por Fernando Francischini

  • Segurança Pública

    Lugar de polícia é na rua. Chega de ser babá de bandido

    Um policial civil não pode estar ao mesmo tempo em dois lugares: na rua investigando crimes e dentro da delegacia cuidando de presos alojados na carceragem. Ou prioriza-se a investigação ou o trabalho de babá dos detentos – das mais diferentes estirpes e periculosidade.

    Numa decisão acertada, o governador Ratinho Junior deu atenção ao que realmente interessa à população paranaense. É hora de colocar cada um no seu quadrado: Polícia Civil tem que estar na rua apurando crimes. E a gestão dos detentos deve ser feita por agentes penitenciários – categoria específica, treinada e habilitada para lidar com presos.

    O decreto assinado essa semana determina que a gestão dos detentos em qualquer unidade prisional do Estado ficará sob responsabilidade exclusiva do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen). É o fim de um problema grave e crônico da Segurança Pública do Paraná.

    Na prática, os policiais civis que até então cuidavam dos detentos nas carceragens da Polícia Civil passarão a se dedicar unicamente à função primordial da entidade: a investigação. E por sua vez os agentes penitenciários ficarão com a responsabilidade da gestão de todos os presos do Paraná.

    De imediato, cerca de 3.200 policiais que antes estavam deslocados de função serão incorporados ao novo dia a dia da instituição, totalizando quatro mil policiais na linha de frente. Mais policiais nas ruas reflete em menos criminosos cometendo delitos.

    Estamos na terceira fase do processo de transferência de presos, iniciada em 2019 e reforça o impacto positivo na vida dos paranaenses.

    Essa questão já era uma das grandes preocupações quando fui secretário de Segurança Pública do Paraná ainda em 2014.

    Minha determinação sempre foi para que as nossas polícias continuassem colocando bandidos atrás das grades. Preferia encarar as críticas de superlotação de presos do que assistir bandidos matando e roubando soltos nas ruas.

    Mas uma delegacia com carceragem é uma ferida a céu aberto, no meio da cidade. As pessoas que residem perto ficam vulneráveis a fugas e conflitos. Uma fuga coloca bandidos no miolo do centro urbano.

    Por isso tomamos uma série de medidas para remanejar centenas de presos. Criamos um Comitê para organizar as transferências, realizamos mutirões para dar celeridade aos processos judiciais dos presos, além da compra de cinco mil tornozeleiras eletrônicas e andamento em obras para comportar a massa carcerária.

    Além disso, demos andamento à construção de 14 grandes penitenciárias num acordo firmado com a Caixa Econômica Federal (CEF) a um custo de mais de R$ 160 milhões.

    O Depen agora poderá disponibilizar um atendimento com foco na ressocialização dos detentos por meio do trabalho e do ensino. Único jeito de voltarem melhor para as ruas, ao invés de se especializarem em mais crimes dentro das cadeias.

    A manutenção de presos em delegacias é considerada uma anomalia. A Lei de Execuções Penais determina que os presos condenados cumpram as penas em presídios e que os que ainda aguardam julgamento permaneçam em cadeias públicas.

    O grande problema é que nenhum Estado do país conseguiu construir presídios na mesma velocidade de crescimento da criminalidade. O Rio Grande do Sul, por exemplo, chegou a manter pessoas presas dentro de viaturas policiais por falta de vagas para detentos.

    Muitos optaram por frear o trabalho das polícias para não superlotar unidades prisionais. Aqui no Paraná, durante minha gestão como secretário de segurança foi outra: lugar de bandido é na cadeia. E paralelamente iniciamos projetos para gradativamente esvaziar a carceragem das delegacias.

    É um projeto de longo prazo que hoje, com muito entusiasmo, vejo o governador Ratinho Junior concluir com a transferência da gestão de todos os presos da Polícia Civil para o Depen.


    Foto: Geraldo Bubniak/AEN

  • Violência doméstica e familiar

    Legislação paranaense contra violência doméstica é replicada em São Paulo

    Essa semana tive a satisfação de saber que a lei que obriga condomínios residenciais e comerciais a denunciarem ocorrências ou indícios de violência doméstica e familiar foi sancionada no estado de São Paulo. É muito gratificante ver a nossa iniciativa como referência para outros estados. Aqui no Paraná a lei existe desde março do ano passado. Salvou muitas mulheres, idosos e crianças de abusos, agressões e até mortes. O meu foco ao propor esta lei foi a proteção à vida.

    Como parlamentar, policial militar e delegado da Polícia Federal eu não podia me omitir diante do aumento assustador deste tipo de violência. Queria fazer algo efetivo para proteger as vítimas de abusos e achei na lei um mecanismo eficaz para isso.

    Ao mesmo tempo que ajudamos quem sofre este crimes, também conseguimos conter e prender os agressores, auxiliando o trabalho da polícia e fortalecendo a rede de proteção. Com a lei também ampliamos os mecanismos de denúncia e estamos conscientizando a sociedade da responsabilidade de olhar à sua volta, cuidar e denunciar.

    Não aceite mais aquela conversa que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Isso não existe. É errado. Não é porque o grito vem do apartamento ao lado que não é conosco.

    Se você conhece, sabe ou presenciou, precisa agir rapidamente. Os casos de feminicídio começam assim, com um grito, um tapa, até terminarem em tragédia. O abuso de crianças se fortalece no nosso silêncio. E a inconcebível violência contra idosos que cresce entre quatro paredes? Nossas vovós e vovôs indefesos não podem passar por isso. Não podemos permitir.

    Além de São Paulo, a lei dos condomínios também tramita no Congresso Nacional e pode virar legislação para todo o país. A proposta que está em Brasília obriga moradores e síndicos de condomínios em todo o Brasil a denunciarem às autoridades casos de violência doméstica e familiar nas dependências do condomínio. Vale também os ocorridos no interior das unidades habitacionais.

    Este PL já foi aprovado no Senado e está na Câmara dos Deputados. A proposta desta lei dá prazo de 48 horas para a denúncia. O síndico que descumprir a medida após já ter sido advertido previamente poderá ser automaticamente destituído do cargo. Já a omissão do condômino, locatário ou proprietário do imóvel implica multa de até 5 vezes o valor da mensalidade do condomínio.

    O projeto modifica o Estatuto dos Condomínios, o Código Civil e o Código Penal. Esse último para prever punição pelo crime de omissão de socorro a quem deixar de acionar as autoridades de segurança pública.

    FotoAgência Brasil

  • Proteção Animal

    A preocupante banalização do sacrifício de animais no Brasil

    Apresentei no início da semana na Assembleia Legislativa, um projeto de lei para proibir que animais resgatados por maus-tratos sejam sacrificados. O projeto altera um artigo da Lei nº 14.037/2003, do Código Estadual de Proteção dos Animais, vedando o abate para fins de controle populacional dos animais domésticos provenientes de resgate.

    Este é um tema de grande repercussão. Mobiliza muitas pessoas e entidades que se desdobram para atender, acolher, tratar e salvar animais abandonados, de rua, maltratados, vítimas da perversidade humana. Mais do que uma causa, é um dever do poder público e de toda a sociedade zelar e proteger o meio ambiente, nossa fauna e flora. É um assunto que deve ser tratado com muita responsabilidade.

    Por isso, o legislativo paranaense se pronuncia, reforçando e trazendo mais clareza à lei estadual ao proibir que isso aconteça.

    Este assunto tem gerado muita comoção e também está em pauta no STF, que decide uma ação contra dispositivos da Lei de Crimes Ambientais e do decreto 6.514/08 relativos à destinação de animais apreendidos em decorrência de abuso e maus-tratos.

    O requerente da ação alegou que os órgãos administrativos e judiciais vêm adotando interpretação errônea das normas ambientais e ao invés de proteger os animais apreendidos, permite a crueldade, desrespeitando a integridade e a vida dos animais. O relator é o ministro Gilmar Mendes.

    Gilmar concedeu medida cautelar suspendendo todas as decisões administrativas ou judiciais que autorizaram o sacrifício de animais apreendidos. Em seu voto, sustentou que a Constituição impõe a proteção à fauna, proibindo condutas que coloquem em risco sua função ecológica, que provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais à crueldade.

    Os demais ministros ainda não votaram. A data prevista para o fim da sessão virtual é agora, dia 17 de setembro.

    Nós estamos nos antecipando aqui no Paraná ao impor a proibição de práticas tão perversas, inclusive do poder público, como ocorreu recentemente em Uberlândia, onde animais seriam sacrificados com choques elétricos.

    Um absurdo que não podemos permitir, nem muito menos tornar em algo banal ou necessário.

    Crueldade pura!

  • Segurança Pública

    Dois casos envolvendo a soltura de criminosos de alta periculosidade chocaram o país esta semana

    O trabalho policial muitas vezes é ingrato. São inúmeras dificuldades de aparelhagem, baixos salários, risco iminente diante de bandidos cada vez mais perigosos e desafios de toda ordem que são compensados muitas vezes pela sensação de dever cumprido.

    Mas até isso dura pouco. Como no caso dos policiais de São Paulo que viram a prisão de um dos suspeitos do envolvimento no mega-assalto a agências bancárias em Araçatuba durar apenas poucas horas.

    Paulo César Gabrir, de 33 anos, a esposa dele, Michele Maria da Silva, de 40 anos, e o comparsa Emerson Henrique Dias, 25 anos, haviam sido presos em Sorocaba (SP).

    De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, porém, as prisões em flagrante dos suspeitos pelo crime de associação criminosa foram relaxadas, pois não havia nenhum indício que os vinculasse ao caso de Araçatuba.

    Em nota, o TJ afirmou que “não houve apreensão de nenhum instrumento ou produto de crime relacionado àquele caso em poder dos autuados (dinheiro, armas, explosivos etc.), com exceção de uma denúncia anônima, que nem mesmo é considerada indício. A prisão ocorreu por associação criminosa sem que, no entanto, houvesse nos autos indícios mínimos da prática de tal crime pelos autuados”.

    Só que, durante a prisão, Paulo César teria dito, informalmente, que a logística do ataque a bancos custou R$ 600 mil. Ele é suspeito de envolvimento no assassinato do PM Sandro Luís Gomes e a um assalto a empresário, ambos em 2014.

    Que Justiça é essa?!?

    Pois é a mesma que colocou nas ruas um dos principais integrantes do PCC e líder do tráfico de drogas na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.

    Líder da maior facção criminosa de SP consegue diminuição da pena e está de volta às ruas

    Francisco Antonio Cesário da Silva, o Piauí estava preso desde 2008 e atualmente cumpria pena aqui no presídio federal de Catanduvas, por extorsão mediante sequestro.

    Era o preso paulista há mais tempo no sistema penitenciário federal. Neste tempo, inclusive, cometeu várias faltas graves típicas de um preso de mau comportamento.

    Mas, mesmo assim (pasmem!!) conseguiu a progressão de regime graças à leitura de livros e a participação em cursos dentro da prisão.

    É uma barbaridade! Um bandido perigoso poderá agora assumir postos importantes dentro da facção para cometer mais crimes.

    Ou alguém acha que ele vai continuar se dedicando à literatura ou irá colocar em prática o que aprendeu nos cursos feitos na penitenciária?

    É o “mínimo” que ele terá de fazer para bancar o robusto suporte jurídico que recebeu. De acordo com o colunista do UOL Josmar Jozino, especialista em crime organizado, a Justiça Federal informou em 2019 que Piauí recebeu 44 visitas de advogados no período entre maio de 2015 e janeiro de 2017, mesmo sem possuir fonte de renda na época.

    Especialistas defendem que o retorno do preso ao convívio social é importante, mas deve haver um critério maior quanto à característica do condenado.

    Mas há muitos atalhos e benefícios em leis muito permissivas.

    A soltura destes e de inúmeros outros criminosos aumenta o poder do crime organizado, fragiliza o trabalho da polícia e toda a estrutura da segurança pública, penaliza o cidadão de bem.

    Sempre defendi leis mais rígidas e nenhuma benevolência para bandido de alta periculosidade.

    A Lei de Execução Penal brasileira é leniente e facilita a progressão de regime para favorecer o preso. Isso se aplica bem a casos leves, jamais para organizações criminosas. Nestes casos, não deve haver dó ou piedade. Vai sair da cadeia, mas não está regenerado.

    E, no fim, quem paga é a sociedade amedrontada e à mercê daqueles que saem pela porta da frente, faceiros para retomar a carreira no mundo do crime.

  • Covid-19

    Veneno de serpente brasileira inibe o coronavírus

    O Brasil é mesmo um país espetacular! E a sua natureza exuberante também pode ajudar na busca mundial por um remédio contra o vírus que desafia a ciência e já matou milhões de pessoas em todo o planeta. Isso demonstra a importância da preservação ambiental e do investimento em pesquisas científicas.

    Nesta corrida desesperada contra a Covid-19, cientistas do Instituto de Química da Unesp, em Araraquara (SP) descobriram uma molécula do veneno da jararacuçu capaz de inibir a ação do coronavírus. A serpente brasileira que vive na Mata Atlântica é a nova aposta da ciência para conter o avanço da doença no organismo humano.

    Estudos feitos em laboratório mostraram resultados promissores. Os especialistas aplicaram um pedaço da proteína do veneno em células de macacos infectados com Covid e constataram que a capacidade do vírus se reproduzir caiu 75%. A molécula age em uma enzima do vírus que está presente em todas as variantes descobertas até o momento. No estudo, os cientistas reproduziram essa partícula em laboratório.

    O grande desafio dos pesquisadores daqui pra frente é desenvolver rapidamente um medicamento eficiente contra a doença e que não provoque potenciais efeitos colaterais.

    Os dados coletados pelos pesquisadores do Brasil são de extrema importância para a sequência das pesquisas e para a produção dos remédios indicados no tratamento de pessoas infectadas.

    Além dos pesquisadores da Unesp, o trabalho envolveu cientistas da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    De acordo com a Fiocruz, a picada da Jararacuçu pode causar hemorragia e ela é responsável por 90% dos envenenamentos por cobra no Brasil. Por isso, somente a molécula, manipulada em laboratório, é usada nesse estudo.

    Já pensou se dá certo? Viva a ciência!
    Parabéns aos cientistas brasileiros!!

  • Crime organizado

    Crime de terrorismo: Polícia Federal assume caso de Araçatuba

    Terror, aulas canceladas, população presa dentro de casa. Esse foi o resultado de uma noite de pânico em Araçatuba, interior de São Paulo. Uma madrugada que nunca mais será esquecida.

    Os ataques pareciam cenas de filmes.

    Foram pelo menos 3 agências bancárias assaltadas por 50 criminosos fortemente armados com fuzis e metralhadoras em 10 veículos.

    Cidade interditada, carros queimados, ataques aos quarteis e drones monitorando a polícia.
    Explosões, tiros pra todo lado, reféns, moradores amarrados em carros feitos de escudo humano para a fuga da quadrilha.

    O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) já localizou 93 bombas com sensor de aproximação, montadas em pontos estratégicos da cidade. Os materiais foram encontrados em ruas (32 explosivos), 13 dentro da agência do banco do Brasil, 29 em um caminhão usado na ação e o restante dentro dos nove veículos encontrados na estrada. A polícia já detonou 100 quilos dos artefatos explosivos.



    É justamente pelas características da ação e a grande quantidade de explosivos usados pelo bando que a Polícia Federal vai investigar o caso como crime de terrorismo.

    Violência, medo e saldo trágico para a população.
    Pessoas mortas!

    Moradores feridos a bala. Um deles com um tiro na barriga quando saiu do carro para filmar a ação da gangue. Outro teve os dois pés amputados ao passar com a bicicleta perto de uma bomba armada na praça.

    Informações da polícia apontam 1 criminoso no colo do capeta, outro ferido e quatro bandidos presos.

    Cruel e assustador! É o novo cangaço. Facções criminosas especializadas neste tipo de assalto, grupos grandes, armamento de guerra, recursos tecnológicos, carros blindados.

    Atacam cidades menores, com efetivo policial reduzido. E podem ter certeza: Matam quem passar pela frente.

    Quanto eu torci pela polícia nesta madrugada acompanhando os vídeos e informações que circularam com abundância nas redes sociais.

    Sem dó nem piedade!

    E no dia seguinte ao terror vivido por moradores de Araçatuba, a pequena Mariluz, cidade de 10 mil habitantes no noroeste do Paraná, acordou na madrugada com o som de tiros e explosões.

    A quadrilha fortemente armada usou explosivos para estourar os caixas eletrônicos, queimou veículos, fez reféns.

    Outra cidade que viveu momentos de terror nesta madrugada foi Camacã, no Sul Baiano. O foco dos criminosos era uma agência da CEF. Foi o 36º ataque a agências bancárias neste ano no Estado.

    É preciso conter a bandidagem!

    Por isso defendo que ataques a bancos sejam incluídos no rol dos crimes hediondos, da mesma forma que meu projeto para a corrupção ativa ou passiva.

    Inafiançável, sem direito a anistia ou indulto, sem regalias. Se não morrer antes da prisão, vai para a penitenciária de segurança máxima e nunca mais sai de lá.

    É assim que deve ser: bandido tratado como bandido.

    Leis frouxas só protegem essas gangues, geram impunidade e ainda mais violência.

  • TJ garante vitória à Guarda Municipal de Curitiba

    A Guarda Municipal (GM) de Curitiba obteve uma vitória importante. Um resultado jurídico com impacto na segurança pública da capital.

    Muitos não sabem, mas o trabalho dos guardas municipais é uma pauta importante para mim há anos.

    Como delegado da Polícia Federal, um agente da segurança pública, sei da dificuldade do trabalho dos Guardas Municipais, assim como das polícias Militar e Civil.

    De um lado existe a cobrança da sociedade para diminuir e coibir a criminalidade. De outro, temos que lidar muitas vezes com as dificuldades inerentes à atividade policial e com leis que atrapalham a ação dos agentes públicos.

    Quando ainda estava em Brasília, como deputado federal, fui o relator do Estatuto das Guardas Municipais, que estava há dez anos engavetado. Regulamentava o porte de arma, as operações conjuntas nas regiões metropolitanas e o patrulhamento, por exemplo. Tirava da corporação o papel de guardiã dos bens públicos para um formato americano, de Polícia Municipal.

    Vitória da GM

    Aqui em Curitiba a batalha é nos tribunais. Há algum tempo propus uma Ação Civil Pública defendendo direitos da GM e acabamos de conseguir um ótimo resultado.

    A 5.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça garantiu à Guarda Municipal a possibilidade do porte de arma ostensivo, a realização de rondas ostensivas e a ação do Grupo de Operação Especiais (GOE) da corporação.

    Nós já tínhamos obtido ganho de causa no ano passado, quando o juiz Marcelo Resende Castanho, da 2.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba anulou a recomendação do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos, vinculado à Defensoria Pública do Paraná, que restringia algumas ações da Guarda Municipal. Eles recorreram, mas tivemos este novo êxito.

    Naquela sentença de 2020, o magistrado citava que a recomendação era despropositada ao passo que tentava diminuir as ações da Guarda Municipal mesmo diante do aumento da criminalidade.

    Na sua sustentação agora, a advogada Aline Pereira Kfouri defendeu que o “Estado não pode desmontar o aparato de segurança pública pois os Direitos Humanos nascem justamente da efetiva proteção da Vida e da Ordem, que podem não prescindir da legítima repressão da criminalidade”.

    Fico extremamente feliz com mais essa decisão judicial. Mostra a sensibilidade do Judiciário paranaense com as questões afetas à segurança pública. É uma vitória para a Guarda Municipal de Curitiba e para os curitibanos.

  • Segurança Pública

    Precisamos cuidar de quem cuida de nós


    A vida do profissional que trabalha pela segurança pública na linha de frente não é nada fácil. Saem de casa todos os dias sem aquela certeza de que voltarão no fim dos turnos para os braços da própria família.

    O que acontece é que, para alguns, o risco de vida faz parte da profissão e conclui-se que não existe nada que possa ser feito para oferecer mais segurança para esses profissionais, e é aí que mora o perigo.

    Foto Toni Henrique

    Para início de conversa, apesar do uso de arma de fogo ser feito em casos mais extremos, a falta do porte se torna algo ineficaz, uma vez que sabemos o fácil acesso de criminosos a armamentos que vão desde faças até pistolas e fuzis.

    Essa semana, conquistei junto ao Tribunal de Justiça do Paraná a revogação judicial de uma Recomendação Administrativa da Defensoria Pública do Estado que estaria impedindo a Guarda Municipal de Curitiba de portar armas de fogo, fazer rondas ostensivas e empregar o GOE. Em nossa concepção, o Estado não pode fazer um desmonte no aparato da segurança e os Direitos Humanos não devem prescindir a legítima repressão da criminalidade.

    Se temos várias frentes de atuação pela segurança da população, precisamos usufruir de todas elas da forma mais eficiente possível, seja pela Policia Militar, Civil, Federal, Penitenciária ou a Guarda Municipal.

    Dessa forma, estaremos com ainda mais olhos que zelam pela vida e com ferramentas que promovam realmente essa proteção, inclusive intimidando criminosos ao encarar qualquer força de segurança.

    Outro ponto necessário é o projeto importado pela PM do Paraná na utilização de câmeras nos uniformes dos policiais.

    As câmeras corporais gravam automaticamente todas as atividades policiais, transmitindo as imagens em tempo real para centrais permitindo o acompanhamento simultâneo das ações oficiais. Todas as abordagens, fiscalizações, buscas, varreduras, acidentes e demais interações com o público são registradas, transmitidas por live streaming e armazenadas na nuvem para acesso remoto das autoridades de segurança e judiciais sempre que necessário for.

    Segundo o comandante da PM, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, a medida está em estágio avançado para ser implantada e já estão “avaliando as boas práticas para o serviço policial em outros estados” e como farão a aquisição dos equipamentos.

    O investimento é importante e necessário, especialmente para proteção do próprio policial. A instalação dessas câmeras ajudará as autoridades na investigação e contestação de casos, no monitoramento dos policiais e para oferecer reforço quando for necessário. “É uma tendência nacional”, diz o comandante da PM.

    É hora de proteger quem nos protege.

    (Foto Toni Henrique)

  • Paraná se prepara para a terceira dose da vacinação

    Enquanto a vacinação avança no mundo e novas variantes do coronavírus surgem, cresce o debate sobre a necessidade de uma terceira dose da vacina.

    Cientistas avaliam a reação do sistema imunológico às mutações do vírus e buscam respostas sobre o reforço na proteção.

    Reforço na proteção

    Por enquanto, ficou demonstrado que a dose extra é de extrema importância para pessoas imunodeprimidas – como pacientes oncológicos ou recém-transplantados.

    Os Estados Unidos aprovaram semana passada a terceira dose para esse público. A França faz isso há meses. Israel, no entanto, está aplicando a dose adicional em todas as pessoas maiores de 60 anos e já estuda fazê-lo em todos acima de 40 anos. Em setembro, a mesma medida será adotada pelo Reino Unido, Alemanha e França.

    Aqui no Brasil, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na quarta-feira (18) que a terceira dose da vacina contra a Covid será aplicada, inicialmente, em idosos e profissionais da saúde. Ainda não há, entretanto, previsão do início da imunização.

    “Estamos planejando para que, no momento que tivermos todos os dados científicos e tivermos o número de doses suficiente disponível, já orientar um reforço da vacina. Isso vale para todos os imunizantes. Para isso, nós precisamos de dados científicos, não vamos fazer isso baseado em opinião de especialista”, explicou o ministro.

    A decisão foi anunciada após a Anvisa pedir estudos da Pfizer e AstraZeneca sobre a dose reforço. O Ministério da Saúde também encomendou um estudo para verificar a estratégia de terceira dose em pessoas que tomaram a CoronaVac.

    Objetivo é identificar os dados que embasaram essa decisão da FDA.

    A Pfizer começou os testes clínicos para verificar a segurança e eficácia da terceira dose em julho, com 10 mil voluntários no mundo, incluindo 885 brasileiros.

    Um dos estudos, por exemplo, aponta que após a aplicação da segunda dose da Pfizer, a imunidade fica entre 95% a 100%, mas que após seis meses cai para 90% a 86%.

    Paraná na frente
    A decisão do Ministério acompanha a justificativa do projeto de lei que apresentei e que cria diretrizes para a aplicação da terceira dose no Paraná e está em trâmite na Assembleia Legislativa.

    O Estado saiu na frente neste debate importante para reforçar a imunização. No caso dos profissionais de saúde, há o risco da exposição por estarem na linha de frente do combate à Covid, enquanto os idosos são os que possuem maiores chances de complicações decorrentes da contaminação.

    É fundamental ampliar a proteção da vacina. Pela minha proposta, a pessoa deve apresentar exame de anticorpos, mostrando a baixa imunização conferida pelas duas primeiras doses e ainda um laudo médico recomendando mais uma aplicação.

    Estudos

    Esta semana começou em São Paulo um estudo inédito para avaliar a necessidade de uma terceira dose de vacinas para quem tomou duas doses da CoronaVac.

    A pesquisa envolve 1.200 voluntários e é conduzida pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    Os pesquisadores estão estudando os quatro imunizantes aplicados no Brasil: AstraZeneca, Pfizer, CoronaVac e Janssen. Alguns voluntários vão receber uma dose adicional de uma vacina diferente daquela que ele já tomou antes. Outros vão receber uma terceira dose da CoronaVac. O objetivo é descobrir qual a proteção quando se cruza os imunizantes ou se mantém o mesmo na terceira dose.

    Na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, a terceira dose já está confirmada para idosos no final do mês de agosto. Serão usados os imunizantes da AstraZeneca ou da Pfizer, independentemente da vacina recebida no primeiro esquema vacinal. Quem tomou a CoronaVac terá reforço, portanto, de um imunizante diferente.

  • Trens nas cidades

    Linhas férreas serão retiradas dos centros urbanos no Paraná

    Você sabia que Curitiba tem a pior avaliação de acordo com o Programa de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas, ligado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes?

    Pois foi isso que mostrou o levantamento feito entre 2008 e 2011 nos 5.609 cruzamentos ao longo de 15 mil quilômetros de trilhos que percorrem 596 municípios em 16 estados (os dados estão na Agência Estadual de Notícias).

    A capital do Paraná é cortada por 37 quilômetros de trilhos de Sul e Leste. Ao todo são 45 passagens de nível para a circulação de pedestres e veículos, a maioria no Uberaba e no Cajuru –bairro palco do último acidente com morte, em junho.

    Em 2020, o Corpo de Bombeiros registrou 17 ocorrências na capital envolvendo trens. Este ano, entre janeiro e junho, já aconteceram 14 acidentes.

    Maurício Freire/RPC Curitiba

    No Paraná, mesmo em plena pandemia no ano passado, foram 167 ocorrências incluindo atropelamento e colisões.

    Um transtorno antigo que está perto do fim. Já pensou esses trilhos, palcos de tantas tragédias pelo Paraná, saírem dos centros urbanos?

    Pois é esse o cenário previsto pela lei de minha autoria sancionada esta semana pelo governador Ratinho Junior.

    Um avanço logístico para garantir um futuro com menos poluição, barulho e, principalmente, mais segurança para os paranaenses.

    A proposta prevê o desvio dos trens de carga dos centros urbanos nos próximos contratos de concessão. Um benefício a todas as regiões metropolitanas do estado.

    Os espaços podem ser ocupados por outros modais de transporte, como os veículos leves sobre trilhos, auxiliando também no trânsito das cidades. Ou, ainda, passar por reurbanizações com novas áreas para lazer e espaços culturais.

    Não é um tema novo. Muitas promessas já foram feitas. Porém, nunca saíram do papel fazendo crescer tristes estatísticas diante da perigosa proximidade entre os trilhos e os cidadãos.

    Hoje podemos comemorar este resultado fruto de muito debate e também do interesse do governo em um projeto consistente, com um impacto positivo a longo prazo para o estado.

    Estou satisfeito em participar de um marco logístico que vai impactar positivamente a vida dos paranaenses.

    A ideia contou com aprovação maciça na Assembleia Legislativa e agradeço aos deputados Delegado Jacovós, Marcio Pacheco, Evandro Araújo e Michele Caputo que assinam comigo essa medida inovadora.

    Foto: Maurício Freire/RPC Curitiba

  • Ladrões de condomínio

    Qual a face por trás de um crime?

    Quando você imagina um criminoso, como ele se parece? Mal-encarado? Jeito de malandro? Roupas velhas? Encapuzado ou de máscara? Bom, se você acredita em um “estereótipo” para criminosos, saiba que isso não existe e não é de hoje.

    Bandidos podem não ter diversas características semelhantes e muitas vezes eles se adaptam a situação em que estão submetidos para cometer seus crimes. Eles podem se disfarçar de segurança, vendedor, gerente bancário, motorista de aplicativo… Tudo depende do objetivo e da criatividade.

    E um dos “disfarces” que tem sido visto aqui em Curitiba e em outras cidades como no Rio de Janeiro é trabalhado em cima do pré-conceito advindo do poder aquisitivo.

    Como um jovem bem arrumado, com celular de última linha, relógio caro, super educado e comunicativo pode ser considerado um criminoso?

    Quando digo que essa preocupação não é de hoje, relembro de um dos casos mais emblemáticos da época no Rio de Janeiro com Pedro Machado Lomba Neto, mais conhecido pelo apelido de “Pedro Dom” ou “bandido gato”.

    Pedro era filho de policial e viciado em cocaína. Apesar das diversas internações, o rapaz sempre voltava para o tráfico, até que passou a utilizar da sua “boa pinta” para invadir apartamentos em prédios de luxo e assaltar. E sabe como ele acessava a maioria? Pela porta da frente! Se passava como parente de algum morador e entrava, junto com sua gangue, fazendo o maior arrastão.

    Na capital paranaense, tivemos episódios mais recentes, com jovens que, bem vestidos e aparentemente inofensivos, roubaram um apartamento no Ecoville, tentaram entrar em prédios na Praça do Japão e em outros bairros de Curitiba.

    Veja as imagens captadas pelo sistema de segurança do prédio abaixo:

    É extremamente necessário que haja uma rigorosidade maior no acesso desses criminosos, não se bastando apenas numa análise superficial. Infelizmente, enquanto ainda exista o mal e as oportunidades de fazê-lo, cabe uma atenção redobrada no cuidado e zelo pelas famílias de bem e seus patrimônios e vidas.

    Quem vê cara, não vê coração, já dizia o ditado!

  • Pedofilia

    Internet é terra fértil para pedófilos

    Um a cada oito brasileiros admite não ter conhecimento se o filho já foi abordado por estranhos na internet.
    Mais da metade dos pais relatam preocupação sobre uso de dispositivos eletrônicos e conteúdos acessados pelos filhos.
    8% já solicitaram algum tipo de bloqueio de páginas ou aplicativos.

    Estes dados são de pesquisa feita por uma empresa de cibersegurança e trazem preocupação. Mostram que a maioria dos pais não está atenta aos perigos que rondam seus filhos no mundo virtual.

    Eu convido você a assistir ao vídeo abaixo.
    Ele narra um problema real e crescente envolvendo uma criança.
    Sem saber, a menina conversa com um pedófilo na internet.

    A história não poderia ser mais fiel ao que acontece a cada minuto nas redes sociais. Os nossos filhos correm perigo, expostos e enganados por todo tipo de criminosos.

    Sem a supervisão dos pais, as crianças são assediadas por estranhos e podem se tornar vítimas de sequestros, induzidas a automutilação, ao suicídio, expostas à pornografia ou se tornarem presas fáceis de abuso sexual.

    - 70% das crianças brasileiras têm celular antes dos 10 anos.
    - 85% das crianças e adolescentes brasileiros são usuários da internet.
    - 67% publicam nas redes sociais informações sobre seus hobbies ou atividades favoritas.
    - 10% postam dados pessoais de amigos e parentes.
    - 16% divulgam fotos de suas casas.

    Pedofilia na internet

    Os pedófilos seguem essas informações e quando mantêm contato com a criança, já dispõem de informações suficientes para chamar a sua atenção, promover uma certa identificação, fazendo-se passar por pessoa amiga ou até outra criança com os mesmos interesses e estilo de vida, como companheiro de jogos virtuais.

    É a partir daí que o agressor vai ganhando confiança, se aproximando da vítima e usando de artifícios para dar início a algum tipo de abuso.

    A internet é terra fértil para abusadores e eles estão na espreita em busca de crianças e adolescentes, especialmente daquelas com autoestima desequilibrada ou com dificuldades afetivas familiares.

    Dados divulgados pela ONG Safernet Brasil apontam que só no primeiro mês de distanciamento social – março do ano passado – os casos de pedofilia virtual subiram 190% e o acesso de páginas de pornografia infantil em 69%.

    Esses crimes só cresceram de lá pra cá. Se de 2013 a 2018 a Polícia Federal prendeu pouco mais de 500 pedófilos, em 2020 a corporação organizou 84 operações com 32 presos no país. Este ano, numa só operação, a maior da história no combate à pedofilia, 1200 pessoas foram presas em mil municípios.

    A prevenção é o método mais eficaz de proteção, o caminho para evitar que nossos filhos sejam presas de abusadores.
    A conexão familiar tem papel fundamental nesse monitoramento. Estabelecer uma relação de confiança, manter uma conversa saudável e franca, ser um verdadeiro amigo, propicia um ambiente seguro em casa e no mundo virtual.

    Outro fator importante é entender os sinais dos filhos. Alterações repentinas de comportamento precisam ser observadas com atenção. Nervosismo, ansiedade, medo, comportamento agressivo ou introvertido, depressão, automutilação, podem indicar que a criança está sendo vítima de chantagem, ameaça ou abuso.

    Portanto, fique atento.
    Nossos filhos correm um grande perigo.
    A qualquer sinal, procure ajuda médica.
    E se desconfiar de algo, denuncie à polícia.

    Foto Thomas Coex (AFP)

  • Vacinação

    Multa alta para os fura-filas

    Quer furar a fila da vacina? Pois se prepare para pagar caro.

    Virou lei no Paraná, um projeto que apresentei na Assembleia Legislativa prevendo multa que vai R$ 5 mil a 57 mil para quem burlar o Plano nacional de Imunização.

    Furar a fila da vacina dá multa pesada

    A proposta ganhou apoio dos deputados e foi sancionada pelo governador Ratinho Junior para tentar coibir essa atitude desprezível que cansamos de ver aqui no estado.

    Agora, com o avanço da vacinação para mais faixas etárias, as denúncias diminuíram um pouco. Mas, e nos próximos anos? Afinal, o cenário aponta para a necessidade de novas campanhas de imunização.

    Há critérios rígidos e científicos para definir os grupos prioritários. Como os profissionais de saúde, que são os mais expostos, ou os idosos com mais risco de desenvolverem a forma grave.

    Não podemos permitir que os ‘espertos e folgados’ de plantão tentem novamente tirar vantagem com uma prática inaceitável e imoral.

    E que pode até virar até crime, através de um projeto em trâmite no Congresso Nacional. Não seria nada mal.

    Na Comissão Especial de Investigação que eu presido na Alep, recebemos mais 1.500 denúncias de tudo quando é tipo: falsa enfermeira que desviou doses, autoridades que se vacinaram fora do calendário para a sua idade, participação de agentes públicos nas fraudes e até quem utilizou o CPF de pessoas mortas para tomas a vacina antes da hora.

    Por isso que essa lei é tão importante. O alto valor da multa pode realmente frear essas fraudes. Afinal, o ‘bolso’ é uma das partes mais sensíveis do ser humano.

    https://youtu.be/6FbkUYGGxlA
  • Vício virtual

    Excesso virtual: reportagem classifica o smartphone como o novo cigarro

    Quantas vezes você mexe no celular por dia? Tem uma ideia?

    Pois eu vou te dizer: mais de 200 vezes!!! Muito, não é? E tem mais: o número de toques diários no aparelho é de 2.600 em média. Li esses dados em uma reportagem da Revista Superinteressante, que chamou muito a minha atenção.

    Vício virtual

    A matéria traz entrevistas, números e resultados de estudos que apontam o smartphones como o “novo cigarro”. Já são quatro bilhões de usuários. É mais da metade da população mundial.

    “O smartphone é tão viciante quanto uma máquina caça-níqueis”, explica o americano Tristan Harris, que trabalhou por cinco anos no Google. E, segundo ele, o caça-níqueis, é o jogo que mais causa dependência: vicia três a quatro vezes mais rápido que outros tipos de apostas

    A reportagem comprova esse vício. De acordo com uma pesquisa com dois mil brasileiros, 30% das pessoas disseram ter problemas com o uso excessivo do smartphone, como dificuldade de concentração ou insônia, e 32% já tentaram sem sucesso diminuir o uso.

    Além disso, como ainda é uma realidade de certa forma recente nas nossas vidas, não se sabe a fundo todos os impactos que podem causar no futuro. De novo o especialista Harris alerta: “estamos colocando toda a humanidade no maior experimento psicológico já feito, sem nenhum controle.”

    A reportagem também contabiliza que a loja do Android tem 2,1 milhões de aplicativos e a do iPhone, 1,8 milhão. Tudo para roubar a sua atenção, que é a maior riqueza para as empresas da internet.

    Confesso que uso muito o celular. Para o trabalho, para me informar, para me conectar, com autoridades, outros deputados e também com meus eleitores, através das redes sociais. É realmente uma ferramenta importantíssima nos dias de hoje.

    Mas, passamos muito tempo mesmo olhando para as telas. E não podemos deixar de olhar para a nossa vida real.

    Qualquer excesso preocupa. Aqui no estado há até uma lei que criou a Semana "Detox Digital Paraná" de conscientização e prevenção para desintoxicação dos efeitos do mau uso do meio ambiente digital, que é comemorada em outubro.

    E você? Como está sua relação com esse “novo cigarro”?

    Foto: internet

    Fonte: https://super.abril.com.br/especiais/smartphone-o-novo-cigarro/?utm_campaign=later-linkinbio-revistasuper&utm_content=later-19325762&utm_medium=social&utm_source=linkin.bio

  • Vacina contra Covid

    Vamos precisar de uma terceira dose da vacina?

    O debate sobre a possibilidade de uma terceira dose para completar a imunização contra a Covid cresceu muito. Será que duas doses são suficientes? Há necessidade de um reforço?

    Na quarta-feira (28), o Ministério da Saúde encomendou pesquisa com 1200 voluntários para analisar a efetividade de uma terceira dose de vacina contra a Covid-19 para quem tomou CoronaVac.

    A Prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, anunciou que pretende aplicar uma terceira dose em idosos ainda em 2021 e projetou campanhas frequentes a partir do ano que vem.

    Foto Canva



    A Pfizer está buscando uma autorização de emergência nos Estados Unidos para uma terceira dose de sua vacina, que, segundo o laboratório, pode ajudar as pessoas a manter níveis mais altos de proteção.

    Novos estudos mostraram que a aplicação extra tem efeitos neutralizadores contra a variante Delta, cinco vezes mais elevados entre os jovens e mais de 11 vezes entre os mais velhos.

    Israel saiu na frente e já começou a oferecer o reforço para pessoas com imunidade comprometida, caso a caso, e pessoas com mais de 60 anos. O presidente do país recebeu hoje a terceira dose da vacina da Pfizer e deu início à campanha.

    Temos acompanhado dados e relatos mostrando que determinados imunizantes não apresentam níveis elevados de proteção, o que acaba deixando as pessoas inseguras diante do risco de desenvolverem casos graves da doença mesmo tomando duas doses.

    Diante de tudo isso, apresentei um projeto na Assembleia Legislativa possibilitando esse reforço aos paranaenses.

    O projeto determina que, caso haja a liberação desse reforço, a pessoa apresente exame de anticorpos, mostrando a baixa imunização conferida pelas duas primeiras doses e ainda um laudo médico recomendando mais uma aplicação.

    Isso seria de grande importância, por exemplo, aos grupos prioritários como os profissionais de saúde, sempre expostos ao vírus por atuarem na linha de frente, e os idosos, mais suscetíveis a desenvolverem casos graves.

    Além de preservar a saúde dos paranaenses, a medida reforça as ações sanitárias na rede pública, de modo a reduzir os riscos da propagação da doença no estado. É uma forma de garantir uma proteção mais completa à população para superarmos mais rápido essa pandemia

  • Vacinação

    Mais de mil denúncias na imunização paranaense

    Durante a luta pela vida, a pandemia provocou diversos problemas que precisavam ser solucionados de forma emergencial. Foram investimentos para fortalecer a saúde, auxílio para combater o choque na economia, recursos enviados para a ciência e, no momento atual, o foco maior se voltou para a imunização e compra de vacinas.

    O que lá no início parecia tão distante, hoje se renova dia a dia com a vacinação que cresce cada vez mais e tenta reverter a dura realidade com mais de 550 mil mortos pela Covid-19 em nosso país. Mas, infelizmente, a situação ainda não é essa.

    Com o início da vacinação começaram a ocorrer diversos casos de fraude por todo país. Aplicações erradas, frascos roubados, falsos enfermeiros, uso indevido de diplomas e pessoas utilizando do nome ou do poder para dar aquele velho “jeitinho brasileiro” e furar a fila de imunização, tomando a vez de quem, por regra, tinha prioridade em receber aquela dose.

    Fura-fila na vacinação: denuncie

    Por entendermos a gravidade dessas situações, nos movimentamos pela Assembleia Legislativa e criamos a Comissão Especial de Investigação contra fraudes na vacinação, buscando tornar o Paraná um exemplo para todo o país, principalmente pelo método que deveria ser adotado em outros estados e cidades.

    Nos primeiros meses de trabalho, foram mais de mil denúncias em cerca de 160 municípios paranaenses. Desde que foi instalada em abril, a Comissão se reuniu em oito oportunidades. Além disso, realizou uma oitiva com os citados de envolvimento na denúncia de fura-fila em Rio Branco do Sul e uma reunião virtual com a cúpula do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) para apresentar o trabalho e colher informações sobre procedimentos adotados, especialmente para a validação dos atestados usado para vacinação do grupo prioritário de comorbidades. Além disso, foram realizadas diligências nos municípios de Rio Branco do Sul, Apucarana, Umuarama, Cianorte, Lapa, Paranaguá e São José dos Pinhais.

    Outro ponto essencial foi a credibilidade que buscamos nas investigações. Analisamos e checamos todas as denúncias, onde constatamos diversas que se tratavam de erros de digitação ou falsas, feitas por adversários políticos ou por alguém que queira prejudicar outras pessoas.

    Acredito que estamos no caminho certo e que ainda há muito a ser feito. Nosso objetivo é construir uma proposta legislativa de todos os deputados para fechar os gargalos que foram identificados, pois novas campanhas devem ocorrer nos próximos anos.

    Situações detectadas hoje servirão de lição para que não se repitam no futuro. Além, claro, do encaminhamento de fatos apurados aos órgãos competentes, como Ministério Público e a polícia, se for o caso.

    Nos tornamos uma referência. Desde o início dos trabalhos da Comissão, temos sido procurados e recebido denúncias, além das que foram apontadas pela Controladoria Geral do Estado, Ministério Público e Tribunal de Contas.

    Nós estamos trabalhando para construir, junto com prefeitos e autoridades, mais transparência e correção na vacinação, buscando uma maior eficiência e priorizando o foco principal: SALVAR VIDAS!

  • Pedofilia

    Até onde deve ir a liberdade dada aos nossos filhos?

    Quando viramos pai pela primeira vez, é normal conversar com quem tem mais experiência, pesquisar e aprender algumas “manhas” de como exercer a “profissão”, não é?

    Brincadeiras à parte, a função de um pai é mesmo essencial e, nada mais justo do que dedicar toda a atenção possível para ser o melhor para o seu filho. Alguns pais escolhem o jeito mais duro e sério; outros são aqueles babões que não deixam desgrudar, ou tem aqueles que viram amigos, saem juntos e acompanham até nas baladas.

    Independente do pai ou mãe que você seja, o assunto que vamos falar hoje é de extrema importância para você que ama, zela e cuida da vida do seu filho, principalmente com tantos monstros que vemos diariamente por aí.

    Perigo na internet

    Essa semana foi preso um homem acusado de cometer abuso sexual contra, pelo menos, 70 menores de idade. Depois de cometer os atos, o criminoso tirava fotos e enviava em grupos das famílias.

    E sabe como ele tinha acesso aos jovens? Pelas redes sociais. O criminoso fingia ser uma menina adolescente para conversar com os rapazes, marcar encontros e pedir fotos sensuais.

    A história desse monstro é apenas a ponta de um problema ainda maior que vem assombrando o país, principalmente durante a pandemia.

    As denúncias de pedofilia sofreram um aumento expressivo desde que tudo isso começou. Entre 2013 a 2018, a Polícia Federal prendeu pouco mais de 500 pedófilos e, apenas em 2020, foram feitas mais de 80 operações com 32 presos.

    A situação é gravíssima e não é de hoje, já alertava nossa ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, no início do ano passado, quando declarou que havia “um risco da legalização da pedofilia no Brasil”, já apresentando uma agenda de combate a esse tipo de crime.

    Vale lembrar também sobre a “demora” nos ajustes necessários no Código Penal Brasileiro, que ainda não possui um dispositivo específico para pedofilia.

    Dias atrás, o Ministério da Justiça e Segurança Pública realizou a maior operação da história no combate à pedofilia, atuando em mais de mil municípios, simultaneamente, em todo o Brasil. A ação inédita prendeu 1200 envolvidos em crimes de violência de contra menores e emitiu 1490 medidas protetivas.

    Lembra quando falei sobre o criminoso preso essa semana e a forma como ele utilizava as redes sociais para escolher suas vítimas?

    Com toda a evolução tecnológica, os smartphones e suas redes sociais, o nosso papel como pai ou mãe é estar sempre alerta. Mesmo com todas as operações feitas pelas forças de segurança é preciso acompanhar o uso e acesso dos nossos filhos à internet. É claro que pode existir uma relação de confiança, mas é necessário que haja discernimento e bom senso, principalmente se for uma criança que ainda não tem pudor e experiência para saber o que realmente está certo ou o que é real.

    Os pedófilos geralmente têm uma grande facilidade em convencer e alcançar os pontos frágeis de suas vítimas, utilizando da inocência das mesmas ao seu favor.

    O olhar atento dos pais, avós e pessoas mais próximas pode evitar grandes tragédias e traumas para a família e a criança. O primeiro passo é o diálogo, aquela conversa importante que não pode ser adiada e que trará à compreensão o perigo que ronda as redes sociais.

    O segundo passo é o controle do conteúdo, a supervisão daquilo que os nossos filhos acessam no mundo virtual, e o acompanhamento das interações. Precisamos conhecer as pessoas com quem eles conversam, saber quem são.

    Esses cuidados, apesar de parecerem pequenos, são importantíssimos quando o assunto é a proteção das crianças e adolescentes, que deve ser prioridade absoluta.

    Se nós, adultos e experientes na vida, estamos sujeitos a cair em emboscadas cibernéticas, imaginem uma criança vulnerável, indefesa, ingênua, sem malícia.

    Redobre a sua atenção!

    Sejamos todos intolerantes com este grave crime.

    (Foto Tiago Ghizoni,BD)

  • Fake news

    Pandemia da desinformação

    Já perdi as contas de quantas vezes ouvi durante toda a pandemia frases como “ainda ninguém sabe” ou “não temos certeza” sobre diversas dúvidas que atingiram todo o mundo com a chegada da Covid-19.

    É desesperador pensar que, depois de mais de um ano, as novidades sobre o assunto não param de surgir e, entre cepas, imunização e variantes, as dúvidas voltam a surgir, inevitavelmente.

    O problema disso tudo são aqueles que se aproveitam dessas incertezas para atacar na fragilidade, no medo e, sem mensurar a gravidade disso, alimentam um outro mal que precisa ser combatido no Brasil: as fake news.

    O que parece não ter a mínima relevância comparada à crise sanitária que vivemos hoje, a pandemia das fake news carrega números assustadores durante todo o período. Segundo pesquisa realizada pela Kaspersky, uma empresa global de cibersegurança, 62% dos brasileiros NÃO conseguem reconhecer se uma notícia é verdadeira ou falsa.

    E pasmem: apenas 2% já ouviram falar no termo “fake news”.

    Fake news

    Será mesmo desnecessário saber? E a credibilidade da fonte, de quem te contou, de onde ficou sabendo, não importa? Acho incrível que todo pai ou mãe já deve ter falado, incansavelmente, para seus filhos não confiarem em estranhos, não falaram? Hoje, em diversas vezes, são eles que te alertam que aquilo é uma montagem ou que aquela informação já foi desmentida.

    O jogo virou? Talvez. Mas as pessoas não enxergam a necessidade de se questionar. De pesquisar, procurar saber mais, se atualizar sobre algo. E, tirando as classes que vivem em alguma condição de extrema vulnerabilidade ou em regiões com menos acesso à informação, para uma grande maioria é preciso usufruir melhor do “privilégio” de poder questionar e buscar as respostas.

    Precisamos sair da caixinha. Essa é a vacina com maior eficácia contra o vírus letal da desinformação!

  • Legislativo paranaense

    Com avanços importantes para o Paraná, CCJ analisa 349 projetos no primeiro semestre de 2021

    Desde que assumi a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tive o foco principal em destravar e incentivar todas as propostas que se mostrassem eficientes e entregassem uma melhor qualidade de vida a cada paranaense, seja na saúde, educação, segurança ou infraestrutura.

    Comissão de Constituição e Justiça

    Com a chegada da pandemia e todas as mudanças que ocorreram, adotamos as reuniões remotas, como forma de segurança sanitária para os parlamentares e funcionários da casa. Entretanto, nosso trabalho não poderia parar, muito menos diminuir, com todas as dificuldades e perdas que a Covid-19 gerou.

    Nesses momentos de dificuldade, torna-se ainda mais necessário o diálogo, a cooperação e sobretudo o alinhamento entre poderes e órgãos, uma vez que, como diz o ditado: “estamos todos no mesmo barco”.

    E foi assim que construímos uma relação firme e eficiente com o governo de estado e alcançamos números expressivos nesse primeiro semestre legislativo, com 349 projetos debatidos, incluindo as 57 propostas enviadas pelo governador Ratinho Junior.

    Todas as iniciativas do Executivo foram aprovadas! Projetos como o Programa Retoma Paraná, o auxílio a micro e pequenas empresas, o homeschooling.

    E é com essa mentalidade que vamos seguir o nosso trabalho, pois apesar das boas conquistas, ainda enfrentamos tempos difíceis e há muito a ser feito para reconstruir todo o país.

    Mas, até lá, vamos buscar cada vez mais soluções e ferramentas que efetivamente auxiliem todo o paranaense. Ainda teremos que vencer o desemprego, a fome e todos os danos à educação e à saúde.

    Vamos superar tudo isso, com fé, sempre!

    349 projetos analisados no primeiro semestre.

    (Foto Dálie Felberg)

  • Violência contra a mulher

    Em briga de marido e mulher a gente mete a colher, sim

    O domingo terminou com uma explosão de violência doméstica nas redes sociais. Cenas fortes e muito reais de agressões dentro de quatro paredes, reveladas por uma vítima que teve coragem de denunciar o crime.

    Não fosse a condição do agressor, um famoso DJ de Fortaleza, as imagens não ganhariam tamanho alcance numa sociedade que se cala diante da violência contra a mulher.

    Os vídeos são chocantes. A crueldade aconteceu na frente da filha de 9 meses e de testemunhas que se calaram. Cúmplices do marginal, que agora vão responder à Justiça. Um boletim de ocorrência foi registrado dias antes pela ex-mulher e o machão de cozinha já é investigado pela polícia.

    Violência entre quatro paredes cresceu na pandemia

    Diante da repercussão, o agressor tentou desqualificar os vídeos, pedindo à Justiça a retirada das imagens do ar e o impedimento da ex-mulher de prestar declarações à imprensa. A juíza responsável pelo caso negou o “apelo”, afirmando que a vítima tem o direito de expressão.

    Não bastasse tudo o que vimos estarrecidos, um dia depois da divulgação dos vídeos, novas denúncias começaram a aparecer. Pessoas ligadas ao DJ, especialmente mulheres, relataram à imprensa um comportamento agressivo e arrogante com produtores, compositores e equipe e a rotina de violência contra a ex-mulher.

    Um caso que por muito pouco não teve um final ainda mais trágico. A violência doméstica tende a se agravar com a submissão da vítima e, em diversos casos, pode terminar em feminicídio.

    Conscientização

    Aquela história de “não é comigo, não vou me envolver” e “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” que ao longo de décadas oprimiu mulheres e se naturalizou na sociedade, muito vagarosamente começa a mudar.

    Leis mais rígidas contribuem para uma nova mentalidade e dão força para mulheres que vivem essa atrocidade. Falta, agora, ATITUDE da sociedade.
    A conscientização da família, dos filhos, dos vizinhos, dos colegas de trabalho, das pessoas que presenciam este tipo de violência, é imprescindível. O dever de denunciar, a responsabilidade de não deixar que estas situações - que para muitos parecem sem importância-, se transformem em casos mais graves e culminem na morte da vítima.

    A Lei Maria da Penha foi um marco na defesa das mulheres ao qualificar a violência doméstica como crime, determinar a punição do agressor e ampliar medidas protetivas.

    Outra contribuição significativa foi a criação de novos canais de denúncia. Hoje são muitas as formas que as mulheres têm ao alcance para registrar a ocorrência. Mesmo assim, ainda é preciso a ampla divulgação destas ferramentas e muitas e muitas campanhas de conscientização. Isso porque as vítimas só assumirão a coragem libertadora do relacionamento abusivo quando tiverem a certeza de que estarão protegidas.

    Aqui no Paraná uma lei de minha autoria é outra ferramenta importante para conter essa pandemia de selvageria. A Lei dos Condomínios foi sancionada no ano passado e tem, gradativamente, atingido seus objetivos. Ela determina que casos ou indícios de violência contra mulheres, crianças e idosos devem, obrigatoriamente, ser denunciados aos órgãos competentes.

    Tenho muito orgulho desta lei e como ela pode ajudar a reduzir os índices de violência dentro dos lares paranaenses.

    Eu desprezo qualquer tipo de violência contra mulheres. Sou um defensor radical de penas mais duras para os agressores. Eles nunca param, só ficam mais violentos.

    CADEIA SEM DÓ!

    Não podemos fechar os olhos ou ser coniventes com esses crimes. São atos de extrema covardia com danos a curto e longo prazo, seja físico ou mental.

    Não se cale e denuncie. É urgente que coloquemos esses monstros onde devem e merecem estar.