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“Não vejo agências como commodities”, diz sócio da Heads

A Heads entra em 2021 com um plano já bem traçado: acelerar o processo de Inteligência Artificial e de tecnologia aplicada à publicidade. Há mais de 30 anos no mercado, a agência que acumula prêmios nacionais e internacionais segue firme no propósito de oferecer aos clientes, além de boas ideias, muita inovação. No ano passado, Joanna Monteiro assumiu a posição de CCO da agência, que tem sede em Curitiba e unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Para o CEO do Grupo Heads/Inner, Claudio Loureiro, esta conquista foi um passo importante, ou melhor, um lance estratégico, como ele mesmo define: “Ter a Joanna Monteiro no time é meio como ter a Serena Williams a seu favor”.

Loureiro comenta que, além de criativa, Joanna está conectada com as inovações que os anunciantes precisam, sintonizada com a necessidade digital e consequente digitalização das empresas e com conhecimento em tecnologia, ferramenta sem as quais as agências não sobreviverão. “A Joanna foi eleita pela Business Insider uma das 10 mais criativas do mundo. Ela possui 47 leões em Cannes - marca de pouquíssimos profissionais, foi woman to watch e, certamente, é um dos mais respeitados nomes no mercado brasileiro”.

Ao avaliar o cenário e avanços que vem transformando a propaganda, Claudio reforça que o objetivo de uma agência é sempre o eterno crescimento, embora poucas consigam sobreviver. Ele diz que a ideia - seja pela criação ou pela estratégia - é o cerne desse negócio. “Ao contrário do que muita gente comenta, não vejo agências como commodities. As ideias é que diferenciam uma empresa da outra. Mas além de excelência criativa e total foco na estratégia, não podemos esquecer que houve uma mudança significativa nesse negócio: o uso de dados, de inteligência artificial e de todo aparato em tecnologia”. 

Sobre os impactos causados pela pandemia, o publicitário afirma que foi um ano de reflexões e questionamentos tanto no plano pessoal quanto empresarial. “Quem perdeu a oportunidade na revisão de conceitos de toda ordem, bobeou. O aprendizado foi a necessidade de aprender e de mudar”. Para o ano que só está começando, Claudio é otimista e prevê uma forte retomada dos investimentos no mercado. “Acho que a vacina nos traz esperança, mas a logística pode demorar mais tempo do que imaginamos. Também não se pode desprezar os movimentos econômicos do país, com setores indo muitíssimo bem e outros nem tanto. Particularmente, creio em um 2021 melhor que 2020. Mas ainda em ritmo de recuperação”.