Diante do cenário, o diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Glauco Requião, alerta: Além de estarmos trabalhando com dados que retratem apenas o início de um caminho a ser percorrido, ainda há a expectativa dessas empresas aumentarem a sua emissão de gases em razão do desenvolvimento urbano, fato que aponta para a necessidade de definições de metas claras de redução.

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“Obviamente que o número que o GHG Protocol obteve é uma amostra muito pequena em relação ao total de organizações que emitem gases de efeito estufa no Brasil. Em se tratando de empresas de saneamento, podemos dizer que elas são um claro exemplo de organização que certamente aumentará seu índice, já que no contexto Brasil apenas a Sanepar participa do programa. Ainda que a ideia é expandir a rede de tratamento de esgoto a cada ano e o tratamento de esgoto implica num dos processos que mais emitem CO2”, explica o ambientalista. Além de ser a única empresa de saneamento  membro do GHG Protocol, a Sanepar ainda conquistou o Selo de Ouro em razão de todos os relatórios terem sido verificados.

Outros dados importantes de serem destacados é que de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) o esgoto tratado no Brasil alcança a porcentagem de apenas 42,7% e a coleta de esgoto é disponível apenas para 50,3% da população. A situação é tão alarmante que levou o Brasil a ficar na 112ª posição entre 200 países no ranking de saneamento básico realizado pelo Instituto Trata Brasil em 2014. Entre os países da América Latina, somos o 10º, atrás de Equador, Venezuela, Peru e Bolívia.

“Ou seja, apesar do Paraná ser um dos Estados que tem maior cobertura quando falamos em saneamento básico, temos outros locais que sequer atingem 10% de sua população. Obviamente isso precisa aumentar, faz parte do desenvolvimento e de dar condições de vida para as pessoas”, comenta Glauco.

Entretanto, ressalta ele, não há como negar que o desenvolvimento pelo desenvolvimento irá afetar o lado sustentável do planeta, “ainda mais quando a maioria das grandes empresas do Brasil sequer compartilham seus números para fazerem a gestão das emissões, quanto mais se comprometem a reduzi-los”.

Neste aspecto, torna-se mais forte a demanda pela postura sustentável das empresas. “Na Sanepar dizemos que não somos uma empresa de saneamento com responsabilidade ambiental, e sim uma empresa ambiental com vocação para o saneamento”, afirma o diretor de Meio Ambiente da Sanepar.

Energia elétrica também preocupa

Ainda de acordo com dados do GHG, outro indicador que contribui significativamente para a emissão de CO2 é energia, ficando atrás apenas da agropecuária.

Esse dado é bem interessante porque vai de encontro com a mudança no perfil das emissões no Brasil. O lançamento de poluentes decorrentes do desmatamento, em especial para abrir terreno para pasto e plantações, caiu 69% entre 2005 e 2015. No mesmo período, os gases gerados pelo uso de energia cresceram 44%.

“Segundo o Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg), o padrão de crescimento das emissões do Brasil está muito parecido com outros países em desenvolvimento. No mesmo intervalo (de 2005 a 2015) as emissões mundiais de gases estufa cresceram 15%. Ou seja, o lançamento de poluentes no Brasil tem crescido”, ressalta Requião.

Desafios e a importância do compromisso

“O principal desafio contemporâneo da humanidade é reduzir as emissões de gases de efeito estufa de maneira a conter o aumento da temperatura média do planeta nas próximas décadas. E isso só vai ser possível a partir de compromissos sérios que envolvam posturas sustentáveis”, comenta Glauco Requião.

O diretor de Meio Ambiente da Sanepar ainda elogia a iniciativa do GHG Protocol. “Essas iniciativas são necessárias, mas o engajamento precisa ser muito maior. Estamos em um momento em que a lógica que sempre pareceu natural se inverte: Não temos mais que pensar no mudo que vamos deixar para nossos filhos, e, sim, pensar nos filhos que nós vamos deixar para o mundo”, conclui.

Novos Sítios Ramsar reforçam proteção às áreas úmidas brasileiras

19 outubro, 2017 às 17:16  |  por Ana Maria Ferrarini

O mês de outubro iniciou com boas notícias para a conservação da natureza no Brasil: unidades de conservação que abrangem municípios dos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul foram reconhecidas como Sítios Ramsar. São elas a Área de Proteção Ambiental (APA) Cananéia-Iguape-Peruíbe, em São Paulo; parte da APA de Guaratuba, no Paraná; e o Parque Nacional de Ilha Grande, também no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Os Sítios Ramsar são o principal instrumento adotado pela Convenção sobre Áreas Úmidas de Importância Internacional, conhecida como Convenção Ramsar – um tratado intergovernamental criado inicialmente no intuito de proteger os habitats aquáticos importantes para a conservação de aves migratórias, mas que, ao longo do tempo, ampliou sua preocupação com as demais áreas úmidas de modo a promover sua conservação e uso sustentável, bem como o bem-estar das populações humanas que delas dependem.

Parte da APA de Guaratupa está entre as áreas reconhecidas  Emerson Oliveira / Fundação Grupo Boticário

Parte da APA de Guaratupa está entre as áreas reconhecidas
Emerson Oliveira / Fundação Grupo Boticário

Entre os objetivos da Convenção estão o de estabelecer marcos para ações nacionais e para a cooperação entre países, para promover a conservação e o uso racional das áreas, de acordo com o reconhecimento da sua importância ecológica e dos seus valores social, econômico, cultural, científico e recreativo.

“Estima-se que as áreas úmidas representam cerca de 20% do território brasileiro e englobam ecossistemas tanto marinho e costeiros, quanto continentais, abrigando uma grande variedade de ambientes e espécies. Parte dessas áreas são reconhecidas como Sítio Ramsar, o que significa uma vitória para essas unidades, aumentando a visibilidade dessas áreas e dando acesso ainda a benefícios financeiros para conservação e uso racional. Além disso, esse reconhecimento deve priorizar também a implementação de políticas governamentais e investimentos com fontes nacionais e internacionais”, avalia a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Malu Nunes.

Preocupação com áreas úmidas brasileiras

O interesse em divulgar e proteger as áreas úmidas está no dia a dia da Fundação Grupo Boticário. Por meio de apoio a projetos, a instituição promove a conservação desses locais em parceria com outras organizações. Neste ano, por exemplo, o edital de apoio a projetos do segundo semestre, realizado pela Fundação, teve como foco iniciativas que contribuíssem para a conservação das áreas úmidas, mais especificamente o bioma Pantanal – considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta – e todos os Sítios Ramsar nacionais.

Somente nas três áreas designadas como novos Sítios Ramsar, a Fundação já apoiou 33 projetos desde 1991 (18 na APA de Guaratuba, 11 na APA Cananéia-Iguape-Peruíbe e quatro no Parque Nacional de Ilha Grande), em parceria com outras instituições. Os trabalhos foram focados em diferentes ecossistemas e  espécies de flora e fauna, como por exemplo, onças, papagaios, morcegos, cavalos-marinhos, botos, micos, entre outros.

Para Marilia Cunha Lignon, responsável técnica pelo projeto “Monitoramento de Manguezais – guardiões das zonas costeiras”, em desenvolvimento ns APA Cananéia-Iguape-Peruíbe pelo Instituto BiomaBrasil, o reconhecimento abre margem para obtenção de recursos técnicos e financeiros em projetos que promovam o desenvolvimento sustentável da região. “É importante entender a importância desse reconhecimento internacional. Em muitos editais internacionais, projetos que são desenvolvidos em Sítios Ramsar são valorizados e recebem uma pontuação maior”, destaca a pesquisadora.

Muffin de Mirtilo

25 agosto, 2017 às 18:21  |  por Ana Maria Ferrarini

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Ingredientes

1 xícara (de chá) de farinha de trigo integral
1/2 xícara (de chá) de farinha de trigo branca
1/4 de xícara (de chá) de açúcar demerara
1/4 de xícara (de chá) de açúcar mascavo
1/4 de colher (de chá) de sal
1/2 xícara (de chá) de leite vegetal
1/3 de xícara (de chá) de óleo vegetal
1/2 colher (de chá) de raspas de limão
1/2 colher (de chá) de extrato de baunilha
1 colher (de chá) de suco de limão ou vinagre
1/2 xícara (de chá) de banana nanica amassada (1 banana média – usei nanica, mas acho que dá pra usar prata também)
2 colheres (de chá) de fermento químico em pó
1 xícara (de chá) de mirtilos frescos
1 colher (de sopa) de açúcar mascavo misturada com 1 pitada de canela em pó para salpicar (opcional)

Modo de preparo

Pré-aqueça o forno a 200ºC. Separe 10 forminhas de cupcake/muffim
Em uma vasilha, peneire a farinha de trigo integral, a farinha de trigo branca, o açúcar demerara, o açúcar mascavo. Adicione o sal e misture.
Acrescente o leite vegetal, o óleo, as raspas, o extrato de baunilha, o suco de limão (ou vinagre) e a banana amassada. Misture mais uma vez.
Adicione o fermento químico em pó e misture delicadamente.
Acrescente os mirtilos frescos, mexa delicadamente e distribua a massa pelas forminhas, deixando um pequeno espaço na borda.
Se quiser, misture uma colher de açúcar mascavo com uma pitada de canela em pó e polvilhe por cima dos bolinhos.
Asse por cerca de 30 minutos ou até ficarem levemente dourados e você espetar uma faca ou um palito e ele sair limpo. Está pronto!

Fonte: Presunto Vegetariano

Lançamento: chocolate vegano e saudável

25 agosto, 2017 às 18:17  |  por Ana Maria Ferrarini

Para se manter saudável e em boa forma, cada vez mais pessoas estão optando por produtos vegetarianos ou com ingredientes que não sejam agressivos ao organismo. Não há dados atuais sobre o número de veganos no Brasil, mas uma pesquisa do Ibope, em 2012, constatou que 8% da população brasileira se declarava vegetariana; ou seja, mais de 15 milhões de pessoas. O certo é que cada vez mais há opções de produtos especiais que atendem tanto a este público como aqueles que têm algum tipo de restrição ou apenas gostam de se cuidar. De olho nesse mercado, que não para de crescer, a Genevy Chocolates Especiais – que é pioneira na fabricação exclusiva de chocolates saudáveis e veganos, e existe desde 2007 – anuncia mais um lançamento que já está nas gôndolas de lojas do segmento natural.

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A novidade é linha Lion Gourmet, que foi anunciada pela marca na Naturaltech. Com chocolates feitos com açúcar de coco, que possui baixo índice glicêmico, é um açúcar 100% natural, que não é processado e nem contém conservantes, e é rico em vitaminas do complexo B e minerais como ferro, zinco, magnésio e potássio. Além disso, assim como os demais chocolates da empresa, também são zero lactose, caseína, glúten, soja; zero proteína animal e oleaginosas; zero gordura vegetal fracionada ou hidrogenada e gordura trans; e livre de ingredientes geneticamente modificados; além de não conter conservantes e espessantes. O preço do produto é a partir de 21 reais.

Baleia piloto reabilitada é devolvida com sucesso ao oceano

25 agosto, 2017 às 18:15  |  por Ana Maria Ferrarini

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Uma baleia piloto fêmea ganhou uma segunda chance de vida depois de um longo e complexo processo de volta à vida selvagem. A baleia de cerca de 330 quilos encalhou sozinha em Dixie County, Flórida. Após ser encontrada por frequentadores da praia, as equipes de resgates da University of Florida e Clearwater Marine Aquarium ajudaram e transportaram ela para o SeaWorld Orlando para que ela recebesse tratamentos médicos e fosse reabilitada.

Assim que chegou, a baleia piloto passou a receber da equipe de veterinários e resgates cuidados 24 horas por dia. Todos tinham como objetivo final devolvê-la o quanto antes ao ambiente selvagem por meio de tratamentos contínuos e atenção integral. Contando com a ajuda regular e avaliações da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) e dos parcerios da Southeast Region Marine Mammal Stranding Network, a volta à natureza tornou-se realidade.

A baleia piloto respondeu muito bem ao tratamento e começou a mostrar sinais de melhora quase que imediatamente. Assim que chegou, ela já começou a nadar por conta própria e com pouco mais de um dia, iniciou a alimentação com peixes.

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Juntamente com a NOAA, a equipe de SeaWorld realizou todos os preparativos para a volta da baleia ao oceano. Os planos incluíram fazer a soltura a cerca de 230 metros da costa oeste da Flórida em uma área já conhecida de habitat de baleias pilotos. Essas espécies ficam em água profundas e são animais que vivem em grupos e que viajam juntas. A soltura no local escolhido deu a ela uma boa chance de se juntar a um grupo.

Para assegurar o retorno seguro do animal, a Guarda Costeira Americana deu apoio ao transporte que foi bastante complexo. Os tripulantes da Coast Guard Cutter Joshua Appleby, juntamente com uma equipe de cinco membros do time de resgate do SeaWorld, trabalharam juntos em uma missão multifacetada e a baleia piloto apelidada de “Gale” foi devolvida com sucesso às aguas do Golfo do México.

“Todos nós assistimos a ela nadando com força no horizonte”, compartilhou Dra. Lara Croft, veterinária do SeaWorld Orlando e quem acompanhou todos os passou da jornada desse animal. “Essa história teve um verdadeiro trabalho colaborativo e atuamos juntamente com parceiros muito dedicados. Nós estamos orgulhosos de fazer parte desse resgate, reabilitação e soltura de sucesso. Essa é o verdadeiro motivo de todos nós fazermos o que fazemos.”

Antes da soltura, a baleia recebeu dos pesquisadores do Sarasota Dolphin Research Program da Chicago Zoological Society um rastreador com transmissão via satélite. Esse rastreador irá permitir que os pesquisadores acompanhem seus movimentos e padrões de mergulho pelos próximos meses.

As baleias pilotos são membros da família dos golfinhos, e só perdem em tamanho para as orcas. Essa espécie é encontrada ao redor do mundo, em temperaturas mais quentes e águas em regiões tropicais. As baleias pilotos são extremamente sociais e bastante conhecidas por encalhamentos em grupos, desde pequenos grupos até aqueles com centenas de animais, os quais encalham ao mesmo tempo.

A NOAA encoraja as pessoas a sempre reportarem para a Florida Fish and Wildlife Conservation Commission quando avistarem baleias e golfinhos mortos, machucados ou encalhados.

Duas novas espécies de mini sapos são descobertas no Paraná

25 agosto, 2017 às 18:11  |  por Ana Maria Ferrarini
Além do tamanho, por sua cor mais escura, a espécie Brachycephalus curupira é um pouco mais difícil de ser encontrada

Além do tamanho, por sua cor mais escura, a espécie Brachycephalus curupira é um pouco mais difícil de ser encontrada

A espécie Brachycephalus coloratus foi encontrada na cidade de Piraquara

A espécie Brachycephalus coloratus foi encontrada na cidade de Piraquara

Biólogos paranaenses acabaram de descobrir duas novas espécies de sapos no topo das montanhas da Serra do Mar, no estado do Paraná, chamadas de Brachycephalus coloratus e Brachycephalus curupira. Pertencentes ao gênero Brachycephalus, que em latim significa “cabeça com braços”, os anfíbios foram localizados na região pertencente à floresta densa atlântica,   e foram identificados pelo canto (coaxado).

A pesquisa que resultou na descoberta,  realizada pela ONG Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, foi oficializada no dia 27 de julho, por meio de um artigo científico publicado na revista internacional Peerj.

Com medidas que variam de 10 a 12mm de comprimento, os mini sapos, também chamados de sapinhos das montanhas, sofreram um processo evolutivo chamado miniaturização, o que os torna parte do grupo de anfíbios considerados os menores vertebrados terrestres do mundo. Além disso, os animais passaram por outras adaptações específicas no topo das montanhas: as espécies não sabem nadar, têm resistência ao frio, têm seu desenvolvimento direto (não passam pela fase de girino) e contam com um número de dedos reduzidos, comparados a outras espécies.

De acordo com o biólogo, professor da PUCPR e pesquisador do Malter Natura envolvido nas descobertas, Luiz Fernando Ribeiro, as novas espécies de mini sapos são exclusivas da região. “Uma característica dessas espécies é o microendemismo, ou seja, um fenômeno que torna a distribuição delas extremamente reduzida, em apenas uma localidade identificada até o presente momento”, relata.

A tecnologia também vem sendo uma aliada nas descobertas. Atualmente o projeto utiliza a microtomografia, que consegue visualizar o interior dos animais, com imagens dispostas em um link interativo da espécie Brachycephalus curupira.

Universitários transformam lixo orgânico em fontes de energia limpas

25 agosto, 2017 às 18:08  |  por Ana Maria Ferrarini

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Lixo, restos de comida, descarte de podas de árvores, plásticos e pneu. Um reator chamado BioWatt++ transforma tudo isso em fontes de energia como carvão, biocombustível, ácidos orgânicos (empregados na produção de detergentes e fertilizantes agrícolas) e gás natural sintético, que pode ser utilizado na alimentação de caldeiras industriais, veículos e até fogão residencial. E com um diferencial em relação a concorrentes que já existem no mercado: no BioWatt++, essa transformação leva poucas horas, enquanto produtos similares precisam de 20 a 30 dias para finalizarem o processo. Outra vantagem do reator é que toda essa operação não gera produtos ou resíduos tóxicos.

O BioWatt++ é um projeto de estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica, Elétrica e de Bioprocessos e Biotecnologia, da Universidade Positivo (UP), em Curitiba (PR). Segundo Leonardo Vieira Pedrini, um dos estudantes responsáveis pelo projeto, o reator, que utiliza irradiação para acelerar os processos químicos, promete ter alto desempenho no meio agrícola. “Nosso produto poderá ser usado por microempresas do agronegócio, utilizando cascas de soja, arroz, frutas podres, fezes e animais mortos para gerar o próprio carvão, biocombustível ou gás natural sintético (GNS) suficientes para tocar uma indústria de porte médio”, destaca.

Fruto de 3 anos de estudos, o projeto, que já rendeu aos estudantes homenagem em um curso voltado para inovações tecnológicas na Università di Pisa, na Itália, foi um dos selecionados no concurso realizado pela UP para utilização do espaço de Coworking mantido pela universidade. O grupo está agora em fase de desenvolvimento do segundo modelo do reator, que deve apresentar um rendimento 36% maior que o primeiro protótipo. Com o apoio que irão receber da universidade, Pedrini e seus colegas esperam conseguir viabilizar o produto no mercado.  “Se conseguirmos isso, estaremos dando um passo importante em benefício do meio ambiente, reduzindo lixo e garantindo fontes de energia limpa. Outra grande vantagem é que um reator de grande porte pode substituir um aterro sanitário”, completa Pedrini.