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Divulgação / Acervo Quanta

Nesta sexta-feira, 26 de abril, é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, data instituída por lei, em 2002, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico preventivo, assim como do tratamento desta doença crônica que acarreta níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Na maioria das vezes, não causa sintomas. O paciente só percebe a pressão alta (nome pelo qual é popularmente conhecida) quando já apresenta complicações à saúde.

Dados do Ministério da Saúde apontam que a doença atinge cerca de 30 milhões de brasileiros e é responsável por 388 óbitos por dia. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, uma em cada quatro pessoas adultas, entre homens e mulheres, sofrem desta condição clínica, correspondendo a cerca de 25% da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% em pessoas com idade a partir dos 60 anos. Está presente também em 5% das crianças e adolescentes. É responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

Quando é feito o diagnóstico da hipertensão arterial, geralmente são necessários exames de sangue e eletrocardiograma para estratificar o risco cardiovascular, mas em alguns casos específicos, são solicitados exames de imagem, conforme relata Dr Miguel Morita, cardiologista da Quanta Diagnóstico por Imagem. “O diagnóstico é simples e feito com medidas da pressão arterial em consultório. Eventualmente, realizamos um exame de monitorização ambulatorial da pressão arterial, também conhecido por sua sigla, MAPA”, afirma o médico.

A hipertensão arterial pode levar a outros problemas do sistema cardiovascular, que podem demandar determinados exames. “Os principais problemas são a hipertrofia e/ou dilatação cardíaca. São casos em que se faz necessário o ecocardiograma. Outra possível consequência da hipertensão é a doença arterial coronária, que obstrui as artérias do coração. Sua detecção pode requerer exames de imagem como a angiotomografia e a cintilografia do miocárdio”, explica.

Em relação à prevenção, a doença é multifatorial em 90% dos casos. Além de herdar a hipertensão dos pais, há fatores que podem influenciar nos níveis de pressão arterial, como consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, consumo elevado de sal, estresse, níveis altos de colesterol, obesidade e falta de atividade física. Evitar estes fatores de risco podem afastar a possibilidade de ocorrência da pressão alta.