por Fernando Francischini

  • Covid-19

    Aprovado projeto impondo multa de até R$ 56 mil a quem furar a fila da vacina no PR

    Multa pode variar de R$ 5,6 mil até R$ 56,5 mil

    Quem furar a fila da vacinação contra o coronavírus no Paraná pode pagar caro. É o que prevê o projeto aprovado nesta quarta-feira (23), na Assembleia Legislativa.

    A proposta de minha autoria, assinada junto com os deputados Requião Filho e Plauto Miró, lista uma série de penalidades como o impedimento de receber a segunda dose, veto para benefícios ou incentivos fiscais e multa.

    Vimos vários casos que causaram muita indignação, especialmente aos profissionais de saúde que fazem esse trabalhado imprescindível na luta contra a covid e que nos procuraram pedindo uma providência.

    A multa pode variar entre 50 a 500 Unidades de Padrão Fiscal do Estado do Paraná (UPF-PR), ou R$ 5,6 mil até R$ 56,5 mil.

    O projeto vai ajudar a coibir essa prática inaceitável e contribuir para processo de vacinação poupando vidas no nosso estado e no país. E que pela importância merece a coautoria de todo o legislativo paranaense.

    Como presidente da Comissão Especial de Investigação (CEI) constituída na Assembleia Legislativa para apurar fraudes na imunização no Paraná tenho obrigação de tomar providência para que abusos não sejam mais cometidos. Agora vai doer no bolso de quem ousar burlar as regras.

    Denúncias do Ministério Público e do Tribunal de contas do estado apontam cerca de mil denúncias a serem investigadas, incluindo pessoas que teriam usado CPF de pessoas mortas para de vacinarem.

  • Vacinação

    Espanto do bem

    Vacinação para o grupo de 51 anos no Expo Renault, Curitiba.
    Vacinação para o grupo de 51 anos no Expo Renault, Curitiba.

    Uma cena me emocionou muito ontem quando fui receber a vacina contra a Covid no Parque Barigui. Já era um momento especial por ter chegado o tão esperado dia da imunização para minha idade. E ficou ainda mais com o momento que presenciei no Expo Renault.

    Muitos sabem que eu minha esposa Flávia Francischini somos pais do Bernardo, um menino autista. Por isso esse episódio marcou ainda mais. Enquanto aguardava na fila, vi chegar uma senhora de cabelos brancos com o filho já adulto e autista. Dava para perceber que ele estava tenso, nervoso com aquela situação e prestes a ter uma crise.

    As enfermeiras perceberam e com a maior sensibilidade do mundo começaram a brincar com o rapaz, distraí-lo, aplaudir quando tirava a jaqueta, a blusa para vacinar.

    Profissionais incríveis que se colocam em risco desde o início da pandemia e ainda demostraram essa empatia, esse cuidado trabalhando em conjunto para acolher e atender o rapaz.

    Acabei me vacinando com a enfermeira Adriana, que coincidentemente vacinou o rapaz. A ela, às outras enfermeiras e a todos os profissionais de saúde deixo o meu reconhecimento. Eles merecem nossos aplausos.

    Todos precisamos da vacina e assistir à vacinação desse rapaz autista com tanto carinho reforçou as esperanças de que passar juntos por tudo isso.

  • Serial Killer

    Lázaro: capturado vivo ou morto

    Um animal das ruas
    Um animal das ruas

    O Brasil acompanha com muita expectativa a gigante caçada ao monstro que aterroriza a região Centro-Oeste do país há 10 dias.

    Lázaro Barbosa, psicopata, cruel, sanguinário, mobiliza mais de 270 policiais numa operação sem precedentes para capturar o criminoso. Nas redes sociais é chamado de "serial killer de Brasília".

    Uma escola municipal da pequena Girassol foi transformada em base da força tarefa, que reúne policiais civis e militares, bope, polícia federal e rodoviária federal, snipers, cães farejadores, helicópteros, dezenas de viaturas, drones, equipamentos de visão noturna. E mais reforço está chegando com a Força Nacional de Segurança Pública.

    A rotina mudou nas fazendas do interior de Goiás, mas o medo é superado pela vontade de ver o marginal preso.

    Enquanto a polícia busca Lázaro, os moradores rezam e ajudam a força-tarefa. Levam comida para as equipes de buscas, passam informações, acompanham atentos.

    Os policiais não deixam nenhuma pista para trás. O assassino é da região, cresceu ali, foi mateiro, conhece tudo, sabe se esconder. E deixa um rastro de sangue por onde passa.Invade fazendas em busca de comida, munição e armas, faz famílias reféns, enfrenta os policiais a bala.

    A polícia acredita que ele foi ferido, está cansado e com fome, e por isso a perseguição pode terminar nas próximas horas.

    Ele será capturado, sem dúvida, vivo ou morto, mas a lição deste caso será compreendida?

    Os primeiros crimes de Lázaro foram cometidos em 2007. Depois disso ele fugiu de três presídios e mesmo diagnosticado com “psicopata imprevisível”, comportamento agressivo, impulsivo, instabilidade emocional e falta de controle e equilíbrio, a justiça converteu a sua prisão em regime semiaberto.

    Inaceitável!

    Uma decisão que colocou toda a sociedade em risco. Só neste mês, ele cometeu cinco crimes.

    A mãe quer que o filho seja preso. O pai diz que o filho é um monstro e pede perdão à sociedade.

    A fragilidade do sistema está exposta mais uma vez. Leis frouxas que beneficiam bandidos, sistema carcerário em colapso, políticas públicas ineficientes.

    Resultado? Novos Lázaros surgirão e seus crimes serão ainda mais bárbaros!

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  • Violência

    Pandemia da violência

    Com as recomendações sanitárias de combate à COVID-19, ficar em casa se tornou uma forma de proteção. Mas pelo visto essa proteção só vale contra o vírus. O número assustador de casos de violência contra a mulher no país cresceu de maneira exponencial, expondo um crime que acontece entre quatro paredes, longe dos olhos da sociedade. Na pandemia da violência, oito mulheres são agredidas por minuto no Brasil.

    Segundo pesquisa feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram cerca de 17 milhões de mulheres que sofreram algum tipo de violência no ano passado e, em 7 a cada 10 ocorrências, o autor é uma pessoa conhecida, principalmente companheiros ou ex-companheiros.

    Outro dado assustador é que apenas 12% das vítimas registraram ocorrência em delegacias especializadas e só 7% recorreram à Polícia Militar.

    É fundamental que a denúncia seja feita. Aqui no Paraná temos um dispositivo de minha autoria, uma lei que obriga condomínios a denunciarem indícios ou casos de maus-tratos a mulheres, crianças e idosos.

    Muitas vezes o silêncio pode ser fatal, pois sabemos que casos recorrentes de violência doméstica podem evoluir para histórias bem piores e vidas destruídas.

    Um levantamento feito pela Rede de Observatório da Segurança em cinco estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco, mostrou que no ano passado, por dia, cinco mulheres foram vítimas de feminicídio.

    No Paraná, a violência também avança. Em apenas dois meses deste ano, o Ministério Público do Paraná (MPPR) recebeu 24 denúncias de feminicídio e mais 932 de violência doméstica contra a mulher. Em 2020, foram oferecidas 165 denúncias criminais por feminicídio e 12.741 casos de violência doméstica. Assustador!

    Diante da gravidades destes crimes, calar não é uma opção!

    Faça a sua parte e denuncie!

    Não podemos fechar os olhos para uma nova pandemia que precisa ser combatida.

  • Inovação

    Vem aí o carro voador

    O futuro da humanidade projetado na série Os Jetsons, produzida por Hanna-Barbera e exibida originalmente entre 1962 e 1963, chegou.

    Empresa que sempre orgulhou os brasileiros, a Embraer anunciou esta semana que o seu projeto do carro voador recebeu uma encomenda de 200 unidades.

    Diante desta notícia aqueles desenhos animados de carros voadores que assistíamos quando criança e enchiam o nosso imaginário já não são mais ficção.

    Desenvolvido pela Embraer desde 2017, o veículo elétrico de pouso e decolagem vertical – eVtol na sigla em inglês e como é chamado o carro voador no mercado aéreo – ganhou as manchetes do mundo depois que a sua subsidiária EVE, criada para desenvolver o produto futurista, fechou parceria com a Halo, empresa que fornece serviços de helicópteros e mobilidade aérea urbana privada nos Estados Unidos e Reino Unido.

    eVtol - veículo elétrico de pouso e decolagem vertical

    No mercado o impacto foi pra lá de positivo. As ações da Embraer dispararam 15,6% após a negociação, estimada em US$ 2 bilhões.

    O contrato também deu fôlego à companhia brasileira, após grandes dificuldades geradas pelo fracasso do acordo com a Boeing e a crise da pandemia que afetou profundamente o mercado aéreo. Em dois anos, a Embraer acumulou perdas de R$ 5 bilhões.

    Para analistas, o anúncio revigora a Embraer, reconhecida pela engenharia de inovação e histórico comprovado de produção tecnológica. Também anima e impulsiona o mercado da aviação, com a possibilidade da oferta de voos mais baratos que os de helicóptero.

    Os carros voadores devem ser entregues em 2026, junto com um projeto de sistema de gestão de tráfego aéreo urbano e de operação de frotas.

    Mas as novidades da Embraer não param por aí. A empresa também firmou parceria com a Uber, que pretende realizar voos comerciais a partir de 2023. O projeto está em desenvolvimento, mas o prazo para o eVtol Uber alçar voo ainda não é certo.

    Projetos de eVtols vem sendo desenvolvidos em todo o mundo e já somam pelo menos 140. Movidos a bateria elétrica, serão menos poluentes e mais silenciosos que os helicópteros. A grande novidade será a ausência de pilotos.

    Vamos torcer pela Embraer!!

  • Fura-fila

    Comissão investiga vacinação de "mortos" em 39 cidades paranaenses

    Trinta e nove cidades do Paraná são alvos de denúncias de pessoas que se vacinaram com o CPF de mortos. É o que apura a Comissão Especial de Investigação (CEI) da Assembleia Legislativa que investiga fraudes na fila de imunização contra a Covid no Estado.

    A lista conta com 99 casos, com alguns já descartados. Esses casos dos mortos são emblemáticos pela fraude, mas há várias outras situações chegando a quase mil denúncias de pessoas que se vacinaram fora do Plano Nacional de Imunização.

    Algumas cidades já foram alvo de diligências dos parlamentares, como Rio Branco do Sul, Apucarana, Umuarama, Lapa, Araucária e Paranaguá. Esta última, inclusive, era uma das líderes de denúncias que foram esclarecidas pelo poder público municipal, como erros de digitação. Ofícios estão sendo enviados para dezenas de municípios com pedido de informação.

    A CEI vem tomando todos os cuidado com as denúncias, porque o objetivo não é destruir o trabalho vital das prefeituras e equipes de saúde na vacinação, que é o único caminho a saída desta crise de saúde e econômica.

    A meta é dar transparência à imunização. Todos querem ser vacinados. A hora vai chegar, o importante é esperar o calendário, porque há um critério científico para definir as prioridades na vacinação.

    O método utilizado pelo Ministério Público para chegar à lista enviada à CEI é o cruzamento de dados entre o sistema nacional de imunização SI-PNI, Sistema de informação de Mortalidade-SIM, sistema de Controle de Óbitos-SISOBI e o Sistema Nacional de Registro Civil – SIRC. A partir disso foram procuradas inconsistências as quais foram oficiados os municípios.

    Dentre as inconsistências, após o cruzamento e as informações enviadas pelos municípios foram retiradas dez, os demais continuam em investigação com grandes suspeitas de fraude na vacinação.

    Obs: A partir do relatório da CGU, a CEI requereu esclarecimentos às prefeituras e aguarda respostas.

  • Vacinação

    Comissão da Vacina tenta superar mais um desafio da pandemia: as fraudes

    Se você souber de algum caso, denuncie neste e-mail
    Se você souber de algum caso, denuncie neste e-mail (Foto: Arte)

    Como primeiro assunto para o nosso blog, hoje quero trazer para vocês algo que talvez seja a minha maior luta no momento e acredito que seja fundamental nesse período crítico que estamos atravessando.

    Durante a pandemia, vimos diversas adversidades que tivemos que enfrentar, como as incertezas sobre o vírus, os desafios do sistema de saúde, as novas cepas… Obstáculos que se tornavam ainda mais difíceis quando ainda tínhamos que lamentar pelas milhares de vidas perdidas nesse caminho.

    Mas, como antídoto, remédio mais eficaz contra tudo isso, a vacina se tornou a melhor saída para superarmos a pandemia. Só que para toda solução “perfeita” existem aqueles que querem tirar proveito. E foi assim que nasceu uma nova e letal doença que precisamos combater: as fraudes nas filas de vacinação do país.

    Pela Comissão Especial de Investigação já apuramos histórias e casos absurdos, desde poderosos e influentes envolvidos, até um dos mais “comuns” e recorrentes em alguns municípios: o uso de CPF de mortos para furar a fila de vacinação. No Paraná já são mais de cem casos de mortos vacinados e o número de irregularidades envolvendo má-fé e abuso de autoridade podem chegar a quase mil denúncias de pessoas que se vacinaram fora do Plano Nacional de Imunização.

    Crédito AEN

    Todos os casos estão em investigação. Alguns deles foram esclarecidos pelas diligências junto às prefeituras, que conseguiram comprovar erros no lançamento de dados.

    A situação é grave e preocupante. É preciso trazer o assunto cada vez mais à tona, para que a população tenha conhecimento e entenda a importância do que uma denúncia pode fazer, uma vez que é através dela que podemos deflagrar verdadeiros esquemas de fraude e garantir uma imunização eficiente, justa e que salve mais vidas, nosso objetivo maior e principal.