O universo dos leilões de forma descomplicada

Leilão está no topo dos melhores investimentos

Leilão está no topo dos melhores investimentos

Investir em leilões é uma aposta certeira
Investir em leilões é uma aposta certeira (Foto: Assessoria de Imprensa - Divulgação)
Em maio o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) fez um corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, jogando a Selic de 3,75% para 3% ao ano. Se por um lado a medida visa estimular a economia diante da crise econômica provocada pelo novo coronavírus, por outro torna mais difícil a vida dos investidores, que veem a rentabilidade da renda fixa se estagnar e buscam estratégias alternativas.
 
Os leilões sempre foram fortes mecanismos de investimento e todos os dias lidamos com pessoas experientes nesse ramo. A expectativa agora é atrair novos perfis de investidores, que buscam negócios seguros e com melhor rentabilidade no médio e longo prazo. Elenco cinco fatores que elevam o leilão na lista de investimentos mais promissores do país nesse momento:
 
1.     Impacto na nova taxa de juros na renda fixa:
 
A Selic é a principal referência dos investimentos de renda fixa que acompanham o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), como a poupança e os fundos ancorados em títulos públicos. A dura queda na taxa de juros faz com que esses instrumentos tenham ganhos abaixo da inflação. Com isso, eles praticamente deixam de ser vistos como aplicações lucrativas e passam a ser considerados meras reservas de valor. Ou seja, ou o investidor se expõe a mais riscos ou busca alternativas.
 
2.     Instabilidade da Bolsa de Valores:
A Bolsa de Valores sofre com a instabilidade desde o início da crise do novo coronavírus, com quedas históricas de seus principais índices. No dia 5 de maio a agência de classificação de risco Fitch chegou a revisar para negativa a perspectiva da nota do Brasil, destacando a deterioração das perspectivas econômicas e fiscais do país. Há riscos negativos gerados pela incerteza política e também com as dúvidas sobre a duração e a intensidade do impacto da pandemia de Covid-19. Mesmo para quem tem expertise com as subidas e descidas da bolsa, que sabe lidar e faturar no alto risco, esse cenário pode ser bastante assustador”.
 
3.     Dólar:
No mesmo dia em que o Copom reduziu a taxa Selic para 3% ao ano a moeda americana fechou cotada acima dos R$ 5,70. Para alguns analistas, futuramente a alta do dólar pode pesar na inflação, resultando em um novo ciclo de aumento de juro. Mas essa não é uma perspectiva que o mercado trate como de curto prazo, já que existe uma expectativa de que, até o fim de 2020, a Selic caia ainda mais (segundo o último Boletim Focus do Banco Central, a expectativa para 2020 é de 2,75% ao ano). Nesse meio tempo, que na verdade será longo, os investidores precisarão buscar instrumentos alternativos, rentáveis e seguros, como os leilões.
 
4.     Baixo risco do mercado imobiliário:
 
Por sua vez, os leilões são excelentes opções para quem está acostumado ou prefere não correr alto risco na carteira de investimentos. Têm risco mais baixo, inclusive, que os fundos imobiliários, pois estes oscilam, geram renda variável e, embora menos voláteis, são negociados na Bolsa de Valores. No cenário atual, você encontra nos leilões oportunidades de compras de imóveis com valor até 50% menor que o de mercado, inclusive com opções de parcelamento. A expectativa de aquecimento do mercado imobiliário pós-pandemia é real e certamente o retorno virá lá na frente, sem gerar insegurança ao investidor. Lembrando que o segmento superou com certa rapidez os efeitos da crise imobiliária dos Estados Unidos em 2008, com valorização imobiliária de 121% nos cinco anos seguintes.
 
5.     Menor concorrência em leilões:
 
Assim como outros setores da economia, o segmento de leilões também sofre impactos da crise de Covid-19. Entre eles está a queda na quantidade de investidores dando lances nas sessões. As sessões acontecem por sistema online e só essa barreira tecnológica já faz diminuir a concorrência, nem tanto por uma questão de acesso à internet mas por questões de adaptação dos investidores. Isso faz com que menos lances sejam apresentados e com que o valor final dos imóveis fique em patamares ainda menores que o usual.